Participantes:

    01- Augusta Schimidt
    02- Tere Penhabe
    03- Raquel Caminha
    04- Bernardino Matos
    05- Ivone Zuppo
    06- Marcial Salaverry
    07- Luiza Helena G.Viglioni Terra
    08- Fatyly
    09- Vyrena
    10- Serra
    11- Azoriana
    12- Giovânia Correia
    13- Zuleika
    14- Nadir A D’Onofrio
    15- Mário Osny Rosa
    16- Graça Ribeiro
    17- Paulo Fuentes
    18- Thereza Mattos 
    19- Simone Borba Pinheiro
    20- Diógenes Pereira de Araújo
    21- Denise Severgnini
    22- Maria Mercedes Paiva
    23- Margaret Pelicano
    24- SuzetteDuarte
    25- Lídia Valéria Peres
    26- Ilona Bastos
    27- Zena Maciel
    28- Maria da Fonseca
    29- Celita (Celia Fernandes das Mercês)
    30- Schyrlei Pinheiro
    31- Eme Paiva & Maria José Z. Tauil
    32- José de Avelar (Zeca)
    33- Terê das Bêra Mar
    34- Faffi (Silvia Giovatto)
    35- Socorrinha Castro / Florzinh@
    36- Machado de Carlos
    37- Lêda Mello
    38- Maria Regina Moura Ribeiro
    39- Diana Lima
    40- João Abreu Borges
    41- Camila da Silva César
    42- Renate Emanuele
    43- Jade Tufic

    01- SÃO JOÃO
    Augusta Schimidt

    Lua cheia iluminando o céu
    Fogueira ardendo na terra
    Corações entrelaçados
    Abraços apertados
    No arrasta pé da paixão
    Era noite de São João.

    Damas vestidas de chita
    Cavalheiros com chapéu na mão
    A quadrilha marcava a festa
    Como manda a tradição

    E ao som da velha sanfona
    Que não parava de tocar
    Trocavam juras de amor
    Esperando o sol raiar.

    Campinas/SP
    01/06/2005*21.30hs
    www.augustaschimidt.prosaeverso.net

    02- NOITE DE SÃO JOÃO
    Tere Penhabe

    A noite estava tão mágica
    que as estrelas até sorriam
    iluminando nosso coração
    naquela noite de São João.

    O seu olhar tão amado
    atravessava a fogueira
    vinha ficar ao meu lado
    dando-me até tremedeira.

    Quanta alegria e emoção
    que se vive na meninice
    o tempo amarrota tudo
    sobra só o disse-me-disse.

    A escuridão se perfumava
    no cheiro de quentão e anizete
    a paixão arfava nossos corpos
    pureza pairava em nossa mente.

    Felicidade faiscava em labaredas
    como se fosse algo palpável
    ser feliz era fácil, eram veredas
    nelas iam firmes nossos passos.

    Não fomos longe, é verdade
    mas a alegria e a saudade
    das festas de São João
    nunca saíram do coração.

    Santos, 01/06/2005_19:24 hs

    03- RECORDANDO SÃO JOÃO
    Raquel Caminha

    Quanta recordação!
    Eu menina de trança,
    vestido rodado
    bordadinho com balões.
    Ficava ansiosa quando se
    aproximava  junho
    para brincar o São João.
    A fogueira queimando,
    fogos pelo ar, vejo um belo
    rapaz ao redor da fogueira
    a me olhar.
    O céu todo estrelado, a música a tocar...
    samba, xote e baião,
    pulamos de mãos dadas,
    a recordar os anteriores São João.
    Lembro daquela faísca, que bateu em
    meu rosto, pulei de desgosto,
    mas foi ela que fez acender,
    o nosso amor até hoje.

    04- FOGOS, ROJÕES, SIMPATIAS
    Bernardino Matos

    É festa na roça, muita alegria ao redor da fogueira,
    um agradecimento sincero pela colheita conseguida,
    muita comida típica, danças e festejos a noite inteira,
    milho assado, pamonha, canjica, variedade de comida.

    Fogos de artifícios, bombas, rojões, cerveja e cachaça ,
    a sanfona choraminga, o zabumba bem forte ressoa,
    o triângulo entra no ritmo,o casamento é uma graça,
    simpatias as mais diversas, um grito de esperança ecoa.

    Antes da meia-noite, uma faca bem amolada atravessa a bananeira,
    diante do sol nascente, sem que ninguém perceba, a faca é retirada,
    surgirão  na lâmina as iniciais do namorado, deixando a alma faceira.
    nasce, então uma esperança, de uma bela companhia na caminhada.

    Numa bacia cheia de água, uma vela acesa pinga, mais uma simpatia,
    pouco a pouco ou as iniciais de um nome ou de um rosto  o visual,
    aparecerão nítidos, nas pequenas ondas que se formam, que alegria,
    estará a caminho um amor que de tão verdadeiro  já é figura  real.

    Muitos se divertem, pulando por cima da fogueira, sem nada queimar,
    outros, com meia sola de crosta nos pés, caminham sobre o braseiro,
    sente-se um cheiro esquisito,de sola queimada e de um chulé de matar,
    que felicidade, meu Deus, proteja esses desfavorecidos o ano inteiro.

    Lá no céu São João contempla tudo e fica feliz de tanta bondade e fé,
    a simplicidade do povo, o jeito simples e rude de ser feliz e de  amar,
    percorrerá os pontos de luzes que se fixam em frente a casinhas de sapé.
    proteja esse povo solidário, torne o caminho sereno, pra vida deles melhorar.

    Fortaleza, 02 de junho de 2005.

