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Esta ciranda é uma homenagem a Vicente de Carvalho, o
grande amante do mar: VICENTE Augusto DE CARVALHO, santista ilustre mais
conhecido como Poeta do Mar, advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e
contista, era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno
Botelho de Carvalho. Nasceu em Santos-SP, em 05/04/1866 e revelou desde
cedo sua marcante inclinação literária, sem no entanto deixar de exercer muitas
outras atividades como escrever para teatro, ditar medidas sobre a economia
cafeeira e ser Ministro do Tribunal de Justiça. Foi considerado o maior poeta
lírico do Brasil. Faleceu em 22 de abril de
1924.
Cantigas Praianas Vicente de Carvalho
Ouves acaso quando
entardece Vago murmúrio que vem do mar, Vago murmúrio que mais
parece Voz de uma prece Morrendo no ar?
Beijando a areia, batendo
as fráguas, Choram as ondas; choram em vão: O inútil choro das tristes
águas Enche de mágoas A solidão...
Duvidas que haja clamor no
mundo Mais vão, mais triste que esse clamor? Ouve que vozes de
moribundo Sobem do fundo Do meu amor.
Estátua
de
Vicente
de
Carvalho, localizada em Santos, no jardim da praia
do
Boqueirão. Está próxima ao mar, sua grande paixão, e de frente para a
Avenida que tem seu nome.
01- Graça Ribeiro 02- Tere Penhabe 03- Lauro Kisielewicz 04- Joyce-Lu@zul 05- Marcial
Salaverry 06- Cel (Cecília Carvalho) 07- Carmo Vasconcelos 08- Maria
Thereza Neves 09- Valeriano Luiz da Silva 10- Marisa Francisco 11-
Raquel Caminha (Lindinha) 12- Rejane Pino 13- Thereza Mattos 14-
Diógenes Pereira Araújo 15- Regina Bertoccelli 16- elainemalmal® 17-
João Carlos F. Almeida (Rother) 18- Armando Sousa 19- Vilma
Oliveira 20- Cândido Pinheiro 21- Pilar Casagrande 22- Augusta
Schimidt 23- Giovânia Correia 24- Tarcísio R. Costa 25- Mário Osny
Rosa 26- Luís Carlos Belo Araújo 27- Lídia Valéria Peres 28- Machado de
Carlos 29- Azoriana 30- Sueli do Espirito Santo 31- Nelim Monti 32-
Nadir A'Onofrio 33- Célia Lamounier 34- Aparecida Linhares
(serahnil) 35- João de Abreu Borges 36- Maria Aparecida Macedo 37-
Naidaterra 38- Giuseppe Martinelli 39- Fatyly 40- Ivone Zouain
Zuppo
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41- Rosa Magaly Guimarães Lucas- Eire 42-
faffi.. 43- Maria da Fonseca 44- Edmundo Colen 45- Abilio Terra
Junior 46- Pequenina 47- Alfonsina Pais 48- Silvia Trevisan** 49-
Sete_sois 50- Beatriz por um triz* 51- Margaret & Marcial &
Marilza 52- Luiza Helena G.Viglioni Terra 53- Maurício Santanelli 54-
Eme Paiva 55- Priscila de Loureiro Coelho 56- Bernardino Matos 57-
Renate Emanuele 58- Zuleika 59- Maria Jose Zanini Tauil 60- Estela
Belém 61- Schyrlei Pinheiro 62- Menina Morena 63- M. Lourdes
Brecailo 64- Célia Jardim. 65- Gena Maria Camargo 66- Nancy Cobo 67-
Eda Carneiro da Rocha 68- Yara Nazaré 69- *Emiele * 70- Tadeu
Terra 71- Arneyde T. Marcheschi 72- J.Carlos Santtana ''Viajante de
Sonhos'' 73- MaséFrota 74- Natália Vale 75- Regina Sant'Anna 76-
Carvalho Branco 77- Maria Isabel Galveias_Lylybety 78- Irani Genaro
(Iranimel) 79- Augusta Schimidt & Tere Penhabe
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01- O mar me assusta. Pra mim basta amar. Graça Ribeiro
Amar a
folha que cai a orquídea na árvore água doce nos rios peixe solto no
mar Amar o amor na paz amar o amor em eros amar o amor em mim.
Amar, sempre amar.
A força do mar me assusta. A correnteza
pode levar a flor pelos descaminhos de mim.
este mar que me assusta
e me fascina vive me lembrando que a vida é assim paz e
ondas...

02- Em defesa do mar Tere Penhabe
Pois a mim, assustam-me
muito mais os homens com suas mentes diabólicas que nos dão tantas
feridas!
No mar, Deus sempre estará! E se a corrente levar Ele
estará a esperar... é só porque chegou a hora.
Não o temas, minha
querida ele é natureza, é vida! Ele nos ama e nos aquece nosso
sofrimento entorpece.
O mar nos propõe magias não se faz de
confrarias ele é uno, como Deus não o tema, ele é seu!
O segredo
para tanto é menor do que imagina não abuse e nem macule as entranhas
do mar da vida.
Santos, 07/08/2005_12:30 hs 
03- Refletindo à Beira Mar Lauro
Kisielewicz Sentado na areia, debruçado sobre
os joelhos, fitando o horizonte, no encontro do mar com o
firmamento e num breve momento, foi como se a natureza estivesse a me
oscular, suavemente, serenamente, docemente, apesar do salgado do
mar... Era como se me dissesse que sou parte integrante desse universo
vibrante daquele amanhecer radiante, onde o sol "escrevia", com traços
dourados sobre as águas onduladas, em Divina escrita impossível de ser
lida, fácil de ser entendida e compreendida, que no plano perfeito do
Pai no mais elevado dos montes, no mais profundo dos mares, na água
cristalina dos riachos, ou na imensidão dos ares, tudo tem uma razão de
ser tudo tem uma finalidade que nos impele a viver e buscar
incansavelmente a paz e a
felicidade!!! 17/06/03 
04- Mar é poesia... Joyce-Lu@zul Mar,
divino mar! Acolhe-me na praia. Surpresa! Mar e poesia estou sempre a
decantar. Poesia reflete da vida a beleza. Mar e poesia, unidos a
encantar. Ela levando a sua melodia. Ele mostrando o seu vigor. Mar e
poesia juntos dia-a-dia. Mar das ondas revoltas, da paixão. Poesia da
nostalgia e da flor. Mar é poesia nascida do coração. Poesia da alma
acariciada. Mar das tempestades... da emoção. Mar é poesia eternamente
cantada. Balneário Camboriu, 07 de agosto de 2005.

05- Saber amar o Mar e o Amor
Marcial Salaverry
Existem aqueles que no
mar encontram a felicidade, seu alimento, algo para amar... Para a vida,
a alegria sabem encontrar... Se no amor, encontram apenas dor e
tristeza, no mar, eles tem a certeza de que algo acontecerá... Se no
amor, não se sabe o que virá, no mar sempre tem seu refúgio, pois o mar
não tem subterfúgio... Tudo na vida tem dos lados, podem ser felizes, ou
não, os apaixonados... E no mar, podem a vida encontrar, se souberem com
ele cohabitar... Mas se não o souberem respeitar, a morte e o desespero
podem lhes vir buscar... Eu adoro o mar, e amo o amor... Entendo e
respeito o mar, e respeito e entendo o amor... Esse é o sábio
viver... O mar, respeitar e amar... No amor, saber amar e
respeitar... é tão fácil saber viver, e bem
sobreviver... 
06- Amar no mar Cel (Cecília Carvalho)
Assim, qual ondas
brancas na areia da praia sorrindo, bailando deitando querendo
amar... Assim, vivo eu passeando, rumando molhando meu corpo, banhando
meu rosto, querendo te encontrar... Mas cade voce que não está aqui, até o
mar chorou, sombrio e triste ficou, senti o frio de seu queixume suas
ondas já não dançam, tudo parou ... Vem, na branca espuma voltar a
dançar, vem te espero sonhando só querendo te amar ... Vem, mergulha em
meu corpo me faz num esforço voltar a sonhar ...

