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Esta ciranda homenageia um escritor, que se não chegou a
ser consagrado na literatura brasileira, foi muito querido e admirado por
quantos o conheceram: GUIDO CARLOS PIVA Citado como o “Poeta da Mooca” pelo
jornalista Geraldo Nunes no livro “São Paulo de Todos os Tempos “, nasceu na
Baixa Mooca, em 03/07/1947 e faleceu em 13/12/2003. Filho de imigrantes
italianos da região de Mantova, por parte de pai, e de espanhóis da região de
Granada por parte de mãe. Foi casado com uma portuguesa, Maria Helena, com quem
teve três filhos: Camilla, Natasha e Guidinho.
A Noite de Desespero -
Uma história real
- Guido Carlos Piva_o poeta da
Moóca
O velho relógio soa três horas da madrugada. Nico, angustiado, já está
há quatro rebuscando todas as gavetas de sua casa. Contudo, por mais que se
angustie, não consegue achar o que procura. A noite está tenebrosa! O vento zune
pelas frestas das janelas. Gotas de chuva forte sapateiam freneticamente no
telhado da cozinha. Nas paredes desbotadas, relâmpagos provocam nuanças de luz e
sombra, sombra e luz! As lâmpadas estalam, piscam em meio aos ribombares da
forte trovoada. Nico, mesmo apavorado ante à noite sinistra, avidamente continua
a buscar, a rebuscar; a procurar pelos cantos, por todos os lugares possíveis e
imagináveis de sua velha cozinha. É inútil! A sua insana e desesperada busca é
em vão. De súbito, um estrondo, um clarão, acompanhado de um piar estridente de
coruja, fazem com que Nico se sobressalte! Assustado, apressadamente retorna ao
seu quarto de dormir. Sofregamente volta a procurar, a remexer na gaveta de
seu criado-mudo; nas de seu guarda-roupa, nas de sua velha camiseira. Não
consegue encontrar. Desanimado, vencido pelo cansaço, senta-se angustiado em sua
cama desarrumada. Seu olhar, enternecido, passa a vaguear pelo ambiente de seu
quarto: o abajur, o criado-mudo, o porta-retratos... A foto de Tina a sua
amada! A lembrança de Tina faz com que ele mergulhe em recordações.
Emociona-se! Sente saudades dos tempos outrora felizes! Uma lágrima escorre pelo
seu rosto abatido. Uma depressiva nostalgia passa a tomar conta de seu
debilitado ser. Seus pensamentos passam a se misturar em sua mente. O suave
rosto de Tina esboça um desenho distorcido em sua mente confusa. Passa a
vislumbrá-la sentada na poltrona no canto do quarto. Bela! Como nos velhos
tempos. O mesmo rosto, os mesmos gestos delicados. As mesmas mãos, os mesmos
dedos entreabertos segurando com suavidade o cigarro fumegante. A mesma boca
vermelha, carnuda. Os mesmos círculos de fumaça pelo ar. O mesmo perfume... O
mesmo cheiro forte de tabaco. Ah!... Que belos momentos àqueles ao lado de Tina,
a sua companheira! Essa doce visão faz aumentar à intensidade da vontade de
encontrar o que procura. Nico sua frio. O seu peito passa a estremecer a cada
batida de seu coração. Desespera-se! Sôfrego, extremamente angustiado, retorna a
procurar em todos os cantos da casa, é inútil: não consegue achar o que procura!
O tempo vai passando, e o seu desespero aumentando... Cada vez mais! Um
total e profundo silêncio paira por todo ambiente da casa. A chuva forte cessou.
Somente um pingar de gotas acompanha o ritmo de seu resfolegar ofegante. Sua
aflição havia aumentado. Confunde-se! Passa a falar consigo mesmo: “Onde meu
Deus? Onde poderia estar? Onde!” Não consegue mais concatenar seus pensamentos.
Está prestes a desfalecer. Em estado de extrema letargia, ouve o tiquetaquear de
seu velho relógio... O badalar do passar das horas: Quatro... Cinco...
Seis... Amanhece... Os primeiros raios de sol começam a vazar pelas frinchas
do telhado da varanda. Sente frio, medo. Seus ouvidos zumbem. Delira! Nico tenta
recuperar-se. Ouve vozes... Passos à frente de sua casa. Não há ninguém! Está
delirando! Uma febre passa a tomar conta do seu corpo. Depressivo, volta à
cozinha: quer beber água, talvez uma xícara de café. Sua boca está seca! Sente
tremores, tenta recuperar o seu ânimo. Está sem forças. Sua mente volta a ter um
novo momento de lucidez. A custo, cambaleante, levanta-se e decide fazer um
café. Acende o seu velho fogão enquanto continua a perguntar-se compulsivamente:
“Onde poderia estar?” A sua tentativa em lembrar, em achar, continua sendo em
vão! Com a xícara de café, Nico, ainda cambaleante, recosta-se no sofá
estampado da varanda. Fecha os olhos embaciados pela noite mal dormida. Seus
pensamentos voltam a se misturar. Volta a falar consigo mesmo: _ “Onde, meu
Deus! Onde poderia estar? Onde?” Seu sofrimento chega aos limites do suportável.
Não agüenta mais tanto sofrimento. Respira com dificuldade. Envolve-se em
mórbidos pensamentos. A sua visão se turva. Entrega-se ao seu imenso torpor...
Subitamente, dá um salto! Arregala os olhos. Põem-se em pé. Grita: _
“Nãoooo!” Humilha-se. Chora copiosamente! Blasfema-se! Revolta-se! Em lágrimas
retorna rapidamente à cozinha. Num gesto desesperado, avidamente debruça-se e...
Sobre o fogão, abre o gás... Com o rosto transtornado, sequioso, trêmulo,
acende um cigarro. Após uma longa e profunda tragada, dá um sorriso de
satisfação e exclama triunfante: “Por fim... como pude não me ter lembrado! A
noite toda procurando e sequer consegui encontrar um palito que pudesse acender
este meu” bendito “cigarro! Que prazer! Como pude não me lembrar do acendedor
elétrico? Como? Aaaahhh! Enfim... Terminou o meu sofrimento!...” e, com o mesmo
gesto do momento que havia vislumbrado a sua saudosa e doce Tina, calmo,
satisfeito, passa a dar baforadas de fumaça em direção ao teto. Dois
círculos se entrelaçam, e... Como num sonho, balançados e destorcidos pelo
vento, formam uma única palavra em pleno ar: “NICO... TINA!... “ Totalmente
refeito de sua desesperada e sofrida noite, aproxima-se e escancara a janela de
sua sala. Ao olhar a rua, depara-se com o seu vizinho, o Sr. Anunciato, que
calmamente rega as plantas do jardim. — Bom dia Sr. Anunciato!... Ouviu o
temporal desta madrugada? Poxa! Que chuva... Não!? Seu vizinho Anunciato não
entende: — Temporal!... Chuva. Como Nico!... Você deve estar ficando louco!
Hoje está fazendo vinte dias que não chove!?... É justamente por esse motivo que
estou regando as minhas plantas! O que sobrou da história: O MINISTÉRIO
DA SAÚDE ADVERTE: ”O “NÃO” FUMAR... ÀS VEZES, PODE CAUSAR ALUCINAÇÃO!”

