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A chuva cai, lenta e suavemente. O sol ao longe, dizendo que quer
nascer. As ondas se aproximam como sempre, quando me vêem passando por
aqui.
Dádivas da natureza! E são minhas! Como poderia negar que sou
feliz? Uma gaivota brinca em meu caminho finge fugir de mim, porém não sai
daqui.
O horizonte, um majestoso quadro beija docemente a calmaria do
mar. Pescadores cansados, seus barcos lentos voltam para casa; sempre hão
de voltar!
As ondas tocam meus pés como um carinho, o mesmo que sinto
na areia, ao pisar. O abraço morno da brisa me envolve, um sonho que
tenho medo de acordar.
Se condenada, como ré tiver que dar, todos os
sonhos que na vida cultivei, eu entrego de bom grado, podem levar: Mas por
amor a Deus, nunca me tirem o mar!!!
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