07- Rio ou Mar? Carmo Vasconcelos
Leito, grande
leito... Será de rio ou de mar?
Sem murmúrios sem sussurros onde
repousam lençóis mudos brancos de espuma de raivas
quietas lisos sem manchas, sem sorrisos Mar Morto! Leito de ondas
geladas salgadas petrificadas Mar Antárctico! Leito onde morrem
noites desmaiam luas e cios para despertarem em bocejos gestos
nulos desmanchados Rio de angústias! Leito de desespero onde
submergem remos que esbracejam mordendo as rendas do desejo
Leito,
grande leito... Rio sem margens! Alto mar!
(In "Geometrias
Intemporais")

08- Sentimentos - Oceanos Maria Thereza Neves
volúveis
ondas de quem adormeceu na insolência branda das maresias perfeitas que
desfilam na superfície lisa e na ternura do olhar deslizam
oceano
mesclado de pensamentos de sentimentos revoltos num vai e vem se
misturam com ventos refletindo dores, amores em trovões ou vendavais
libertando melancolias escrevendo no silencio das ondas
instantes inocentes ou numa paz ardente arrebentando , ramificando
aromas em ardor profundo na amplitude no oceano os meus
sentimentos.
JF/MG- 01/07/2004- 22h44

09- O Mar Valeriano Luiz da Silva Oh! Mar do começo da
criação!... Pois quando Deus fez o mundo Foi lhe dada uma
observação... Que você não fizesse no planeta total inundação Oh Mar!
Tu és bravio e temível... Em tuas águas já ocorreram acidentes
horríveis... Ai de quem te enfrentar quando estiveres revoltado Pelo homem
você jamais será domado Mas tu oh Mar! tem uma diferença dos
humanos A ordem divina continua respeitando... E o marco antigo tu estás
observando Enquanto o frágil homem vive desrespeitando Oh Mar! Mesmo
com os horríveis maremotos Que traz dúvidas até para os cristãos
devotos Que perguntam por que o mar está revolto? Mas só Deus sabe, pois
dele é o poder absoluto, Feliz o país que tem litoral Onde a política
marítima é fundamental Cuja ordem política, econômica e militar, Dependem
sempre do mar... Oh! Mar, que seria do homem com seus intentos... Se
não houvesse você com seus talentos Talvez não ocorresse
descobrimento... Do novo mundo e também dos grandes
inventos... Você serviu ao homem nas
colonizações Foste usado pelas grandes invasões Pra consolidação de
independência Você ajudou as nações que pediam clemência... O homem
abusou de ti em duas guerras mundiais Navios te percorreram transportando
munições dos arsenais Oh! Mar será que o homem ainda te usará para estas
guerras infernais? Acho que não mar, a maioria dos homens aguarda
paz, Oh! Mar cheio de tantas riquezas De ti se extrai tanto petróleo
dado pela natureza De você o homem se serve do pescado, das algas e de
sais... E muitas outras matérias primas e minerais Mar! Se não fosse
você nossos poetas não tinha ido pra Portugal Buscar cultura e retornando à
terra natal O que seria do mundo sem a ajuda do mar Pelos seus grandes
feitos o Brasil fez uma canção pra te honrar... Respeitando as leis nem toda
canção vou colocar Mas fica apenas uma estrofe para te
homenagear... "Qual cisne branco que em noite de lua Vai deslizando
num lago azul O meu navio também flutua Nos verdes mares de norte a sul"
(...) (Canção do Marinheiro) Anápolis-Go 11/08/04 valerianols@globo.com www.albumdepoeta.com

10-Mar... Marisa Francisco
Imensidão
azul que se pode tocar! É o céu na Terra, o mar... É o sal da Terra... Oh!
Mar! Sonho de gigante na cabeça do menino...
Quando sinto tuas
ondas meu barco é um berço a balançar, meu corpo fica
pequenino...
Mistério e poesia quando os olhos estão a esmo no
mar...
E o sol que se deita enquanto arde tornando teu leito espelho
da lua! Mira Mar...Maravilha! 
11-Mar...Mistério Raquel Caminha (Lindinha) Todas as
vezes que chego na varanda, me vejo de frente para o mar cor de anil. Meus
olhos fixos nas ondas, às vezes calmas, às vezes revoltadas, pergunto-me
porque tem gente que tem medo do mar? Pela sua imensidão, ou pelo seu
mistério. Quando fico a namorar o mar, apoderar-se violentamente de mim,
uma paz imensa. Só de imaginar Jesus andando sobre as águas, essa paz me é
por demais relaxante, que chego a escutar o canto das gaivotas, sobrevoando
as embarcações, atrás de seu alimento. Fico horas admirando aquele
cenário espetacular, e pergunto-me, porque tem gente que tem medo do
mar? Se ele tem mistério, eu jamais gostaria de desvendar, Não só o mar,
mais o universo como um todo faz parte dessa natureza, que Deus nos
abençoou, mas que o homem ainda não se deu conta, do seu imenso valor. Eu
teria motivos para não gostar do mar, ele em épocas passada me levou um
grande amor. Culpa do mar? Não, do homem que o enfrentou, sem está
devidamente preparado, e foi mais uma vítima de seu furor. O mar com todos
os seus mistérios me excita, o barulho de suas ondas é música aos meus
ouvidos, alucina-me, faz até eu escrever sem rima. Mirando as ondas que
quebram na areia, tento escrever sobre o mar, sobre meu amor, mas como
vou rimar se não te vejo? O mar, com sua imensidão, com seu furor, levou
para sempre o meu amor. Nesse instante encontrei a rima, Chorei.

12- O Mar por Mim Rejane Pino
O Mar lembranças de minha
infância e adolescência Saudade gostosa de sentir Quantas vezes
mergulhei nele para misturar minhas lágrimas nas águas do mar Quantos
segredos lhe confiei e ele gentilmente me abraçou e me afagou e me
aconselhou. Quantas vezes brinquei e me deixei levar pela corrente e
ele me trouxe de volta pelas ondas Às vezes ele zangava e me jogava
de cara na areia como a me dizer me respeite não vá além do que eu
lhe permito.
É assim o Mar Um pouco criança, Um pouco mãe Um
pouco pai e muito de Deus...
Miguel Pereira
-Rj 04/09/2004

13- Mar e Flor Thereza Mattos
Mar....leve-me nesta
flor quero encontrar um recanto mergulhar em tua profundidade ouvir das
sereias o canto de amor e saudade...
Quero encontrar
tesouros navios perdidos arcas cheias de ouro recifes de corais e
neles meu coração ferido que não te esquece jamais...
Mar...acolhe-me
em teus braços leva-me para o fundo é grande este meu cansaço de vagar
por este mundo quero respirar teu carinho e nele construir meu
ninho!...
Quero encher meu coração soltar toda minha alma e com ela
uma oração sentir toda tua calma dissolvendo a minha dor eternamente no
teu interior...

14- De Gota em Gota Diógenes Pereira Araújo
Uma gotinha
d´água, Olhar Brilhante, com uma idéia ousada a incubar, a uma outra
colega, algo exultante, chamou um dia e pôs-se a argumentar:
"-
Olha, querida, escuta-me um instante eu tenho algo de ousado a partilhar:
vamos chamar as outras e formar um mundo d´água, grande e o bastante
para inundar a grande depressão cavada terra abaixo e é de temer;
se às outras conseguirmos convencer
com água se encherá tal
buracão." E assim se fez: milhões a ajudar, de gota em gota, assim,
formou-se o mar diogenes@poemanet.com

15- Amar o Mar Regina
Bertoccelli
Contemplar o mar, deixando suas ondas molharem o meu corpo
todo Me perder em sua profundidade, invadindo suas águas Banhar meus
sonhos e me sentir renovada Permanecer em sua quietude, deixando o tempo
passar, acontecer... Curtir esta paz, este silêncio, ouvindo apenas o barulho
das ondas... Que se agitam... E que docemente, vão morrer na praia... E
mergulhar... E me deixar levar... Flutuando, solta,
perdida........ Apenas olhando... Apenas sentindo... Apenas
amando...

