|
Esta ciranda é uma homenagem a Patativa do Assaré.
Antônio Gonçalves da Silva, conhecido em todo o Brasil como Patativa do
Assaré, referência ao município que nasceu, era filho do agricultor Pedro
Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva. Patativa do Assaré veio
ao mundo no dia 9 de março de 1909. Festa da natureza, de Patativa do
Assaré e Gereba - poema que Patativa escreveu para o trabalho de Gereba,
que fez uma bela melodia ...
Festa da Natureza Patativa do
Assaré/Gereba
Chegando o tempo do inverno Tudo é amoroso e terno No
fundo do pai eterno Sua bondade sem fim
Sertão amargo
esturricado Ficando transformado No mais imenso jardim Num lindo quadro
de beleza
Do campo até na floresta As aves lá se
manifestam Compondo a sagrada orquestra Da natureza em festa
Tudo é
paz tudo é carinho No despertar de seus ninhos Cantam alegres os
passarinhos O camponês vai prazenteiro
Plantar o seu feijão
ligeiro Pois é o que vinga primeiro Nas terras do meu sertão Depois que
o poder celeste
Mandar a chuva pro nordeste De verde a terra se
veste E corre água em borbotão
A mata com seu verdume E as fulô com
seu perfume Se enfeita com vagalumes Nas noites de escuridão
Nesta
festa alegre e boa Canta o sapo na lagoa O trovão no ar reboa
Com a
força desta água nova O peixe e o sapo na desova O camaleão que se
renova No verde-cana que cor
Grande cordão de
borboletas Amarelinhas brancas e pretas Fazendo tanta pirueta Com medo
do bentiví
Entre a mata verdejante Seu pajé extravagante O gavião
assartante Que vai atrás da jurití
Nesta harmonia comum Num alegre
zum zum zum Cantam todos os bichinhos...

01- Giuseppe Martinelli 02- Augusta Schimidt 03- Tere Penhabe 04-
Roseli Busmair 05- Nancy Pimentel 06- Regina Bertoccelli 07- Marcial
Salaverry 08- Machado de Carlos 09- Joyce-Lu@zul 10- Sueli do Espirito
Santo 11- Mário Osny Rosa 12- Lu_guerreira: 13- Eda Carneiro da
Rocha
|
14- Maria Augusta Christo de Gouvêa 15- Maria da
Fonseca 16- Margaret Pelicano 17- Fernando Patronilo d'Araújo 18- Lauro
Kisielewicz 19- Maria Teresa Belo Araújo 20- Rosa Magaly Guimarães
Lucas 21- Azoriana 22- Carvalho Branco 23- Thereza Mattos 24-
Diógenes Pereira de Araújo 25- Marise Ribeiro
|

01- "Festa da Natureza" Giuseppe Martinelli
Lindo dia de
encantar Todos os seres da Natureza Festa enorme aconteceu Lá no meio
da floresta.
A Salamandra a saltitar. Com os Silfos a voar Os
Gnomos a olhar As Ondinas a esquiar
Os Arcanjos protegendo: Miguel,
o Fogo. Rafael, o Ar, Uriel, a Terra, Gabriel, a Água .
Todos
eles vestidos estavam, Com as vestes multicores, O Astro Rei ficava
olhando Lá de cima a sorrir.
As Salamandras de vermelho Os Silfos
com a cor azul anil Os Gnomos da cor da terra As Ondinas de azul
anil.
Lá de longe foi ouvido Umas vozes que encantavam, Eram os
Anjos lá do céu Cantando em coro com
alegria
Guarapuava,01/07/05

02- ...e durante a festa
aconteceu... O Grande
Baile Augusta Schimidt
No bosque do mundo encantado Teve um baile
interessante Quem me contou sobre o fato Foi meu amigo, o grilo
falante.
Tudo isso aconteceu Com um vento muito forte Que começou a
soprar E fez uma folha dançar.
De repente todas as folhas Que
estavam secas no chão Começaram a dançar Ao som de uma bela
canção.
Beija-flores e borboletas Dançavam sem parar Até a abelha
rainha Veio ao baile participar.
Mas a grande surpresa da
festa Ninguém vai acreditar Foi ver a tartaruga Maria Tentar escolher
seu par.
03- Meu par se perdeu na floresta Tere Penhabe
Não é
segredo que eu sou Maria que sou fã de uma boa folia que abomino as
tristezas troco todas por alegrias.
Mas aconteceu comigo em plena
Festa da Natureza em meio ao baile: quanta beleza! E cadê meu par? Que
malvadeza!
Fiquei só na poeira da estrada uma tartaruga sem par e sem
fama nem mesmo o caminhão da Brahma conseguiu me animar a
correr.
Até porque... eu acho que o meu par é você! É, você aí...
vem!!!!

