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 de Tere Penhabe
Morrer é apenas ficção máxima que foge à razão morro sempre, a cada
instante nos abalos do coração.
Morri um pouquinho algum dia quando
meu sonho primeiro segredou-me na surdina que não era
verdadeiro.
Morri depois mais e mais ao passar pelos meus dias no
ouro que me faltou no grande amor que eu perdia.
Nessa trilha fui
morrendo um pouco aqui, um pouco lá mas nem por isso sofrendo a morte
eu sei encarar.
O que não posso e não quero é morrer tão tarde
assim por amor tão grandioso que eu nunca conheci.
Morro sim, se me
deixarem pelo amor que eu cultivei gaivota no estuário... nesse mar me
sepultei.
Mas sigo em frente morrendo com meu riso a me
ajudar nunca serei infeliz só porque não soube
amar.
Tere
Penhabe Rod.CasteloBranco, 19/01/2007

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