Esta ciranda é uma homenagem a Vicente de Carvalho,
o grande amante do mar: VICENTE Augusto DE CARVALHO,
santista ilustre mais conhecido como Poeta do Mar, advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno Botelho de Carvalho.
Nasceu em Santos-SP, em 05/04/1866 e revelou desde cedo sua marcante inclinação literária, sem no entanto deixar de exercer muitas outras atividades como escrever para teatro, ditar medidas sobre a economia cafeeira e ser Ministro do Tribunal de Justiça. Foi considerado o maior poeta lírico do Brasil. Faleceu em 22 de abril de 1924.

Cantigas Praianas
Vicente de Carvalho

Ouves acaso quando entardece
Vago murmúrio que vem do mar,
Vago murmúrio que mais parece
Voz de uma prece
Morrendo no ar?

Beijando a areia, batendo as fráguas,
Choram as ondas; choram em vão:
O inútil choro das tristes águas
Enche de mágoas
A solidão...

Duvidas que haja clamor no mundo
Mais vão, mais triste que esse clamor?
Ouve que vozes de moribundo
Sobem do fundo
Do meu amor.
 

 

Estátua de Vicente de Carvalho, localizada em Santos, no jardim da praia do Boqueirão. Está próxima ao mar, sua grande paixão, e de frente para a Avenida que tem seu nome. 

 

 

    Lista de Passageiros:

01- Graça Ribeiro
02- Tere Penhabe
03- Lauro Kisielewicz
04-
Joyce-Lu@zul
05- Marcial Salaverry
06- Cel (Cecília Carvalho)
07- Carmo Vasconcelos
08- Maria Thereza Neves
09- Valeriano Luiz da Silva
10- Marisa Francisco
11- Raquel Caminha (Lindinha)
12- Rejane Pino
13- Thereza Mattos
14- Diógenes Pereira Araújo
15- Regina Bertoccelli
16- elainemalmal®
17- João Carlos F. Almeida (Rother)
18- Armando Sousa
19- Vilma Oliveira
20- Cândido Pinheiro
21- Pilar Casagrande
22- Augusta Schimidt
23- Giovânia Correia
24- Tarcísio R. Costa
25- Mário Osny Rosa
26- Luís Carlos Belo Araújo
27- Lídia Valéria Peres
28- Machado de Carlos
29- Azoriana
30- Sueli do Espirito Santo
31- Nelim Monti
32- Nadir A'Onofrio
33- Célia Lamounier
34- Aparecida Linhares (serahnil)
35- João de Abreu Borges
36- Maria Aparecida Macedo
37- Naidaterra
38- Giuseppe Martinelli
39- Fatyly
40- Ivone Zouain Zuppo
41- Rosa Magaly Guimarães Lucas- Eire
42- faffi..
43- Maria da Fonseca
44- Edmundo Colen
45- Abilio Terra Junior
46- Pequenina
47- Alfonsina Pais
48- Silvia Trevisan**
49- Sete_sois
50- Beatriz por um triz*
51- Margaret & Marcial & Marilza
52- Luiza Helena G.Viglioni Terra
53- Maurício Santanelli
54- Eme Paiva
55- Priscila de Loureiro Coelho
56- Bernardino Matos
57- Renate Emanuele
58- Zuleika
59- Maria Jose Zanini Tauil
60- Estela Belém
61- Schyrlei Pinheiro
62- Menina Morena
63- M. Lourdes Brecailo
64- Célia Jardim.
65- Gena Maria Camargo
66- Nancy Cobo
67- Eda Carneiro da Rocha
68- Yara Nazaré
69- *Emiele *
70- Tadeu Terra
71- Arneyde T. Marcheschi
72- J.Carlos Santtana ''Viajante de Sonhos''
73- MaséFrota
74- Natália Vale
75- Regina Sant'Anna
76- Carvalho Branco
77- Maria Isabel Galveias_Lylybety
78- Irani Genaro (Iranimel)
79- Augusta Schimidt
     & Tere Penhabe

 

01- O mar me assusta.
Pra mim basta amar.
Graça Ribeiro

Amar a folha que cai
a orquídea na árvore
água doce nos rios
peixe solto no mar
 
Amar o amor na paz
amar o amor em eros
amar o amor em mim.
 
Amar, sempre amar.

A força do mar me assusta.
A correnteza pode levar a flor
pelos descaminhos de mim.

este mar que me assusta e me fascina 
vive me lembrando que a vida é assim
paz e ondas...

02- Em defesa do mar
Tere Penhabe

Pois a mim,
assustam-me muito mais os homens
com suas mentes diabólicas
que nos dão tantas feridas!

No mar, Deus sempre estará!
E se a corrente levar
Ele estará a esperar...
é só porque chegou a hora.

Não o temas, minha querida
ele é natureza, é vida!
Ele nos ama e nos aquece
nosso sofrimento entorpece.

O mar nos propõe magias
não se faz de confrarias
ele é uno, como Deus
não o tema, ele é seu!

O segredo para tanto
é menor do que imagina
não abuse e nem macule
as entranhas do mar da vida.

Santos, 07/08/2005_12:30 hs

03- Refletindo à Beira Mar         
Lauro Kisielewicz
                       
Sentado na areia,
debruçado sobre os joelhos,
fitando o horizonte,
no encontro do mar
com o firmamento
e num breve momento,
foi como se a natureza
estivesse a me oscular,
suavemente,
serenamente,
docemente,
apesar do salgado do mar...
Era como se me dissesse
que sou parte integrante
desse universo vibrante
daquele amanhecer radiante,
onde o sol "escrevia",
com traços dourados
sobre as águas onduladas,
em Divina escrita
impossível de ser lida,
fácil de ser entendida
e compreendida,
que no plano perfeito do Pai
no mais elevado dos montes,
no mais profundo dos mares,
na água cristalina dos riachos,
ou na imensidão dos ares,
tudo tem uma razão de ser
tudo tem uma finalidade
que nos impele a viver
e buscar incansavelmente
a paz e a felicidade!!!
 
17/06/03

04- Mar é poesia...
Joyce-Lu@zul
 
Mar, divino mar!
Acolhe-me na praia. Surpresa!
Mar e poesia estou sempre a decantar.
Poesia reflete da vida a beleza.
 
Mar e poesia, unidos a encantar.
Ela levando a sua melodia.
Ele mostrando o seu vigor.
Mar e poesia juntos dia-a-dia.
 
Mar das ondas revoltas, da paixão.
Poesia da nostalgia e da flor.
Mar é poesia nascida do coração.
 
Poesia da alma acariciada.
Mar das tempestades... da emoção.
Mar é poesia eternamente cantada.
 
Balneário Camboriu, 07 de agosto de 2005.

05- Saber amar o Mar e o Amor
Marcial Salaverry

Existem aqueles
que no mar encontram a felicidade,
seu alimento, algo para amar...
Para a vida, a alegria sabem encontrar...
Se no amor,  encontram apenas dor e tristeza,
no mar, eles tem a certeza
de que algo acontecerá...
Se no amor, não se sabe o que virá,
no mar sempre tem seu refúgio,
pois o mar não tem subterfúgio...
Tudo na vida tem dos lados,
podem ser felizes, ou não, os apaixonados...
E no mar, podem a vida encontrar,
se souberem com ele cohabitar...
Mas se não o souberem respeitar,
a morte e o desespero podem lhes vir buscar...
Eu adoro o mar, e amo o amor...
Entendo e respeito o mar,
e respeito e entendo o amor...
Esse é o sábio viver...
O mar, respeitar e amar...
No amor, saber amar e respeitar...
é tão fácil saber viver,
e bem sobreviver...

06- Amar no mar
Cel (Cecília Carvalho)

Assim,
qual ondas brancas na areia da praia
sorrindo, bailando deitando querendo amar...
Assim,
vivo eu passeando, rumando molhando meu corpo,
banhando meu rosto, querendo te encontrar...
Mas cade voce que não está aqui,
até o mar chorou, sombrio e triste ficou,
senti o frio de seu queixume
suas ondas já não dançam, tudo parou ...
Vem, na branca espuma voltar a dançar,
vem te espero sonhando
só querendo te amar ...
Vem, mergulha em meu corpo
me faz num esforço
voltar a sonhar ...

07- Rio ou Mar?
Carmo Vasconcelos

Leito, grande leito...
Será de rio ou de mar?