04- Sou o seu par... Roseli Busmair
Quem diria? Em
meio a folia Iniciada em Guarapuava, A minha terra natal!? É algo
inusitado, irreal !!! Pois lá o que mais se tem são Bailes no CTG... No
Inverno, que é gelado Pelos ventos do Sul, todos tomam chimarrão bem
quente Se chegam às fogueiras de São João, Tem pipoca e tem
quentão, Tem muita, mas muita animação... Agora se fala em florestas
encantadas, Gnomos nas madrugadas? Aonde foi parar o Boitatá? A bola de
fogo que assustou O meu sono na infância, Nessa terra maravilhosa
!? Tinha até o Saci Pererê que nem entrou nesse Baile da Natureza De
imensa alegria e grande beleza! Saudades de Guarapuava! Região dos Campos
Gerais do meu Paraná!
Guaratuba-PR-BR 20_Julho_2005 www.saladepoetas.eti.br

05-
Natureza Nancy Pimentel
Amo-te, Mãe Natureza, Na graça dos
pássaros No sibilar dos ventos No colorido das flores Na ondulação dos
mares.
Vejo-te, Mãe Natureza, No brilhar do sol Na magia do
luar E na virginal beleza Da aurora boreal.
Sinto-te, Mãe
Natureza, Através do enebriante perfume das flores, Do magistral cantar
dos passarinhos E da beleza rústico dos seus ninhos .
Amo-te, Mãe
Natureza, Pela tua mística beleza Que nos enche a alma De encanto, Paz
e Amor.
Campos dos Goytacazes/RJ
06- Uma Festa
Contagiante Regina Bertoccelli
Uma festa ao ar livre é com certeza
um convite irrecusável Ainda mais em meio à natureza, tendo como animação
o canto dos pássaros... Posso até imaginar uma revoada dançando sobre
as nossas cabeças Isto sem contar no perfume das flores que enfeitarão
este cenário dado a nós por Ele... Vai ser uma festa
descontraida, alegre e contagiante E à beira do pequeno riacho
quero meus amigos reunidos Juntinhos neste cenário mágico, iremos
reverenciar e agradecer a mãe natureza Tô dentro! Podem contar
comigo
SP/Capital

07- A Mãe Natureza Marcial Salaverry
O
brilho tem quem o merece... jamais brilhará quem não sabe a beleza que
todos os dias nos oferece com muito esplendor, a nossa Mãe
Natureza... Veja a beleza do sol, seja em seu arrebol, seja ao
nascer, quando vem nos aquecer... Veja essa árvore frondosa, com sua
sombra gostosa... Acolhe a todos, sem preconceito, não se pode lhe por
defeito... Árvores que nos brindam com flores multicores, e com frutas de
mil sabores... Árvores que nos dão sua madeira... Árvores
indiscriminadamente derrubadas... Árvores criminosamente queimadas... Há
que melhor delas cuidar, se derrubar, vamos replantar... Nada de
queimadas, deixemo-las plantadas... Dessa maneira, fazendo tanta
besteira, árvores, futuramente, existirão apenas e tão somente na
lembrança de quem tanto as explorou, e que também as derrubou e
queimou... Procuremos as árvores amar, e delas cuidar e
preservar...

08- Natura Machado de Carlos
O escorpião
almejava outro Universo; A rã -, um pote de inocência pura!... O rio
refletia a imagem da lua; Na travessia infame -, insistia o
perverso...
- Mas a morte será traiçoeira e certa, Redargüiu a rã com
pureza nua. - No entanto, urge conhecer a outra rua, Disse o artrópode com
falácia esperta.
De posse da carona bendita, O golpe foi certeiro e
maldito; A gota letal exibiu o seu prazer!...
- A minha vida é um
vendaval, A natureza é sábia e real; - Disse o escorpião, vendo a rã
falecer!
http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=1023

09- Inverno Joyce-Lu@zul
Lençol
branco cobre o gramado Amanhece no inverno gelado Frio do pampa faz a
união De amigos junto ao fogão
Árvores sem
folhas...despidas Mostram imagens sofridas Sol recolhido não
aparece Dia cinzento passa...escurece
Noite gélida prenuncia... A
neve cairá neste dia Visto o pala...saio ao relento Não importando se há
vento
Caminho na madrugada fria Ao encontro do novo dia Ando e
sonho no caminho Ao som do canto de passarinho
Porto
Alegre-07/07/2005-8:00