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PARTICIPANTES: 01- Raquel Caminha Matos. 02- Bernardino Matos 03- Tere
Penhabe 04- Giuseppe Martinelli
05- Marcial Salaverry 06- Augusta Schimidt 07- faffi ( Silvia
Giovatto) 08- Lara Cardoso 09- Armando Sousa 10- Denise
Severgnini 11- Marise Ribeiro 12- Roseli Busmair 13- Joyce-Lu@zul
14-Yara Nazaré 15- Lauro Kisielewicz 16- João Carlos F. Almeida
(Rother) 17- Schyrlei Pinheiro 18- Azoriana 19- Carminho
Vasconcelos 20- Lu_guerreira
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21- Machado de Carlos 22- Margaret Pelicano 23- Valeriano Luiz da Silva 24- Carvalho
Branco 25- Diógenes Pereira de Araújo 26- Eda Carneiro da Rocha 27-
Pequenina 28- Abilio Terra Junior 29- Sueli do Espirito Santo 30- Mário
Osny Rosa 31- Marisa Francisco 32- Cássia Vicente 33- Luis Carlos
Araujo 34- Vyrena 35- Regina Bertoccelli 36- Thereza Mattos 37-
Tarcísio R. Costa 38- Fatyly 39- Andreia Cristina Guadagnin 40- Rosa
Magaly Guimarães Lucas- Eire 41- Jorge Gomes do Couto
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01- Eu Preciso de Vocês! Raquel Caminha Matos. Foram
quarenta anos de diária convivência, me apaixonei por você ainda
adolescente, minha família dizia que não tinha consciência, aquela
companhia era perigosa e indecente. Muitas vezes fui repreendida pelo
meu tio, o maior castigo era impedir que eu saísse, perdia bailes, festas,
chorava horas a fio, mas jamais escutava, achava uma tolice. No Liceu
nosso encontro era às escondidas, passávamos alguns momentos bem
relaxantes, mas na angústia eu percebia as horas perdidas, com medo de nos
proibirem aqueles instantes. Foram tantas as reprimendas, sem jamais
desistir, o envolvimento era maior a cada dia que passava, a família
percebeu que não adiantava mais insistir, meu tio, porém, era rigoroso e
sempre o respeitava. Criaram-se entre nós laços quase
indestrutíveis, estávamos sempre juntos em todos os
momentos, separarmo-nos eram pensamentos impossíveis, causar-nos-ia,
tristezas, desesperanças, tormentos. Casei-me, tive duas filhas, que
diziam o mesmo, mamãe ele não lhe faz bem, está lhe destruindo, a senhora
está sem disposição, vagando a esmo, está perdendo a alegria, ele está lhe
consumindo. Aproveite essa jovialidade que ainda lhe resta, nós
precisaremos de você ainda por longos anos, a senhora está percebendo que ele
lhe detesta, do contrário não provocaria tantos desenganos. Minha
alegria de viver era tamanha e tão forte, que eu tinha certeza qualquer
obstáculo venceria, minhas convicções eram o meu grande aporte, e
pensando, assim, sentia um enorme calmaria. Um dia, eu me preparava para
ir ao aeroporto, para esperar uma sobrinha que vinha de Brasília, ao me
preparar para sair, senti um desconforto, o peito ficou apertado e eu pensei
na família. Foi um mal-estar tão amargo que me assustei, tomei um
tranqüilizante e me senti mais calma, quando retornei do aeroporto eu me
sentei, comecei a suar frio e percebi ir-se minha alma. Aflita eu
expliquei que minha vista embaçava, que estava perdendo as forças, pedi
socorro, quando cheguei ao hospital eu não mais andava, numa maca eu
dizia me ajude senão eu morro. O eletrocardiograma indicou um enfarto
agudo, eu não tinha mais que cinco minutos de vida, às pressas um marca
passo resolveu quase tudo, o coração passou a ser monitorado, não vi
nada. Tive duas paradas cardíacas e fui reanimada, me levaram para a
sala de cirurgia, com pressa, quando acordei no quarto já era uma
safenada, com quatro pontes de safena, me safei dessa. Hoje tenho
todo o meu sistema circulatório, comprometido e tomo vários
medicamentos, tenho que levar um vida calma, é obrigatório, sempre vivo em
sobressaltos e tormentos. Eu dizia para minhas filhas, quando eu
morrer, coloque em meu caixão uma carteira de cigarro, um isqueiro, que
fumar no céu, vocês vão ver, depois disto numa profunda tristeza me
esbarro. Delimitei meus espaços, controlo as emoções, sinto uma
tristeza imensa de assim me encontrar, o cigarro, de fato, destrói tudo,
sobretudo corações, amigos e amigas, eu vos suplico, deixem de
fumar. Eu preciso conviver com vocês por muitos anos, essa
convivência diária tem sido minha salvação, cada dia acordo feliz, com amor,
sem desenganos, vamos percorrer essa estrada, não me deixem
não. Fortaleza, 21 de julho de 2005.