16- Perdoe-me elainemalmal®
Perdoe se esvaio Mas tem um mar que anseia que eu amanheça em
essência, lágrimas, sal e percorra esse meu caminho assuma sua
imensidão mesmo sendo vaga solitária. E torne-me maremoto Desfazendo
cais, esvalteiros. E neles todos seus aís Perdoe-me se resvalo por
seus dedos por não poder jamais, fazer-me em você suor
salgado. lágrimas, sal. Só no mar posso ser fazer-me
vastidão misturar gota salgada sem que contestem razão Perdoe-me
se peco por ignorar seus medos. Por amanhã ser rotineiro e a voce,
cativeiro. Se em mim posso ser livre e seus medos sua
perdição Perdoe-me. Tenho pressa de viver. Sofreguidão.
02/2005 http://despudoradaalma.blogspot.com

17- Soneto ao Mar João Carlos F. Almeida
(Rother)
Mar, tu que és belo terrível e enraivecido Que ceifas vidas
sem dor Repara triste e compadecido Na tarefa árdua do
Pescador Encorajados nossos homens lá vão Navegando sobre o
mar Mas...Responde-me mar voltarão? Só tu e Deus os podem
ajudar. Que fazes mulher sentada nesse monte? Espreito ansiosa o
horizonte O Regresso dos meus. Mas que vêem meus olhos! Um barco
encalhado nos escolhos. E deles nem a sombra Meu Deus.
www.poetarebelde.com

18-
Mar e Medo Armando Sousa
Mar que já fostes adamastor sereias e
medo Vinhas de longe ninguém conhecia teu começar Teu verde, no arco do
azul do céu ia terminar Lendas de monstros guardavam-te em
segredo Mar, quando na pedra batias furavas e comias Em grito agudo
como o chorar da sereia Quando amansavas à luz do sol te
estendias Deixando penedos comidos em pedrinhas areia Mundo falava,
tantos meses a chegar a voz A curiosidade de ti dentro da gente
aguçava Medo entranhado, torna-se em arrepios atroz Saída do mar,
curiosidade da gente aguçava O medo que entrava, tremer gritos e
arrepios Caravelas Portuguesas nas suas cristas levava As margens da
incerteza davam asas aos navios Depois atravessaram o cabo, ninguém
acreditava Caíram lendas, ficaram mentes humanas libertas Portugueses
foram assim outras terras desbravar Outros lindos pássaros, cores de gente
descobertas A cruz de cristo com eles levavam para os
ensinar Chegaram à África à Índia China Timor e ao Brasil Deram
espelhos navalhas ensinaram a nudez cobrir Pedro Alves Cabral, chegou a Vera
Cruz 23 de abril Na sua cruzada novos mundos e gentes
descobrir Armando.sousaSympatico.ca

19- Canto ao Mar Vilma
Oliveira
Cancioneiro do mar em noites silentes Repleta de
estrelas, Onde as ondas se curvam, as mentes se turvam, Sem
compreendê-las... As espumas na areia, um canto de sereia, Em naus,
caravelas, Resvalam na correnteza as almas ali presas Em lágrimas de
vela!
Eu descanso em teu seio, adormeço e sonho, Mar dos meus
desejos... Eu flutuo em teu leito, nos teus braços me deito, Entre afagos
e beijos... Que me dás nos teus versos se estou submerso Entre brumas e
adejos, O sereno que me esconda em tuas ondas Se morrer não te
vejo!
És um sábio repouso a sorrir do meu rosto Se aflita eu
estou, Tens na simplicidade esse dom da verdade De alguém que
sonhou, No horizonte azulado que amanhece dourado Onde a brisa
soprou, Quem me vê ausente por certo não sente Que esse mar já não
sou! 
20- Encontro das Águas Cândido Pinheiro
Por entre as
montanhas ando escondido em um vale perdido Tranqüilo quase que num cochilo,
mas sempre em frente Vou saudoso levando minhas águas cristalinas Às vezes
corredeiras, e recordando das cachoeiras que já passei Onde em lágrimas
muitos véus de noivas eu deixei Lembrando da minha cabeceira, palco de amores
que enganei Leito onde beijei sinuosas margens e deixei tatuagens
Cupidas marcas em ramos que jamais quebrei
Às vezes sou caudaloso e
com força um tanto tenebroso Mas nada de furioso, pois sei que algumas pedras
arranquei Sem maldades, para tanto, não tenho mais idade Mas às vezes na
cruzada, roubo a melhor flor de uma folhagem Para misturar em minhas águas o
seu aroma selvagem
Na chuva me regozijo num salpicar de
gotas Refrescante dilúvio para o calor que sinto Por vezes meu dorso anda
exposto ao sol a pino Em muitas outras de alegria transbordo Transformando
em terra fértil a tudo o que molho E nas planícies por onde escorro, vou
regando as pastagens Este verde que me acolhe quando deslizo por entre as
matas Onde meu murmúrio silencia ante a sinfonia dos pássaros Que em coral
de glória cantam bravo à minha passagem
Em muitos braços me abro, e em
desabafo formo tentáculos São muitas outras margens que abraço por onde passo
Em rio único volto ao meu curso e discurso ao mar a frente Estou
chegando e com alegria anuncio a minha aproximação E num doce beijo molhado
a água fica salgada Agora sou oceano, um gigante em águas
Não ando
mais escondido por entre as montanhas em um vale perdido... De agora em
diante beijarei todas as costas E mansamente em ondas vou rolar na areia
morna das praias Aproveitando a magia e a beleza da mãe natureza Deste
fraterno encontro das águas
26/Jan/2004 Santa Maria, RS
- Brasil

21- Mar Pilar Casagrande Se alguém se pusesse a recolher
as águas do mar e conseguisse esgotar as ondas e enxugar o
oceano, nunca encontraria a sementeira da águas, e jamais
saberia pela confidência das conchas, pelo clamor do sangue dos
corais, o salgado mistério de como nasceu o mar imenso e
eterno.
Rio Claro /SP

22- O mar e seus encantos Augusta Schimidt
Me encanta a
beleza do mar... Me faz sonhar... E sonhando... Vôo à imensidão Tal
qual a gaivota Sentindo nas asas A caricia suave da espuma
branca.
Me encanta a bravura do mar... Revolto, leve e
solto Levando suas ondas A espalhar segredos aos rochedos
Me
encanta olhar o mar... Quando vejo suas águas No auge do dia a buscar A
música suave dos anjos Que no céu estão a cantar.
Me encanta olhar o
mar... Quando a noite chega E joga seu manto estrelado sobre as
águas Fazendo então, o mar repousar.
Campinas/SP www.augustaschimidt.prosaeverso.net 
23- Mar Giovânia Correia
Mar...inspiração de muitos
poetas. Mas para mim é apenas uma recordação. De um passado triste, Que
me deixou na solidão. Esse belo mar, um dia levou o meu amor. Arrancando-o
dos meus braços, e me deixando apenas a dor. A dor de ver o meu amor ser
tragado, ser levado pelas as ondas desse amar. Indo para sempre para o
infinito. Me deixando eternamente a esperar. Nunca pensei que um dia
conseguisse fazer uma poesia. Falando sobre esse tema. Pois por muito
tempo fiquei sem querer ver o mar. Fiquei naufragada em meu dilema. Uma
historia que um dia começou. E que tinha tudo para prosseguir. Mais o mar
levou um grande amor. E parte do meu existir...
www.sonhoseemocoes.cjb.net

24- Cruzeiro e fantasia Tarcísio R.
Costa
Quero fazer um cruzeiro Num navio de fantasias, para o
arquipélago encantado, Onde o silêncio é quebrado, pelas sereias
sorridentes...
Quero, em tua companhia, dançar valsas de
ilusão, num imensurável salão, iluminado de estrelas...
Quero, ao
teu lado, fazer desse sonho, um paraíso.
Quero entrar nos teus
sonho... Não quero ser acordado pelas ondas do mar... Quero, sem
rumo, sem ilusão te amar.

25- Mar Mário Osny Rosa Como é
lindo o mar, O céu nele a espelhar. Seu azul parece flutuar, Nas águas
serenas do mar. Mar sereno, mar bravio, Causa medo aos navios. Que
por suas águas esguia Cruzando horizonte vazio. Numa noite de
luar, A lua o mar a beijar. Sua luz a flutuar, No mar a se
espelhar. Como é bom navegar, velejar, Num mar sereno a
desbravar. Lá no horizonte onda vagar, Os raios do luar a ondular.
Florianópolis, 13 de maio de 2.003. morja@intergate.com.br www.mario.poetasadvogados.com.br

26-Entre Mar e Luz Luís Carlos Belo
Araújo
Nasci num dia com sol Ouvindo as ondas do mar Palavras
comecei a ouvi-las Num rodopiar constante e muito sonoro.
Ondas de
sonho invadiram o meu destino Que era povoado por homens serenos. Breves
lampejos de luz e sombra Desenhavam-se no meu horizonte.
O sol brilhou
várias vezes E o mar era uma constante. Serenidade, vida tumultuosa,
imensidão: Isso era o mar... Palavras, conceitos, poliedros: Isso era o
sol...
E a morte não existia: Porque no mar tudo se renova, E à
velocidade da luz a matéria é energia. Ondas de sonho povoaram meu
destino...
Algueirão, 08/08/2005

27- Abraçar o mar... Lídia Valéria
Peres
É muito bom relaxar nas ondas do mar... Fico deitada,
relaxada, sentindo a brisa, o cheiro, o ar... Deixo as ondas me
levar... Jogo os pensamentos bem para o fundo... O sal se torna doce num
segundo... Um contentamento flui... fico leve, serena... e me sinto
flutuar... Se um barco passasse e eu me enroscasse... Deixaria me levar...
lidia.valeria@uol.com.br www.saladepoetas.eti.br

