de Tere Penhabe

 

O primeiro foi um verso
tão mal feito, mal formado
como prenda inacabada
de aprendiz muito novato.
Ganhou meu primeiro beijo
não ganhou tudo o que quis.
Parecia ser pra sempre
nunca passou de aprendiz...

 

O segundo foi um sonho
tão antigo, tão querido
saiu de uma outra história
veio pra casar comigo.
Pesadelo se tornou
antes mesmo de dormir
Deveria ser pra sempre,
nunca passou de aprendiz...

 

O terceiro me encontrou
com o meu quinhão de fé
abalado, irreverente
numa alma de mulher.
Revolveu a minha vida
conquistou-me a confiança
num dia de romaria
nós trocamos alianças.

 

Tinha como ser pra sempre
fui feliz como ninguém
mas a vida é impertinente
roubou-me esse também.
Sobrou-me a poesia
meu belo porto de abrigo
onde descanso sozinha
que hoje sou só...
Terezinha.

 

Tere Penhabe
Santos, 05/03/2006_11:23hs

 

 

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