02- Um Adeus a uma Amiga!
- a carteira de cigarro - Bernardino Matos Minha amiga há muito tempo
presente, no meu dia a dia, em casa, no trabalho, na rua, nos barzinhos,
jamais carente, o que vou falar, somente por um atalho. O nosso
relacionamento foi tão marcante, e o nosso entendimento, que maravilhoso
, nunca nos desgrudamos, por um instante, levando você sempre pela mão,
carinhoso. Quando tocas meus lábios fico relaxado, se estou a redigir
um ofício no escritório, estando você ao lado, mais concentrado, melhoro a
redação,esse é um fato notório. Com os amigos torno-me mais
descontraído, pareço mais seguro e você me faz notado, dou a impressão de
ser avançado e invadido. entre uma dose e outra é você e mais
nada. No trânsito, com você, sinto-me mais liberado, uma vaidade
discreta a minha alma invade, parece que com o mundo estou bem
sintonizado, meus reflexos estão perfeitos nessa realidade. Quando
estou sozinho você é minha companhia, deixa minha mente vagar e se deslocar
distante, as lembranças afloram, a noite, então, me irradia, sou envolvido
por você, bem leve naquele instante. Chegou, então, o momento mais
difícil de te falar, não encontro as palavras certas, nem
justificativas, a forte dependência de você está a me complicar, estou
passando, realmente, por situações aflitivas. Não me concentro, vejo que
caiu meu desempenho, tenho sentido umas pontadas fortes no meu
peito, quando caminho ou faço esforço um cansaço tenho, estou sofrido, me
liberar de você será o único jeito? Percebe que perdi o apetite, não me
alimento bem, estou emagrecendo, desanimado, o que será melhor? será que
sem você poderei sobreviver, ir mais além, pois,certamente, estarei tomado
pela dor de estar só. Como é magoada e doída, a decisão de
abandonar, alguém que esteve por tanto tempo ao nosso lado, que presenciou
nossos sorrisos e tem muito a contar, enquanto comigo, jamais houve um
segredo violado. Me despedir de você não poderá, de certo ,ser
assim, de imediato, numa decisão abrupta, cruel, violenta, desejo
prender-te em meus lábios, juntinho de mim, preciso de espaço, de tempo,
senão virará tormenta. Despediremos-nos, pouco a pouco, bem
devagarzinho, preciso respirar, aceitar, contracenar com o que será, minha
vida sem você, perderei de você todo o carinho, mas meu percurso, certamente,
ser prolongado poderá. Não me afastarei de meus amigos, estarei mais
disposto, para recomeçar, empreender, decidir, caminhar, viver, e quando
me sentir cansado, sentarei naquela encosta, e, embora, triste, te direi,
optei por sentir o alvorecer. Essa é uma atitude de coragem e em nada me
esbarro, a dependência na qual me envolveste não foi sadia, naquele
cinzeiro abarrotado, coloquei meu último cigarro, essa carteira que por
longos anos carreguei, me destruía.. Hoje com três pontes de safena
continuo firme, de pé, me disse o cirurgião: trabalhar não faz mal a
ninguém, trabalhe o dobro, controle suas emoções e tenha fé, se não
tivesse fumado tanto viveria melhor também. Fortaleza, 21 de julho de
2005

03- Brumas Fatais Tere Penhabe
Eu sei que ele é o meu
algoz e no entanto... não posso abandoná-lo. Quando nos
conhecemos eu era pouco mais que uma criança ainda usava tranças o
coração batia descompassado toda vez que o tinha ao meu lado. Hoje, todo
meu ser se descompassa tenta afugentar esta ameaça porém é tarde
demais. Sou sua escrava! No começo ele era um jogo sedução e
enleio misturava-se aos meus devaneios fazendo-me companhia no lugar de
quem partia no lugar de quem ficava qualquer desculpa servia e eu, cada
vez mais, me entregava. O tempo foi passando sempre para amanhã
ficando esse abandono que se fazia necessário... O espelho foi
mostrando os estragos que ele fazia em meu corpo. O seu sadismo
torpe não poupa ninguém e quando eu me afastava ele parece que ria com
desdém dizendo suavemente: - Vem cá...vem... e eu sempre voltava. A
gargalhada ecoava pela vida no seu jeito imundo de ser envolvendo-me em
correntes. Ele teve muitos nomes do primeiro eu não me
esqueci Dominó. Parecia tão inofensivo... Hoje, pouco me resta a
fazer a não ser admitir, com a dignidade que me sobrou: -Ok! Você
venceu, FREE Blue Box. Santos, 21/01/2005_11:23 hs

04- FREE Blue Box Giuseppe Martinelli Que paixão é essa que te
domina Toda à vontade de vencer Como podes te escravizar Por um ser mal
cheiroso Não vês que te roubou Todo o direito de viver Com saúde e
independência E mesmo assim, ainda o amas. Mas ainda é tempo de
largar Esse monstro que aniquila É só querer dar um basta Da tua
vontade só depende Você sabe que possuis A força mágica do
Universo Deus te deu os sentimento E expressa-los com poemas Então
minha querida amiga Porque não use esse poder Deixa logo esse
“inimigo” Que mata aos pouquinho. Como podes tu deixar Esse
inimigo te amar Ser ainda teu companheiro Envolvendo-te em
correntes Como tu mesmo disseste Dos estragos que te fez Me admiro
que convives Com esse sádico infeliz Eu não sei se tenho
direito Em querer aconselhar-te Porém espero que você seja Tua própria
“guardiã”.
Guarapuava, 19/07/05 
05- Cigarro Fatal Marcial
Salaverry
Todos sabem... é fatal cigarro só faz mal. Por que então
esse erro colossal? Fumar... é fatal, apressa seu final... Por que
então fazer-se mal? Cigarro e câncer andam juntos... sempre produzem
defuntos. Por que então querer virar presunto? Vamos então
raciocinar... para a si próprio beneficiar... esqueça essa maldita coisa
de fumar...

06- Dragãozinho Augusta Schimidt Escute aqui
dragãozinho, Eu sei que faz muito tempo Que temos um caso de amor Você
me seduziu E eu me iludi Por seu charme, por seu glamour Num desespero
de dor
Foi um momento difícil...eu sei Você me fez companhia Quando
eu mais precisei Mas combinamos que você me deixaria Que não me
viciaria E até hoje eu estou aqui Escrava desse amor Presa a
você Com correntes de aço Veja só o meu fracasso!
Mas não pense
Que não posso viver sem você Posso sim E é o que vou fazer Você vai
ter que me esquecer...
Acaso você acha Que ainda vai me dominar? Eu
quero viver tranqüila Sem você a me espreitar
Vou fazer uma força
danada Vou lutar contra você Sei que ainda vou sofrer Mas pra você não
volto mais
É isso mesmo, dragãozinho De você vou me libertar Pois
me apaixonei pela vida E você vai me
matar.
Campinas/20/07/2005_21.30hs

07- Você Foi Minha
Ruína faffi (Silvia Giovatto)
Eu tinha 15 anos quando te conheci e
me apaixonei.. Não conseguia mais viver sem você eu te procurava e te
consumia várias vezes ao dia. Comer não me fazia falta, mas você
fazia... como fazia! Maldito vício, maldito cigarro que me levou a
ruína... Com 30 anos eu era uma sombra de mim, magro, debilitado,
mal-humorado, com os pulmões tomados por uma doença fatal. Assim, fui
definhando dia a dia e assistindo ao sofrimento da minha família Não, eu
ainda não morri.. estou num quarto de hospital na ala terminal, esperando
meu fim! Ontem ligaram a tv no quarto e por incrível coincidência na
tela apareceu em negrito: O ministério da saúde adverte, Fumar é
Prejudicial a Saúde. Sorri pra mim mesmo e disse: Será? Ah! você quer
saber quem sou eu? Apenas alguém querendo salvar a sua vida, a minha, ja
está perdida!