28- ...e a Canção Não Para. Machado de
Carlos
... miragem! No oásis estava a rosa A noite chegou, e, eu
estava só com o luar... Ri de mim, e, vi a estrela dengosa, então pude
ouvir as ondas... o seu mar!...
- Tens a alma linda, estátua majestosa!
Vieste da amplidão somente pra me amar! Tens luz nos olhos e tuas mãos
são carinhosas, no teu mundo florido volto a sonhar.
Tuas letras, em
todo canto, só contagia... Estou bem melhor, já respiro o novo dia!...
Fizeste do meu momento um grito triunfal!
Não sei se mereço, hoje, o
grande amor, sem cobrar as crises, e, sem nenhum penhor, vejo os teus
cabelos brilhar ao litoral!... http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=1050

29- Versos de Mãe Azoriana Há dias em que
versos salvam vidas! Feitos de insónias gloriosas Talhados pelas noites
amorosas... horas que não deixarei esquecidas. Mãe! Deste-me palavras
destemidas nem as musas estavam ociosas nos sonhos fizeram-se
milagrosas revelaram-te linhas tão queridas: Eis: "Oh! mar azul que
tanto encerras, os peixes teus nadadores, são o perfume da mesa, de todos
os pescadores." Um poema nascido nestas terras único e sei que não
virou costume mas versos de Mãe são sempre os melhores! http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

30- No mar, um sonho de cruzeiro Sueli do
Espirito Santo
Acabo de receber um convite em um lindo cruzeiro
navegar lisonjeada, tenho até um palpite outros amigos também
convidar
Todos numa bela viagem, realizando sonhos e na alegria
viajando com um só objetivo, vida relaxar refletindo, meditando, até se
achar
Navio, lentamente adentrando alto mar vivendo como num mundo
fantástico admirar o imenso mar, tudo parece mágico as ondas, a cor, o
brilho, o som a nos acalmar
Céu azul, sol brilhante, ar ameno, suave
brisa sensação de calmaria nossa alma alcança da natureza uma caricia que
nos paralisa longe do continente, silêncio, uma bonança
Nesse mar, um
sonho de cruzeiro como o grande mar, um amor imenso como as fortes ondas,
um amor intenso a todos os passageiros
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

31- Deitados na areia... Nelim Monti
da
praia Olhando o vai e vem do mar calmo, brando. As espumas
passando sobre nossos corpos deixando-os como se tivéssemos
usando roupas iguais.
Conchas espalhadas pela praia, cintilavam
multicoloridas. Com a luz do sol,os pequenos fachos de luz, como pedaços
do céu iam cobrindo a areia.
Diante dessa beleza, dessa
paz, desse momento Olhei para você e ... em seus olhos vi
presos dois céus.
Cajuru/SP

32- Existe o Mar Nadir A'Onofrio
Existe o mar! Entre eu e você. Trazendo-me lampejos de saudade e
dor. Nas vagas que, explodem na rebentação, Interpreto como gritos de
angustia, terror... Existe o mar! Sempre a lembrar-me que, você lá
ficou, O cheiro da maresia o sal. A jangada o pescador, Esta rede
embaralhando os pensamentos meus. Existe o mar! Para lembrar-me quão
distante estás! Nas tormentas que agitam os vagalhões, Ouço sempre o
pulsar do teu coração. Mar calmo, lembra as caricias das tuas
mãos... Existe o mar! Sua imensidão não me apavora, Instiga-me a
procurar-te. Do outro lado do oceano, sei que estás. Como se ouvisse tua
voz, meu nome chamar... Existe o mar! Com jardins diferentes, Onde
desabrocham corais. Brotam perolas advindas do sofrimento, Do grão da
areia, que na concha penetrou. Existe o mar! Um mar de amor! Onde
casais se amam, Onde a vida pulula. Nesse momento penso em
você... Existe o mar! Para lembrar que ali a vida iniciou. Que suas
águas embalam os seres, Como liquido amniótico protege o feto. Eu vivo de
um sonho...aconchegar você! Santos SP_09/08/2004 21:11

33- Passo a Passo - 12 Célia Lamounier
No murmúrio da
eternidade é preciso ouvir as ondas. Telepatia ou não as distâncias
inexistem. É preciso sim Ficar de pé junto ao mar sentir as
águas que vão e voltam na terra redonda que gira ouvir o silêncio da
harmonia. Não há palavras... apenas a música da perfeição! _1998
_ http://celialamounier.portalcen.org

34- Doce oceano Aparecida Linhares
(serahnil)
Não esperava o seu gesto por estimar estar longe, todavia,
de mansinho você de mim aproximou-se, beijando-me os pés timidamente algumas
vezes, um arrepio de prazer não nego, tomou-me inteira, efeito
delicioso, da forma doce de ser acarinhada.
Sorri suavemente pensando o
quanto é gostoso, e há quanto tempo eu não permitia sua carícia. Tão
majestoso e imponente, ali tão subserviente em beijos seguidos, convidou-me
a inebriar-me, a sua maresia apelava a entregar-me por inteira.
Eu
caminhei lentamente, afastando-me provocante, suavemente alcançou-me, outra
vez beijou meus pés, olhei você profundamente, e agradecida por seu gesto,
veio em mim grande desejo de abraçá-lo por inteiro, assim com as mãos em
concha, sua água salgada bebi. 
35- Águas de mar João de Abreu Borges
Águas de
mar memória e pétala luz...
Sou cantor: mais que
espanto, mais que vício, nascer e morrer a cada minuto é meu
estranho ofício!
Pressinto meu instante pedindo ao público
ouvinte um minuto de silêncio... incessante.
Águas de
mar memória e pétalas: mais que luz, paz.
Rio deJaneiro,
1986 http://planeta.terra.com.br/arte/cancaodoser

36-Mar Que Me Acalma... Maria Aparecida
Macedo - Maria Anjinha
Mar da minha calmaria, Mar que me
fascina Vendo, o vai e vem de suas ondas, onde o barulho me
alucina, vendo suas ondas azuis, na imensidão a bailar!
Mar que
me leva ao encontro dos golfinhos, das sereias, e da beleza incontida nas
águas azuis do oceano, onde no vai e vem, joga em nossas
mãos estrelas do mar, conchas, e, ficamos a apreciar a beleza e a
perfeição, da natureza ,criada por Deus.
Mar, que me traz Paz em meu
bem estar... Me traz alegria e viver, Mar de raras
esperanças, esperanças de rever o meu amor voltar.
Mar, me leve nesta
onda, que quero mergulhar profundo, para construir meu ninho, com meu
amor deitar!
Araruama 
37-Amar o Mar e No Mar
Naidaterra
Trata-se de um amar diferente. Amar sua grandeza,
beleza e força. O mar por sí só nos convida a amar e a ouvir o seu cantar,
embalar e a encantar corações apaixonados. Ah! amar no mar...tendo a
companhia das luzes do luar refletindo nas águas salgadas do mar. Ah!
amar o mar...motivo de inspiração de almas a
poetar.
09/08/2005

38- Mares & Oceanos Giuseppe Martinelli Nasceste de
uma explosão que chamaram de "Big-Bang". Primeiro foi o fogo e tu logo em
seguida apossaste-te de um terço deste Planeta Azul e de nome te chamaram
de Mares e Oceanos És Grande em tamanho e também em humildade porque
sendo esse Gigante, te manténs aos pés dos rios. Não importa que distancia
esses rios tem procedência o fato é que tu acolhes todos eles em teu seio.
Sabemos que a vida, no teu ventre começou, do vegetal ao animal, dos
répteis às Gaivotas. Tu és filho de Netuno e irmão das Sereias tens a
força e o poder de afastar até o fogo. Eu não sei se tenho medo, ou
respeito com admiração, dos mistérios que ainda guardas, dos tesouros das
profundezas. No começo, a todos medo impuseste, mas consentiste aos
homens aventureiros, de abrirem sulcos nas tuas entranhas pra conquistarem
os Continentes. Até hoje continuas servindo à humanidade no
Comércio ou nos Cruzeiros ou nas Praias tirando férias. Guarapuava.
09/08/2005. giumarti@brturbo.com.br 
39- Ciranda do Mar
Fatyly
Ciranda que ciranda vamos todos cirandar desta vez o tema,
para mim um dos mais belos embarca nessa com carinho e vamos mergulhar não
te esqueças do creme, creminho e besuntos!
Nesse Navio? eu não vou
não sei nadar e vou melhor assim tenho medo desse anfitrião é muito
ferro em cima de mim!
Meu fiel amigo e companheiro Eu não sei viver
sem ti, oh mar pés na água e debaixo d'um coqueiro o que fiz, aqui não
posso contar!
Apesar de saber nadar tenho-te respeito o que na minha
juventude nunca tive com o meu grupo iamos por ti a dentro estivesses
calmo ou com ondas a pique!
Nove meses de verão e três de frio era
assim o clima da minha terra Luanda cidade sempre com o brilho desse mar
que ainda hoje me espera!
Depois de uma farra estonteante nada como
dormir no seu areal nas rugas do meu rosto marcante sinto ainda o calor do
teu sal!
Sou feliz por morar perto do mar sei que és o mesmo, mas eu
já não em águas tão geladas não vou nadar mas levo sempre um balde na
mão!
Agora neste momento vou namorar com o mar que é de todos
afinal por ele não vejo ninguém a brigar passeia-se o amor no seu belo
areal!
Mar ...inspiração de vós poetas que poemam p'ra caramba e
sou mais estilo dos atletas treino, treino e nada avança!
E vou agora
terminar com a ajuda de Miguel Pereira:
"É assim o Mar Um pouco
criança, Um pouco mãe Um pouco pai e muito de Deus..."
num
terno e doce abraçar!
_Portugal_

