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 de
Tere Penhabe
Liberdade alcançada? Talvez, mas só
talvez...
As correntes que amarraram seus pulsos, agora ferem os
meus... Quando o vejo na calçada sem nunca sonhar com nada e só
contando com Deus...
As chibatadas que lanharam suas costas, incomodam minha
consciência de branco, agora que as recebo, talvez em dobro, do meu irmão
da mesma cor. Ora na mente cansada, ora na alma em torpor Pelas buscas
por emprego, direitos, verdades...
Liberdade alcançada? Não, meu
irmão afro-brasileiro!
Agora estamos nós dois no mesmo tronco, de costas um para
o outro!
Tere
Penhabe Santos, 17/05/2005

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