    05- FESTA DE SÃO JOÃO
    Ivone Zuppo

    Dói lembrar!
    Pipocava a fogueira
    Subiam alegres balões
    As saias rodadas
    Flor nos cabelos
    Sorriso nos lábios
    Era festa de São João.
    Em cada canto um casal
    Beijava suas ilusões
    Parecia noite milagrosa
    Em que tudo podia acontecer.
    O quentão cheirava gostoso
    O milho verde assava na brasa
    A batata doce por sobre as brasas
    E o sanfoneiro Zé Cabrito
    Cantava sua composição:
    "Mais si ieu xóru
    É pruque veju ela xorá...
    ô Anáia si ieu sofru
    É pruque veju ela sofrê"!
    Sobe mais balão...
    Traz de volta aqui e agora
    Meu tempo de tanta ilusão!
    Quero dançar de novo a quadrilha
    Que enfeitou tantas noites alegres
    Fazer todas"simpatias"
    Que trazem "sorte" no amor.
    "O céu está tão lindo
    E a noite tão boa!!!!!!!!!!"
    Sonhar é preciso...
    Dói lembrar
    Mas é dor bonita!

    06- FESTA DUS INTÊRIÔ
    Marcial Salaverry

    Nóis qué convidá oceis
    prum rastapé qui vai contecê
    nu fim du meis...
    vai de um tudo aqui tê...
    tem muié bunita como quê....
    também vai tê tudo di bão prá cumê...
    todos vão se adeverti, cê vai vê...
    tem churrasco, qui é prá mode
    u bucho enchê...
    e pinga da boa prá tudo nóis bebê...
    adispois veim u sanfonero prá tocá...
    prá mode nóis dançá...
    as muié nóis pode garrá...
    só num pode singraçá...
    carece di respeitá...
    pruque si fizé farseta...
    vacilô... vai casá...
    Intão tá tudu convidadu... podi si achegá...
    Festa caipira num teim hora di começá...
    e meno inda di cabá...
    vai durando inquanto nóis guentá...
    nóis gosta di vivê, di comê, di bebê, i di dançá...
    vamu si achegando moçada...
    qui as moça tá tudu arrupiada...
    vai entrá sortera, i saí casada...
    adispois, é só cuidá da fiarada..

          Marciar Salaverry

    07- CIRANDA DO AMOR
    Luiza Helena G.Viglioni Terra

    No arraiá do amor,
    ciranda , cirandinha..
    em volta da fogueira
    meu amor estou a ver
    na noite de São João.

    O céu muito estrelado,
    a lua a surgir,
    dançando coladinho
    no ritmo da sanfona
    meu amor fala baixinho:
    -vamos ficar, até o sol nascer
    na ciranda do amor.

    Belo Horizonte/MG

    08- OS SANTOS POPULARES
    Fatyly

    Eu não me lembro, não
    festejar santos na minha terra
    se eram de Pedro ou João
    a sardinha era só p'ra rico
    o que apenas bem recordo
    era o meu dançar de menina!
    Nas noites quentes de luar
    acendia-se uma fogueira
    no areal à beira mar
    namorar, dançar e pular
    saudável brincadeira
    mas eu não quero chorar!
    Depois já bem crescida
    o som foi muito diferente
    bombas reais a ribombar
    não podiamos sair de casa
    a alegria fugiu da gente
    ficou a tristeza no olhar!
    Ainda hoje não consigo ouvir
    o fogo de artificio e foguetes
    memórias que nunca irão sair
    ainda picam como alfinetes!
    Em Portugal é uma tradição
    festejar os santos populares
    Lisboa é do António
    em Sintra reina o Pedro
    mas no Porto o belo João
    pousa o cordeiro no chão
    agarra no seu alho-porro
    ou no martelinho
    e toda aquela gente linda
    come a sardinha fresquinha
    temperada com belos olhares
    trocam beijos de carinho
    em nome do seu João!

    02/06/2005

    09- FESTA DE SANTANTONHO
    Vyrena

    Foi na festa de Santo Antonho
    qui cunheci meu amô.
    Foi só se batê os zóio
    qui nóis se enamorô.

    Fumo inté na procissão
    pra pedi pru santo a bênção,
    mais in veiz di i rezano
    nóis ia se namorano.

    O santo nem disconfiô
    i continuô nóis ajudano.
    Tanto isso é vredade
    qu' inté hoje tamo se amano!

    Pru isso moça sortera
    a isperança num pode perdê.
    Corre pra festança minina
    qui tudo pode acontecê!

    10- NOITE DE SÃO JOÃO
    Serra

    Senti, ao ver-te passar,
    qual noite de São João.
    Foguetes no teu olhar,
    fogueira em meu coração

    11- ENSAIO P'RA SÃO JOÃO
    (c) Azoriana

    Na Baía o São João
    alegre vai a cantar
    colorido é o balão
    para o porto enfeitar.

    Venham todos à Terceira
    Embalados pelo mar
    Um baile feito n'areia
    E nas fogueiras saltar.

    Vamos, toca a marchar
    pelas ruas da cidade
    Angra é amiga do mar
    ao leme vem a saudade.

    Vamos, toca a sorrir
    pelas ruas da cidade
    Brava Gente a colorir
    este jardim d'amizade.

    Foguetes riscam os céus
    a lua beija a Marina
    o reflexo vem de Deus
    Encanta a nossa Rainha!

    Angra bela cidade
    entre festas e arraiais
    ternura em qualquer idade
    embeleza o nosso cais.

    http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

    12- FESTAS JUNINAS
    Giovânia Correia

    Tá chegando Santo Antonio,
    e eu vou me animar.
    Vou pedir novamente ao Santo,
    para me ajudar a casar.

    Ele que é o Santo Padroeiro,
    Dos que vivem a buscar.
    Um amor, que seja verdadeiro,
    e que possa se perpetuar...

    No dia 24, do meu querido São João,
    vou  pedir a esse Santinho.
    Uma benção pro meu coração.
    Pulo até fogueira, pra receber sua benção.