Sem murmúrios
sem sussurros
onde repousam lençóis mudos
brancos de espuma
de raivas quietas
lisos
sem manchas, sem sorrisos
Mar Morto!
Leito de ondas geladas
salgadas
petrificadas
Mar Antárctico!
Leito onde morrem noites
desmaiam luas e cios
para despertarem em bocejos
gestos nulos
desmanchados
Rio de angústias!
Leito de desespero
onde submergem
remos que esbracejam
mordendo as rendas do desejo

Leito, grande leito...
Rio sem margens!
Alto mar!

(In "Geometrias Intemporais")

08- Sentimentos - Oceanos
Maria Thereza Neves

volúveis ondas de quem adormeceu
na insolência branda das maresias perfeitas
que desfilam na superfície lisa
e na ternura do olhar deslizam

oceano mesclado de pensamentos
de sentimentos revoltos
num vai e vem
se misturam com ventos
refletindo dores, amores
em trovões ou vendavais

libertando melancolias
escrevendo no silencio das ondas
instantes inocentes
ou numa paz ardente
arrebentando , ramificando aromas
em ardor profundo
na amplitude
no oceano
os meus sentimentos.

JF/MG- 01/07/2004- 22h44

09- O Mar
Valeriano Luiz da Silva
 
Oh! Mar do começo da criação!...
Pois quando Deus fez o mundo
Foi lhe dada uma observação...
Que você não fizesse no planeta total inundação
 
Oh Mar! Tu és bravio e temível...
Em tuas águas já ocorreram acidentes horríveis...
Ai de quem te enfrentar quando estiveres revoltado
Pelo homem você jamais será domado
 
Mas tu oh Mar! tem uma diferença dos humanos
A ordem divina continua respeitando...
E o marco antigo tu estás observando
Enquanto o frágil homem vive desrespeitando
 
Oh Mar! Mesmo com os horríveis maremotos
Que traz dúvidas até para os cristãos devotos
Que perguntam por que o mar está revolto?
Mas só Deus sabe, pois dele é o poder absoluto,
 
Feliz o país que tem litoral
Onde a política marítima é fundamental
Cuja ordem política, econômica e militar,
Dependem sempre do mar...
 
Oh! Mar, que seria do homem com seus intentos...
Se não houvesse você com seus talentos
Talvez não ocorresse descobrimento...
Do novo mundo e também dos grandes inventos...
                      
Você serviu ao homem nas colonizações
Foste usado pelas grandes invasões
Pra consolidação de independência
Você ajudou as nações que pediam clemência...
 
O homem abusou de ti em duas guerras mundiais
Navios te percorreram transportando munições dos arsenais
Oh! Mar será que o homem ainda te usará para estas guerras infernais?
Acho que não mar, a maioria dos homens aguarda paz,
 
Oh! Mar cheio de tantas riquezas
De ti se extrai tanto petróleo dado pela natureza
De você o homem se serve do pescado, das algas e de sais...
E muitas outras matérias primas e minerais
 
Mar! Se não fosse você nossos poetas não tinha ido pra Portugal
Buscar cultura e retornando à terra natal
O que seria do mundo sem a ajuda do mar
Pelos seus grandes feitos o Brasil fez uma canção pra te honrar...
Respeitando as leis nem toda canção vou colocar
Mas fica apenas uma estrofe para te homenagear...
 
"Qual cisne branco que em noite de lua
Vai deslizando num lago azul
O meu navio também flutua
Nos verdes mares de norte a sul" (...)
(Canção do Marinheiro)
 
Anápolis-Go 11/08/04
valerianols@globo.com

www.albumdepoeta.com

10-Mar...
Marisa Francisco

Imensidão azul que se pode tocar!
É o céu na Terra, o mar...
É o sal da Terra... Oh! Mar!
Sonho de gigante na cabeça do menino...

Quando sinto tuas ondas
meu barco é um berço
a balançar,
meu corpo fica pequenino...

Mistério e poesia
quando os olhos estão a esmo
no mar...

E o sol que se deita enquanto arde
tornando teu leito espelho da lua!
Mira Mar...Maravilha!

11-Mar...Mistério
Raquel Caminha
(Lindinha)
 
Todas as vezes que chego
na varanda, me vejo de frente para o mar cor de anil.
Meus olhos fixos nas ondas, às vezes calmas, às vezes revoltadas,
pergunto-me porque tem gente que tem medo do mar?
Pela sua imensidão, ou pelo seu mistério.
Quando fico a namorar o mar,
apoderar-se violentamente de mim, uma paz imensa.
Só de imaginar Jesus andando sobre as águas,
essa paz me é por demais relaxante, que chego
a escutar o canto das gaivotas, sobrevoando as
embarcações, atrás de seu alimento.
Fico horas admirando aquele cenário espetacular,
e pergunto-me, porque tem gente
que tem medo do mar?
Se ele tem mistério, eu jamais gostaria de desvendar,
Não só o mar, mais o universo como
um todo faz parte dessa natureza,
que Deus nos abençoou, mas que o homem
ainda não se deu conta, do seu imenso valor.
Eu teria motivos para não gostar do mar, ele em épocas
passada me levou um grande amor.
Culpa do mar?
Não, do homem que o enfrentou,
sem está devidamente preparado,
e foi mais uma vítima de seu furor.
O mar com todos os seus mistérios me excita,
o barulho de suas ondas é música aos meus ouvidos,
alucina-me, faz até eu escrever sem rima.
Mirando as ondas que quebram na areia,
tento escrever sobre o mar, sobre meu amor,
mas como vou rimar se não te vejo?
O mar, com sua imensidão, com seu furor,
levou para sempre o meu amor.
Nesse instante encontrei a rima,
Chorei.

12- O Mar por Mim
Rejane Pino

O Mar lembranças
de minha infância e
adolescência
Saudade gostosa de
sentir
Quantas vezes mergulhei nele
para misturar minhas lágrimas
nas águas do mar
Quantos segredos lhe confiei
e ele gentilmente me
abraçou e me afagou
e me aconselhou.
Quantas vezes brinquei
e me deixei levar pela
corrente e ele
me trouxe de volta
pelas ondas
Às vezes ele zangava e
me jogava de cara na areia
como a me dizer
me respeite
não vá além do
que eu lhe permito.

É assim o Mar
Um pouco criança,
Um pouco mãe
Um pouco pai
e muito de
Deus...

Miguel Pereira -Rj
04/09/2004

13- Mar e Flor
Thereza Mattos

Mar....leve-me nesta flor
quero encontrar um recanto
mergulhar em tua profundidade
ouvir das sereias o canto
de amor e saudade...

Quero encontrar tesouros
navios perdidos
arcas cheias de ouro
recifes de corais
e neles meu coração ferido
que não te esquece jamais...

Mar...acolhe-me em teus braços
leva-me para o fundo
é grande este meu cansaço
de vagar por este mundo
quero respirar teu carinho
e nele construir meu ninho!...

Quero encher meu coração
soltar toda minha alma
e com ela uma oração
sentir toda tua calma
dissolvendo a minha dor
eternamente no teu interior...

14- De Gota em Gota
Diógenes Pereira Araújo

Uma gotinha d´água, Olhar Brilhante,
com uma idéia ousada a incubar,
a uma outra colega, algo exultante,
chamou um dia e pôs-se a argumentar:

"- Olha, querida, escuta-me um instante
eu tenho algo de ousado a partilhar:
vamos chamar as outras e formar
um mundo d´água, grande e o bastante

para inundar a grande depressão
cavada terra abaixo e é de temer;
se às outras conseguirmos convencer

com água se encherá tal buracão."
E assim se fez: milhões a ajudar,
de gota em gota, assim, formou-se o mar
 
diogenes@poemanet.com

15- Amar o Mar
Regina Bertoccelli

Contemplar o mar, deixando suas ondas  molharem o meu corpo todo
Me perder em sua profundidade, invadindo suas águas
Banhar meus sonhos e me sentir renovada
Permanecer em sua quietude, deixando o tempo passar, acontecer...
Curtir esta paz, este silêncio, ouvindo apenas o barulho das ondas...
Que se agitam...
E que docemente, vão morrer na praia...
E mergulhar...
E me deixar levar...
Flutuando, solta, perdida........
Apenas  olhando...
Apenas sentindo...
Apenas amando...

16- Perdoe-me
elainemalmal®
 
Perdoe se esvaio
Mas tem um mar
que anseia que eu amanheça
em essência,  lágrimas, sal
e percorra esse meu caminho
assuma  sua imensidão
mesmo sendo vaga solitária.
E torne-me maremoto
Desfazendo cais, esvalteiros.
E neles todos seus aís
 
Perdoe-me se resvalo
por seus dedos
por não poder jamais,
fazer-me em você
suor salgado.
lágrimas, sal.
Só no mar posso ser
fazer-me vastidão
misturar gota salgada
sem que contestem razão
 
Perdoe-me se peco
por ignorar seus medos.
Por amanhã ser rotineiro
e a voce, cativeiro.
Se em mim posso ser livre
e seus medos sua perdição
Perdoe-me.
Tenho pressa de viver.
Sofreguidão.
 
