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Há
um rumor inconfundível de festas... o mundo se prepara
mais uma vez, entre tantas, para comemorar o Natal, as festas
de final de ano. Nada é novo, mas tudo parece brilhar...
E
mais uma vez, pouca gente se lembra do aniversariante, daquele
que deveria ser o homenageado...
Repetindo-se,
vemos o comércio tomar conta de tudo, numa desabalada
maratona para chegar na frente, ninguém sabe de onde... ninguém
sabe porque...
Vamos
mudar isso???
Você
pode... eu posso... todos nós podemos!!!
Vamos
embrulhar cuidadosamente um pouquinho de amor... fazer vários
pacotes, enfeitar com laços de ansiedade, colocar uma
pitada de pureza para dar maior encanto a esses pacotes, e vamos
entregar às pessoas que amamos.
Não
espere retribuição...
Os
presentes comprados nas lojas são fáceis de serem
retribuídos. Só dependem de algumas caminhadas,
algumas pechinchas, e a gente sempre acaba encontrando um equivalente
para retribuir. Mas o amor...
Ah,
meus queridos!!! O amor é caríssimo!!! Muito
difícil de ser retribuído. E na hora que o recebemos,
muitas vezes nem damos tanto valor, mas chega um dia que a gente
abre uma gaveta da vida, e vê lá no fundo aquele
pacotinho esquecido, geralmente já meio amarelado pelo
tempo, e de repente... ele é tudo que temos para nos
apegar. Ele é, incontestavelmente, a salvação
do nosso ego massacrado.
Por
isso, não tenha medo de que o seu presente não
seja devidamente valorizado. Com sorte, isso acontecerá
de imediato; mas se isso não ocorrer, com certeza ocorrerá
um dia.
E
não seja avarento. Não escolha com muito cuidado as
pessoas que receberão o seu amor. O amor é para
ser distribuído sem regatear, sem medo, sem limites. Pode
ter certeza que O Dono dessa festa estará com você,
cobrindo-lhe cuidadosamente como todo o amor do mundo!!!
E
você ouvirá lá no íntimo do seu coração,
a deliciosa sonoridade de uma voz interior que lhe dirá
com toda a suavidade e carinho


 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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