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Esta ciranda é uma homenagem a Casimiro de
Abreu:
CASIMIRO José Marques DE ABREU,nasceu em uma fazenda fluminense
situada na Barra de São João, RJ, no ano de 1839 e morreu tuberculoso
em Nova Friburgo, RJ, em 1860, um ano após a publicação de seu livro
de poemas: Primaveras.
A Juriti Casimiro de Abreu
Na minha terra, no bulir do mato, A
juriti suspira; E como o arrulho dos gentis amores, São os meus cantos
de secretas dores No chorar da lira.
De tarde a pomba vem gemer
sentida À beira do caminho; - Talvez perdida na floresta ingente A
triste geme nessa voz plangente Saudades do seu ninho.
Sou como a
pomba, e como as vozes dela É triste o meu cantar; - Flor dos trópicos -
cá na Europa fria Eu definho, chorando noite e dia Saudades do meu lar.
A juriti suspira sobre as folhas secas Seu canto de saudade;
Hino de angústia, férvido lamento, Um poema de amor e sentimento, Um
grito de orfandade!
Depois... o caçador chega cantando, À pomba faz
o tiro... A bala acerta, e ela cai de bruços, E a voz lhe morre nos
gentis soluços, No final suspiro.
E como o caçador, a morte em breve
Levar-me-á consigo; E descuidado, no sorrir da vida, Irei sozinho, a
voz desfalecida, Dormir no meu jazigo.
E - morta a pomba nunca mais
suspira À beira do caminho; - E, como a juriti, longe dos lares,
Nunca mais chorarei nos meus cantares Saudades do meu ninho!
Escrito em Portugal, onde o poeta permaneceu 4 anos

PARTICIPANTES: 01- Margaret Pelicano 02- Tere Penhabe 03-
Lauro Kisielewicz 04- Giuseppe Martinelli 05- Diógenes Pereira de
Araújo 06- Marcial Salaverry 07- Augusta Schimidt 08- Bernardino
Matos 09- Raquel Caminha 10- Joyce Lu@zul 11-Azoriana 12- Mário Osny
Rosa 13- Nelim Monti 14- Denise Severgnini 15- Cel (Cecília
Carvalho) 16- Valeriano Luiz da Silva 17- Priscila de Loureiro
Coelho 18- Zuleika 19- Célia Lamounier 20- Machado de Carlos
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21-
Maria da Fonseca 22- Eda Carneiro da Rocha 23- Regina Bertoccelli 24- Maria Aparecida
Macêdo 25- Roseli Busmair 26- Armando Sousa 27- Lu_guerreira 28-
Beatriz por um triz 29- Cássia Vicente 30- João Carlos F. Almeida
(Rother) 31- Pilar Casagrande 32- Edmundo Colen 33- Sueli do Espirito
Santo 34- Luís Carlos Araújo 35- Marisa Francisco 36- Pequenina 37-
Andreia Cristina Guadagnin 38- MariaTherezaNeves 39- eme paiva 40-
faffi 41- Graça Ribeiro
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01- Folhas Margaret Pelicano
As folhas correm, dançando ao
vento o sabor de qualquer momento! Alheias a tudo, vão para onde o
vento as levar vivem vida ímpar verdes nas árvores, tapetes ao chão,
voam as folhas de par em par.
Levam a vida que eu queria, sem
para nada ligar, sem ansiedades, sem sofrimentos, entendendo os
momentos... folhas... a me ensinar. Estão sempre acompanhadas de
outras e vão a qualquer lugar.
Felizes as folhas, elas tem amigos
do peito, caminham juntas... Oferecem-se à natureza, do nascer ao
morrer!
São ninhos para passarinho, cobrem as furnas das
doninhas, sobre a relva, amaciam o caminhar. Abrem suas almas para se
ofertar! São sombras, são leito, são alimento, são
arte... Cumprem seu destino, levando a simplicidade às raias da menor
medida!
Folhas, exemplos para minha vida!
Brasília, DF -
07/2005