    E no dia de São Pedro.
    Também não vou me esquecer.
    Espero que ele também possa ,
    os meus desejos atender.

    Festas Juninas são por mim muito esperadas.
    Fico numa grande animação.
    Danço quadrilha, como pipoca
    Não deixo de beber o meu quentão.

    Paçoca, pamonha e vinho quente.
    Adoro essa nossa tradição.
    Ao som de uma velha sanfona.
    Acalento o meu coração.

    Fico aqui a esperar.
    Comendo um pouco de amendoim.
    Espero que esse ano.
    O meu bem lembre de mim...

    E quando as festas juninas chegarem.
    Irei até o amanhancer...
    Vou pular até fogueira.
    Para o meu amor me querer

    13- NOITE DE SÃO JOÃO
    Zuleika

    Mocinha nova in flô butão
    Di manhanzinha adispertô
    Zóio briando feito carvão...
    Era Dia de São João!

    Na vila ia avê festança
    Quadria, fuguete e quentão...
    E prú restu das criança
    Tinha pipoca, buscapé e balão...

    Mais o que a mocinha queria
    Era ver a sorti na bacia...
    O que os pingu de vela diria
    Ara!Na ispera si afligia...

    Carecia vê um nome
    Que São João ia mandá
    Pru amô di sua vida
    Já teimava in advinhá...

    Ia sê o Zé da Venda
    Si num fô brigava intão..,
    Ia cum fé isperá São Pedro
    Certeza um santu mais bão...

    Zé era o galante moçu
    Qui as noite da mocinha iluminava
    E qui já desde novinha
    Prá ele si imbelezava...

    E pru modi tantu pensá
    O dia passô num piscá...
    Tardinha,na hora da dança
    Magina!o Zé, na sorte,tornô seu par!

    Só fartava São João gostá
    E São Pedro num arreliá
    Prá mocinha, já nas grória
    Já cum casório a sonhá...
    Cum Zé da Venda nu artá...

    Cum a fugueira a briá
    Vâmo a São João saldá!!!

    Site do "Cumpadi Zé da Roça, Rosinha e Mariazinha"
    (zedaroca.fateback.com/poesias_matutas.htm)

    14- FESTA JUNINA
    Nadir A D’Onofrio

    Hoje tem festa no arraial!
    Vestido de chita, todo enfeitado,
    Fogueira dança e balão!
    Tem noivos, padre e padrinho...
    Quadrilha, pipoca e quentão...

    E, lá se  vai a moçada,
    Tentar a sorte grande...
    Quem sabe, arranje um Antonio,
    Pedro ou João,  p’ra realizar o casório...
    Na fazenda do Bento
    Até ao final de Dezembro...

    Bolo de fubá, amendoim e pinhão,
    Eitaa....gente... haja quentão!
    Rojões explodindo,
    Corre pessoal...olha o buscapé!
    Nhô Zé...só alimentava a fogueira...

    Nessa dança gostosa
    Me encanto com o moreno
    Escapamos da quadrilha
    P’ra namorar escondido
    Atrás do enorme Bambuzal...

    Abençoado  Bambuzal!
    Que serviu de cortina
    Acobertou nosso amor acontecer...
    Agora, com essa enorme barriga
    Só, esperando o Tiãozinho  nascer...

    Vai ser, um macho bonito!
    Peão dos bons...
    Pele queimada olhos, cor de avelã!
    Malandro...
    Parecido com o pai!

    03/06/2006  9:14
    Santos /SP

    15- FESTAS JUNINAS
    Mário Osny Rosa

    Santo Antonio, São João e,
    São Pedro é hora de soltar balão.
    No salão dançando a quadrilha,
    O caminho da roça se trilha.

    Na fogueira de São João,
    Assando muito pinhão.
    Rapadura e amendoim,
    Ainda temos quindim.

    Pedindo a Santo Antonio,
    O santo casamenteiro.
    Todas estão confiantes,
    Num casamento certeiro.

    No mês das festas juninas,
    É São Pedro quem anima.
    Com suas benções divinas,
    Aos festeiros da esquina.

    São José, 3 de junho de 2005.
    morja@intergate.com.br

    16- ARRAIÁ DA TERE
    Graça Ribeiro

    Vai ter festa lá no arraiá.
    A Tere mandô te cunvidá.
    Vai ter contador de causos
    com estórias de arrepiar.
    bebida pra quentar os pulmão
    gente bunita e inté namoração.

    Diz,
    que vai ter pão-de-queijo dos bão,
    pé de muleque, canjica, quentão.
    Tudo virtual pra gente cumê e bebê.
    (Esse tar de virtual  o que é não sei.
    Deve de ser trem  inventado
    pela  cumadi Tere)

    Diz,
    que a Tere cunvidô o Zé,
    que chamou a Maria,
    que cunvidô o João,
    que chamou o Sebastião,
    - aquele sanfoneiro que faz
    a sanfona chorar de emoçao
    e todo mundo arrastá os pé do chão..

    Ocê precisa sabê:
    Diz,
    que inté poesia vai ter.
    A Tere cunvidô todo mundo,
    até uma tar de Internet
    vai levar gente pra cantar,
    dançar, prosear e poetar.

    uai, o que ocê tá esperano, home!
    Da donde é esse tar de arraiá?
    Anota bem o lugar,
     que é pra mode
    de ocê num errá:
    www.amoremversoeprosa.com
    é lá que nois vai dançá
    e farriá inté o sol raiá.

    Varginha-MG

    17- INFÂNCIA FELIZ
    Paulo Fuentes

    Lembro de meus tempos de criança...
    Quando eu admirava o povo simples...
    Todo nas noites juninas entrar na dança.