10- Natureza Sueli do Espirito
Santo
Obra de arte a céu aberto admirável, de tão bela copiada em
várias telas em poemas, endereço certo
No espaço, miragens
brilhantes Na terra, paisagens exuberantes dotada de riqueza e muita
beleza assim é a mãe Natureza
Natureza, nosso meio ambiente por si
só benevolente por poucos exaltada por muitos devastada
para todos
um presente é necessário ser consciente dela cuidar e manter para que o
futuro ainda possa ter
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

11- Flor de Ipê Mário Osny Rosa
Como é linda a
natureza, Quando chega a primavera. Como a linda flor de ipê, Com sua
cor amarela.
Flor de rara beleza na cor amarela, E muito mais rara sua
cor roxa. Sua flor só abre quando tem certeza, Quando não vem mais geada
na natureza.
Nunca vou esquecer a entrada da primavera, Suas flores em
suas cores a rainha das flores. Nosso ipê roxo amarelo nossa arvore
nacional, Cores do nosso ouro e o verde de nossas
matas.
Florianópolis, 03 de maio de 2004

12- Natureza em
festa Lu_guerreira
Na floresta encantada, estava eu a
passear encotrei o meu amigo o senhor sabia estava com tanta pressa que
nem queria parar me contou que tinha festa da natureza e não podia
demorar..
Me empolguei fiquei contente.... uma festa da
natureza? Anima e vem muita gente!
Nisso passa bem ligeiro com suas
vestes bem branquinhas era o senhor coelho como sempre apressadinho nem me
deu atenção..... Tal era sua hesitação so pensava nas cenoura's e não
queria parar a toa!
Longe vejo a magestade como sempre imponente! Sua
juba voava ao vento e seu pelo reluzente caminhava devagar para a todos
cumprimentar.. Eu perdida nesse meio querendo me informar pois quero ir a
festa e preciso me arrumar!
Logo chega um gnomo com sua roupa tão
brilhante trazia nas mãos uma cesta com um lindo arco iris para a festa
encantar..
Todos os pássaros cantando juntos como uma orquestra sem
fim... O colibri é o maestro dessa orquestra sem igual; Não podiam parar
para informações me dar!
Corri fui até o riacho me olhei no seu
espelho vi que estava linda! Para a festa encantar... minha roupa toda
verde, com meu chapéu de pétalas brancas ao sol a brilhar..
De
repente o senhor sol que ate então calado estava... manifesta sua
opinião E se disse encantado "você está linda! Não precisa se
preocupar! Você é a rosa mas bonita e a todos vai
encantar"!
Bem...Agora tenho tenho que ir... Eu não posso aqui
ficar.....Se eu me demorar, não chegarei em tempo para festa da
natureza! Pois quero lá... o senhor cravo encontrar!!

13- Mãe
Natureza Eda Carneiro da Rocha
Imanta-me, Mãe Natureza! Dá-me ainda
de beber desta água pura e cristalina, onde correm todos os meus sonhos de
amor!
Neste planeta impuro pela maldade de teus filhos,
contigo, Mãe Natureza, imanta-me! Com toda a tua pureza, neste
córrego, neste pedaço que vejo, onde posso matar minha sede, onde
tantos não têm o que beber!
Desejando, como tua filha que o sou, dias
melhores, para essa humanidade aflita e sem esperança!.. Inunda-nos, Mãe
Natureza, com teus raios de Amor!
Onde quer que
estejamos, inunda-nos, Mãe Natureza, com todo o teu Amor, com toda a
tua água, o teu frescor, a tua pureza, transformada em
dor!
Esquece tudo o que te fizeram, neste Planeta, Mãe
Natureza, dá-nos sempre de beber, não nos deixes sucumbir nunca, sem o
Teu Amor!

14- Chora a Natureza Maria Augusta Christo de
Gouvêa
chora a natureza desesperada e violenta. chora o
céu desanimado em desencanto. chora a água em fúria incontida. chora
a terra violentada como virgem. chora o sol iluminando a
dor.
Quando acordará o homem para chorar sua própria obra?