02- Ciclo Natural Tere Penhabe
As folhas caem para
não envelhecerem as que teimam em ficar acabam sendo atropeladas por
galhos que não as querem mais.
As flores secam para permanecerem
belas o tempo é sempre implacável se as flores insistirem em
viver serão açoitadas pelo vento e destroçadas.
As águas
correm para continuarem cristalinas porque se pararem, apodrecem não
mais poderão banhar corpos cansados que as buscam no sol forte.
A
nossa vida também: precisa cair, secar, correr refazer-se a cada novo
dia buscando no sonho as alegrias porque parar significa
entristecer!
Itanhaém, 16/05/2003

03- Soltas Pétalas Lauro
Kisielewicz Espalhadas pelo chão, sendo movidas pelo
vento, rolavam... de cá para lá... voltavam... de lá para
cá... em incansável ir e vir... Junto com elas levavam e de novo
traziam, lembranças agradáveis, que no entanto feriam mais que os
espinhos do ramo que antes conteve a flor... Espelhavam
silenciosamente, o triste fim de um amor, que por um tempo insistiu em
sobreviver a tudo... queria superar tudo... sucumbiu porém,
mudo... diante do rigor do tempo, desfolhando-se como as pétalas, da
antes belíssima rosa que efêmeramente embelezou momentos da vida de
alguém que já está no além... mas que é sempre lembrado com carinho e
com afeto por todo bem que causou... e que sempre será
reverenciado, tantos nas flores vivas, como naquelas que o tempo
desfolhou... e transformou em soltas pétalas movidas pelo
vento, rolando... de cá para lá... voltando... de lá para cá...
22/jan/2005

04- Folhas Secas Giuseppe
Martinelli Você já viu as folhas secas Com o vento a brincar O
vento sopra e elas giram Parecido a um pião A girar e
rodopiar Acontece muitas vezes Antes que chega a primavera O vento
sopra as folhas secas Parecendo que elas têm vida Acompanhando a
brincadeira Para o homem e uma tristeza Ver as arvores se
despindo Dos frutos e de suas folhas Parece até que mortas
estão. A nossa vida se compara As arvores com suas folhas Nascem e
crescem bem viçosas Resistindo a intemperança Chega o inverno da
nossa vida As folhas verdes viram rugas E os anos se desprendem Caem no
chão e vão embora... Guarapuava,
23/07/05 giumarti@brturbo.com.br

05- Folhas Mortas? Diógenes
Pereira de Araújo
Não somos folhas mortas pelo chão para servir de
adubo inertemente; nem flores murchas a doar semente para servir a nova
plantação
Não somos plantas não; nós somos gente Nós cultivamos
sonhos. E ambição. Somos capazes de dizer um não às causas deste mundo
decadente
Temos visto que o neocapitalismo, se faz a poucos
multimilionários, dá à maioria ínfimos salários
A distorção brutal do
consumismo traz muitos mendigando às nossas portas. Entretanto... não
somos folhas mortas!
diogenes@poemanet.com

06- Ouça o
Vento Marcial Salaverry
Sinta do vento a doce carícia, trazendo-lhe
a delícia de um carinho de amor... Sinta esta brisa suave e morna, que
com seu amor retorna... Sinta o vento... algo está a lhe dizer... Não
deixe seu amor se perder... Ele faz a folhar voar sem direção, não deixe o
amor fugir assim de seu coração... Ouça o ruído do vento, parece um triste
lamento por algum amor perdido, no passado esquecido, junto com as
folhas por ele levadas, lembranças desencontradas... Ele chora, mas
você sem demora, tendo do vento a companhia, a outro alguém logo
amaria... Sinta o vento como que te abraçando, é esse alguém que está
chegando, e que logo estará te amando... Saiba o vento ouvir...
sentir... E não deixe esse amor fugir... Recolha as folhas que
voaram, com a felicidade que seus carinhos deixaram...