    Lembro dos tempos de felicidade...
    Onde o povo feliz nem ligava para vaidade...
    E só o que importava era dançar livremente...
    Mostrando no rosto toda a sua felicidade.

    Lembro do tempo de ternura....
    Que mesmo as pessoas mais humildes se uniam...
    E nas mesas à beira da fogueira...
    Traziam guloseimas e mostravam até certa fartura.

    Lembro-me de meu tempo de infância...
    E sinto saudades daqueles dias...
    Em que tinha ao meu lado toda a minha família...
    Que hoje infelizmente já não tenho mais.

    Lembro-me da pureza dos balões...
    Que no céu escuro suas luzes brilhavam...
    E muito pouco incomodavam...
    Mas que hoje causam grandes confusões.

    Lembro-me de ter sido um dia feliz...
    Mas o destino me fez crescer...
    E assim fazendo tomei um novo rumo...
    Que hoje sinceramente não sei dizer...
    Se de fato sou feliz.

    18- SANTO ANTONIO
    Thereza Mattos

    Ocê num está me ovindo
    num vê que eu quero casá?
    fica aí no altá, só rindo
    enquanto os homi só qué mi bejá...

    Vô botá ocê virado pra traiz
    até ocê me atendê
    assim de castigo ocê me faiz
    esse pedido acontecê...

    O Tônico inté pode sê
    se ele lavá os pé
    quando ele tira as butina
    num guento o budum do chulé...

    Tumbém pode sê o Zé
    se ele pará de cuspí
    masca fumo chera rapé
    e inté já cuspiu em mim...

    O que quero é desencalhá
    e inda vô te prometê
    juro que num vô falhá
    se meu pidido atendê...

    Thereza Mattos  SP

    19- "ARRAIÁ" DE SÃO JOÃO
    Simone Borba Pinheiro

    Os fogos anunciavam
    a subida dos balões,
    que o céu iluminavam
    a noite de São João.

    Barraquinhas de pipoca,
    cachorro quente e quentão,
    a moça vendendo "bitoca"
    e os moços dizendo:- Que "bão"!...

    Com balões e lindas bandeiras,
    o "arraiá", estava enfeitado,
    para as muitas brincadeiras,
    sem poder ficar sentado.

    No auge da festa animada,
    no quintal entra a quadrilha:
    À frente a noiva mimada,
    com a barriga na virilha.

    O noivo, o bem amado,
    tremia sem parar
    de medo do sogro armado,
    que só fazia gritar.

    O padre só gaguejava
    em frente a tal situação,
    e a mãe da noiva rezava
    pra acabar a confusão.

    Casamento realizado,
    o sogro se acalmou,
    o amor estava selado
    e a festa continuou.

    Data:22/ 05/ 2003

    20- FESTA JUNINA
    Diógenes Pereira de Araújo

    Quero entrar nessa ciranda
    pois já vi que tem quadrilha
    e uma turma veneranda;
    vai ser uma maravilha

    A festa junina tem,
    além de muito quentão,
    muito doce e tem também
    o calor do coração

    Só não existe fofoca:
    se surgir um falador
    nois entope de paçoca;
    só queremos bom-humor

    Já vi que há gente de peso
    No bom sentido, atenção!
    A ninguém chamo de obeso
    a quem dança dando a mão.

    diogenes@poemanet.com

    21- FESTAS JUNINAS
    Denise Severgnini

    No meu Rio Grande querido
    Os santos são tradicionais
    Santo Antônio é o primeiro
    No dia treze de julho
    É o santo casamenteiro.

    No dia vinte e quatro,
    Festejamos sem bobeira
    As quentinhas fogueiras
    Em homenagem a São João.

    No dia vinte e nove,
    Mais um santo é lembrado
    São Pedro do Rio Grande
    É o homenageado!

    As festas juninas
    No sul do Brasil são fenomenais
    Com seus folguedos divertidos
    E alimentos sortidos...
    É a pipoca quentinha...
    O pinhão descascado...
    O quentão fumegante...
    E a batata assada...

    Com ansiedade,
    Esperamos
    O mês de junho chegar
    Para os queridos santos
    Poder festejar.

    22- MINHAS BUTINA
    Maria Mercedes Paiva

    Prá ganhá um cafuné
    da Rita, minha muié,
    sem butinas no meu pé
    -é ansim que ela qué !

    Quent'água no caldeirão
    e antes de deitar na cama,
    lava meus pé cum sabão.
    -só ansim ela me ama!

    A Rita é mesmo ansim!
    Num gosta das minhas bota
    Tira logo elas de mim
    e as atira pela porta!

    E, quando dá de chovê
    e moiá toda a campina
    pra fora ninguém me vê
    passo os dia sem butina!

    Ocês sabem como é?
    Segundo minha muié
    num dá pra rezá sem fé
    e nem padre sem batina!
    Num rima amar com chulé,
    e nem amar de butina!

    junho/05

    23- OS MILAGRES DE SANTO ANTONIO
    Margaret Pelicano

    Com vestido xadrezinho,
    nas maria-chiquinhas,
    laços de fitas,
    o rosto pintadinho
    e sardas para disfarçar,
    lá vai Rosinha velha, em busca de um par...
    Todos se ajeitam
    a quadrilha começa
    e a jovem senhora a chorar...
    Cadê meu Chico Bento,
    meu corôa ciumento
    que não vem me embalar?
    E os jovens nem percebem
    que ela também está a amar!
    Que ela tem o mesmo direito,
    de fazer simpatias,
    tomar quentão,
    comer canjica,
    observar as chamas da fogueira,
    que estão a crepitar...
    Mas eis que chega um velho novo,
    charmoso, gostoso,
    olhar a disparar,
    setas encantadas,
    e o coração dela põe-se em fogueira a pular...
    a mente pensa
    em enfiar a faca na bananeira
    para ver se com ele vai casar...
    Com novo ânimo, meio sorriso no olhar,
    esquece o Chico Bento,
    sorri toda faceira,
    se aproxima como quem não quer nada
    e sussurra?
    Tá na hora do 'olha a chuva'
    quer vir aqui se abrigar?
    Ele aceita,
    bigodão marcado de carvão,
    dá-lhe o braço, pula a cobra,
    faz mesuras....
    e nessa hora, chove alegria para todo lugar...
    Rosinha encontrou novo amor
    com a ajuda de Santo Antônio,
    e sua promessa já pode pagar!