02/2005
http://despudoradaalma.blogspot.com

17- Soneto ao Mar
João Carlos F. Almeida (Rother)

Mar, tu que és belo terrível e enraivecido
Que ceifas vidas sem dor
Repara triste e compadecido
Na tarefa árdua do Pescador
 
Encorajados nossos homens lá vão
Navegando sobre o mar
Mas...Responde-me mar voltarão?
Só tu e Deus os podem ajudar.
 
Que fazes mulher sentada nesse monte?
Espreito ansiosa o horizonte
O Regresso dos  meus.
 
Mas que vêem meus olhos!
Um barco encalhado nos escolhos.
E deles nem a sombra Meu Deus.

www.poetarebelde.com

18- Mar e Medo
Armando Sousa

Mar que já fostes adamastor sereias e medo
Vinhas de longe ninguém conhecia teu começar
Teu verde,  no arco do azul do céu ia terminar
Lendas de monstros guardavam-te em segredo
 
Mar, quando na pedra batias furavas e comias
Em grito agudo como o chorar da sereia
Quando amansavas à luz do sol te estendias
Deixando penedos comidos em pedrinhas areia
 
Mundo falava, tantos meses a chegar a voz
A curiosidade de ti dentro da gente aguçava
Medo entranhado, torna-se em arrepios atroz
Saída do mar, curiosidade da gente aguçava
 
O medo que entrava, tremer gritos e arrepios
Caravelas Portuguesas nas suas cristas levava
As margens da incerteza davam asas aos navios
Depois atravessaram o cabo, ninguém acreditava
 
Caíram lendas, ficaram mentes humanas libertas
Portugueses foram assim outras terras desbravar
Outros lindos pássaros, cores de gente descobertas
A cruz de cristo com eles levavam para os ensinar
 
Chegaram à África à Índia China Timor e ao Brasil
Deram espelhos navalhas ensinaram a nudez cobrir
Pedro Alves Cabral, chegou a Vera Cruz 23 de abril
Na sua cruzada novos mundos e gentes descobrir
 
Armando.sousaSympatico.ca

19- Canto ao Mar
Vilma Oliveira

Cancioneiro do mar em noites silentes
Repleta de estrelas,
Onde as ondas se curvam, as mentes se turvam,
Sem compreendê-las...
As espumas na areia, um canto de sereia,
Em naus, caravelas,
Resvalam na correnteza as almas ali presas
Em lágrimas de vela!

Eu descanso em teu seio, adormeço e sonho,
Mar dos meus desejos...
Eu flutuo em teu leito, nos teus braços me deito,
Entre afagos e beijos...
Que me dás nos teus versos se estou submerso
Entre brumas e adejos,
O sereno que me esconda em tuas ondas
Se morrer não te vejo!

És um sábio repouso a sorrir do meu rosto
Se aflita eu estou,
Tens na simplicidade esse dom da verdade
De alguém que sonhou,
No horizonte azulado que amanhece dourado
Onde a brisa soprou,
Quem me vê ausente por certo não sente
Que esse mar já não sou!

20- Encontro das Águas
Cândido Pinheiro

Por entre as montanhas ando escondido em um vale perdido
Tranqüilo quase que num cochilo, mas sempre em frente
Vou saudoso levando minhas águas cristalinas
Às vezes corredeiras, e recordando das cachoeiras que já passei
Onde em lágrimas muitos véus de noivas eu deixei
Lembrando da minha cabeceira, palco de amores que enganei
Leito onde beijei sinuosas margens e deixei tatuagens
Cupidas marcas em ramos que jamais quebrei

Às vezes sou caudaloso e com força um tanto tenebroso
Mas nada de furioso, pois sei que algumas pedras arranquei
Sem maldades, para tanto, não tenho mais idade
Mas às vezes na cruzada, roubo a melhor flor de uma folhagem
Para misturar em minhas águas o seu aroma selvagem

Na chuva me regozijo num salpicar de gotas
Refrescante dilúvio para o calor que sinto
Por vezes meu dorso anda exposto ao sol a pino
Em muitas outras de alegria transbordo
Transformando em terra fértil a tudo o que molho
E nas planícies por onde escorro, vou regando as pastagens
Este verde que me acolhe quando deslizo por entre as matas
Onde meu murmúrio silencia ante a sinfonia dos pássaros
Que em coral de glória cantam bravo à minha passagem

Em muitos braços me abro, e em desabafo formo tentáculos
São muitas outras margens que abraço por onde passo
Em rio único volto ao meu curso e discurso ao mar a frente
Estou chegando e com alegria anuncio a minha aproximação
E num doce beijo molhado a água fica salgada
Agora sou oceano, um gigante em águas

Não ando mais escondido
por entre as montanhas em um vale perdido...
De agora em diante beijarei todas as costas 
E mansamente em ondas vou rolar na areia morna das praias
Aproveitando a magia e a beleza da mãe natureza
Deste fraterno encontro das águas

26/Jan/2004
Santa Maria, RS - Brasil

21- Mar
Pilar Casagrande
 
Se alguém se pusesse
a recolher as águas do mar
e conseguisse
esgotar as ondas
e enxugar o oceano,
nunca encontraria
a sementeira da águas,
e jamais saberia
pela confidência das conchas,
pelo clamor do sangue dos corais,
o salgado mistério de como nasceu
o mar imenso e eterno.

Rio Claro /SP

22- O mar e seus encantos
Augusta Schimidt

Me encanta a beleza do mar...
Me faz sonhar...
E sonhando...
Vôo à imensidão
Tal qual a gaivota
Sentindo nas asas
A caricia suave da espuma branca.

Me encanta a bravura do mar...
Revolto, leve e solto
Levando suas ondas
A espalhar segredos aos rochedos

Me encanta olhar o mar...
Quando vejo suas águas
No auge do dia a buscar
A música suave dos anjos
Que no céu estão a cantar.

Me encanta olhar o mar...
Quando a noite chega
E joga seu manto estrelado sobre as águas
Fazendo então, o mar repousar.

Campinas/SP
www.augustaschimidt.prosaeverso.net

23- Mar
Giovânia Correia

Mar...inspiração de muitos poetas.
Mas para mim é apenas uma recordação.
De um passado triste,
Que me deixou na solidão.
Esse belo mar, um dia levou o meu amor.
Arrancando-o dos meus braços, e me deixando apenas a dor.
A dor de ver o meu amor ser tragado,
ser levado pelas as ondas desse amar.
Indo para sempre para o infinito.
Me deixando eternamente a esperar.
Nunca pensei que um dia conseguisse fazer uma poesia.
Falando sobre esse tema.
Pois por muito tempo fiquei sem querer ver o mar.
Fiquei naufragada em meu dilema.
Uma historia que um dia começou.
E que tinha tudo para prosseguir.
Mais o mar levou um grande amor.
E parte do meu existir...

www.sonhoseemocoes.cjb.net

24- Cruzeiro e fantasia
Tarcísio R. Costa

Quero fazer um cruzeiro
Num navio de fantasias,
para o arquipélago encantado,
Onde o silêncio é quebrado,
pelas sereias sorridentes...

Quero, em tua companhia,
dançar valsas de ilusão,
num imensurável salão,
iluminado de estrelas...

Quero, ao teu lado,
fazer desse sonho,
um paraíso.

Quero entrar nos teus sonho...
Não quero ser acordado
pelas ondas do mar...
Quero, sem rumo,
sem ilusão
te amar.

25- Mar
Mário Osny Rosa
 
Como é lindo o mar,
O céu nele a espelhar.
Seu azul parece flutuar,
Nas águas serenas do mar.
 
Mar sereno, mar bravio,
Causa medo aos navios.
Que por suas águas esguia
Cruzando horizonte vazio.
 
Numa noite de luar,
A lua o mar a beijar.
Sua luz a flutuar,
No mar a se espelhar.
 
Como é bom navegar, velejar,
Num mar sereno a desbravar.
Lá no horizonte onda vagar,
Os raios do luar a ondular.
 
Florianópolis, 13 de maio de 2.003.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

26-Entre Mar e Luz      
Luís Carlos Belo Araújo

Nasci num dia com sol
Ouvindo as ondas do mar
Palavras comecei a ouvi-las
Num rodopiar constante e muito sonoro.