07- Folhas de
Outono Augusta Schimidt
Dormem sonhos sob as folhas de outono E
quando descem das frondosas árvores Tecem tapetes encantados Ornamentando
os rios e o chão das matas.
E enquanto flutuam no ar Serenamente
absorvem da natureza a aparência E como pedaços coloridos de
esperança Deitam na relva tranqüila Deixando como despedida A certeza
da renovação da vida.
Campinas/SP /
27/01/05 www.augustaschimidt.prosaeverso.net

08- Minha Mente
Flutua! Bernardino Matos
Há momentos em que minha mente vagueia, ao
sabor do vento, como um barco que se distancia, levado por esse sopro ignoto
que permeia, sem rumo certo, como uma folha sem guia. tal como a
nostalgia, uma cadeira vazia, uma luz que irradia, um amor que
propicia, ao coração a primazia. Uma folha de papel ou de uma planta
se movimenta, do mesmo jeito, suave, sem ruído, para lá e para cá, ora
para frente, ora para trás, ora lenta, imprime velocidade e recua, como a
falar, deixe a vida lhe levar, sem medo de andar, sem temor de
errar. tente se deslocar, e sempre se doar. A folha ignora a força
do vento, o futuro, o presente, não se importa com a distância, nem com a
altura, enfrenta a chuva, o frio, a umidade, o sol quente, seu espaço é
imenso, como a dimensão da criatura, ela viaja com coragem, não importa a
aragem, fixa na fé sua imagem, ignora toda contagem, o amor é sua
voltagem. Ela flutua sem planos, sem amarras, sem desenganos, ignora
a solidão, não rejeita companhia, procura uma mão, que a proteja que não a
deixe se partir e por longos anos, dê-lhe segurança, guarida, a impeça de
desbotar, uma união, tal qual uma devoção, no inverno e no
verão, permanente proteção, uma chama sem extinção, um bálsamo para o
coração. Ela ignora o tempo, a velhice, a inveja, a cobiça, o
desamor, não escolhe o lugar, foge da solidão, quer algo permanente, para
que possa flutuar livremente, tendo como valores, a amizade, a solidariedade,
a confiança, seus amores, minha mente se recolhe, a liberdade jamais
tolhe, sua certeza não encolhe, impede que a alma se molhe, pois sempre
a fé a acolhe

09- Minhas Folhas Secas Raquel Caminha Quando
recebi esse poema com o tema folhas, me veio a lembrança de uma
música que me marcou muito, cujo nome é Folhas secas. Ouvi muitas vezes
em rodas de amigos e me enchia de emoção, pois ele cantava para mim, só
para me verem sambando toda arteira. "Quando eu piso em folhas secas,
caídas de uma mangueira, penso na minha escola e nos poetas da minha
estação primeira" Hoje sentada na varanda olho as folhas balançando
nos galhos, parecem que entendem meu pensamento. Ficam naquele
compasso de samba, querendo me ver novamente toda arteira, sambando e
rebolando as cadeiras. Quando muda a estação, que elas ficam amarelas,
cai não cai, sinto uma dor no coração, querendo protegê-las, mais uma voz
me diz: Filha é da natureza. Eu sei, tudo tem seu tempo, seja com
sol, chuva e frio, elas sempre se renovam. Todas as vezes que você olhar
uma árvore seca, podes crer, foi apenas uma viagem, logo elas estarão de
volta, são coisas da natureza. Elas secam, caem, voam com o vento
forte, mas, sempre voltam, pois tudo faz parte da beleza desse imenso
universo.