08- O que te Vale Mais? Lara Cardoso
Estás
sempre nas altas rodas de ti não largam as mãos suaves das mulheres de
homens atraentes quase toda a gente que está na lida que não valoriza a
vida achando que ela simplesmente passa como faz o circulo de tua
fumaça.. que pelo ar esvoaça mas, atrevida, entranha em teu pulmão e
a tua vida devasta
Não vês? ou foges do assunto mas, que, por falta
se sorte pode fazer de ti um defunto não temes a morte pois te julgas
mais forte quanta insensatez...
A vida é uma só corra deste
contratempo antes que não te sobre tempo temos sempre dois caminhos e
fazemos a escolha de nosso destino Não queiras virar pó.... como meu
irmão!

09- O cigarro. Armando Sousa
Um poeta que sonhava levado
pelo destino Não mais combustão ou dor de pulmão Deixar o vicio do
cigarro, que iniciou em menino. Acabar as queimaduras nos dedos e na
mão. O cigarro era o veneno que me fazia tossir A minha teimosia de não
fumar foi ainda maior Mas o vicio era cisma que não queria sair Aos chutos
e pontapés nesta luta venceu à vida o amor Da minha boca a esposa começou a
sentir doçura Desapareceu o gosto amargo de fumo e alcatrão Meu hálito,
meus dentes demonstravam frescura. Perdi mesmo o habito de cigarro na
mão Não preciso desse algoz para matar a solidão Muito menos bronquite há
mais alegria Sinto pelo viver mais amor muito mais paixão Hoje o cigarro é
minha pena a escrever poesia Não fósforos, não isqueiro ou dinheiro a
arder. Minha mente pode esse maldito de vicio controlar Mas uma coisa que
não poderei vencer É o ver cair do vestido e me poder segurar A casa é
cheirosa já não tem mais cinzeiros Não há pontas de cigarros nos contos das
escadas Nem mais temo tornar pontos secos em braseiros Minha alegria é
mais salutar, dá mais risadas. Armando.Sousa@sympatico.ca

10-
Vícios Denise
Severgnini
Cigarro amparo Catarro Bebida Ferida Cirrose Droga In
voga Over
dose Jogo Logro Ilusão Poesia Inicia Magia

11-
Prazer Efêmero Marise Ribeiro
Prazer efêmero, morte
anunciada... tragada voraz a destruir profundo... vício que inebria e
assusta... droga que se alastra pelo mundo.
Papel que queima em
êxtase... erva que sacia a angústia... brasa que consome
dinheiro, possuindo a todos por inteiro.
Guimbas que jazem no
cinzeiro... pedaços de tristeza e satisfação... é isso que o cigarro
representa desde que o primeiro se experimenta.
Nada como ser um
ex-fumante e poder olhar pra ele com desprezo... pulmão limpo, ar puro
inebriante, é a liberdade de não estar a ele preso

12- Amor fumaça
Roseli Busmair
No escuro mesmo, bem escondidinha Com outras
meninas já em tenra idade, Julgando fosse ser livre e ter felicidade Dei à
esmo, aquela primeira tragadinha
Tudo era brincadeira, mas quem
adivinha? Viciada eu já fiquei, em plena mocidade Amor bandido, mudou tudo
em realidade, Tirou todo o sabor que minha vida tinha !
Ainda fui
feliz, confesso, mesmo escrava Saúde sempre tive e suportei sua
fealdade, Os estragos no entanto, já a pele abalava.
Por quase
quarenta anos, eu já nem lutava Esquecida de lembrar a minha real
idade No mal tragado amor fumaça que eu amava!
Guaratuba_PR_BR 23_Julho_2004 15:30
h. www.saladepoetas.eti.br

13- Falso Amigo
Joyce-Lu@zul
Para Gema Belia-falecida Fumando... fumando
muito lhe vi morrer Fumando... cheguei tarde pra lhe socorrer Fumando...
olhava a fumaça pra escrever Fumando... guardei sua imagem sem
perceber Sua morte...foi o alerta pra “dele” me afastar Mais uma
semana continuei a fumar Infelizmente três carteiras ao dia sem
parar Madrugada sem “ele “... nem pensar! Quando “ele” acabava... até
bagana resolvia Trabalhando e fumando dia após dia Mesmo quando o braço e
o peito doía Semana da sua morte dor aguda eu sentia Não era só
saudade da colega eu sabia “Ele” -o falso amigo - que na mão eu trazia A
dor chegou de surpresa... noite fria Peguei meu carro... a angina eu
percebia No hospital enquanto socorro esperava Minha vida como um
filme passava No momento a Gema eu relembrava Mas era “ele” e não a mim
que eu amava Foi no hospital... em meio a confusão Que lembrei do meu
pobre coração Violenta dor.... tomei a decisão Abandonar o cigarro...
minha paixão Foi quando “dele” decidi me divorciar Uma carteira
cheia sobrou pra olhar Sem sentir até giz cheguei a fumar O pincel foi as
minhas mãos ocupar Hoje nada melhor que os meus versos poetar Sem o
cigarro na mão pra me atrapalhar Mas foi difícil do “cigarro” me
divorciar! “Dele”- falso amigo- consegui me libertar Balneário
Camboriu, 22/07/2005-23h20min

14- Esforço Próprio Yara Nazaré
A "novidade" chegou para ficar Era chique a prática em
festas Jovens elegantes faziam pose Nas mesas do salão iluminado Nos
animados bailes da cidade.
Após um bolero bem bailado O que se via era
a fumacinha Ora na mesa ora na toillete O que importava era a moda De
fumar o tal cigarrinho.
Iniciei por brincadeira E em cada gravidez,
parava Voltava após uns três anos Por várias vezes fiz pausa No início
era fácil parar Mas cada vez que voltava Ao tal vício do cigarro Via
que era difícil deixar.
Na frente do meu pai Um cigarro eu não
acendia Por respeito e falta de jeito E após trinta anos a fumar Sem o
incentivo da família Pois se uniam aos amigos E até chantagem faziam Na
tentativa de me ajudar A conseguir parar de fumar.
Mas não adianta a
pressão Cada fumante deve refletir Pensar no real valor da vida Fazer
um esforço próprio Como fiz e consegui alcançar A meta de parar de
fumar Ao me convencer que podia Vencer o que tanto prejudica Para
depois poder festejar!
Não comentei com ninguém Aos poucos fui
reduzindo E quando a nicotina exercia A sua tirania me tentando Goles
de água substituiam Pouco a pouco e com calma Toda a vontade de
fumar.
Esta terapia durou dois meses E em uma sexta-feira à
noite Acendi o meu último cigarro Sorri e conversei com ele Agradeci
por todo os anos Que conseguiu me iludir Ainda estava em tempo E
libertei-me de vez.
Lavei o cinzeiro e guardei E só após quatro
dias Sem acender um cigarro Minha família percebeu Deu-me logo os
parabéns Nossos amigos festejaram Enquanto eu sorria e dizia Baixinho e
só para mim Que a vitória foi só minha É claro que foi... foi
sim!
E querem saber da verdade? Não sofri para deixar o
cigarro Penso que os golinhos d'água Serviram e muito ajudaram Não ter
desejo de fumar E hoje já aos onze meses Sem nicotina nem
alcatrão Sinto-me liberta e contente Venci! Com a força da minha
alegria E os apelos do meu coração!
23/07/05