    24- S. ANTONIO,S. JOÃO,S. PEDRO
    Suzette Duarte

    Nos três santos populares
    Eu vou saltar a fogueira,
    Despertos certos olhares,
    Pra verem a minha braseira.

    Diz-me pois ó meu santinho
    Arranjas-me um namorado?
    Vou dar-te um recadinho
    Seja ele bem delicado...

    S. Antonio de ti espero
    Um marido prazenteiro,
    Um moço novo eu quero,
    Pra lhe tocar o pandeiro.

    A S. João vou pedir
    Um bonito cordeirinho,
    Com ele eu possa seguir
    Levando na mão o arquinho.

    S.Pedro por ser o último
    A sua chave lhe vou pedir:
    Espero que não dificulto
    Se eu pró céu poder ir.

    Abençados santinhos
    Nestas Festas Juninas,
    Recebem os recadinhos
    Destas ditosas meninas...

    www.suzetteduarte.com

    25- É FESTA CAIPIRA... VAI TÊ... 
    Lídia Valéria Peres

    Meu ranchinho é bem piquititinho,
    mas vai dá pra acunchegá.
    Vai tê muita gente, cantoria, dança e viola,
    tamém muito arrastapé...
    Queru vê gente chegano, gente cantano,
    pra todu mundu si oiá.
    Meu ranchu num tem janela, cas paredi
    tudo torta, ma num é isso qui vai trapaiá.
    Tem um fugão na cuzinha, vamu fazê pipoca,
    e sempri u quentaum isquentá.
    Minha sogra vai sê uma tristura,
    puis gosta di fuxicá.
    Ela custuma rogá praga ni quem garra nu dançá.
    A genti isqueci a véia e vai pru terrero si alegrá.
    Vai tê paçoca da boa e minduim pra isquentá.
    Na fuguera, vamu assá u mio qui é pro gais num cabá.
    Dispois da cantoria, vamu dançá a quadria e vamo
    namorá, bejá, cantá... i si a sogra véia num tivé pertu,
    nóis podi até si abraçá.
    Eu tô falano tudu issu, purque si propaganda num façu,
    num vai tê arrastapé...
    Vô ficá nu meu cantinho, co meu véio, tadinho...
    tá bem acabadu, increncado...
    Tem dor nu corpu, u coitado...
    u pé tá sempri inchadu, purisso, só fica sentadu.
    Eu só façu memu propaganda purque gosto di
    festa di São Juão,
    purque si mexu u méu pé,
    u meu véio fica arrepiadu, cum ciúmi, coitado!
    Si ficá nervosu, cumeça a xingá...
    joga tudo pru chão.
    Dispois ninguém sigura i o baile podi acabá.
    Vai sê uma noiti linda, tudu mundo filiz
    si deliciano co quentaum...
    Vai sê taum baum!
    Eu gostu di romaria, di festança, di fuguera
    e até dispois, pá pagá us pecadu, fazê uma porcissão...
    São Juão fica contenti, purque sabi qui a genti gosta
    das noiti di São Juão. Taum baum!...
    Dispois qui u baile acabá, nóis ajueia nu artá,
    nóis fála cum sentimentu profundu:
    Meu Deus,nóis tem muinta fé, mais
    num dexa acabá essa aligria
    qui faiz bem pra todu mundo.
    Viva a noiti di São Juão, a fuguera,
    o arrastapé, u quentaum...
    i a nossa uniaum!
    Taum baum!

    lidia.valeria@uol.com.br
    www.saladepoetas.eti.br

    26- FESTA DE SANTO ANTONIO
    Ilona Bastos

    Santo António vou festejar,
    Levo um arquinho e um balão,
    Toda a noite vou bailar,
    Ao meu amor dar a mão.

    Vou comprar um manjerico
    E ofertá-lo ao meu amor.
    É viçoso, verde, rico,
    Vermelho, o cravo, um esplendor.

    Sua quadra popular
    É de amor uma mensagem:
    “Pelas ruas a dançar
    Só verei a tua imagem.”

    Aqui se salta a fogueira,
    Ali se ri, a brincar,
    Além se canta, altaneira,
    Uma canção popular.

    No arraial, enfeitado,
    De luzes, grinaldas, balões,
    Cintilantes, lado a lado,
    Batem nossos corações.

    Lisboa, 03/06/2005

    27- ARRAIÁ ESQUISITO
    Zena Maciel

    Neste arraiá eu não vou ficar
    Não encontrei nenhum par
    Vim aqui para dançar
    e não para espiar

    Que coisa mais esquisita
    Os homens fazendo fita
    Ficam do lá de lá  e
    as muiés do lado de cá

    Valei-me Nossa Senhora
    que forró mais caipora
    Eu vou é sartar fora
    Dançar noutro lugar

    Recife/04/06/2005

    28- NOITE DE SANTO ANTONIO
    Maria da Fonseca

    Na noite de Santo António
    'Stá a rua engalanada.
    O caldo verde fumega,
    Já cheira a sardinha assada!

    Na nossa antiga Lisboa
    Todos vão prò arraial.
    Musica e muita alegria
    Em roda tradicional.

    Tudo a postos para a festa
    E ninguém pode faltar,
    Desde a jovem casadoira
    Ao seu avô, pra bailar.