10- Árvore e Inverno Joyce Lu@zul
Árvore e Inverno
presentes Árvore despida... flor ausente Poucas folhas
amarelecidas Parecem almas desiludidas Árvore solitária... folhas no
chão Segredam amor e desilusão Lembrança do amor que se esvai Rápido
qual estrela quando cai Dia cinzento... sol escondido Dia sem brilho
entristecido Árvore esguia... silhueta alongada Inverno e árvore
desfolhada Árvore na caminhada... inverno gelado Sigo em busca do inverno
temperado Além do túnel há sol e vida Encontrarei árvore com
folhas...florescida Torres. 11/07/2005-16h00min

11- Minha
querida Folha Azoriana
Escrevo-te esta letra para dizer-te que te
quero muito. És a minha companheira dos sonhos, das ideias, das tristezas
e das alegrias. É em ti que deixo o meu percurso, o meu viver. Tu deixas
que fique viva a minha passagem por este caminho tortuoso mas também
glorioso. Nasceste da Árvore que nos dá abrigo e frescura, nos ajudas a
respirar enquanto por cá estivermos. Sabes Folha, Faço-te a
minha homenagem aqui e agora: És a Folha amada dos Poetas És a Folha
rica dos Escritores És a Folha que regista todas as metas És a Folha que
dignificas os amores
Para ti um Bem Haja de mil
cores http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

12- Enfeite na
Primavera Mário Osny Rosa O outono se despediu, A arvore ele
despiu. O inverno chegou, O resto ele matou. Logo chega a
primavera, Aquecendo a arvore nua. Dos ramos brotam as
folhas, Vestindo a arvore sua. O pé de ipê que já floresce, Linda
a primavera em flor. Quero vê-la na quermesse, Para enfeitar seu
andor. Como é bela a primavera, Bem longe de uma guerra. As matas
a enfeitar, E o verde decorar. São José, 25 de julho de
2.005. morja@intergate.com.br

13- Folhas... Nelim
Monti
Folhas a cair... Num bailado fantástico, na carícia do
vento que sopra uma doce melodia Cumprindo com sua missão Depois de ter
passado o inverno da criação.
Vida... Folhas... Embaladas pela
doce sinfonia do vento da vida Levadas sem rumo... Sem a alegria
que antecedia a chegada. Folhas... Vida... Restos que a vida
deixou.
Cajuru, outubro de 2003

14- Folha de Outono Denise
Severgnini
Sou folha de outono que cai lentamente Desce ao solo na
esperança de virar semente Flanando, suavemente, desprendo de mim as
angústias Absorvo da atmosfera circundante as boas essências A folha
que cai, cumpriu seu papel, mas eu ainda Tenho muito a realizar em missão de
amor A sensação de levitação faz-se expiação De sentimentos mal resolvidos
em meu ser Sou mais do que aparento ter A felicidade desejo a todos
promover E como a folha de outono que despencou Não encerrarei meu
ciclo Ela será adubo, a alimentar novos grãos Eu serei a poetisa a
emocionar irmãos

15- Folhas do outono Cel (Cecília
Carvalho)
Amarelas, queimadas do sol soltaram-se dos
ramos, deixaram-se levar pelo vento, que frio deixara de ser brisa morna,
suave e rolaram no tempo, caíram sobre a grama, rolaram ao relento ... Eu
também vivi primaveras, sorri no calor do verão, me encolhi do frio e
hoje, qual folha de outono, estou sendo levada, pela vida e choro ... Meu
coração já foi passarinho, estufava o peito, soltava seus gorjeios de amor,
hoje, ao ouvir os passarinhos, meu olhar se perde pelo tempo, as
lembranças me arrastam me deixam saudosa, relembrando um tempo que não volta
mais ...

16- Primavera Valeriano Luiz da Silva
Primavera é
tempo de flor!... E flor simboliza amor... A primavera trajando alegre
cor Chegou pra amenizar a nossa dor
É nessa época que o jardim, se
alegra!... É tempo de replantio e não de sega Está na hora de arrancar as
raposinhas Que tem danificado nossa vinha
Repentinamente chegou a
primavera Veio mansamente como as cervas e gazelas Se a terra já está
arada Está na hora da semente ser lançada.
Talvez nem toda semente
venha a ser vingada Caso a terra não seja fértil, então é preciso ser
adubada, Façamos do mundo um jardim, plantemos paz e amor... Esperando que
na época da sega esteja reduzida a guerra e a dor.
Anápolis Go,
01/09/04 valerianols@globo.com www.albumdepoeta.com

17- Folhas de
outono Priscila de Loureiro Coelho Estação curiosa a do
outono Onde o tempo parece sossegar Como se a natureza, tivesse sono E
fosse calmamente descansar A beleza explode silenciosa No clima suave
e ameno Nas claras manhãs esplendorosas Que evaporam o que resta do
sereno Há um som peculiar nesta estação Como delicada
sinfonia Tanta beleza arrebata o coração Que me leva a escrever essa
poesia Outono...tempo de folhas caindo A natureza troca sua
roupagem E eu me maravilho assistindo Meu amor fazer parte da
paisagem!