15- Silente
Assassino Lauro Kisielewicz
Houve um tempo já há muito tempo que
enganosa propaganda fazia-me crer no sucesso, ter fama na aventura, ter
liberdade na fumaça, e sempre "levar vantagem" e muitas outras coisas
mais que nos empurram para trás...
Gente inteligente assim não
faz e adia o próprio e triste "aqui jaz" pois diante da verdade mais
dura, do cancer que não tem cura, abandona o prazer que passa, ao
vício, não terá regresso e livre, aprecia a bela paisagem da vida livre e
saudável disposto a bem vive-la bebendo água do jarro, sendo um novo
vaso de barro já não vive em desatino estando enfim livre do
cigarro cruel e silente
assassino.
lauro_kisie@linuxponta.com.br

16- Vício João Carlos
F. Almeida (Rother) O Vício de fumar É um maldito que só
destrói Ele que vive a açoitar A todos e a tudo que corrói Você me
enoja cigarro. Eu me iludi e com prazer te fiz. Hoje você é só
catarro, Você não é nada, infeliz Eu nem sempre te
amaldiçoei, Algo me fez amar o cigarro Hoje só conto as lagrima que
chorei, E nem as palavras hoje eu não narro. Vicio famélico por
cigarros, Que me produziam falsa luxuria, Sempre embalado em sonhos
bizarros Hoje te desprezo vício terrível e espúria.

17- Prazer que
Maltrata Schyrlei Pinheiro
Entre meus dedos, aceso. Sentindo o
prazer que vicia, Escuto atenta às criticas sorvendo a discriminação.
E PROIBIDO FUMAR ESTE PRAZER TE MATA! AFASTE SE ! Tenho o
direito de viver ! reclama o não, o fumante passivo. Entre meus dedos,
aceso, ENTENDO, COMPREENDO E TENTO RESPEITAR Aqueles que dizem te amo
sem o saber amar. ENTRE MEUS DEDOS, ACESO. Sinto o prazer de
contrariar, e continúo a fumar, sabendo que na fumaça A MINHA VIDA
VAI FINDAR ...

18- Adeus... Azoriana O dia estava claro Eu
o via escuro O fumo maldito quase fazia furo
Eu olhei para
ele senti raiva profunda atirá-lo p´ra longe fugir da cova
funda?!
Contigo tudo bem uma onda de prazer não podia
acabar outro tinha que ter
O coração atento um dia viu-se
negro apertou tanto tanto que até tive medo
Assim de
repente Atirei com vício fora Já não atormenta Fugi dele na
hora. Deixá-lo até te custa até quer ir de carro só a tua
vontade irá deixar o cigarro!
Um dia serás feliz na carteira e na
vida o coração até sorri inimigo tá de partida:
Adeus,
Cigarro! http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

19- Num
Cigarro Carminho Vasconcelos Dia após dia queimo num cigarro Essa
imagem que tento dissipar De um amor fugidio que não agarro E que mora não
sei em que lugar E queimo ainda essa voz que teima Em reclamar
furtiva esse amor Num crepitar constante que me queima Braseiro manso mas
devastador Dia a dia queimar mais eu desejo Essa imagem longínqua e
desfocada Dum amor que imagino mas não vejo E em cada minha triste
madrugada Cada cigarro rubro é como um beijo Dessa imagem por mim
imaginada.
Lisboa-Portugal 26/07/2005

20- Texto
tabacum. Lu_guerreira
O tabaco é uma planta cujo nome científico
é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina.
Seu uso surgiu aproximadamente no ano 1000 a.c. No século XIX, iniciou-se
o uso do charuto, através da Espanha atingindo toda a Europa Por volta
de 1840 a 1850, surgiram as primeiras descrições de homens e mulheres
fumando cigarros,A partir da década de 60, surgiram os primeiros
relatórios científicos que relacionaram o cigarro ao adoecimento do
fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do
tabagismo à saúde do fumante e do não-fumante exposto à fumaça do
cigarro,A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias
tóxicas ao organismo. Dentre as principais, a nicotina, o monóxido de
carbono, e o alcatrão. Hoje o fumo e consumido em larga escala
(aproximadamente 33 milhões de "brasileiros e brasileiras"), COMO DEIXAR
DE FUMAR? A melhor maneira e fazê-lo é de uma só vez. Com extraordinária
força de vontade. Pegue seu maço de cigarros e jogue-o no lixo. E melhor
passar alguns dias de angustia, mas reprimir definitivamente o desejo de
fumar - do que prolongar essa agonia indefinidamente ate que um câncer
pulmonar ou laríngeo faça-o por você. Pois adoecer não é com certeza,
o que queremos, certo?...

21- Surreal I Machado de
Carlos
— Ó! Mundo vil! Incompreensível esta sorte! Neste covil à
espera do termo (menina)! — Fora abutre infame. Por que lambes meu corte,
e nutre dos meus parcos restos? - Assassino!
A ave do mau, cuja
mente cristalina, vem com a suave língua, (será a morte?) Sinto a árdua
terra e a gélida neblina Meu coração berra. A cabeça não tem norte.
Será esta uma miragem, visão de cruzes? No caixão, onde estão as
prometidas luzes? — Ah! Horas de mel a fitar o infinito!...
Mas o
esquecido Céu veio me cortar Nesta hora mórbida, leva-me ao limiar
Sairei deste antro sórdido, pássaro maldito!
http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=145

