de Tere Penhabe

 

Eu pecador, me confesso ao mundo
na consciência de um relâmpago
que dura apenas um segundo
todas as culpas, mesmo as que não tive...

Peço clemência a todos os meus sonhos
 talvez tenham sido ousados
talvez além da conta, bisonhos
o fato é que morreram todos, antes de mim...

Esta é a culpa que devolvo ao mundo
não mereço ônus pelo que me foi roubado:
a crença e a esperança no amor
pelas quais tanto tenho lutado...

Por isso revogo meu ato, antes impensado
não há contrição em mim
declaro-me inocente, ignorante
qualquer rótulo que me queiram dar
pois meu único pecado foi amar...

 

Tere Penhabe
Santos, 01/03/2006_17:00 hs

 

 

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