40- Eu e o Mar Ivone Zouain Zuppo
Mar a
fora Piso nas areias brancas Devolvendo -me a liberdade De sentir a
vontade Do mergulho em mim Em sonhos e fantasias No azul profundo e
vasto Do mar aberto sem fim Abro caminho entre as ondas Sinto as águas
me recebendo Me abraçando Me tocando Me fazendo carícias Me
recolhendo Me guardando Sou sua amada Ele, meu amante Sou sua
praia Ele, meu horizonte Sou sua ondina Ele, meu gigante Somos céu e
mar Sol e luar Ele, o azul profundo Eu, a fina e branca areia Somos
um só O começo e o fim Sem fim... 
41- Cruzeiro Poético Rosa
Magaly Guimarães Lucas - Eire Querido, aquele cruzeiro Que fizemos de
navio Pelas ilhas gregas lindas, Que belo foi meu amor! A passear o dia
inteiro Fizesse calor ou frio, Sol ou chuvas que entrevindas, Traziam
em si frescor. Mikonos e Santorini, Leros, Patmos,
Rhodes, Praias, museus e montanhas, E vinhos deliciosos... No mar azul
em biquíni, Moças... Gregos de bigodes Jogando entre si suas
manhas, Sorrisos esplendorosos... Nosso navio era branco Na popa
um lindo taful... Seu nome era '"Neptuno", Deus das águas e dos
mares... No navio um saltimbanco Loiro, belo e de olho azul, Do olhar
das jovens gatuno, Acrobata nos alares, Encantava a toda a
gente... Eolus nem deu às caras, E o mar calminho ficou, Que linda a
tarde na Grécia... Mas o vento de repente Acabou co'as tardes
claras, Tudo obscuro ficou, Acabando a peripécia. Que o
saltimbanco fazia. O navio então jogava Subindo e descendo as
ondas Por entre sua espuma branca... Mas para a nossa alegria Já Atenas
se divisava, E a vaga no casco estronda E a nave brava
potranca Alcançava então Pireus O porto da bela Atenas... Já se
findara o Cruzeiro, Adeus céu de Santorini, Chegamos, graças a
Deus! Agora nos resta apenas Dizer adeus ao taifeiro,, Tomar enfim um
Martini.

42- Mar faffi - Silivia Giovatto
Ah...esse
mar. Esse mar que me chama Esse mar que me fascina Esse mar que me
acalma Esse mar que me faz pensar Meu coração balança como as águas
desse mar. Que mistérios escondes no cantar de tuas ondas, por que se
revoltam, depois voltam a se acalmar? O que esconde no teu
fundo misterioso mar... que ninguém pode chegar lá. De dia o sol te
aquece, a noite a lua vem te clarear. As estrelas cintilam em suas
águas todos querem de ti se aproximar. Mar... me conta o teu
segredo, que eu te conto os meus desejos e por que vivo a te
enamorar. Ah...esse Mar.

43- Cabo da Roca Maria da Fonseca
As ondas batem forte
nos rochedos Do promontório mais a Ocidente. - Oceano, conta-me os teus
segredos, O que além vês do nosso Continente?
A luz do Sol, coada p'la
neblina, Transforma ainda a cor do mar profundo, Do vivo azul em verde
esmeraldina. Obra prima do Criador do Mundo!
Está o céu de nuvens
enfeitado. As dunas, áridas e movediças, São as manchas douradas da
paisagem.
Como outrora, Atlântico exaltado, Também nossa geração,
enfeitiças, Com tua ousada e esplendida mensagem.
http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004 
44- Mar Edmundo Colen *dedicado a
Terê Penhabe*
Desde pequeno conheci o mar. Em suas águas já
mergulhei, quase afoguei,
deixei-me embalar.
Desde
jovem sonhei navios. Neles viajei em filmes, em
delírios,
deixei-me naufragar.
Adulto, descobri, no Porto de
Santos, a Alma deste Mar.
Agora, deixo-me
navegar. 
45- Em Forma de Dores Abilio Terra Junior no mar um
cruzeiro infindo
a poesia de Djavan a minha poesia a
nossa poesia
um sentimento profundo tanto quanto o oceano
me tinge a alma de cores em forma de dores
e o vento
me leva e o sal me consagra aos braços da amada
Belo
Horizonte_10/08/2005 http://abilioterrajunior.portalcen.org/index.htm 
46- É o meu Mar Pequenina
Tu me rejeitas e não permite
que eu te toque Meus passos leves em teu dorso a caminhar São tão
profundas as tuas águas, que amo tanto Meu santuário meu berçário, é o meu
mar! Como será quando eu for pra junto a ti Se um dia espero em teu
leito repousar Se me recusas e me expulsas para o alto E o que farás,
quando contigo eu for morar. Talvez tu penses que não é chegada á
hora E não me aceites, como um simples navegante Eu me recuso, em aceitar
este teu gesto Mas compreendo, sei que és um inconstante. Horas tão
dócil, horas voraz, e traiçoeiro Passas por cima de quem venha a te
atacar Tão soberano, és o meu rei, a minha vida És o meu templo, meu
senhor, o meu altar. Não te oponhas em que eu escolha o meu dia Não
me mantenhas em tuas águas a flutuar Absorva-me, me arraste até o seu
fundo Em teus corais para que eu possa descansar. Neste teu mundo, de
águas claras cristalinas Lave-me a alma, dê-me a calma ao meu sonhar Entre
teus braços deito, o meu sono derradeiro O meu destino, a minha sina, é tu,
meu Mar!
Região dos Lagos- RJ- Brasil http://www.pequeninapoesias.com.br 
47- Al Mar... Alfonsina
Pais
Transpórtame a otra orilla sobre tus lomas de espuma lávame
todas las dudas con tu oleaje de maravillas. Méceme en tu andar
majestuoso y al dormirme en ti, sé remanso cuida vigilante mi
descanso aleja lo maligno e insidioso. Océano de mil
secretos gigante de emociones verdaderas que regala inspiración a mis
poemas venciendo con bravura cada reto. Te siento amigo de mi
alma purificador de dolor y penas, liberador de todas mis condenas en
ti siento que me salvas contagiándome de tus fuerzas enfrento los vaivenes
de la vida. Parada frente a ti se respira aroma fresco de savia
viva, embriagando al corazón que anida ansias de volar sin rumbo
fijo. Coloso, al que ningún humano jamás pudo conquistar me siento
tan pequeña ante magna inmensidad que no dejo de admirarte, querido
Mar. Agosto /2005 
48- Contemplando o Mar Silvia Trevisan**
No despertar de
um novo dia, Acolhida pelo perfume da maré arrebatada pelo
vento.. Formam-se as ondas. Asseguro-me da distância , saudades da
minha infância.. Gaivotas marcando pegadas na areia em grupos , única
revoada descansando bater das asas Mirando o mar no vai e volta, ao som da
sinfonia.. vento embalando imagens de tanta beleza, sentada eu vejo.. tal
espetáculo de imensa realeza. Lembranças saudosas diante da
natureza. Recordações.. infância perdida.. enaltecida por memórias
pinceladas de pureza angelical. Centralizo meu olhar no mar espelhado em
ondas tempestuosas alimentando novos sonhos.... ressuscitando
esperanças Esperanças de menina, ingenuidade cristalina O mar... Amor
de uma menina.