    Têm cravos de papel,
    Os manjericos cheirosos,
    Que alinham nos tabuleiros,
    Com versinhos amorosos.

    Por todo o lado, o Santinho
    Se mostra em barro ou cartão.
    Tão saudado não há outro,
    Só no Porto, o S. João.

    O meu amor 'stá comigo
    No Santo António a brincar.
    Eu só pretendo, querido,
    Que vás comigo ao altar.

    Lisboa, 4.06.05
    http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004

    29- SANTO ANTONIO
    Celita (Celia Fernandes das Mercês)

    Santo Antonio, eu sei que estás
    com a paciência a se esgotar
    mas me faças uma gentileza
    ponha um "pão" na minha mesa.

    Se calhar, de olhos verdes
    perna grossa e olhar morteiro
    se me fazes esse milagre
    rezo o terço o ano inteiro.

    Salvador-BA

    30- A CAMINHO DA ROÇA
    Schyrlei Pinheiro

    Não faço troça, carrego a viola,
    acompanho o sanfoneiro até o dia raiar.
    Não pulo a fogueira antes de casar,
    ponho fogo na emoção,
    pedindo a São Pedro
    a chave do teu coração.
    São João esta dormindo,
    Santo Antonio ainda não,
    as brasas estão tinindo,
    bebam do quentão,
    cuidado com os fogos,
    apaguem o balão.
    No céu, as estrelas brilham,
    iluminando o sertão
    os pares estão dançando,
    com grande empolgação,
    animando a festa de ocasião

    31- O DITO DA RITA X A RITA DO DITO

    Na quermesse vô pescá
    alguma linda prendinha,
    para te presenteá,
    minha Ritinha!

      Inconto isso vou ficá
      nu seu braço garrada!
      É o ciúme mardito,
      meu Dito!

    Pra ocê, maçã do amor,
    dessas que são bem docinha!
    Cê gosta desse sabor,
    Minha Ritinha?

      Gostio da maçã, sim
      mais tu sabi, né Dito?
      Meus dentim tão quebradim,
      perfiro mais pirulito.

    Tomo uns gole de quentão.
    Essa é pinga das fraquinha.
    Fico todo animadão,
    Minha Ritinha!

      Quintão inté qui é bão
      mais ocê animadão...
      Se alembra lá na pracinha,
      ocê mi dexô nuazinha!

    Careço de te abraçá
    pra dançá bem paradinho...
    no teu rosto encostá,
    Minha Ritinha !

      Tumbeim quero abraçá.
      Sem essa di incustadinho!
      Eu sinto ocê crecê
      i mi dá um nervosinho!

    Ocê fica ansim vremêia...
    Inté dá suspiradinha...
    e nóis perto da fogueira,
    minha Ritinha!

      Eu i ocê perto da fogueira,
      as perna dá tremedeira!
      Isso mi dexa vremeia
      já tô pensano besteira!

    Vem pra fora do arraiá
    pra perto dessa rocinha?
    Num percisa preocupá,
    Minha Ritinha!

      Ocê tá doidio, homi?
      Praquê i prus cantão,
      si aqui tem di tudo,
      forró, ranchera e baião?

    Eu só quero te abraçá!
    Que vontade danadinha!...
    Dá tua boca preu beijá,
    Minha Ritinha?

      Num fala isso!
      Mi faça o favô!
      Foi cum essa vuntadi
      qui Rosinha embuchô!

    Ocê qué mi namorá?
    minha flor da manhãzinha?
    Com teu pai eu vô falá,
    Minha Ritinha!

      HARA! Pensei qui já fossi
      tua namoradinha!
      E já te taco essa bolsa!
      Tu tá olhano a Chiquinha!

    E, despois, pra nós casá,
    vô fazê uma casinha
    de sapê pra nóis morá,
    Minha Ritinha!

      Ah, Dito! Em nossa casinha
      quero uma rede gostosa,
      pra ficá a ti esperá
      toda cherosa e fogosa!

    Inté mudamo de cor:
    nossas cara vremeínha!
    Chamam isso de amor,
    minha Ritinha!

      Sniff!  Tô vremeia
      mais é di dô!
      Ocê pisô cum butina
      nu meu pezinho, amô!

    Autoras:
    O Dito- Eme Paiva
    A Rita- Maria José Z. Tauil
    Junho/2005

    32- PEDIDO PRA SANTANTONHU
    José de Avelar (Zeca)

    Foi numa festa di São João
    nessas di todos os meis de junho
    qui eu cismei di arrumá
    pra mim uma namorada
    i comecei logo apelando
    pru Santo-casamenteiro
    i até fiz uma muziquinha
    qui era assim pur mincantada:

    Mi valha meu Santantonho
    será qui eu sou feiu i medonho
    pois muié num consigu nada
    pra sê minha namorada !

    Santantonho, Santantonho,
    eu inté ti prometu mesmu
    si miarrumá uma namorada
    muita pipoca i torresmu!

    I faço aqui uma promessa
    si mi atendê bem dipressa
    mi arcridite i ouça bem,
    qui é u mió Santo qui tem!

    Santantonho, Santantonho
    U Sinhor sabi qui eu sou u Zé
    mei arruma uma namorada,
    mais... qui ela seji muié !

    I tem mais inté prometu
    da Sé inté na Barra Funda
    di i pulando tudas fogueira
    nem qui queimá us pêlu da perna!

    Neim São Pedro neim São Juão,
    atenderu essi pididu
    Santantonho só u Sior memu
    pódi mi fazê di maridu!

    I até pódi falá pras muié
    qui si fô pricizu eu apanhu
    mais... mi arrumumanamorada,
    Santantonhu, Santantonhu !!!

    33- DIVIDAMENTE TORIZADA...