18- Folhas... _Zuleika_
Brilham com as gotas do
orvalho... Escondem ao entardecer... Enfeitem de verde os
galhos... Perfumam o alvorecer...
Encantam a nossa vida... Reluzem
o verde-esperança... Se enlaçam ao colorido das flores... Flutuam em suas
andanças...
Cavalgam nas asas do vento... Giram, rodam, feito
criança... Enquanto verdes sorriem... Nada temem, tudo é
dança...
Ao verde sucede o amarelo... Não há brilho ... folhas
secas... Do sonho foi-se o anelo... Folhas verdes...é hora de
esquecê-las...
JF/MG/BR

19- Pétalas Célia Lamounier
Tão pouco este encanto viveu durou a eternidade da vida de uma
flor, de uma rosa perfumada rosa azul envaidecida. Tão pouco este
encanto durou viveu o tempo de uma flor colhida a esmo ornando uma
lapela jogada fora tão singela Durou o tempo exato viveu por uma
noite, brilhou na escuridão e quando veio a luz da madrugada o orvalho
jogou pétalas no chão e o amor fugiu frente à
razão.
http://celialamounier.portalcen.org

20- Pássaro
Encantado Machado de Carlos
Amanhã verei a menina bonita?! - Vem
minha sabiá, dê-me tua coragem Liberta-me. Seguiremos viagem... Até
quando pagarei esta vindita?
Preciso tanto de tuas asas benditas
Vencerei esta neve. Chegarei à margem Meu pranto agora se fez mensagem
Até quando esta provação prescrita?
Como criança choro pelo teu amor
Como a planta clama ao sol pela cor. - Não sei voar por esta noite
calma.
Fito a tua foto, aumenta a solidão Lembro os tempos azuis -
Dói coração! - Volte, pássaro. Meu encanto. Minha Alma!...
http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=204

21- Outono
Rutilante Maria da Fonseca
Há pouco tempo chovia E o céu
estava forrado. Agora o Sol descobriu, Ficou tudo iluminado!
Meio
despidas, as árvores Transmitem-nos a magia Dum Outono rutilante, Com
assomos de alegria.
Na paz da bela manhã, O frio já se faz
sentir. E o vento, mesmo ligeiro, Põe as folhas a bulir.
De lindas
gotas radiosas, Elas luzem, salpicadas. Cobrem o chão às centenas, De
vários tons, matizadas.
Algumas são ainda verdes, Mas no reverso,
amarelas. Umas, já acastanhadas, E outras vermelhas, singelas.
Um
momento adorável, Que, breve, se perderá. Neste poema, retê-lo, Minha
alma suavizará.
Lisboa,2/12/04

22- Folhas ao Léu Eda Carneiro
da Rocha
Folhas se vão, vêm na minha vida. Passam,
voltam alegres, tristes, me amam!
Eu as amo, como folhas, de
papel ao léu, para me dizer do amor que sentem por mim!..
Das folhas
que rolam na calçada em redemoinho, para me dizer do teu amor por
mim.
Vêm e vão , em suave sintonia, com o vento que passa e leva tudo
de minh'alma! Leva o meu amor para pertinho de ti, te dá um beijo,como
folha nova que nasceu e que te ama.
Novo rebento de Amor: Minhas
folhas que não te deixam, passam por teus cabelos e beijam teus
olhos,pequeninas, pois são o meu mais novo rebento de amor: " Minhas
Folhas ao Léu"!...