49- O Mar Sete_sois
Vejo o mar Ponho-me a
pensar Onde devia estar Porque não sei onde pousar, mar Ando sempre por
ai a vaguear, Sem ter ninguém para falar. Mas alegria só de
Ver-o-mar. Pois alegria me há-de dar Não sei fazer nada sem ser por ai
vaguear, E ponho-me a pensar a olhar o mar Naquilo que me podia dar Nas
pessoas que podia amar Mas não nada tenho para dar A não ser tentar fazer
poesia sem pensar E que ninguém vai gostar. Mas sempre a
ver-o-mar!!!
_Portugal_

50- Miragem Beatriz por um triz*
Quando o sol
nasceu, meu olhos pousaram naquele mar, e vi você brincando como uma
criança, sem medos, sem noção de perigo.
Seu corpo semi-nu e
bronzeado tornava-se dourado sob os raios de sol.
Imóvel apreciei
todos os seus movimentos. Gravei na memória aqueles momentos, sem jamais
esquecer cada detalhe.
O mar o trouxe como miragem, misturando-se às
ondas você se foi. Eu aqui, na minha pequinês, não pude impedir. Na praia,
solitária, ainda busco rever você.

51- Uma Lua no Mar Margaret & Marcial & Marilza
1. Quando a lua se fizer cheia, estaremos lado a lado o
coração constipado de amor e todo o terror noturno será desintegrado no
mar mais profundo aclarando o céu de
destemor.
Margaret
2 Com o luar nosso caminho iluminando,
melhor estaremos nos amando, sempre sentindo o calor de nosso amor,
mantendo nossa alma vivente, sempre carente, sempre desejando mil
carinhos, sempre querendo percorrer nossos caminhos assim, de mãos
dadas, corações unidos, por nossos caminhos percorridos...
Marcial
3 Lua de prata... por entre a mata... Raios de
lua a escorregar ribanceira abaixo, chegam ao rio, chegam ao
mar... Pelos caminhos, a namorar... seguem casais... neles me
encaixo... trocam carinhos e os pardais cobrem de penas seus
ideais...
Marilza

52- Mar poético Luiza Helena G.Viglioni Terra
Ruído do mar
bem distante do azular do horizonte, surgem as gaivotas brancas
que voam em ritmo poético trazendo para minhas veias a essência da
poesia registrando no alvorecer num tempo distante onde os versos
eram apenas versos criando um doce mistério num mar de
poesia. http://www.avllb.org/academicos/053/biografia.html 
53- Amor Ao
Mar (posto que navegar é preciso...)
Maurício Santanelli
Nosso amor busca extrair de algum mar, o azul
inefável Perseguindo dentre os tons de azul, aquele mais bonito E por
essas mutações ele até aparenta ser um tanto instável Nessa sua ânsia
irrefreada por encontrar o tom de azul-infinito
Tal o mar, nosso amor
esconde bem lá na sua profundeza Tantos segredos, tantos mistérios, sua
magia e sua riqueza Amor que assusta, e que até amedontra pela sua
grandeza E assusta também por irradiar assim, tanta luz e tanta
beleza
Tal qual o mar, às vezes o nosso amor é pleno Ás vezes
violento, forte, vigoroso, destemido e bravio... Outras vezes, ele se
mostra assim de modo tão calmo e sereno Como se ele estivesse a conduzir a
um porto seguro, o nosso navio
Nosso amor tem fora de si a
tormenta Nosso amor tem dentro de si a ternura Por isso ora ele é onda
suave, ora é onda violenta Por isso ora ele é um dia claro, ora uma noite
escura
Amor que tranforma um instante em inesquecível momento E que
mestas horas se cinge daquele azul celestial Que nos brinda com êxtase e
com raro contentamento Amor que é a forma mais pura de energia: a energia
vital!

54- Poema da Eterna Viagem Eme Paiva
Quebradas,
chegavam as ondas na praia, rendados de espuma na areia, finíssimos
filigranas, nas beiras...
Ao mesmo vento, que movimentava as
ondas, alvas aves sustinham-se no ruflar das asas. Nessa divergência de
movimentos, a noção do que ali era céu, do que ali era mar... Animada
monocromia... Nuanças de similitude de azuis. Azul abaixo Azul
acima Eterno azul abraço!...
Pela porta da brisa, que abrandava o
calor, evadia-se o dia...
Então, o vento levava alto, meus
pensamentos, navegando em estesia! Profusões! Pujança! Energia com
que eu amava a tudo o que via, percebia, sentia... Todo o conjunto se
encaixava na poesia, que eu traçava na areia e as ondas solenemente
levavam um a um dos versos, que da minha mão
escorriam!
Gratificante é saber que percorrem oceanos... Viajam em
águas claras, ou frias, ou mornas, ou calmas... Ora balançando
molemente, ora envoltos em fortes torrentes... Navegam nas ondas, em
seus compassos rítmicos, encharcados de carinho e puro amor, os versos de
um poema, que enviamos ao mundo, pelas vias marítimas. E, viaja
eternamente! 
55- O Mar Priscila de Loureiro
Coelho
Caminhando pela praia, pensativa Um dia uma jovem se
indagou: Oh! Mar... Conserva-me sempre cativa Mas nunca anda por onde
vou Observo-lhe com paciência No ir e vir de seu corpo
maleável Dá-me a idéia de onipotência E em sua agitação é
impenetrável... Não resisto ao sutil apelo Que suas ondas sugerem
para mim Reparo seu total desvelo Ao abraçar o que alcança, até o
fim Entrego-me aos seus cuidados Deixando que meu corpo seja
envolvido Sinto todo ele enlaçado Pelo seu, que me envolve
enternecido Então sigo sozinha a caminhar Levando apenas a lembrança
de você E sempre que me ponho a pensar Relembro sua força e seu
poder... Mar... portentoso em sua majestade Permanece altivo a me
observar Deixa em mim o gosto da saudade E a eterna vontade de
voltar... cill@uol.com.br

56- O sertanejo e o Mar Bernardino
Matos Vaia-me Nossa Senhora! Ligue pro seu Fí no céu, por favor
facisso agora, pra quê essa ruma d´água, ispaiada num lugá só? e nóis
no mei do sertão, numa sede de fazer dó? E o sinhô que vei pra
terra, e por nóis morreu na cruz, pra que um açude desse, num mermo
lugá, meu Jesus. Tanta água qui dói na vista, E eu só vejo é uns macho
forte, de carção, tudo banhista. Mande um poquim pra nóis, e pra
ninguém disconfiá use a escuridão da noite. E irigue o sertão centrá. Ô
meu Deus, quanta alegria, uma felicidade sem conta, no sertão, no raiá do
dia. Eu só to mei intrigado, como é qui o sinhô conseguiu, essas
águas de verde pintá, só pode ter sido a mistura, de uma tinta
ispeciá, eu só queria era a sobra pru meu barraco pintá. Se o
sinhô rumasse um jeito, de as águas distribuir mió, o sertão vestido de
verde, eu ia acordá sastifeito, com o canto do curió, e da graúna os
trejeito, num ficaria mais só. A vantage seria imensa, pois o mi
já brotaria, temperado só no sá. E acabaria o sacrifice, de botá a
carne no só, pro mode fazê jabá, seria o fim dum súplice. A
Zefinha não percisava mais, caminhá até o leito do rio, pra tirá água das
cacimba, pra gente num cumê frio, e não vim equilibrando, bem no
centro da rodia, um pote d´água pesando. O mar tem muito peixe
grande, Uns com tanta agilidade, qui chegam até dá tainha, deixando só
na sodade, essa nossa piabinha, qui dá pena até fritá, de tão pequena e
maguinha. Juntando os peixe do mar, com as alimento do fundo, a
produção da natureza, acabaria cá fome no mundo, e isso só num
acontece, por causa da avareza, e da riqueza que invaidece. Aqui
na beira da praia, circula um tá de camarão, qui serve de
aperitive, com muita cachaça e limão, e uma tá posta de cavala, mais
conhecida por égua, lá em nosso doce sertão. Eu vô trazê a
Zefinha, pra ela oiá o mar, e vê sua semelhança, com o amor qui a gente
veve, tão curtido no espin, sem da vida reclamar, vivido
intensamente, iguá a esse mar sem fin. Essa belezura imensa, e
toda essa formusura, me lembra de Deus a sentença, qui obriga a
criatura, amá sem oiá a quem, viver sem disavença, e se contentá com o
qui tem. O coração desse povo, percisa muito mudá, pois a
marvadeza é tanta, qui o Sinhô vai ter de vortá, mais eu e a
Zefinha, nós num ia agüentá, vê tanta gente mesquinha. Muito
obrigado meu Deus, pelo Sinhô ter feito o mar, e essa criação de
peixe, para o povo alimentá, acabe com nossa tristeza, na solidão não
nos deixe, pro mode a gente se amá. Em 10 de maio de
2005 
57- Desejo Profano Renate Emanuele
Este meu desejo que
acalento Este meu ser que se dilacera Desta paixão que me alimento Meu
coração que só... Te espera
Meu sentimento assim insano De possuir-te
numa vil aventura O desejo, que intenso, profano De assim saciar minha
loucura
Linda fêmea, minha doce mulher Eu te desejo, amada, eu te
quero Para sempre, ou quanto puder Estar contigo, viver você,
espero
Em uma nau a deriva entraremos Para um solitária praia
chegar E neste aconchego, brindaremos Eu, sedento de teus lábios
beijar
Entrelaçados numa areia úmida Respingando esta tua pele
clara Beijar-te em tua nudez pudica Tocar-te intimamente,
acariciá-la
Ausente tempo, distante de tudo Notável e intensa libido
brotará Vivendo o maior amor deste mundo Nossos dois corpos... Um só
será
atelierbaron@uol.com.br São Paulo -
Brasil 
58- Gosto de Mar... Zuleika No
mar derramei meus sonhos... Dos desenganos livrei-me... Chorei rios ...
cachoeiras... Em ondas de espumas batizei-me...
Nas areias fiz meu
leito... Do luar meu cobertor... Neste leito , minha espera... Espera
minha... de amor...
Que o canto das sereias Não afaste você de
mim... Como o vôo da gaivota... Brilhando no mar sem fim...
No meu
sonho sinto o gosto Do mar salgado, e espero, Que este gosto
molhado... Seja do amor que tanto quero...
JF/MG/BR - 2005

