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O amor, às vezes se assemelha às gigantescas ondas do mar que durante
longos anos batem de encontro às pedras...
De repente, saciadas e
lentas voltam suavemente sem nenhuma explicação sem satisfações a
dar.
O amor, em tempos é como a lua que enfeita noites e
noites acalenta os amantes indóceis abafa-lhes os rumores... E como uma
predestinação ao se formar uma tempestade com seus ventos uivantes a
lua se vai, se esconde.
O amor tem sua época de flor que espalha seu
doce perfume envolvendo corpos ardentes extraindo-lhe as
sementes...
E um dia, cumprindo o ritual vai murchando
lentamente perdendo a cor de suas pétalas deixando de ser,
simplesmente.
O amor, há quem diga que é a fúria de um vulcão
adormecido que quando quase esquecido arremete-se contra o
mundo...
E o envolve com suas lavas renascendo-lhe o
calor revivendo-lhe o ardor dando-lhe de novo a vida.
Tere Penhabe Itanhaém,
16/06/2003

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