22- Você tem
esse inimigo? Margaret Pelicano
Alguns tipos de inimigos... Não os
tenho! Bebo pouco, não fumo; porém amigos, muitos! Com eles gargalho
com prazer, finjo não sentir dores de cabeça! Para eles gosto de escrever,
de ler poesias, comentar crônicas trocar com eles o pouco que
sabemos... Dentre eles, meus alunos, quero vê-los vencer!
Certa vez
uma superiora me disse: "Deus fala conosco através da boca de outras
pessoas!" Comecei então a prestar muito mais atenção, a qualquer conversa
ou explicação! Ali poderá estar mais uma lição: de vida ou de morte,
de alegria ou tristeza, de rumo, ou prumo, Sou uma aprendiz, com
certeza!
Apesar de tudo, não encontrei lição para ensinar a não
fumar! Sei da calma e do prazer que o cigarro dá! Porém, sei também,que
ele provoca câncer de pulmão, ataca o coração, tem 'n' produtos tóxicos ao
homem! Não há boa sensação que valha a pena o desgaste que ele faz ao
meu irmão!
Rezo todo dia para que a sedução que ele imprime aos
olhos dos meus amigos, faça-os perderem a vontade, de passar por essa
excitação! Porque não há bem que sempre dure nem mal que nunca se
acabe!
Como não tenho didática para essa aprendizagem, Peço-lhes:
párem, párem de fumar! O cigarro é uma droga! É lixo! E lugar de
lixo, é no lixo! Não no seu coração! Não no seu pulmão! Seja seu
próprio amigo, vença essa ilusão!
Brasília - 26/07/2005

23-
Desespero de Um Usuário do Tabaco Valeriano Luiz da Silva Ai, ai, ai!
eu me sinto muito fraco É o danado do tabaco, Eu gostaria de
saber Fumar pra que? Estou perdendo a paciência Esta fumaça é uma
violência Peço até clemência Livrem-me desta doença Já foi
diagnosticado Que estou todo contaminado Dizem que jamais serei
curado Pelo vício sou dominado Será a minha sina Ser escrevo da
nicotina Parenta próxima da heroína Que no mundo predomina? Seja o
fumante ou o drogadito Tudo é um vicio esquisito Às vezes a gente
adormece E no vício permanece O tabagismo é um horror Espanca-me
como feitor Enquanto estou aqui falando Meu tabaco está
acabando... Traga-me rápido um cigarro O peito vai doer com mais
catarro Mas quando este apagar Outro tenho que fumar Meu
pulmão? Está negro como carvão E o coração? Veja como está fraca a
pulsação Falei muito já estou indo embora... Por este mundo
afora... O vício me devora Diz o médico que morrerei a qualquer
hora Sinto o verme me devorar De fumar não consigo deixar Antes de
morrer digo pro homem agora Pra que usar para o mal nossa bela
flora? Anápolis Go,
22/07/05 valerianols@globo.com www.albumdepoeta.com

24- Fumô
Garrolê... Carvalho Branco
Só não entendo como
alguém, uma pessoa, pode ser tão viciada em fumo, em cigarro... Já fui
casada com fumante inveterado... E tem aquele bafo também... E o
pulmão, pobre coitado... e lá vai no chão o escarro.. o órgão - o pulmão-
escurece de montão... Não que eu seja racista, mas só de lembrar a
fumaça na vista... dá-me vontade de chorar... Por mais que se
insista que está na hora de largar, o viciado em fumar insiste e não
desiste... somente quando avista um câncer matar o irmão... aí pesa a
consciência, da dor no coração e ele troca o fumo pela coca com
feijão, na medida certa: um caroço de feijão, um litro de
coca... Bem dentro da proporção... É coca-cola, gente, tem
paciência!... Cada um tem seu próprio sonho de consumo... Ainda tem
quem enfrente, como eu, conselho médico; disse o doutor: "Pra nervos em
frangalhos, pra mal de amor, nada melhor pra quebrar nossos
galhos que um bom "defumador"! Não sou um ser cético , aceitei o
conselho: fui fumar... numa noite, consumi um maço... Passei mal... virei
o marido da traça: um troço, um "traço"... acabei morta qual
caça... virei bagaço... Façam como eu: não fumem cigarro, pois já
diz o ditado que o homem é feito de barro e disso faço meu
brado: "fumô, garrô lê, morreu"!...

25- Fumar. Saber Deixar.
Diógenes Pereira de Araújo Esse vício de fumar enfraquece o
cidadão e além de fazer gastar desagrada a seu pulmão Quem quiser
largar o vício De fumar presta atenção: Não acenda o estropício Faça
mais expiração Tudo está bem explicado Num ensaio que escrevi É um
fato comprovado Que eu de verdade vivi Em tal vício eu mais não
caio Aprenda a fugir também Leia então o meu ensaio Onde eu lhe explico
bem Só não gosta o Suza Cross Nem o Filipe Morrinhos Que se deixe
o vício atroz Porém não somos burrinhos Amigo, neste Natal Dê-se
um presente de amor Deixe o cigarro que é mal E demonstra seu
valor
23/12/2000 22:40
diogenes@poemanet.com

26- A Vitória de Meu Pai Eda Carneiro da
Rocha
Homem valoroso, filho exemplar, marido excelente, pai
amoroso, tudo de bom tinha.
Só não conseguia do vício se
livrar: Eram 100 cigarros diários, cinco carteiras de cigarro
forte, sem filtro que eu o via fumar.
Um dia, desesperado ao médico
foi procurar. Deu-lhe a sentença terrível: "Pára de fumar! Agora,
já, Senão não terás vida, para suas filhas criar"!.
Senti seu
tormento. Parou de fumar de estalo! Ficou corado, forte, áté a água já
sentia o gosto! Engordou, mas feliz ficou. Criou suas filhas com orgulho e
amor. Parece um poema, mas é tudo verdade!
A vocês pais
fumantes ouçam essa história , párem de fumar, pelas suas
mulheres, pelos seus filhos e sua vida, tenham amor e pensem apenas
na "Vitória"!
27/07/05

27- Conseqüências... Pequenina
Queimas-me... E eu vos consumo Ponho-te a boca E como
louca... Sugo-te... Engulo-te... Sacias-me o
vicio Possuindo-me Destruindo-me Escravizando-me. Ah, como és
impuro Como cheiras mal Deixas-me nas mãos Na minha pele.. Em meus
cabelos... Nos meus pulmões... O teu sinal... Que é fatal.
Mesmo
assim... Em certas horas Em que estou só Torno-me frágil Busco por
ti... Que sempre, estás ali. Feito um bom moço... Pronto a me
servir Ou me destruir. E assim te pego Ponho-te
fogo Incendeio-te Viras fumaça... E entras em mim Devoro-te
e.. Consumo-te... Lanço-te ao ar... E me envenenas.
Quero-te
tanto E no entanto Eu não te amo Eu te odeio És meu algoz Meu
feiticeiro És traiçoeiro Vil companheiro Coisa ruim... Preciso
deixar-te... Libertar-me... Ou me levas ao
fim.
http://www.pequeninapoesias.com.br

28- O Cigarro Abilio
Terra Junior
nesta vida embaçada a fumaça penetra narizes ouvidos
cabelos uma ameaça dispersa
que dá fáceis lucros destrói pulmões e
muito mais de moças rapazes idosos
um crime a ser punido com
severas penas por todos nós responsáveis
Belo
Horizonte http://abilioterrajunior.portalcen.org/index.htm