59- Maresia Maria Jose Zanini Tauil
Devaneios noturnos na
praia deserta que na mente desenhei Lá, a lua branqueia e a onda
bravia molha meus pés É úmido o vento que os ares perfuma Um ai
sonhador uma dor que consome as fibras da alma e ainda ouso
murmurar teu nome Amo esse vento da noite sussurrante dos meus
devaneios a tremer nos coqueirais e o oceano a bramir e em suas
águas uma lua pálida se espelha, solitária O céu ... manto
estrelado Sonho acordada contemplando esse mar e voltam as
imagens de um tempo feliz que só em sonho existiu

60- Mar, o meu elemento Estela Belém
Sentada, junto ao mar,
observo O horizonte à distância... A dimensão e extensão do mar E uma
paz interior me invade. Fria, morna, branda ou brava Sem água não saberia
viver Preciso da sua proximidade Da calma que me transmite. O baloiço
das ondas na areia O rumor do mar, a infinidade Extasia-me e
prende-me Os sentidos e alquimias. O sol declina sobre a água Reflecte
raios de luz cálida Envolve-me e abraça-me, Numa magia quente e
fugaz. No lusco-fusco do entardecer Regresso a casa, silenciosa, E, no
meio da noite sonho, Com a branca espuma do mar.
11/02/2005

61- Motejo Schyrlei Pinheiro Mergulhei no oceano
apimentado, nadei nas entrelinhas deste mar, provando o doce mágico do
teu tempero, em saber demonstrar o que sentir, enquanto veste e despe a
poesia. Conteste, rime, no ritmo das ondas que sempre vão e
vem, enlouquecidas, trazendo o prazer com o ardor dos versos,
movidos na emoção epígrafe.

62- Mar e Amar Menina Morena
O mar... Amo o
amar... Estar no mar... Deixo as ondas me levar... Fico a
admirar... Como é lindo o mar! Poderoso soberano... Capaz de nos dar a
paz... De nos fazer companhia... Com o mar solidão não existe... Quando
me sinto só, vou pro mar... Fico sonhando... Com amor da minha
vida... As ondas do mar induzem a amar... Aqui a imaginando... Como é
lindo amar no mar... Amo o mar e seu amar...

63- Livre Como O Mar M. Lourdes Brecailo
Vejo o
amanhecer de um lindo dia... Onde brilham as ondas no azul do
mar... Iluminadas pelo sol incandescente... Como uma manta, a alma a
acalentar.
Eu também renasço a cada manhã... Do meu mundo pleno, posso
contemplar... Todos os encantos que a vida oferece... Vendo as maravilhas
e a graça do mar...
No azul dos sonhos vejo em gotículas... Lindas
rendas brancas a se espumarem... Trazendo lembranças... coisas já
vividas... Transformando em danças...o seu balançar...
Com gestos
dengosos e como fosse sombra... Lavo minha alma nas ondas do mar... Na
imaginação essa bela paisagem... Transforma-se suave... sem se molhar.

64- Travessia Célia Jardim.
A vida é um mar
imenso, ora revolto, ora sereno, mas para que faças a travessia, só
precisas de um barco pequeno. Pequeno, porém seguro e confiável, com a
mesma potência de um grande, que possa desviar-te dos icebergs, nas águas
por onde ande. E se a vida é mesmo este mar, o amor é o barco único e
certo, pois só ele te guiará seguro às margens, e sempre terás por
perto. E nessas terras descansarás, quando o mar revolto ficar. para
que faças toda a travessia feliz, não permitindo teu barco naufragar. E ao
terminares tua TRAVESSIA, em terras firmes estarás. pois teu GRANDE MAR se
foi, mas teu barco permanecerá.

65- Mar de Ilusões Gena Maria Camargo
Contemplo o mar em
sua imensidão Admiro no horizonte o sol despontando Indago a natureza em
sua eterna beleza O mar sorri aos reflexos do sol nascendo E espera
ansioso, suas cores em arco-íris! Num colorido especial, sempre trazendo...
Dores, amores, saudades e sonhos! Quanta dor nos trás quando
sucumbimos Tentando nos livrar de suas revoltas águas Quantos amores
encontramos navegando Em suas tentadoras águas em calmarias E ao ver
balançando em suas ondas Um barco se afastando, posso sentir: Quantas
lembranças está levando! Sua beleza, um lindo azul da cor do céu...
Sentada na areia branca admiro e concluo: Tudo que o mar trás... Também
leva... Deixando sonhos, saudades e esperanças... O Mar é a vida
eterna... Nunca terá fim! Como em nossa vida Se deixarmos de sonhar...
Deixaremos de existir! http://magiadaspalavras.vilabol.uol.com.br/index.htm 
66- Mar Nancy Cobo
O mar é
terno, calmo, agitado, voraz. De frente ao mar se deixa todas as
angústias; lá se conversa com interior, busca-se energias. Na vida tudo é
e será sempre um mar. Às vezes,numa calmaria às vezes agitação, onde a
ressaca consome aos poucos. E então começa o pensar no Amor, na vida, nos
obstáculos que aparecem... Nesse momento, se observa a mutação das ondas,
da calmaria para a resseca destruidora. Mar... Eterno vai-e-vem das
ondas, eterno vai-e-vem dos sentimentos.
http://www.nancycobo.prosaeverso.net http://www.vmpd.net/ www.nancycobo.ebooknet.com.br
http://www.saladepoetas.eti.br/efigenia/convidados/nancy 
67- Meu Mar Eda Carneiro da Rocha
Quando o pegar, no
cais serei feliz!.. Estarei indo em águas profundas, onde sentirei
minh'alma livre e solta. No convés, conversarei interminavelmente com
ele: Meu Mar
Deixarei tudo, levarei nada. Só a saudade
impregnada ficará na imensidão deste Cruzeiro Poético em que contarei
cada Estrela que surgir para mim. E, como peixe mergulharei para te
encontrar nesta imensidão que me trará o verbo Amar!..
www.albumpoeticoeda.com.br Araruama 
68- Cruzeiro do Amor Yara Nazaré
Na imensidão do
oceano Fizemos a viagem dos sonhos Eu e tu, naquele convés A orquestra
tocava ao vivo Um bolero apaixonante Eu estreitada em teus braços A
ouvir tuas ternas palavras Recitando versos de amor. A lua nos fez
companhia E a sua luz forte e prateada Iluminou aquele doce momento Tão
sonhado por nós dois. Estrelas cintilavam enternecidas Seguindo o ritmo do
bolero E o navio a singrar os mares Parecia estar sendo movido Pela
força do nosso amor. O deus Netuno nos aplaudia Ninfas e Nereidas
volteavam Sorridentes ao nosso redor Em belo cortejo marítimo Ornando
com algas douradas As águas do mar azulado Daquele cruzeiro do
amor!
30/07/04 http://www.yaranazare.com 
69- Sintonia Perfeita *Emiele*
Nosso amor é assim como o mar e o luar. É lua que enfeitiça o
mar... É mar enfeitiçado pela lua... E nesta fusão se confundem. Será o
mar que encanta a lua ou é a lua que encanta o mar? Só sei que ao findar
do dia e no mar há escuridão some toda a poesia... É medonha a
solidão! Mas em noite de luar o mar se enfeita... Clareia. E a lua
estonteante vagueia nas águas a ondular. Nosso amor é
assim... Inconfundível! Uma perfeita sintonia. Tal lua a refletir seu
brilho no insondável mar... Tal mar refletindo magia sob irradiante
luar. Tal mar empobrecido sem lua. Tal lua empobrecida sem mar. Lua e
mar enriquecidos. Sem ao outro se tocar!
Belo Horizonte, 29/02/2004 -
22:43 horas. Dedicado a meu muso português, residente em Lisboa.