Ondas de sonho invadiram o meu destino
Que era povoado por homens serenos.
Breves lampejos de luz e sombra
Desenhavam-se no meu horizonte.

O sol brilhou várias vezes
E o mar era uma constante.
Serenidade, vida tumultuosa, imensidão:
Isso era o mar...
Palavras, conceitos, poliedros:
Isso era o sol... 

E a morte não existia:
Porque no mar tudo se renova,
E à velocidade da luz a matéria é energia.
Ondas de sonho povoaram meu destino...

Algueirão, 08/08/2005

27- Abraçar o mar...
Lídia Valéria Peres

É muito bom relaxar
nas ondas do mar...
Fico deitada, relaxada, sentindo a brisa, o cheiro, o ar...
Deixo as ondas me levar...
Jogo os pensamentos bem para o fundo...
O sal se torna doce num segundo...
Um contentamento flui... fico leve,  serena...
e me sinto flutuar...
Se um barco passasse e eu me enroscasse...
Deixaria me levar...

lidia.valeria@uol.com.br

www.saladepoetas.eti.br

28- ...e a Canção Não Para.
Machado de Carlos

... miragem! No oásis estava a rosa
A noite chegou, e, eu estava só com o luar...
Ri de mim, e, vi a estrela dengosa,
então pude ouvir as ondas... o seu mar!...

- Tens a alma linda, estátua majestosa!
Vieste da amplidão somente pra me amar!
Tens luz nos olhos e tuas mãos são carinhosas,
no teu mundo florido volto a sonhar.

Tuas letras, em todo canto, só contagia...
Estou bem melhor, já respiro o novo dia!...
Fizeste do meu momento um grito triunfal!

Não sei se mereço, hoje, o grande amor,
sem cobrar as crises, e, sem nenhum penhor,
vejo os teus cabelos brilhar ao litoral!...
 
http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=1050

29- Versos de Mãe
Azoriana
 
Há dias em que versos salvam vidas!
Feitos de insónias gloriosas
Talhados pelas noites amorosas...
horas que não deixarei esquecidas.
 
Mãe! Deste-me palavras destemidas
nem as musas estavam ociosas
nos sonhos fizeram-se milagrosas
revelaram-te linhas tão queridas:
 
Eis: "Oh! mar azul que tanto encerras,
os peixes teus nadadores, são o perfume
da mesa, de todos os pescadores."
 
Um poema nascido nestas terras
único e sei que não virou costume
mas versos de Mãe são sempre os melhores!
 
http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

30- No mar, um sonho de cruzeiro
Sueli do Espirito Santo

Acabo de receber um convite
em um lindo cruzeiro navegar
lisonjeada, tenho até um palpite
outros amigos também convidar

Todos numa bela viagem, realizando
sonhos e na alegria viajando
com um só objetivo, vida relaxar
refletindo, meditando, até se achar

Navio, lentamente adentrando alto mar
vivendo como num mundo fantástico
admirar o imenso mar, tudo parece mágico
as ondas, a cor, o brilho, o som a nos acalmar

Céu azul, sol brilhante, ar ameno, suave brisa
sensação de calmaria nossa alma alcança
da natureza uma caricia que nos paralisa
longe do continente, silêncio, uma bonança

Nesse mar, um sonho de cruzeiro
como o grande mar, um amor imenso
como as fortes ondas, um amor intenso
a todos os passageiros

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

31- Deitados na areia...
Nelim Monti

da praia
Olhando o vai e vem do mar
calmo, brando.
As espumas passando
sobre nossos corpos
deixando-os como
se tivéssemos usando
roupas iguais.

Conchas espalhadas
pela praia,
cintilavam multicoloridas.
Com a luz do sol,os pequenos
fachos de luz, como pedaços
do céu iam cobrindo a areia.

Diante dessa beleza,
dessa paz,
desse momento
Olhei para você
e ...
em seus olhos vi presos
dois céus.

Cajuru/SP

32- Existe o Mar
Nadir A'Onofrio

Existe o mar!
Entre eu e você.
Trazendo-me lampejos de saudade e dor.
Nas vagas que, explodem na rebentação,
Interpreto como gritos de angustia, terror...
Existe o mar!
Sempre a lembrar-me que, você lá ficou,
O cheiro da maresia o sal.
A jangada o pescador,
Esta rede embaralhando os pensamentos meus.
Existe o mar!
Para lembrar-me quão distante estás!
Nas tormentas que agitam os vagalhões,
Ouço sempre o pulsar do teu coração.
Mar calmo, lembra as caricias das tuas mãos...
Existe o mar!
Sua imensidão não me apavora,
Instiga-me a procurar-te.
Do outro lado do oceano, sei que estás.
Como se ouvisse tua voz, meu nome chamar...
Existe o mar!
Com jardins diferentes,
Onde desabrocham corais.
Brotam perolas advindas do sofrimento,
Do grão da areia, que na concha penetrou.
Existe o mar!
Um mar de amor!
Onde casais se amam,
Onde a vida pulula.
Nesse momento penso em você...
Existe o mar!
Para lembrar que ali a vida iniciou.
Que suas águas embalam os seres,
Como liquido amniótico protege o feto.
Eu vivo de um sonho...aconchegar você!
 
Santos SP_09/08/2004 21:11

33- Passo a Passo - 12
Célia Lamounier

No murmúrio da eternidade
é preciso ouvir as ondas.
Telepatia ou não
as distâncias inexistem.
É preciso sim
Ficar de pé junto ao mar
sentir as águas
que vão e voltam
na terra redonda que gira
ouvir o silêncio da harmonia.
Não há palavras...
apenas a música da perfeição!
 
 _1998 _
http://celialamounier.portalcen.org

34- Doce oceano
Aparecida Linhares (serahnil)

Não esperava o seu gesto por estimar estar longe,
todavia, de mansinho você de mim aproximou-se,
beijando-me os pés timidamente algumas vezes,
um arrepio de prazer não nego, tomou-me inteira,
efeito delicioso, da forma doce de ser acarinhada.

Sorri suavemente pensando o quanto é gostoso,
e há quanto tempo eu não permitia sua carícia.
Tão majestoso e imponente, ali tão subserviente
em beijos seguidos, convidou-me a inebriar-me,
a sua maresia apelava a entregar-me por inteira.

Eu caminhei lentamente, afastando-me provocante,
suavemente alcançou-me, outra vez beijou meus pés,
olhei você profundamente, e agradecida por seu gesto,
veio em mim grande desejo de abraçá-lo por inteiro,
assim com as mãos em concha, sua água salgada bebi.

35- Águas de mar
João de Abreu Borges

Águas de mar
memória e pétala
luz...

Sou cantor:
mais que espanto,
mais que vício,
nascer e morrer
a cada minuto
é meu estranho ofício!

Pressinto meu instante
pedindo ao público ouvinte
um minuto de silêncio...
incessante.

Águas de mar
memória e pétalas:
mais que luz,
paz.

Rio deJaneiro, 1986
http://planeta.terra.com.br/arte/cancaodoser

36-Mar Que Me Acalma...
Maria Aparecida Macedo - Maria Anjinha

Mar da minha calmaria,
Mar que me fascina
Vendo, o vai e vem de suas ondas,
onde o barulho me  alucina,
vendo suas ondas  azuis,
na imensidão a bailar!

Mar que me leva ao encontro
dos golfinhos, das sereias,
e da beleza incontida nas
águas azuis do oceano,
onde no vai e vem,
joga em nossas mãos
estrelas do mar, conchas,
e, ficamos a apreciar a beleza e
a perfeição, da natureza ,criada por Deus.

Mar, que me traz Paz em meu
bem estar...
Me traz alegria e viver,
Mar de raras esperanças,
esperanças de rever o meu amor voltar.

Mar, me leve nesta onda,
que quero mergulhar profundo,
para construir meu ninho,
com meu amor deitar!

Araruama

37-Amar o Mar e No Mar
Naidaterra

Trata-se de um amar diferente.
Amar sua grandeza, beleza e força.
O mar por sí só nos convida a amar
e a ouvir o seu cantar, embalar e a
encantar corações apaixonados.
Ah! amar no mar...tendo a companhia
das luzes do luar refletindo nas águas
salgadas do mar.
Ah! amar o mar...motivo de inspiração
de almas a poetar.

