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Não nasci aqui no céu também não nasci no mar venho de longe, da
terra onde eu aprendi a amar.
Alguns dos meus professores foram
pássaros que eu vi cuidando dos seus amores corruíras,
bem-te-vis.
Que saíam bem cedinho bem antes do sol nascer procurar
os alimentos para a sua prole trazer.
Hoje não vejo mais isso não
se consegue ter tudo aqui nem há passarinhos e o amor aqui é
mudo.
A menos que a gente chegue bem perto do mar, nas ondas então
ouve as serenatas do mar com suas delongas.
Mas é uma linguagem
dura de senhor, amo, patrão não tem jogo de cintura só prevalece a
razão.
Eu o amo mesmo assim porque sei o quanto sofre amo-lhe os
dons e os defeitos é passional meu direito.
Mas como eu ia
dizendo bem longe daqui eu nasci e hoje ouvindo lamentos (que por Deus,
não posso ouvir!)
Meu destino foi traçado por um anjo
desavisado que se esqueceu do principal de dar voz ao meu
sinal.
Por isso agora, o que eu posso é ser nova, ser
crescente encher-me de amor um dia para minguar lentamente.
E
pendurada no céu fico ouvindo me chamarem sem poder lhes responder e
nem é por não saber.
Fiz com meu anjo um trato para o caso
remediar só posso descer à terra se um amor eu encontrar.
Mas já
não tenho esperanças pois nunca hei de saber quem me chama, quem me
quer se sou lua, ele, quem é?
Se for alguém corajoso que não tema,
não vacile faça a hora acontecer que me venha conhecer.
Então
neste céu imenso Ornamentado de estrelas cairei entre seus braços, para
felizes bailar.
Mas minh'alma se entristece pensando:... quando
será???

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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