23- Renovação Regina Bertoccelli
Folhas
mortas que caem ao balanço do vento, num doce bailado... É o prenúncio de
um novo ciclo, de uma nova etapa Momento mágico em que a natureza se
faz presente... As folhas que outrora tanto enfeitaram os troncos e
ramos, agora se despedem... Espalhadas no chão...mortas... É chegado o
momento da renovação Pássaros mil, vindos de todos os cantos. recolhem em
seus pequenos bicos, essas folhas... Sem vida agora, mas que serão o
alicerce de novos ninhos, de novas vidas...

24- Folhas Soltas Ao
Ar... Maria Aparecida Macêdo - "Maria Anjinha"
Folhas que dançam,
pelo ar, bailando como se estivessem, ao som de uma valsa. Olho pro céu
e vejo folhas sêcas, soltas a vagar.
Folhas sêcas a voar. Sinta as
folhas, acariciando, nossa alma, indo em busca da harmonia interior, para
esperança deixar, em nossas vidas.
Folhas soltas, indo em busca
de outros caminhos, espalhadas pelo chão , e que passarão pelo nosso
rosto, deixando o carinho e a brisa fria, de uma folha seca. Toda essa
beleza e encanto, faz parte da nossa Mãe
Natureza.
Araruama 27/07/2005

25- Estações da Vida Roseli
Busmair
Ao Sol d’Outono, entre as folhas mortas que se aglomeram
amareladas e jazem aos meus pés: Vejo a árvore despida, que no vento
frio estica seus galhos nus em direção ao céu. O vento
impiedoso dilacera suas folhas que caem ao solo, gerando a
transmutação. Vem a chuva gélida lavar o seu tronco desnudo, esgueirado
e intrépido, na avalanche das águas torrenciais do Inverno. Quais
lágrimas do céu, vão lavando os resíduos do Verão já passado. Resta a
Esperança em renascer noutra Estação, através dos brotos novos que se
perfilarão finalmente, na nova e bela Primavera
!
www.saladepoetas.eti.br

26- Folhas de papel Armando
Sousa
Nas folhas de papel eu te lancei meus carinhos Como estavas
longe lancei nelas meus beijinhos Amor nas folhas desenhei meu coração Um
sentimento raro de amor e de paixão Não amor, não eram folhas de mil
cores Que da arvore caiam no chão Era tinta nas folhas a descrever meu
coração Um sentimento sem igual de amor Nessa folha de papel lancei meu
pensar Paixão de te beijar e abraçar As outras folhas verdes cobrem o
ninho Nele esta no choco um passarinho Cobrindo com amor sua
semente Debaixo das folhinhas é o seu lar Esse passarinho vive
contente De que eu falo amor, é das folhas de papel E de ti flor, de que
sugarei teu mel De teus biquinhos, Como os filhos dos bicos dos
passarinhos
armando.sousa@sympatico.ca

27- Folhas
secas Lu_guerreira
Árvore grandiosa que com sua sombra nos
acolhe.. Com suas folhas nos dão lugar para deitar e assim poder
sonhar...
folhas verdes que ficam ao vendo a balançar para nos, um
alento poder de tamanha beleza desfrutar.
Muitas vezes
mortas..
mas insistem em ficar ao seu ramos agarradas, pois não
querem definhar querem continuar da natureza a fazer parte, querem
verdes e brilhantes continuar...
Nossa vida e como as folhas... Em
certo ponto de nossa jornada, nos tornamos folhas mortas tentando
viver... nos agarramos com força a vida querendo sobreviver.
Mas
nem sempre é possivel e só nos resta, como as folhas secas... A morte
esperar...

28- A folha seca no diário Beatriz por um
triz
Guardo-te ainda em meu diario folha seca e inerte historia de
uma noite encantada onde amei e fui amada tendo-te como cúmplice dessa
madrugada
Quantos segredos de menina confidenciei a ti Fostes a
única a assistir calada minha transformação em mulher
E o meu
desabrochar foi intenso como intenso é o amor que lhe guardo Pois és a
lembrança querida, do mais belo momento de amor és também a cúmplice
silente dos meus momentos de dor.