09/08/2005

38- Mares & Oceanos
Giuseppe Martinelli
 
Nasceste de uma explosão
que chamaram de "Big-Bang".
Primeiro foi o fogo e tu logo em seguida
apossaste-te de um terço deste Planeta Azul
e de nome te chamaram de Mares e Oceanos
 
És Grande em tamanho e também em humildade
porque sendo esse Gigante, te manténs aos pés dos rios.
Não importa que distancia esses rios tem procedência
o fato é que tu acolhes todos eles em teu seio.
 
Sabemos que a vida, no teu ventre começou,
do vegetal ao animal, dos répteis às Gaivotas.
Tu és filho de Netuno e irmão das Sereias
tens a força e o poder de afastar até o fogo.
 
Eu não sei se tenho medo,
ou respeito com admiração,
dos mistérios que ainda guardas,
dos tesouros das profundezas.
 
No começo, a todos medo impuseste,
mas consentiste aos homens aventureiros,
de abrirem sulcos nas tuas entranhas
pra conquistarem os Continentes.
 
Até hoje continuas
servindo à humanidade
no Comércio ou nos Cruzeiros
ou nas Praias tirando férias.
 
Guarapuava. 09/08/2005.
giumarti@brturbo.com.br

39- Ciranda do Mar
Fatyly

Ciranda que ciranda vamos todos cirandar
desta vez o tema, para mim um dos mais belos
embarca nessa com carinho e vamos mergulhar
não te esqueças do creme, creminho e besuntos!

Nesse Navio? eu não vou não
sei nadar e  vou melhor assim
tenho medo desse anfitrião
é muito ferro em cima de mim!

Meu fiel amigo e companheiro
Eu não sei viver sem ti, oh mar
pés na água e debaixo d'um coqueiro
o que fiz, aqui não posso contar!

Apesar de saber nadar tenho-te respeito
o que na minha juventude nunca tive
com o meu grupo iamos por ti a dentro
estivesses calmo ou com ondas a pique!

Nove meses de verão e três de frio
era assim o clima da minha terra
Luanda cidade sempre com o brilho
desse mar que ainda hoje me espera!

Depois de uma farra estonteante
nada como dormir no seu areal
nas rugas do meu rosto marcante
sinto ainda o calor do teu sal!

Sou feliz por morar perto do mar
sei que és o mesmo, mas eu já não
em águas tão geladas não vou nadar
mas levo sempre um balde na mão!

Agora neste momento vou namorar
com o mar que é de todos afinal
por ele não vejo ninguém a brigar
passeia-se o amor no seu belo areal!

Mar ...inspiração de vós poetas
que poemam p'ra caramba
e sou mais estilo dos atletas
treino, treino e nada avança!

E vou agora terminar
com a ajuda de Miguel Pereira:

"É assim o Mar
Um pouco criança,
Um pouco mãe
Um pouco pai
e muito de
Deus..."

num terno e doce abraçar!

_Portugal_

40- Eu e o Mar
Ivone Zouain Zuppo

Mar a fora
Piso nas areias brancas
Devolvendo -me a liberdade
De sentir a vontade
Do mergulho em mim
Em  sonhos e fantasias
No azul profundo e vasto
Do mar aberto  sem fim
Abro caminho entre as ondas
Sinto as águas me recebendo
Me abraçando
Me tocando
Me fazendo carícias
Me recolhendo
Me guardando
Sou sua amada
Ele, meu amante
Sou sua praia
Ele, meu horizonte
Sou sua ondina
Ele, meu gigante
Somos céu e mar
Sol e luar
Ele, o azul profundo
Eu, a fina e branca areia
Somos um só
O começo e o fim
Sem fim...

41- Cruzeiro Poético
Rosa Magaly Guimarães Lucas - Eire
 
Querido, aquele cruzeiro
Que fizemos de navio
Pelas ilhas gregas lindas,
Que belo foi meu amor!
A passear o dia inteiro
Fizesse calor ou frio,
Sol ou chuvas que entrevindas,
Traziam em si frescor.
 
Mikonos e Santorini,
Leros, Patmos, Rhodes,
Praias, museus e montanhas,
E vinhos deliciosos...
No mar azul em biquíni,
Moças... Gregos de bigodes
Jogando entre si suas manhas,
Sorrisos esplendorosos...
 
Nosso navio era branco
Na popa um lindo taful...
Seu nome era '"Neptuno",
Deus das águas e dos mares...
No navio um saltimbanco
Loiro, belo e de olho azul,
Do olhar das jovens gatuno,
Acrobata nos alares,
 
Encantava a toda a gente...
Eolus nem deu às caras,
E o mar calminho ficou,
Que linda a tarde na Grécia...
Mas o vento de repente
Acabou co'as tardes claras,
Tudo obscuro ficou,
Acabando a peripécia.
 
Que o saltimbanco fazia.
O navio então jogava
Subindo e descendo as ondas
Por entre sua espuma branca...
Mas para a nossa alegria
Já Atenas se divisava,
E a vaga no casco estronda
E a nave brava potranca
 
Alcançava então Pireus
O porto da bela Atenas...
Já se findara o Cruzeiro,
Adeus céu de Santorini,
Chegamos, graças a Deus!
Agora nos resta apenas
Dizer adeus ao taifeiro,,
Tomar enfim um Martini.

42- Mar
faffi - Silivia Giovatto

Ah...esse  mar.
Esse mar  que me chama
Esse mar que me fascina
Esse mar que me acalma
Esse mar que me faz pensar
Meu coração balança
 como as águas desse mar.
Que mistérios escondes
no cantar de tuas ondas,
por que se revoltam,
depois voltam a se acalmar?
O que esconde no teu fundo
misterioso mar...
que ninguém pode chegar lá.
De dia o sol te aquece,
a noite a lua  vem te clarear.
As estrelas cintilam em suas águas
todos querem de ti se aproximar.
Mar... me conta o teu segredo,
que eu te conto  os meus desejos
e por que vivo a te  enamorar.
Ah...esse Mar.

43- Cabo da Roca
Maria da Fonseca

As ondas batem forte nos rochedos
Do promontório mais a Ocidente.
- Oceano, conta-me os teus segredos,
O que além vês do nosso Continente?

A luz do Sol, coada p'la neblina,
Transforma ainda a cor do mar profundo,
Do vivo azul em verde esmeraldina.
Obra prima do Criador do Mundo!

Está o céu de nuvens enfeitado.
As dunas, áridas e movediças,
São as manchas douradas da paisagem.

Como outrora, Atlântico exaltado,
Também nossa geração, enfeitiças,
Com tua ousada e esplendida mensagem.

http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004

44- Mar
Edmundo Colen
*dedicado a Terê Penhabe*

Desde pequeno
conheci o mar.
Em suas águas
já mergulhei,
quase afoguei,

deixei-me embalar.

Desde jovem
sonhei navios.
Neles viajei
em filmes,
em delírios,

deixei-me naufragar.

Adulto,
descobri,
no Porto de Santos,
a Alma deste Mar.

Agora,
deixo-me navegar.

45- Em Forma de Dores
Abilio Terra Junior
 
no mar
um cruzeiro
infindo

a poesia
de Djavan
a minha
poesia
a nossa
poesia

um sentimento
profundo
tanto quanto o oceano

me tinge a alma
de cores
em forma de dores

e o vento
me leva
e o sal
me consagra
aos braços
da amada

Belo Horizonte_10/08/2005
http://abilioterrajunior.portalcen.org/index.htm

46- É o meu Mar
Pequenina

Tu me rejeitas e não permite que eu te toque
Meus passos leves em teu dorso a caminhar
São tão profundas as tuas águas, que amo tanto
Meu santuário meu berçário, é o meu mar!
 
Como será quando eu for pra junto a ti
Se um dia espero em teu leito repousar
Se me recusas e me expulsas para o alto
E o que farás, quando contigo eu for morar.
 
Talvez tu penses que não é chegada á hora
E não me aceites, como um simples navegante
Eu me recuso, em aceitar este teu gesto
Mas compreendo, sei que és um inconstante.
 
Horas tão dócil, horas voraz, e traiçoeiro
Passas por cima de quem venha a te atacar
Tão soberano, és o meu rei, a minha vida
És o meu templo, meu senhor, o meu altar.
 
Não te oponhas em que eu escolha o meu dia
Não me mantenhas em tuas águas a flutuar
Absorva-me, me arraste até o seu fundo
Em teus corais para que eu possa descansar.
 
Neste teu mundo, de águas claras cristalinas
Lave-me a alma, dê-me a calma ao meu sonhar
Entre teus braços deito, o meu sono derradeiro
O meu destino, a minha sina, é tu,  meu Mar!