29- O
Cigarro Sueli do Espirito Santo
Lá atrás, bem na adolescência bom
mesmo era viver de aparência a melhor forma de chamar a atenção com
piteira e tudo, cigarro na mão
O tempo foi passando, sem perceber nas
festas, um constante companheiro antes de sair, checar, na bolsa bem
ligeiro tipo de companheiro que não podia se esquecer
União baseada em
firme fidelidade se faltava, grande dor e saudade amigo assim, nunca vi,
tão fiel escondendo dentro de sim um fel
sempre a prejudicar a longa
relação já mostrando a hora da separação chegada a hora de pedir o
divórcio teimoso, não quis fazer negócio
Litigioso ameaçou levar-me a
morte mas não sabia que EU SOU mais forte sobrevivi mas continua a
ameaçar mas o milagre logo vai me
alcançar
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

30- As
Vítimas Mário Osny Rosa O cigarro que mata, O fumante
lentamente. Quem morre rapidamente, O não fumante nem escapa. Quem
morre mais rápido, O fumante que o traga. Ou quem respira a
fumaça, Quem escapa dessa desgraça. Quantas vítimas graciosas, Da
fumaça perniciosa. Morrem logo sem saber, Sem a experiência
fazer. Quem mata mais o cigarro, Ou a fumaça do fumante. Ele o
grande ignorante, Coitado do acompanhante. São José, 26 de julho de
2.005. morja@intergate.com.br

31- Par (ente) querido. Marisa
Francisco
Eu tinha um tio. Nem tio, mas tinha... Um coração
maravilhoso! Nem cheguei a conhecer inteiro. Vários maços ele fumou
primeiro...
Eu não precisaria dizer mais nada. Mas ele é quem merecia
mais. No começo, explica-se, ele não sabia da dor dessa
fumaça...
Talvez status, uma graça! Vício era para drogados e
alcoólatras, Inveterados... Pobre homem de alma nobre, sucumbido por
este gesto ardiloso.
Não levou-se em conta tudo o que fez pelos
outros... Apenas este ato sobre si mesmo sentenciou-se...
Saudade.
marisafrancisco@terra.com.br

32- Coisa ou Coisinha! Cássia
Vicente
Aquela coisinha bonitinha roliça...cheirosa... amiga das
horas ingratas refúgio dos momentos tristes...
Aquela
coisa! diria... fumaça fora de hora incomoda... deixa o olho
vermelho gosto de cinzeiro cheiro na roupa...no
travesseiro...
Aquela coisinha bonitinha... aquela coisa! qual a
razão para tal momento de prazer futuro de dor?
Aquela coisinha
até pode não ser a razão do mal estar com ceretza... aquela
coisa fará mal a alguém a quem curte aquela coisinha até mesmo quem não
curte por tabela pode sofrer por aquela coisa ou aquela
coisinha prazer do mal estar!
Jatai-Go/Julho2005

33-
Palavras... Luis Carlos Araujo "O Rio que corre pela
minha aldeia" Não é o Rio Douro nem o Tâmega! Mas aqui estou! A
conversar... E as palavras... Entre esses rios, com os amigos! Cumpri o
ritual do café e das palavras... Fumo menos cigarros, comendo mais ideias
Porque cada cigarro transporta mil pensamentos. E aquela igreja que
visitámos? Se gravasse palavras, quantas angústias registaria? "O rio que
corre pela minha aldeia" Não é o Rio Douro nem o Tâmega Nem eu nasci numa
aldeia. Nasci junto ao mar... E aqui estou! Quantas ideias, palavras e
conceitos Já pensei e esqueci? Junto ao rio, quanta inspiração, quantas
lembranças!...
NOTE: COMO ERA BOM AS IDÉIAS ME FLUIREM SEM OS
CIGARROS! Algueirão, 2 de Agosto de 2004

34-Meu
vício Vyrena
Tua escrava já fui um dia! Entregue a teus funestos
desejos, emaranhada em teu anéis de fumaça, prendia-te a meus lábios,
como se fosses um beijo.
Tentava livrar-me de teus tentáculos, mas
não consiguia meu intento, pois que a todo o momento via-te em comercias
de TV e o meu desejo aumentava.
Mas um dia a força de vontade foi
maior que esse anseio. Abandonei-te, maldito feiticeiro! Nem de longe
desejo ver-te. Agora, teu maldiro cheiro só me dá náuseas e
asco.
Tu, cigarro mal cheiroso Tu que foste meu pior vício, Nunca
mais hás de sentir meu apaixonado beijo, porque agora te considero um
assassino asqueroso.

35- Dormindo Com o Inimigo Regina
Bertoccelli
Quantas não foram as noites em que te levei prá cama
comigo... Você acendia em mim o desejo de tragá-lo E na escuridão de meu
quarto, sua luz tomava forma... Companheiro fiel de minhas
insônias, te sentia amigo... Me tornei sua escrava, sua dependente... E
no aconchego de minha intimidade. lá estava você... Em ímpetos não
pensados, te tomava entre os meus dedos... E inteiro, até o fim, te
sentia, te tragava... Mas aos poucos fui tomando consciência do mal que
esta nossa união estava causando em minha vida E percebi que você nunca
foi um amigo, pois ao invés de me ajudar, estava me aniquilando, me
matando... E a atitude mais sensata que tomei até hoje, foi expulsar você
de meu quarto Apaguei de uma vez por todas a sua chama Entre cinzas, agora
você jaz...

36- Mais um cigarro... Thereza Mattos
Enquanto
espero tua volta acendo um cigarro... o que agora importa é nesse vício
que me agarro porque não quero viver a vida não faz sentido sem a tua
presença e assim desesperada cometo aos poucos o suicídio sem dia e
hora marcada... A fumaça maldita me envolve quase não posso respirar e
em cada baforada vejo que não me leva a nada sei que nunca mais vais
voltar!

37- O Cigarro Tarcísio R. Costa
Papel
enrola fragmentos... são farelos de tabaco, que postos em
combustão, viram veneno...
A sua intoxicação, Causam muito
mal... Sua ação gradativa é mortal, Sugeitar-se à sua dependência é uma
incoerência... é prejudicial.
Fumar é um lento suicídio, é um
engano, uma ilusão, sem qualquer benefício, deixar, não é
difícil... Depende só de uma decisão!
Hoje, sinto as
consequências, restou-me uma crônica bronquite, Más... eu deixei de
fumar... Tenho dó do fumante "O pior cego ó que não quer
enxergar!"