29- Folhas Cássia
Vicente
Ventania... vento brando vento forte não importa ela
cai...
Cai a folha uma...duas..dezenas... não
importa caem...
Folhas ao vento levadas... caem no
solo agrupam... refazem o solo renovam a
vida...
Folhas...
verdes amarelas esquecidas... não
importa de onde venha pra onde
vai...
criadas recriadas recicladas... que importância
tem... são folhas que a vida trás com prazer...
Folhas que se
tranformam em vida...em poesia viva... mãos que buscam folhas dedos que
colhem folham vida que colhe Vida!!!
Jataí-Go/Julho2005

30-
Folhas que caem João Carlos F. Almeida -
Rother - As folhas caem no
outono, É a decadência da estação. O verão perdeu seu trono, Agora só
folhas caídas no chão. Os gramados verdejantes Acolhem as moribundas
folhas, Ainda com odores aromatizantes Das arvores em
desfolhas. Folhas levadas pela brisa, Que flutuam em pleno ar E
cujo tempo paralisa Para a árvore amputar. São as lágrimas
caídas, Mas elas precisam cair. A estação é um ciclo da vida Que
precisa coexistir.

31- As Folhas Tremem Pilar Casagrande
A
tarde morre! As folhas tremem! Chove... A bruma espessa das alturas
desce E cai sobre o jardim que não se move Porque ao peso da chuva ele
adormece!
Mesmo que a primavera se renove, Deitando luz no coração da
messe, Um manto de tristeza que comove, A Natureza, sobre as folhas,
tece!
Eis que a chuva serena e chega ao fim! Vaga-lumes invadem meu
jardim E pousam sobre as gélidas boninas...
E da noite profunda sob o
véu, O meu pobre jardim parece um céu Enfeitado de estrelas pequeninas!...
Rio Claro-SP

32- Verdemente Edmundo
Colen
Folhas brancas em idéias azuis, Fogem palavras
inacessíveis, Figuram imagens incompreensíveis, Fachos pequenos de
luz.
E vejo que no papel virtual ensejo um poema
real.
(Qual... Uma folha invadindo a
janela senta-se verdemente sobre meu colo)
Perdi a rima, a
poesia e senti apenas o perfume da vida.

33- Folhas
Acolhedoras Sueli do Espirito Santo
Como pássaro, no céu sempre a
voar uma parada no bosque para descansar linda árvore, que
frondosa! raios do sol tornando suas folhas luminosas
Cansado das
fortes rajadas do vento logo me veio um bom pensamento bem aqui fixar a
minha morada bem juntinho da minha amada
das frias chuvas, as folhas a
nos acolher do rigoroso inverno, as folhas a nos aquecer aconhego, nas
folhas adormecer nas folhas, nossa cama para o
prazer...
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

34-
Poema Luís Carlos Araújo
Dentro de mim mora um sino... Quando
toca, ninguém o ouve Por fora, parece um cálice! Faminto de
esperanças Aguardo o instante de o revelar. Faço promessas e
conjecturas Diálogos e conferências. Por fora, parecem sons Ruídos
vazios, música inaudível
Simétrico e constante, o sino
toca Suavemente... Com vibração E ouvem-se sons, talvez de uma
campainha. Cansado, o sino pára de vibrar E ouve-se um silêncio estranho,
inabitual Dentro de mim mora um pássaro Quando canta, ouve-se um outro
caminhar.
Algueirão, 01/08/05

35- ‘Reciquando’ Marisa
Francisco
Folhas caídas Árvores derrubadas Lágrima de um
escritor Naturalista... Que não seja por minha inspiração que o
mundo fique sem pulmão! Pelas árvores, eu deixo de escrever em
folhas... Mas prá onde eu olhe tem um tanto daquela
mata... Cadeira, telhado, porta espreguiçadeira... E um poeta
nela, com nó no peito, pela folha branca
aberta...
marisafrancisco@terra.com.br