Região dos Lagos- RJ- Brasil
http://www.pequeninapoesias.com.br

47- Al Mar... 
Alfonsina Pais

Transpórtame a otra orilla
sobre tus lomas de espuma
lávame  todas las dudas
con tu oleaje de maravillas.
 
Méceme en tu andar majestuoso
y al dormirme en ti, sé remanso
cuida vigilante mi descanso
aleja lo maligno e insidioso.
 
Océano de mil secretos
gigante de emociones verdaderas
que regala inspiración a mis poemas
venciendo con bravura cada reto.
 
Te siento amigo de mi alma
purificador de dolor y penas,
liberador de todas mis condenas
en ti siento que me salvas
contagiándome de tus fuerzas
enfrento los vaivenes de la vida.
Parada frente a ti se respira
aroma fresco de savia viva,
embriagando al corazón que anida
ansias de volar sin rumbo fijo.
 
Coloso, al que ningún humano
jamás pudo conquistar
me siento tan pequeña
ante magna inmensidad
que no dejo de admirarte,
querido Mar.
 
Agosto /2005

48- Contemplando o Mar
Silvia Trevisan**

No despertar de um novo dia,
Acolhida pelo perfume da maré arrebatada pelo vento..
Formam-se as ondas.
Asseguro-me da distância ,  saudades da  minha infância..
Gaivotas marcando pegadas na areia em grupos ,
única revoada descansando bater das asas
Mirando o mar no vai e volta,
ao som da sinfonia..
vento embalando imagens de tanta beleza, sentada eu vejo..
tal espetáculo de imensa realeza.
Lembranças saudosas diante da natureza.
Recordações..
infância  perdida..
enaltecida por memórias pinceladas de pureza angelical.
Centralizo meu olhar no mar espelhado
em ondas tempestuosas alimentando novos sonhos....
ressuscitando esperanças
Esperanças de menina, ingenuidade cristalina
O mar...
Amor de uma menina.

49- O Mar
Sete_sois

Vejo o mar
Ponho-me a pensar
Onde devia estar
Porque não sei onde pousar, mar
Ando sempre por ai a vaguear,
Sem ter ninguém para falar.
Mas alegria só de Ver-o-mar.
Pois alegria me há-de dar
Não sei fazer nada sem ser por ai vaguear,
E ponho-me a pensar a olhar o mar
Naquilo que me podia dar
Nas pessoas que podia amar
Mas não nada tenho para dar
A não ser tentar fazer poesia sem pensar
E que ninguém vai gostar.
Mas sempre a ver-o-mar!!!

_Portugal_

50- Miragem
Beatriz por um triz*

Quando o sol nasceu,
meu olhos pousaram naquele mar,
e vi você brincando como uma criança,
sem medos,
sem noção de perigo.

Seu corpo semi-nu e bronzeado
tornava-se dourado
sob os raios de sol.

Imóvel apreciei todos os seus movimentos.
Gravei na memória aqueles momentos,
sem jamais esquecer cada detalhe.

O mar o trouxe como miragem,
misturando-se às ondas você se foi.
Eu aqui, na minha pequinês, não pude impedir.
Na praia, solitária,
ainda busco rever você.

51- Uma Lua no Mar
Margaret & Marcial & Marilza

1.
Quando a lua se fizer cheia,
estaremos lado a lado
o coração constipado de amor
e todo o terror noturno
será desintegrado
no mar mais profundo
aclarando o céu de destemor.

Margaret

2
Com o luar nosso caminho iluminando,
melhor estaremos nos amando,
sempre sentindo o calor de nosso amor,
mantendo nossa alma vivente,
sempre carente,
sempre desejando mil carinhos,
sempre querendo percorrer nossos caminhos
assim, de mãos dadas, corações unidos,
por nossos caminhos percorridos...

Marcial

3
Lua de prata...
por entre a mata...
Raios de lua a escorregar
ribanceira abaixo,
chegam ao rio, 
chegam ao mar...
Pelos caminhos,
a namorar...
seguem casais...
neles me encaixo...
trocam carinhos
e os pardais
cobrem de penas 
seus ideais...

Marilza

52- Mar poético
Luiza Helena G.Viglioni Terra

Ruído do mar
bem distante do azular do horizonte,
surgem as gaivotas brancas que
voam em ritmo poético trazendo para
minhas veias a  essência da poesia
registrando  no alvorecer
num tempo distante
onde os versos eram apenas versos
criando um doce mistério
num mar de poesia.
 
http://www.avllb.org/academicos/053/biografia.html

53- Amor Ao Mar
                               (posto que navegar é preciso...)         
Maurício Santanelli

Nosso amor busca extrair  de algum mar, o azul inefável
Perseguindo dentre os tons  de azul, aquele mais  bonito
E por essas mutações ele até aparenta  ser um tanto instável
Nessa sua ânsia irrefreada por encontrar o tom de azul-infinito

Tal o mar, nosso amor esconde bem lá na sua profundeza
Tantos segredos, tantos mistérios,  sua magia e sua riqueza
Amor que  assusta, e que até amedontra pela sua grandeza
E assusta também por irradiar assim, tanta luz e tanta beleza

Tal qual  o mar, às vezes o nosso amor é pleno
Ás vezes violento, forte,  vigoroso, destemido e  bravio...
Outras vezes, ele  se mostra assim de modo tão  calmo e sereno
Como se ele estivesse a conduzir a um porto seguro, o nosso navio

Nosso amor tem fora de si a tormenta
Nosso amor tem dentro de si a ternura
Por isso ora ele é  onda suave, ora é onda violenta
Por isso ora ele é um dia claro, ora uma noite escura

Amor que tranforma um instante em inesquecível momento
E que mestas horas  se cinge daquele azul celestial
Que nos brinda com êxtase e com  raro contentamento
Amor que é a forma mais pura de energia:  a energia vital!

54- Poema da Eterna Viagem
Eme Paiva

Quebradas,
chegavam as ondas na praia,
rendados de espuma na areia,
finíssimos filigranas, nas beiras...

Ao mesmo vento,
que movimentava as ondas,
alvas aves sustinham-se
no ruflar das asas.
Nessa divergência de movimentos,
a noção do que ali era céu,
do que ali era mar...
Animada monocromia...
Nuanças de similitude de azuis.
Azul abaixo
Azul acima
Eterno azul abraço!...

Pela porta da brisa,
que abrandava o calor,
evadia-se o dia...

Então, o vento levava alto,
meus pensamentos,
navegando em estesia!
Profusões!
Pujança!
Energia com que eu amava
a tudo o que via, percebia, sentia...
Todo o conjunto se encaixava
na poesia, que eu traçava na areia
e as ondas solenemente levavam
um a um dos versos,
que da minha mão escorriam!

Gratificante é saber
que percorrem oceanos...
Viajam em águas claras, ou frias,
ou mornas, ou calmas...
Ora balançando molemente,
ora envoltos em fortes torrentes...
Navegam nas ondas,
em seus compassos rítmicos,
encharcados de carinho e puro amor,
os versos de um poema,
que enviamos ao mundo,
pelas vias marítimas.
E, viaja eternamente!

55- O Mar
Priscila de Loureiro Coelho

Caminhando pela praia, pensativa
Um dia uma jovem se indagou:
Oh! Mar... Conserva-me sempre cativa
Mas nunca anda por onde  vou
 
Observo-lhe com paciência
No ir e vir de seu corpo maleável
Dá-me a idéia de onipotência
E em sua agitação é impenetrável...
 
Não resisto ao sutil apelo
Que suas ondas sugerem para mim
Reparo seu total desvelo
Ao abraçar o que alcança, até o fim
 
Entrego-me aos seus cuidados
Deixando que meu corpo seja envolvido
Sinto todo ele enlaçado
Pelo seu, que me envolve enternecido
 
Então sigo sozinha a caminhar
Levando apenas a lembrança de você
E sempre que me ponho a pensar
Relembro sua força e seu poder...
 
Mar... portentoso em sua majestade
Permanece altivo a me observar
Deixa em mim o gosto da saudade
E a eterna vontade de voltar...
 
cill@uol.com.br

56- O sertanejo e o Mar
Bernardino Matos
 
Vaia-me Nossa Senhora!
Ligue pro seu Fí no céu,
por favor facisso agora,
pra quê essa ruma d´água,
ispaiada num lugá só?
e nóis no mei do sertão,
numa sede de fazer dó?
 
E o sinhô que vei pra terra,
e por nóis morreu na cruz,
pra que um açude desse,
num mermo lugá, meu Jesus.
Tanta água qui dói na vista,
E eu só vejo é uns macho forte,
de carção, tudo banhista.
 