15-
Chegada da Primavera Maria da Fonseca
As flores estão de volta, A
pesar de não chover. A água falta pra rega, O verde a
amarelecer.
Eu sinto já o ar morno E amo a árvore enfeitada. Canta
o melro, o pombo arrulha, Natureza apaixonada!
É a Primavera que
chega, Cada vez mais encantada. Meu espírito renasce Ante a paisagem
rosada.
Brancas florinhas silvestres Aqui e ali aparecem, Como de
árvore caídas, E a seca relva guarnecem.
O dia está tão
lindo! Agradeço ao meu Senhor A sensação que me invade, Ao olhar este
primor.

16- Um sonho? Uma fantasia? Margaret Pelicano
Lá no oco
da floresta, uma velhinha desdentada, com mil capetinhas
vermelhos, gritava desesperada: Cadê o lobisomem? E a cabra mal
amada? Os demônios do fundo da terra? As bruxas desamparadas? Onde
estão todos os convidados? para a festa da Lua cheia, Onde a família Adans
será homenageada? E a mãozinha sozinha abrirá as gavetas?
Taturana,
minha linda, bote mais fogo no caldeirão, tempere tudo com muita
pimenta e o sangue do morcego bigodão! Com mil demônios, cadê o leitão
assado? Temperado com asas de barata? E o milho refogado enfeitado com
penas de galinha preta? Acendam poucas lanternas que a noite é de
surpresas...
E os convidados vinham chegando em
carruagens/abóboras, puchadas pelos ratos mais negros, naquela noite de
tentação, havia gato preto, o corvo agourento, e um belo
gavião....
Todo essa turba urrando, tocando sanfona, pandeiro,
violão, era enorme a agitação... Chegou um belo moço, faceiro: feito
mandruvá verdinho, outro era escorpião, alguns mitos da floresta, e foi
enorme a confusão! Todos dançando o que parecia frevo, batendo os pés,
saltando as vozes em rouquidão! Era tanta a desarmonia que ninguém se
entendia... Todos gritavam e riam;
E o tempo foi
passando, assombrações chegando, foi grande a folia: duendes pulando de
galho em galho: um sonho? uma fantasia? Quando o dia foi clareando, e o
sol se levantando, no oco da floresta aquilo não mais
existia!
Pessoas por ali caminhando, carregando um machado, um
serrote, uma enchada, uma pá, cada um para o seu trabalho; uma professora
com suas crianças, parou naquela roda sorrindo, e passou a contar a
história de ali Babá.... O bem se preparando para ali, em contato com a
natureza, ficar!
(Baseado no poema: A orgia dos Duendes
de Bernardo
Guimarães) Brasília - 23/07/2005

17- Salvem a Mãe
Natureza Fernando Patronilo d'Araújo
Pergunta ao Sol, À Lua, às
Estrelas, E todos te dirão que amo a Natureza, de todo o coração! Que "A"
temos de preservar com toda a força e emoção! O que, infelizmente, não está a
acontecer... E se assim continuar, o que vai ser? Vamos fazer uma "festa"
na terra queimada? Sem os Melros, os Pardais e as Andorinhas?! E que pena
eu tenho das Doninhas e dos outros animais...
Peço, então, que uma fada
nos venha salvar! Com uma varinha mágica, o mal faça parar!... E, então,
com ela, na Floresta, Toda a noite vou dançar!....
Algueirão (Sintra),
24-Jul-2005

18- Nascentes Lauro Kisielewicz
A natureza
manifesta-se festiva e colorida acolhendo e abraçando um novo e inédito
dia, que já desponta dourado pelos raios de um sol maravilhoso...
A
fauna manifesta-se cuidadosa e atenciosa com os novos filhotes que vêm
ao mundo perpetuar espécies e livrá-las da extinção..
A flora
manifesta-se silenciosa e engalanada sem nenhum alarde enche de cor e
vida as paisagens os horizontes, nossas vidas...
A humanidade
manifesta-se apreensiva e acovardada diante do nascimento de mais um
humano, envolve-o em panos e se confunde nos cuidados às vezes
nenhum, por vezes exagerados e entre passos mal dados perde-se nos
caminhos da vida e se afasta mais e mais do que mais necessita e passa
uma vida aflita por pensar em tudo daqui da finitia e mortal terra e se
degladia em guerra e pouco a pouco se enterra quando deveria
elevar pensamentos, sentimentos, partilhar alimentos, compartilhar
alegrias, amenizar mágoas e dores descobrir e viver, novos amores
provar, novos sabores e entender que no passado e no presente haverá
sempre e sempre milhões de novas nascentes! Renascer diariamente é
possível... Começa na tua mente... Tente! Descubra a Tua
Nascente!
10/Novembro/2004 lauro_kisie@linuxponta.com.br Ponta
Grossa - PR

