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 de Tere Penhabe
Não sou poeta, agora eu vi, agora eu sei! Se de lágrimas e dores é feito o
poeta se encanta quando canta as amarguras não quero ser poeta, macular
minh' alma pura com o sal das lágrimas, com tantas mágoas...
Quero
exaltar o riso e a alegria falar de amor sem dor, sem sofrimento prefiro
ser palhaça, por um ou mais momentos e ter a vida que eu quis, num vôo de
aprendiz perigoso, razante, empolgante, mas feliz!
Quero pousar na
alma triste do meu amigo matar sua sede, ser sua muralha, seu abrigo mas
nunca, nunca... ser o seu castigo! Não foi pra isso que eu vim, que estou
aqui minha missão é fazer rir, apenas fazer rir...
O que além daí eu
conseguir, é meu prêmio meu brinde, abono do coração que é meu amigo, meu
irmão jamais meu inimigo, pois nele mora gente que eu amo e quero bem, não
vivo sem!
Por isso agora, sem mais demora deponho minha comenda de
poeta não sei morrer de amor, nem de tristeza o mundo é lindo e a vida é
uma beleza mesmo que ainda haja desamor e guerras!
Tere Penhabe Santos, 30/01/2007

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