    Mai si o moço num si importá
    eu queria lhe propô
    uma proposta porreta
    que o santo hai de aprová.
    Ele anda bem cansado
    tudo mundo sabe disso
    e num tem pruque procurá
    puis tamém quero um marido.
    Ele faiz a transação fajuta
    inda leva a lovação e as reza
    e hai de tê um terço de lambuja.
    De tudo, só o que eu peço
    é que o moço inda funcione
    nem que seja na banguela
    no tranco ô na ribancera
    sinão vai dá choradera...
    No mai, que tenha uma chopana
    preu botá meus bibelô
    água incanada e uma cama
     tirá água de poço eu num vô.
    E qui saiba contá história
    que eu sô chegada im iscuitá
    se subé tamém cantá
    eu prometo pro moço dançá.
    Mai tem que amarrá as coisa antis
    módi no chão num ispaiá...
    Muié eu sô, isso eu garanto
    faço armoço e faço a janta
    nem careci pulá a fuguera
    que hai de lhe dá tremedera.
    Intão fica ansim cumbinado
    que si o santinho aprová
    manhã memo tamu casado.
    Mai o sior vai me prometê
    dá fim naquela muierada
    que te rodeia no okut
    e tamém no tar gazzaga.
    Que aquilo dá uma gastura
    dá cocera e inté friera
    e num tem uma madura
    tudo minina foguetera.
    Fiz um acordo co santo
    dibaxo dos pano, no paralelo
    que se o sior tivé mintino
    vai tê é que pagá caro.
    Ele vai lhe castigá,
    e a partir dessi dia
    tudo que anti subia
    nunca mai vai levantá
    nem poera...eita!!!
    rssssssssssssssssssss
    E tenho dito!
    ops...tenho Santantonho!

    Tererê das Bêra Mar...praguejenta.

    34- FESTAS JUNINAS
    Faffi (Silvia Giovatto)

    Balão no céu, festa na terra,
    está era a tradição do mês de junho...
    Vestido de chita, chapéu de palha
    fogueira, quentão, pipoca...
    corações apaixonados e a tradicional quadrilha,
    a cobra aparecia e mudava o rumo da dança
    depois vinha a chuva...e
    a gente entrava no túnel pra não se molhar.

    Já não se faz mais festa como antigamente,
    agora o balão cresceu e virou incendiário
    as fogueiras chegam quase ao pico do céu,
    e não dá mais pra pular...
    Santo António não é mais casamenteiro
    São João não quer mais acender a fogueira
    São Pedro esconde a sete chaves o segredo do céu.
    O tempo passa, e na ânsia de melhorar
    o povo faz tudo errado...porquê será?
    Quero pular a fogueira como laiá pulava
    Quero dançar quadrilha de mãos dadas com o meu amor
    Quero doce-de-batata-doce, pipoca, quentão e maçã do amor 
    Quero ver o arraial com bandeirinhas coloridas
    Quero balãozinho de loja, nada de balãozão
    Quero correio elegante e arrasta-pé
    Quero que São João acenda a fogueira, no meu coração!

    faffi/06/06/05

    35- SÃO  JOÃO  NO  SERTÃO
    Socorrinha Castro / florzinh@

    Menina de chita florada,
    enfeitada de botão,
    com seu chapéu de fita, menina,
    estás linda nessa noite de são João.

    No terreiro, o sanfoneiro,
    com sua sanfona afinada,
    puxa o fole a noite inteira,
    prá alegrar a moçada.

    Num arrasta pé no sertão,
    em noites de São João,
    todo mundo dança feliz,

    quando o sanfoneiro arretado,
    puxa o fole animado,
    e, toca as músicas do Luís.

    E, até mesmo o sanfoneiro,
    toca e dança sem parar,
    avisando prá moçada,
    que não pode cochilar.

    E, ao redor da fogueira,
    as moças namoradeiras,
    arriscam pedir prá São João,

    que fale com Santo Antônio,
    prá arrumar depressa um dono,
    que encante seu coração.

    E, o céu todo estrelado,
    enfeitado de balão,
    ao som da alegre sanfona,
    alegra o coração.

    Iluminando o terreiro,
    dizendo pro mundo inteiro,
    que não existe mais belo,
    que um arrastar de chinelo,
    no São João lá do sertão.

    Salvador- BA 07/06/05  04:30am
    www.socorrinhacastro.com.br

    36- TEMPO DE SERESTA
    Machado de Carlos

    Mil estrelas bailam no espaço maior...
    O Astro-Rei mostra um rosto esguio...
    ...E eu no infinito sonho pueril
    Contemplo os pássaros ao redor:

    O ano vai... O mês volta com toda cor;
    Uma palpitação ultrapassa a mil...
    No corpo da morena há um frio...
    Embriago-me no hálito dessa flor!

    Os pés queimam... Uma viagem em brasas...
    Nalgum lugar um casal se arrasa;
    O céu estremece!... Rara beleza!...

    Há delírios num afago daquela mão
    A vida passa!... É noite de São João!...
    Há um vaivém disfarçando a tristeza!...

    Carlos,
    Ribeirão Preto, 07 de junho de 2005 * 19h12 min.

    37- Ó NÓIS NAS FESTA!
    Lêda Mello

    Viva meu Sinhô São Juão!
    Viva u seu carnêrim!
    Sinhô São Pêdu, tão bão,
    Viva, com muntu carim!
    Santu Antoim, du coração,
    Vivu quiridu santim.

    Sinhô São Juão traz fartura,
    Aligria pru sertão.
    São Pêdo, porta sigura,
    Ca chave du céu na mão
    Dois santim qui as criatura
    Guarda beim nu coração.

    Mais meu Santu Antoim quirido
    É santim ispiciá
    Queim quizé ranjá marido
    Basta pur eli chamá
    Pódi num sê u iscuído
    Máis vai dá pra tapiá.