19- Poema dos Açores Maria Teresa Belo Araújo
Se
nesta terra, quase destruída, Me disserem: Não há paraíso, isso
acabou! Eu direi: Encontrei um! Numa ilha, Onde a obra do
Criador, Feita com tanto amor, Nenhum homem, ainda estragou!...
São
Miguel, Ilha Verde, Burilada por airosas rochas negras, Que a alva renda
das ondas, Guarnece; E que o tom prateado, Que o sol empresta ao
mar, Serve de fundo, Constitui maravilhosa tela De verdes e azuis
pintada, Numa ilha bela, florida E recortada, Que o mar debrua, Com
a sua branca espuma.
As lagoas parecem espelhos E reflectem, Uma a
uma, O azul límpido do céu; Parecem a expressão fiel Que o Bom Deus
escolheu P´ra harmonizar a paisagem Que ofertou A São Miguel.
As
montanhas, Deus as bordou a matiz E as enfeitou de lindos
pássaros, P´ra que o homem Se sinta feliz, Com tal beleza
tamanha. As árvores, verde-escuro, Altas, esbeltas,
imponentes!... Olham sorridentes, Ouvindo a cantar das aves, P´rá erva
rasteirinha De tom verde esbatido, Que se abriga Num muro florido e
lindo, Só de hortênsias formado.
Arquipélago dos Açores! Outrora,
por açores habitado, Paisagem, ora agreste, Ora repousante, És a grande
Paleta Que o Pintor Divino usou Para colorir O nosso lindo
Planeta Por seres privilegiado, Com tão variadas cores. Devias ser
chamado De belo jardim, No meio do mar plantado.
Ponta Delgada,
1981

20- A Natureza Se Oferece Em Festa Rosa Magaly Guimarães
Lucas - Eire
A natureza se oferece em festa, Trajada de mil cores e
mil brilhos; Traz na cabeça uma tiara estupenda De luminosa estrela
prateada... Nos braços tem braceletes de flores Minúsculas, diversas,
coloridas. O baile é na clareira da floresta Onde os pássaros cantam
estribilhos Das músicas mais perfeitas, em que a lenda Da Nayara e das
sílfides é contada. A cantora é uma saíra de mil cores, E o maestro um
assum-preto de asas partidas. A lua, enorme lanterna prateada, Torna
difusos belos, os presentes Que o divino Universo vão saudar... É uma
homenagem à Mãe Natureza, Que mais feliz e meiga se revela, A seus súditos
fiéis e muito amados. Está toda a platéia deslumbrada, Com duendes e
fadas, que incandescentes, Mostram um clarão de longe a brilhar. ... E
começa o balé... Tem tal beleza Na energia do todo que desvela, Sobre os
seres da mata encantados, Que a Mãe-Gaia se queda 'inda mais
linda, Sorriso franco pra suas bailarinas. O concerto prossegue com a
Balada Ao Rei e às Filhas dos Elfos, que imponentes, Trazem em suas mãos
estrelas a brilhar; Então começa a noite em gala pura, E às artistas com
ternura infinda, Seus trajes faz cobrir de purpurinas, Maravilha jamais
antes mostrada. É quando os sonhos vêm, e envolventes, Deixam a alma da
vida se aflorar, Despontando em toda a sua formosura. É a vez da flora e
animais, que embuçados, Um alerta de urgência, bem contritos, Vão mostrar
os efeitos dessa guerra... Dentre os artistas uma jovem Fada, À mata joga
brasas, suas brasas ardentes, Que a toda a floresta faz queimar... Pobres
homens! Estão muito enganados! Esses terríveis incêndios malditos, Vão
destruir a vida em nossa terra. Há uma energia rubra, ensangüentada Que
faz de todos eles, inconscientes... E não os deixa dizer o verbo
amar...
Pobres homens! Estão muito enganados! Esses terríveis
incêndios, malditos, Vão destruir a vida em nossa terra. Há em tudo uma
energia apaixonada Que os torna a todos como adolescentes Prestes a
conjugar o verbo amar...