Mande um poquim pra nóis,
e pra ninguém disconfiá
use a escuridão da noite.
E irigue o sertão centrá.
Ô meu Deus, quanta alegria,
uma felicidade sem conta,
no sertão, no raiá do dia.
 
Eu só to mei intrigado,
como é  qui o sinhô conseguiu,
essas águas de verde pintá,
só pode ter sido a mistura,
de uma tinta ispeciá,
eu só queria era a sobra
pru meu barraco pintá.
 
Se o sinhô rumasse um jeito,
de as águas  distribuir mió,
o sertão vestido de verde,
eu ia acordá sastifeito,
com o canto do curió,
e da graúna os trejeito,
num ficaria mais só.
 
A vantage seria imensa,
pois o mi já brotaria,
temperado só no sá.
E acabaria o sacrifice,
de botá a carne no só,
pro mode fazê jabá,
seria o fim dum súplice.
 
A Zefinha não percisava mais,
caminhá até o leito do rio,
pra tirá água das cacimba,
pra gente num  cumê frio,
e não vim equilibrando,
bem no centro da rodia,
um pote d´água pesando.
 
O mar tem muito peixe grande,
Uns com tanta agilidade,
qui chegam até dá tainha,
deixando só na sodade,
essa nossa piabinha,
qui dá pena até fritá,
de tão pequena e maguinha.
 
Juntando os peixe do mar,
com as alimento do fundo,
a produção da natureza,
acabaria cá fome no mundo,
e isso só num acontece,
por causa da avareza,
e da riqueza que invaidece.
 
Aqui na beira da praia,
circula um tá de camarão,
qui serve de aperitive,
com muita cachaça e limão,
e uma tá  posta de cavala,
mais  conhecida por égua,
lá em nosso doce sertão.
 
Eu vô trazê a Zefinha,
pra ela oiá o mar,
e vê sua semelhança,
com o amor qui a gente veve,
tão curtido no espin,
sem da vida reclamar,
vivido intensamente,
iguá a esse mar sem fin.
 
Essa belezura imensa,
e toda essa formusura,
me lembra de Deus a sentença,
qui obriga a criatura,
amá sem oiá a quem,
viver sem disavença,
e se contentá com o qui tem.
 
O coração desse povo,
percisa muito mudá,
pois a marvadeza é tanta,
qui o Sinhô vai ter de vortá,
mais eu e a Zefinha,
nós num ia agüentá,
vê tanta gente mesquinha.
 
Muito obrigado meu Deus,
pelo Sinhô ter feito o mar,
e essa criação de peixe,
para o povo alimentá,
acabe com nossa tristeza,
na solidão não nos deixe,
pro mode a gente se amá.
 
Em 10 de maio de 2005

57- Desejo Profano
Renate Emanuele

Este meu desejo que acalento
Este meu ser que se dilacera
Desta paixão que me alimento
Meu coração que só... Te espera

Meu sentimento assim insano
De possuir-te numa vil aventura
O desejo, que intenso, profano
De assim saciar minha loucura

Linda fêmea, minha doce mulher
Eu te desejo, amada, eu te quero
Para sempre, ou quanto puder
Estar contigo, viver você, espero

Em uma nau a deriva entraremos
Para um solitária praia chegar
E neste aconchego, brindaremos
Eu, sedento de teus lábios beijar

Entrelaçados numa areia úmida
Respingando esta tua pele clara
Beijar-te em tua nudez pudica
Tocar-te  intimamente, acariciá-la

Ausente tempo, distante de tudo
Notável e intensa libido brotará
Vivendo o maior amor deste mundo
Nossos dois corpos... Um só será

atelierbaron@uol.com.br

São Paulo - Brasil

58- Gosto de Mar...
Zuleika
                      
No mar derramei meus sonhos...
Dos desenganos livrei-me...
Chorei rios ... cachoeiras...
Em ondas de espumas batizei-me...

Nas areias fiz meu leito...
Do luar meu cobertor...
Neste leito , minha espera...
Espera minha... de amor...

Que o canto das sereias
Não afaste você de mim...
Como o vôo da gaivota...
Brilhando no mar sem fim...

No meu sonho sinto o gosto
Do mar salgado, e espero,
Que este gosto molhado...
Seja do amor que tanto quero...

JF/MG/BR - 2005

59- Maresia
Maria Jose Zanini Tauil

Devaneios noturnos
na praia deserta
que na mente desenhei
Lá, a lua branqueia
e a onda bravia
molha meus pés
É úmido o vento
que os ares perfuma
Um ai sonhador
uma dor que consome
as fibras da alma
e ainda ouso
murmurar teu nome
Amo esse vento
da noite sussurrante
dos meus devaneios
a tremer nos coqueirais
e o oceano a bramir
e em suas águas
uma lua pálida
se espelha, solitária
O céu ... manto estrelado
Sonho acordada
contemplando esse mar
e voltam as imagens
de um tempo feliz
que só em sonho existiu

60- Mar, o meu elemento
Estela Belém

Sentada, junto ao mar, observo
O horizonte à distância...
A dimensão e extensão do mar
E uma paz interior me invade.
Fria, morna, branda ou brava
Sem água não saberia viver
Preciso da sua proximidade
Da calma que me transmite.
O baloiço das ondas na areia
O rumor do mar, a infinidade
Extasia-me e prende-me
Os sentidos e alquimias.
O sol declina sobre a água
Reflecte raios de luz cálida
Envolve-me e abraça-me,
Numa magia quente e fugaz.
No lusco-fusco do entardecer
Regresso a casa, silenciosa,
E, no meio da noite sonho,
Com a branca espuma do mar.

11/02/2005

61- Motejo
Schyrlei Pinheiro
 
Mergulhei no oceano apimentado,
nadei nas entrelinhas deste mar,
provando o doce mágico
do teu tempero,
em saber demonstrar o que sentir,
enquanto veste e despe a poesia.
Conteste, rime, no ritmo
das ondas que  sempre vão e vem,
enlouquecidas, trazendo o prazer
com  o ardor dos versos,
movidos  na emoção epígrafe.

62- Mar e Amar
Menina Morena

O mar... Amo o amar...
Estar no mar...
Deixo as ondas me levar...
Fico a admirar...
Como é lindo o mar!
Poderoso soberano...
Capaz de nos dar a paz...
De nos fazer companhia...
Com o mar solidão não existe...
Quando me sinto só, vou pro mar...
Fico sonhando...
Com amor da minha vida...
As ondas do mar induzem a amar...
Aqui a imaginando...
Como é lindo amar no mar...
Amo o mar e seu amar...

63- Livre Como O Mar
M. Lourdes Brecailo

Vejo o amanhecer de um lindo dia...
Onde brilham as ondas no azul do mar...
Iluminadas pelo sol incandescente...
Como uma manta, a alma a acalentar.

Eu também renasço a cada manhã...
Do meu mundo pleno, posso contemplar...
Todos os encantos que a vida oferece...
Vendo as maravilhas e a graça do mar...

No azul dos sonhos vejo em gotículas...
Lindas rendas brancas a se espumarem...
Trazendo lembranças... coisas já vividas...
Transformando em danças...o seu balançar...

Com gestos dengosos e como fosse sombra...
Lavo minha alma nas ondas do mar...
Na imaginação essa bela paisagem...
Transforma-se suave... sem se molhar.

64- Travessia
Célia Jardim.

A vida é um mar imenso,
ora revolto, ora sereno,
mas para que faças a travessia,
só precisas de um barco pequeno.
Pequeno, porém seguro e confiável,
com a mesma potência de um grande,
que possa desviar-te dos icebergs,
nas águas por onde ande.
E se a vida é mesmo este mar,
o amor é o barco único e certo,
pois só ele te guiará seguro às margens,
e sempre terás por perto.
E nessas terras descansarás,
quando o mar revolto ficar.
para que faças toda a travessia feliz,
não permitindo teu barco naufragar.
E ao terminares tua TRAVESSIA,
em terras firmes estarás.
pois teu GRANDE MAR se foi,
mas teu barco permanecerá.