    Mêis di festa aqui na roça,
    I na cidadi tomém.
    Nu paláciu i na paióça,
    Num fica quétu ninguéim.
    Nóis, filiz, isqueçi a fossa.
    Qui us anju diga améim!

    Arapiraca (AL), 07/06/2005

    38- FESTAS JUNINAS
    _Acróstico_
    Maria Regina Moura Ribeiro

    F ogos de artifício, bombinhas, rojões, cerveja e quentão,
    E m cada canto namorados, marido e mulher, e sei lá mais o que...
    S onhar é preciso, mas também inovar, renovar, inventar...
    T em mulher bonita como o que... e muito mais.
    A presentar-se a caráter é necessário na festança de amanhã,
    S anto Antonio, São João e São Pedro: me ajudem a achar o meu amor.

    J uro que não vou falhar, se vocês meu pedido atenderem.....
    U m céu muito estrelado e a lua a surgir,
    N ós dois juntos dançando no arrastapé .
    I maginem todos os convidados dançando...
    N a festança ainda vai ter quadrilha, pinhão e amendoim...
    A os queridos santinhos vou eternamente agradecer,
    S e o meu amor verdadeiro encontrar...

    **

    Agora um pensamento para todos nós:
    O tempo passa depressa mas, quem diz que eu envelheço?
    Cada novo dia é uma promessa!
    Cada sonho... um recomeço!
    Abraços da amiga coruja
    Maria Regina Moura Ribeiro,
    corujando dia e noite no
    www.corujando.com.br

    39- PEDIDO EM ORAÇÃO
    Diana Lima

    Eu pedi numa oração
    Ao querido São João
    Prá ninguém soltar balão
    São João me perguntou
    Se aprendi no CORAÇÃO
    Mais esta lição
    Ele parabenizou e mandou
    Com Santo Antonio reforçar
    Santo Antonio me falou
    Eu sou santo de fazer casar
    Isto é com cada consciência
    Todos sabem do perigo
    Mas prometo ir falar
    Com a Divina Providência
    E aproveita pede já
    Para o seu par encontrar
    Que é tempo também de namorar
    Posso te fazer casar
    Para casar eu disse não
    Eu só vim fazer o pedido
    Prá ninguém soltar balão

    Santo André/SP,10/06/2005

    40- CANTIGA DE JOÃO
    João Abreu Borges

    Pra variar, minha grande amiga,
    estou chegando um pouco atrasado,
    assim como os climas estão mudados
    e a previsão do tempo uma intriga.

    Embora este atraso me contradiga,
    devo lhe dizer estou mui entusiasmado,
    me chamo João, de festa e santo amado,
    e autor dessa ciranda... talvez cantiga.

    http://paginas.terra.com.br/arte/cancaodoser
    liter@terra.com.br

    41- LINDA JUNINA
    Camila da Silva César

    Que linda Junina,
    Festiva como sempre,
    Em seus olhos contentes
    O desejo de se divertir,

    Ah linda Junina,
    Enche os corações de alegria,
    Com essa magia folclórica,
    Que retrata um pouco a nossa história.

    Linda Junina
    É diversão, confusão.
    Tudo se encaixa na matéria
    Da felicidade,
    O importante mesmo é curtir.

    Linda Junina
    Some entre os fogos,
    Brilha entre as quadrilhas,
    Quente entre as fogueiras,
    Culta entre as culturas,
    Divertida entre as brincadeiras.

    Linda Junina
    Vem e deixa saudades,
    Suas músicas, danças, comida,
    Bebidas, brincadeiras e vontades.
    Mas deixa a alegria de ter vivido
    Mais uma linda Junina

    10/06/2005

    42- MÊS DE JUNHO
    Renate Emanuele

    As festas começam com Santo António
    Dia doze é o dia do santo casamenteiro
    É para ele que fico rezando o dia inteiro
    Na esperança de arrumar o meu casório

    Todo o arraial fica enfeitado, sanfoneiro
    Foguetes, balões, bandeirolas coloridas
    Vestidos de chita, chapéu de palha, fitas
    A camisa xadrez e remendo costumeiro

    Logo dia vinte e quatro dia de São João
    Mais um dia de festa, é cerimônia na roça
    Namoro que vai longe entre rapaz e moça
    Gostoso pular fogueira, iguarias e quentão

    Para terminar vinte e nove, mês de junho
    O dia de São Pedro, um santo de respeito
    Tem a chave do céu, como porteiro eleito
    Dia de muito frio, então esquenta o vinho

    Para animar esta festa tem o pau de sebo
    E quem subir enche o bolso de trocado
    O casamento para este ano já marcado
    O padre, padrinhos a noiva e o mancebo

    Tem muito churrasco, pipoca e pinhão
    Com quadrilha para animar a festança
    Até o padre sisudo entrou nesta dança
    mês de alegria de felicidade e emoção

    43- ORAÇÃO PRA SÃO JOÃO
    Jade Tufic

    Meu padinho São Joãozinho
    Di jueio no chão
    Lhe faço essa oração
    Cum reverência e dimiração

    Proteje nóis tudo dessa ciranda
    Cuida bem da dona dela
    Arranja marido prela
    E pás muié sortera tomem.

    Dá harmonia pus amigo
    Proteje di tudo qui é pirigo
    Inspira novos poema
    I caba com tudos probrema

    Meu padinho São Joãozinho
    Tomem quero lhe pidi
    Um marido com quem possa dividi
    O resto da minha vida

    Sei qui essa minha oração
    Vai toca vosso coração
    I us pidido vai atende.

    Sei qui num vai nunca isquece
    Dessa sua fiada aqui
    Pur isso meu padinho São Joãozinho
    Eu quero agora lhi agradece
    Di todo meu coração

    Amém

    10/06/2005

 

 

 

 

 

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