21- Festa da Natureza Azoriana
As
Ilhas, terras d'encanto Vestidas de belas cores As flores da
Natureza Enfeitam nossos cabelos.
Danças com mil
chilreios Soltam-se melodias d'amar É a natureza em festa Com cantares
tão belos.
Lagoas de águas puras Montanhas olhando os céus Jardins
tão caprichosos Anda daí, vem conhecê-los!
http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

22- Festa da Cidade Carvalho Branco
Antonio da Silva
nascido, no meio, certo Gonçalves... poeta bem conhecido, a quem peço
que tu salves... De Assaré, é Patativa... Que no Brasil sempre viva seu
nome, como o do Alves...
Patativa de Assaré foi poeta
repentista... Do cordel ainda é um grande afamado artista... Festejando
a Natureza, fez versos de tal beleza, que a glória lhe foi
conquista...
Hoje aqui neste ambiente, sua memória a cantar em
espaço tão abrangente faço-me cá, anunciar... Sou poeta e
trovador, decanto sempre o amor. Carvalho Branco no ar...
Se no
sertão tem a Festa da Natureza afamada, na cidade tem floresta de pedra
e acimentada... e da terra ao infinito, tem arranha-céu bonito, tem até
gente clonada...
Não tem camponês brejeiro nessa cidade
afamada, mas tem cantor seresteiro e molecada drogada... O nosso
meio-ambiente, poluição reincidente... Tivemos Terra
Encantada!...
Nosso mar não tá pra peixe, mas temos o "pesque e
pague"... "bang-bang" tem em penca e feixe, mesmo antes que o Sol se
apague... O povo é sentimental, faz amor no carnaval... Se aqui se fez,
que se pague...
O gavião da cidade assalta, não juriti... Gavião
daqui invade mansão de Peri e Ceci... também rouba o pobretão... Já se
perdeu a noção do que é anta e javali...
O povo, mal,
obrigado... empurrando com a barriga... é pobre assalariado, sobrevive
da intriga, da pinga e mais do forró, do "avião", da
"rapariga"...
Tudo sempre acaba em festa, o morro inteiro se
engalana, de foguetório se infesta... e a polícia leva em
"cana"... Desce o morro pro asfalto, toma bala alguém incauto... Cada
malandro se irmana...
Cidade Maravilhosa, morena, cor do
pecado, loura muito formosa, Pão de Açúcar - bom-bocado, cidade de
encantos mil, jóia incrustada no Brasil... Tens Cristo no
Corcovado!...

23- Festa na floresta Thereza Mattos
Sonhei que
estava sozinha perdida na mata encantada que insensatez essa
minha sentir-me só , mas acompanhada...
Em redor a natureza no
esplendor de sua beleza fui mais longe e nas ondas do mar, vi ondinas a
flutuar...
Criaturas alegres e belas sorriam para mim e
acenavam queria nadar com elas, mas as ninfas não deixavam...
Que
maravilha e encanto, voltei de novo a floresta ouvindo um doce
canto eram duendes em festa!
Pequenos seres encantados dispersaram
meus sentidos uns de pé outros sentados todos de cores
vestidos...
Olhei para o céu agora lindas sílfides sorriam com
raios de luz enfeitando nuvens e nuvens afora...
Brancas azuis ou
mesmo rosas leves como uma pluma eram todas tão formosas mas foram se
esvaindo uma a uma...
Senti um calor gostoso de um fogo
crepitando eram muitas salamandras Com seu corpo todo
brilhando...
Seria um sonho somente Ou a realidade sonhada Só sei
que novamente Quero sonhar acordada!
SP.13/11/03

24- O Mar e a
Flor Diógenes Pereira de Araújo
De manhã fui à praia caminhar. Me
agrada contemplar a natureza. Ela é bela, ela é fértil... e indefesa. Este
fato me faz emocionar.
E então Você chegou, por sua beleza senti meu
coração sobressaltar Tive um impulso ousado de a beijar ao ver seus lábios
cor de framboesa
Não sei se por desejo ou por fraqueza, senti que a
natureza é dadivosa porque seus lábios me lembrando a rosa...
E
ouvindo o mar bramir, tive certeza de que era a hora de colher a flor e
então beijei seus lábios com ardor.
diogenes@poemanet.com

25- O
Choro da Natureza Marise Ribeiro
Ultimamente a natureza tem chorado
muito, choro torrencial, que inunda as cidades, choro de quem perde um
filho, cada vez que praticam contra o solo algum tipo de
atrocidade.
É o arrancar de uma árvore, uma queimada, uso de
pesticidas, construções imensas e descabidas, contaminação da
atmosfera, extração das riquezas da terra, abrindo-se imensas
crateras.
Um dia ela cansa e morre... e antes que esse dia
chegue vamos gritar em conjunto e discutir sempre este assunto, nem que
seja com tristeza na ciranda Festa da Natureza.
27/07/05



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