38- Defeito ou Feitio? Fatyly
Começei a fumar com
dezessete anos não por snobismo ou influênciada da minha terra perdi os
comandos doze anos a chama esteve apagada!
Nasceu a minha filha mais
nova e voltei à palermice um absurdo de novo a chama foi acesa sem
vergonha, digo, eu fumo!
Não fumo em recintos fechados em bares,
cafés ou restaurante Nunca fumei junto dos pequenos e nem com as mãos no
volante!
Respeito sempre quem não o faça peço licença até aos
desconhecidos pois p'ra quem não fuma, incomoda por mim são sempre
respeitados!
Já perdi tantas coisas nesta vida deixai-me fumar o meu
cigarro pelo médico sou bem controlada nem ele pede, porque eu não
faço!
Podem chamar-me cobarde ou até mulher imperfeita mas no dia
do meu embarque levo um maço na maleta!
Rótulo do meu maço: "Fumar
prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o
rodeiam"
05/08/2005

39- Cigarro Andreia Cristina
Guadagnin Vício que me consome De ti que tanto quero Saciar minha
vontade Acendendo-o e o inalando Longe de ti fiquei Apenas quinze
dias Não consegui segurar A ansiedade foi maior E assim venho meu
fracasso E o cigarro eu tive que tragar Voltei novamente Olho no
espelho e vejo O amarelo de meus dentes Fico feliz que o pulmão Não
seja por fora e sim interno Assim não sofro pelo remorso E continuo
aqui pitando Entre os dedos segurando O cigarro que tanto faz
mal Dos dedos amarelos Dos dentes que pretejam Vou sofrendo aos
poucos Pela dependência da nicotina Cigarro que ás vezes já
aceso Já me levou acender outro Sem al menos perceber Que entre os
dedos já estava O resto de outro toco

40- Você Tem Esse
Inimigo? Rosa Magaly Guimarães Lucas - Eire Você tem esse
inimigo? - Ter não tenho, mas já tive... E eu te juro meu amigo, Que o
derrotei, inclusive. Se queres mesmo parar Co’ esse vício que
escraviza, Basta de uma vez sustar E terás dele ojeriza... Comigo
foi por promessa Que tal coisa aconteceu, E olha eu fumava à
beça, Pulmão? Quase apodreceu... Prometi:”Se meu marido Sair
dessa, juro, eu paro... E com jeito decidido, Na promessa tive
amparo... Eu andava com o maldito Cigarro em minha mochila Para
afirmar que o proscrito Não mais me levava a pila Que com trabalho eu
ganhava, E que o bandido comia... Quanto ao homem que eu
amava Melhorava dia a dia... Agora vai um conselho Pra quem
precisa parar: Olha-te bem no espelho Pra depois se
comparar.... Ver nova vida chegando, O ar ao pulmão voltar, Sem
travesseiros “nanando”, Correr, pular e nadar... Ter de novo aquele
cheiro Gostoso, que atraia... Não espantar o companheiro Tanto a
cigarro fedia... Quando se quer esquecer Algo, melhor não
pensar Que o precisa combater, Isso faz dele lembrar. Pense
naquele ditado Que bem define o que conta: Cigarro é brasa de um
lado, E um idota noutra ponta
Jacaraípe, Serra, Espírito Santo,
08/08/2005.

41-Consciência Tardia Jorge Gomes do
Couto
Lentamente as imagens vão se formando... Uma baforada forte
corta o ar, e destrói o novo desenho que fiz no espaço.
A sensação de
vazio vai me apertando e, na fuga, volto depressa a tragar. Poluindo
ainda mais o ar já escasso.
Me engasgo numa secreção amarga. Maldita
tosse a avisar que minhas células estão gritando sem parar Por que diabos
tu não deixas de fumar, para o dom da vida melhor aproveitar?
Sem
muito esforço mentalizo a nicotina, correndo suavemente por meu
sangue. Destruindo, pouco a pouco, a artéria fina e o meu pulmão
enlameando como um mangue.
Será, Meu Deus, que ainda há tempo, de
afastar de mim esse inimigo? Se me livrar do sofrimento é o que mais
tento. Por que trazer uma semente aqui comigo? A solução que aliviará meu
pensamento não está nesta mortal distração. Mas numa boa e profunda
meditação?
Será que ainda há tempo, Senhor, de não esperar pra
aprender pela dor? Mas ouvir o que fala a doutrina do amor. Que na vida eu
tenho que ajudar meu irmão. Me afastando, portanto, de qualquer
dissabor De bronquite, enfisema ou câncer de pulmão, Dando adeus a essa
tosse e a esse pigarro, Deixando de vez essa grande paixão Que tenho
nutrido pelo malfadado cigarro. Será???????

42-
Pensamentos Anti-tabagistas Marcial Salaverry
-O cigarro disse para o
fumante : Legal, hoje você me acende, mas amanhã eu te apago.
-Para seus
pulmões, o cigarro é uma bomba!!! Livre-se dessa bomba, antes que
exploda!!!
-Por amor ao seu semelhante, não fume em recinto fechado. Por
amor a você mesmo, não fume em lugar nenhum.
-Oitenta por cento dos
homens impotentes, são fumantes...
-O cigarro torna o corpo feminino mais
propenso à celulite...
-As gestantes que fumam durante a gravidez,
geralmente dão a luz a crianças de baixo peso, e enfermas.
-Setenta e
cinco por cento dos casos de bronquite, enfizema pulmonar, câncer de boca,
lábios e laringe, são em fumantes...dados colhidos em publicações
científicas.
-O cigarro contém 4.700 substâncias tóxicas. Chega, ou quer
mais ???
-Somente no Brasil, o cigarro é responsável direto pela morte de
cem mil pessoas.
-Oitenta e cinco por cento dos casos de câncer pulmonar,
são provocados pelo cigarro.
-Fumar, aumenta em 500 % o risco de derrames
cerebrais!!!
-As fumantes que usam anticoncepcional, aumentam em 10 vezes
o risco de infarto agudo do miocárdio e, em 39 vezes o risco de derrame
cerebral. Quer mais ???
-O cigarro é o fator de risco mais importante
para a ocorrência de doença coronariana.
-Para os que desconhecem, os
não-fumantes estão protegidos por... Lei federal – 9294/96 – 15/07/96:
"Artigo 2 : É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos,
ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto
coletivo, privado ou público, salvo em área destinada, exclusivamente, a esse
fim, devidamente isolada, e com arejamento conveniente."...
Logicamente,
muitos fumantes vão simplesmente dar de ombros e dizer :” Eu mando em meu corpo,
e faço o que quero”. De acordo. Fumem à vontade. Matem-se, se isso os faz
felizes. Porém, façam-no longe dos que preferem preservar a saúde, e de
preferência, em recintos fechados exclusivamente para fumantes, respeitando o
direito dos não fumantes, da mesma maneira que os seus são
respeitados.
Marcial Salaverry 20/07/2001


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