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Uma
procura angustiante essa que nossos passos fazem matraqueando
ritmados na calçada da vida.
O que há de se encontrar nunca se
espera, nunca se sabe mas prevalece a vontade de se encontrar a
verdade.
Que pode ser cruel, muito cruel ferir profundamente
sangrando nossas raízes mas não deixará cicatrizes.
Minha ronda,
por mais que eu negue busca um suspiro igual ao meu num peito menos
cansado que como eu, ainda sonhe.
E as migalhas que deixei
cair marcando o caminho de volta exatamente como a história um
passarinho comeu.
Por isso se me ouvir, não ignore venha me encontrar
aqui não deixe eu me perder sozinha nessa ronda que eu sei, é só
minha.
Eu pouco posso prometer porque pouco a vida me deixou mas o
meu sorriso você há de ter o melhor que alguém já lhe ofertou.
E vem
sem embalagem, verdadeiro como se fosse o último ou o
primeiro inteiramente meu, para tocar-me a alma nesta minha ronda, de uma
noite calma.
Itanhaém, 24/12/2003 – 23:47 hs

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