Eu não fui sempre assim
sozinha
havia perto de mim
sempre muita gente.

A alegria era constante
Necessária
porque era um sonho itinerante
aquela árvore colorida e brilhante.

O riso de crianças brincando
felizes
à espera de um papai noel
completamente diferente.

Que não chegava na janela
quieto
pelo contrário, era barulhento
a sua fantasia não convencia.

Ano após ano, a cena se repetia
vida
era o sentido que se tinha
nas nossas noites de natal.

A peça fundamental dessa festa
mãe
nunca pensei que um dia
ela não mais estaria.

E eu ficaria na janela, vendo lá fora
o mundo
como se não pudesse entrar
por não querer ou não precisar.

Ah! Que belas noites de Natal
aquelas
hoje eu sei que não verei jamais
noites tão belas, noites iguais aquelas.

 

Tere Penhabe
Itanhaém,  24/12/2003 – 23:55 hs

 

 

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