70- Águas e Sonhos Tadeu Terra
Cercada de segredos, a moça
caiu no mar.
Perto de mim, não havia ninguém! O porto era como
flash no azul dos teus olhos.
No cais, o meu coração não tinha
onde ficar. A tua vida se perde no ápice das ondas.
A solidão era como
se fosse uma flecha sangrando a minha alma.
Perdi de vista, a tua
face. A dor fica na pele da memória.
Fora de mim, me perco em
águas e sonhos.
O teu corpo no mar é como conchas cheias de
sal.
Varginha-MG tadeuterra@yahoo.com.br

71- Tesouros Que o Mar Esconde! Arneyde T.
Marcheschi
Pedaços de uma vida, momentos de saudades e pérolas de
felicidade ficam depositados no fundo do mar... Pescadores retiram, todos
os dias, esses tesouros perdidos, que não se deterioram com o
tempo, porque não são de metal, de prata, nem de ouro... São do mais puro
e cristalino brilhante... Preciosidades sem preço e
impalpáveis... Fragmentos de almas... Almas volitantes que transcendem
as profundezas em busca de um passado, de um pedacinho de
vida!
Vitória - ES www.vidatransparente.com.br 
72- Mistérios do Mar J.Carlos Santtana
''Viajante de Sonhos''
Cai a tardinha ,envolta em mormaço Aproxima se
a noite na cor de aço As gaivotas saúdam o fim do dia Em revoada
agradecendo ao mar Num alegre e eletrizante bailar
O mar que desperta
mistérios Até onde minhas vistas se põe adiante A procura de um amor
distante Numa saudade de não sei o quê Na espera desse bem
querer
São Paulo-Litoral Sul 19/08/2005_22:00hs 
73- Fantasmas Marés do Amor MaséFrota De
repente... Encontro-me aqui olhando o mar na sua imensidão, a beijar
o firmamento. Nasce em mim um desejo sorrateiro, há muito
guardado, ...Inviolável... Confessarei hoje a você Meu mar... em
surdina, o Quanto me fizeste amar, no Aconchêgo de um grande
amor! Tuas ondas, espumas prateadas Afloravam inspirações,
aguçando Mais ainda meus desejos, no vai e vem do teu refrão:
Tentadoras... Arrebatadoras... Paixões... Encontro-me...como nuvens
a me comparar, tangidas que são pelos ventos. Procuro caminhos
misteriosos na geografia do tempo. Crio fantasmas
Imaginários...mas Estarei sempre... a te esperar.

74- Sulcando Mares Natália Vale Mares revoltos
atravessaram, Caravelas, naus e grandes navios, Todos eles
navegaram, Por rumos desconhecidos, Sulcando mares Vencendo
barreiras Encontradas nos destinos. Marinheiros
corajosos, Enfrentaram o perigo, Descobrindo um "Mundo novo", Um
"Mundo" desconhecido. No mar que sulcaram, Sofreram e
pereceram, Mar bravio não se condói Da vida de um herói. Olhando
hoje, o mar embravecido, Que atravesso segura, Não posso deixar
olvidar Nossos queridos marinheiros, Que morreram por tanto amar, O
"MAR".. Portugal_21/08/2005

75- Mar, meu mar Regina Sant'Anna
Mar dos mistérios
ancestrais, Mar das criaturas divinas, das ondas que
vagueiam carregando prantos e encantos. Mar das sereias de Netuno, das
magias de Iemanjá, Mar, meu mar, meu mar em ti navego meus
sonhos, mergulho como gaivota e me alimento de inspiração derramando-me
na areia em poesia, purificada por tuas águas salinas, deixando em ti
minha dor sofrida, emprenhada por ti, berço primeiro da vida. Mar, meu
amar, meu mar Ser livre é teu destino. Sou tua, mas jamais serás
meu.

76- Mar Infindo Carvalho Branco
Aqui no silêncio do meu
interior, ouço um rugido distante, ouço a voz do meu amor... ser
namorado ou amante, tudo depende do instante... tudo depende do
ardor...
Dou largas ao pensamento, solto as amarras da dor... ao
leme, tomo assento... as velas, deixo-as ao vento... enfunam-se a voar,
como asas de condor... E lá vai meu barco ao mar...
Avanço pela
amplitude, liberdade a conquistar... tudo aqui é plenitude... É de paz,
toda e qualquer atitude... É só deixar navegar... Enquanto o casco singra
as águas, esvaem-se de mim as mágoas, é só prazer e
gozar...
Domina-me a sensação desse viver imensidão, desse
compartilhar solidão, dessa capacidade de amar... e no mar dessa
emoção, minha alma a mergulhar, cata conchinha e mexilhão, como
criança, na praia, a brincar...
Mar... verde mar da esperança, onde
pouco a pouco avança a vida para aportar... e no bramido da onda, no
rochedo a se jogar, eu permito que se esconda minha tristeza, branca
espuma desse mar...
Já se vai deitando o dia... No arrebol, a
poesia do Sol na estrada a caminhar... E sob o manto da Lua, que o mar
fica a espelhar, minha âncora jogo ao mar... Dispo-me de vaidades, fico
nua para que me cubra o luar...
Por fim, saltando de minha
barcaça, vou-me à praia me deitar... O manto da noite me enlaça... Já
nada vejo, a vista me falha... Não sei se é a lua ou a noite que se
transforma em mortalha...
Ajoelho na areia e canto o último canto da
sereia... um braço de mar me abraça... e uma concha me serve de
taça... e brindo ao amor... ao amar... a este infindo mar...

77- Se eu pudesse ir com o mar Maria Isabel
Galveias_Lylybety
Se tu pudesses, mar, se tu pudesses Levar-me contigo
para onde vais, Sem em tuas ondas me quisesses, Eu iria pra não voltar
jamais! Penso que além de ti, na solidão, Haverá refrigério para a
alma, E este meu triste e pobre coração Terá um pouco de alegria e
calma. Porque talvez, além de ti, ó mar, Não exista ninguém aqui da
terra Nem possibilidade de amar. Leva-me, é o que te peço em minhas
preces Pois uma triste história a minha vida encerra. Levar-me contigo ó
mar amigo, se pudesses
Arroja-11/08/05

78- Vai e Vem Irani Genaro (Iranimel)
Olhando o mar
-absorta- No vai e vem das ondas revoltas Meu ser reclama você... E
chego a invejar o que vejo, pois As ondas inconstantes, Quando vêm, no
mesmo instante Todas voltam para o mar.
Mas você, ah! você, como
demora! Ao sair por aí afora Custa tanto e tanto a voltar... Igual
às cordas de uma lira, Sinto o coração a vibrar E penso chorando: É
mentira! seus beijos que dizem me amar.
Sopra o vento em minha boca,
E também nos meus sentidos, Que insistem em dizer: É real!
Pequenas gotas da chuva que agora cai, Misturam-se a outras pequenas
gotas, em minha face a rolar.
Você talvez, não sei, quem sabe? No
mar de minha vida revolta, Seja também uma onda Que vai, mas... torna a
voltar.
Sorocaba_SP 
79- Oração do Mar Augusta
Schimidt & Tere Penhabe Das profundezas elevo minhas ondas e saúdo
as estrelas que no céu brilham a iluminar minhas noites. Nas brancas
areias da praia me espalho em preces, agradecendo a vida farta e harmoniosa
que em meu coração habita. Nos rochedos espalho minha espuma borbulhante
em sinal de paz. Com minhas águas multicoloridas, refresco o vôo das
gaivotas, minhas doces companheiras, que de meu seio se alimentam. E
a ti, minha rainha Iemanjá, ofereço um tapete flutuante de rosas em
agradecimento ao amor que me dedicas e pelas bênçãos que derramas quando
abres o teu leque de rendas com perfume de mel. Que os navegantes que
acolho em minha raia, tenham sempre a chance de voltar... Que os corpos
descuidados que em mim ficaram, tenham suas almas instaladas e confortadas
no meu paraíso. Que além do horizonte que se sobrepõe a mim, todos
encontrem a chave dos seus sonhos. Que eu seja sempre a fonte inesgotável
para matar a fome. Que eu seja forte o bastante, para que os homens não
consigam me destruir, pois destruiriam a si próprios. Que o alento que
vislumbram em meu azul, continue sendo a paz que os seres precisam para suas
caminhadas. Que todos possam sobrevoar a minha imensidão algum dia,
livres, e chegar onde sempre quiseram estar. Eu estarei esperando...de
braços abertos! Assim seja!




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