36- Folhas
Secas Pequenina
Pensar, pensar, e pensar! Somente penso... Sonho
e imagino Sei que sonho em vão. Tento preencher o vazio Que me assola a
alma E me destroça o coração. Dias, e datas comemorativas Estarei
só... Mergulhada no mais profundo abismo... Da solidão. Onde as pessoas
não vivem... E sim vegetam. Na busca do que não existe... E que nunca
existirá. O que chamam de felicidade... Que não passa de uma sombra
rasteira Que logo se apaga... E desaparece no caminho da vida Com o
sopro do vento... Junto a algumas folhas secas... Dos outonos mal
vividos.
Região dos
Lagos-RJ-Brasil http://www.pequeninapoesias.com.br

37-Pela
Natureza Andreia Cristina Guadagnin
Balanceia os galhos Ao toque do
vento Caem folhas espalhadas Entre balanços melodiosos Que sejas pela
natureza Sua caída ao solo casto Que caiam para germinar Dando
espaço a novas folhas Para que continue a nos encantar Com primor, a nos
levar Para uma vida sempre florida De espaços verdes e puro
ar Procurando uma forma Da nossa natureza poder salvar Oh! Mãe
natureza... Sois tão repletas de beleza Pena que em tempos O homem a cá
não perceba Que sem teus verdes Perdemos a maior riqueza De dias
belos e brisas suaves Quem sabe um dia, que não seja tarde O ser humano
por ti te guarde
www.andreiacristinaguadagnin.prosaeverso.net

38-
Folhas MariaTherezaNeves
Como o voar das gaivotas como fios de
luzes enrolam gotas-águas dançam no ar sopram o mar.
Abrem
portas-janelas balançam cortinas andam todos os caminhos num sorriso
sempre verde esperança.
Sem destino percorrem a imensidão em
murmúrios escondidos tocam chãos acariciam rostos-mãos.
Brincam
com alma vagam ,deslizam ruas-praças em noites de lua ou no rubro
entardecer do verão.
Sem rumo numa suave magia como lágrimas
caem lentamente e no vai e vem apenas o som do vento-silêncio.
JF/MG-28/01/2004- 23h

39- Folha Palha eme
paiva
...pende da rama seca de vida.. cai.... vai... voa ao
vento sem cobrança sem apego sem segredo sem saudade
palha
atestada de missão cumprida energia evolada... lembrança de
aroma... tornada cigana festejada ao vento dança a liberdade es
gota da vida...

40- A Dança Das
Folhas faffi
No outono as folhas caem e rolam pelo chão,
embaladas pelo vento rodopiam suavemente e vão se desfazendo
formando humo para uma nova plantação. Na primavera tudo volta a
florescer e as folhas viçosas continuam dançando no embalo do vento
oferecendo o orvalho da madrugada no café da manhã da passarada. Folhas
que protegem os ninhos Folhas que protegem a rosa dos espinhos Folhas que
protegem os frutos Folhas secas,amassadas esquecidas nos livros
relembrando algo que o tempo esqueceu,. Folhas verdes Folhas
amareladas Folhas secas Folhas que enfeitam as flores Folhas que
encantam os poetas Folhas delicadamente pintadas realizando o artista na
sua arte de expressão. É a dança das folhas em qualquer
ocasião.

41- Folhas Graça Ribeiro
Folhas ao vento são
pensamentos de anjos repletos de sentimentos
Pensamentos de amor
ausente mas presente dentro coração
Pensamentos de amor
impossível realizado no campo dos sonhos
Pensamentos de além
mar pensamentos de além céu pensamentos de recordar
Pensamentos de
amigos distantes que se tornam reais mesmo virtuais
Folhas transportam
sentimentos de muito longe, vindos do reino dos anjos, onde tudo é
possível.
Nas asas dos pensamentos as folhas acalentam os sentimentos
do mundo e a vida se torna essência de hortelã.




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