65- Mar de Ilusões
Gena Maria Camargo

Contemplo o mar em sua imensidão
Admiro no horizonte o sol despontando
Indago a natureza em sua eterna beleza
O mar sorri aos reflexos do sol nascendo
E espera ansioso, suas cores em arco-íris!
Num colorido especial, sempre trazendo...
Dores, amores, saudades e sonhos!
Quanta dor nos trás quando sucumbimos
Tentando nos livrar de suas revoltas águas
Quantos amores encontramos navegando
Em suas tentadoras águas em calmarias
E ao ver balançando em suas ondas
Um barco se afastando, posso sentir:
Quantas lembranças está levando!
Sua beleza, um lindo azul da cor do céu...
Sentada na areia branca admiro e concluo:
Tudo que o mar trás... Também leva...
Deixando sonhos, saudades e esperanças...
O Mar é a vida eterna... Nunca terá fim!
Como em nossa vida
Se deixarmos de sonhar...
Deixaremos de existir!
 
http://magiadaspalavras.vilabol.uol.com.br/index.htm

66- Mar
Nancy Cobo

O mar é terno, calmo, agitado, voraz.
De frente ao mar se deixa todas as angústias;
lá se conversa com interior, busca-se energias.
Na vida tudo é e será sempre um mar.
Às vezes,numa calmaria às vezes agitação,
onde a ressaca consome aos poucos.
E então começa o pensar no Amor, na vida,
nos obstáculos que aparecem...
Nesse momento, se observa a mutação das ondas,
da calmaria para a resseca destruidora.
Mar... Eterno vai-e-vem das ondas,
eterno vai-e-vem dos sentimentos.

http://www.nancycobo.prosaeverso.net
http://www.vmpd.net/

www.nancycobo.ebooknet.com.br
http://www.saladepoetas.eti.br/efigenia/convidados/nancy

67- Meu Mar
Eda Carneiro da Rocha

Quando o pegar, no cais
serei feliz!..
Estarei indo em águas profundas,
onde sentirei minh'alma livre e solta.
No convés, conversarei
interminavelmente com ele:
Meu Mar

Deixarei tudo,
levarei nada.
Só a saudade impregnada
ficará na imensidão
deste Cruzeiro Poético
em que contarei cada Estrela
que surgir para mim.
E, como peixe mergulharei
para te encontrar
nesta imensidão que me trará o verbo
Amar!..

www.albumpoeticoeda.com.br
Araruama

68- Cruzeiro do Amor
Yara Nazaré

Na imensidão do oceano
Fizemos a viagem dos sonhos
Eu e tu, naquele convés
A orquestra tocava ao vivo
Um bolero apaixonante
Eu estreitada em teus braços
A ouvir tuas ternas palavras
Recitando versos de amor.
A lua nos fez companhia
E a sua luz forte e prateada
Iluminou aquele doce momento
Tão sonhado por nós dois.
Estrelas cintilavam enternecidas
Seguindo o ritmo do bolero
E o navio a singrar os mares
Parecia estar sendo movido
Pela força do nosso amor.
O deus Netuno nos aplaudia
Ninfas e Nereidas volteavam
Sorridentes ao nosso redor
Em belo cortejo marítimo
Ornando com algas douradas
As águas do mar azulado
Daquele cruzeiro do amor!

30/07/04
http://www.yaranazare.com

69- Sintonia Perfeita
*Emiele*

Nosso amor é assim
como o mar e o luar.
É lua que enfeitiça o mar...
É mar enfeitiçado pela lua...
E nesta fusão se confundem.
Será o mar que encanta a lua
ou é a lua que encanta o mar?
Só sei que ao findar do dia
e no mar há escuridão
some toda a poesia...
É medonha a solidão!
Mas em noite de luar
o mar se enfeita... Clareia.
E a lua estonteante vagueia
nas águas a ondular.
Nosso amor é assim...
Inconfundível!
Uma perfeita sintonia.
Tal lua a refletir seu brilho
no insondável mar...
Tal mar refletindo magia
sob irradiante luar.
Tal mar empobrecido sem lua.
Tal lua empobrecida sem mar.
Lua e mar enriquecidos.
Sem ao outro se tocar!

Belo Horizonte, 29/02/2004 - 22:43 horas.
Dedicado a meu muso português, residente em Lisboa.

70- Águas e Sonhos
Tadeu Terra

Cercada de segredos,
a moça caiu no mar.

Perto de mim, não havia ninguém!
O porto era como flash
no azul dos teus olhos.

No cais,
o meu coração não tinha onde ficar.
A tua vida se perde no ápice das ondas.

A solidão era como se fosse uma flecha
sangrando a minha alma.

Perdi de vista, a tua face.
A dor fica na pele da memória.

Fora de mim,
me perco em águas e sonhos.

O teu corpo no mar
é como conchas cheias de sal.

Varginha-MG
tadeuterra@yahoo.com.br

71- Tesouros Que o Mar Esconde!
Arneyde T. Marcheschi

Pedaços de uma vida,
momentos de saudades
 e pérolas de felicidade
ficam depositados no fundo do mar...
Pescadores retiram, todos os dias,
esses tesouros perdidos,
que não se deterioram com o tempo,
porque não são de metal, de prata, nem de ouro...
São do mais puro e cristalino brilhante...
Preciosidades sem preço e impalpáveis...
Fragmentos de almas...
Almas volitantes
que transcendem as profundezas
em busca de um passado,
de um pedacinho de vida!

Vitória - ES
www.vidatransparente.com.br

72- Mistérios do Mar
J.Carlos Santtana ''Viajante de Sonhos''

Cai a tardinha ,envolta em mormaço
Aproxima se a noite na cor de aço
As gaivotas saúdam o fim do dia
Em revoada agradecendo ao mar
Num alegre e eletrizante bailar

O mar que desperta mistérios
Até onde minhas vistas se põe adiante
A procura de um amor distante
Numa saudade de não sei o quê
Na espera desse bem querer

São Paulo-Litoral Sul
19/08/2005_22:00hs

73- Fantasmas Marés do Amor
MaséFrota
 
De repente...
Encontro-me aqui
olhando o mar na sua
imensidão, a beijar o
firmamento.
 
Nasce em mim um
desejo sorrateiro,
há muito guardado,
...Inviolável...
 
Confessarei hoje a você
Meu mar... em surdina, o
Quanto me fizeste amar, no
Aconchêgo de um grande amor!
 
Tuas ondas, espumas prateadas
Afloravam inspirações, aguçando
Mais ainda meus desejos, no
vai e vem do teu refrão:
 
Tentadoras...
Arrebatadoras...
Paixões...
 
Encontro-me...como
nuvens a me comparar,
tangidas que são
pelos ventos.
 
Procuro caminhos
misteriosos
na geografia do tempo.
 
Crio fantasmas
Imaginários...mas
Estarei sempre... a te esperar.

74- Sulcando Mares
Natália Vale
 
Mares revoltos atravessaram,
Caravelas, naus e grandes navios,
Todos eles navegaram,
Por rumos desconhecidos,
Sulcando mares
Vencendo barreiras
Encontradas nos destinos.
 
Marinheiros corajosos,
Enfrentaram o perigo,
Descobrindo um "Mundo novo",
Um "Mundo" desconhecido.
 
No mar que sulcaram,
Sofreram e pereceram,
Mar bravio não se condói
Da vida de um herói.
 
Olhando hoje, o mar embravecido,
Que atravesso segura,
Não posso deixar olvidar
Nossos queridos marinheiros,
Que morreram por tanto amar,
O "MAR"..
 
Portugal_21/08/2005

75- Mar, meu mar
Regina Sant'Anna

Mar dos mistérios ancestrais,
Mar das criaturas divinas,
das ondas que vagueiam
carregando prantos e encantos.
Mar das sereias de Netuno,
das magias de Iemanjá,
Mar, meu mar, meu mar
em ti navego meus sonhos,
mergulho como gaivota
e me alimento de inspiração
derramando-me na areia em poesia,
purificada por tuas águas salinas,
deixando em ti minha dor sofrida,
emprenhada por ti, berço primeiro da vida.
Mar, meu amar, meu mar
Ser livre é teu destino.
Sou tua, mas jamais serás meu.

76- Mar Infindo
Carvalho Branco

Aqui no silêncio do meu interior,
ouço um rugido distante,
ouço a voz do meu amor...
ser namorado ou amante,
tudo depende do instante...
tudo depende do ardor...

Dou largas ao pensamento,
solto as amarras da dor...
ao leme, tomo assento...
as velas, deixo-as ao vento...
enfunam-se a voar,
como asas de condor...
E lá vai meu barco ao mar...

Avanço pela amplitude,
liberdade a conquistar...
tudo aqui é plenitude...
É de paz, toda e qualquer atitude...
É só deixar navegar...
Enquanto o casco singra as águas,
esvaem-se de mim as mágoas,
é só prazer e gozar...

Domina-me a sensação
desse viver imensidão,
desse compartilhar solidão,
dessa capacidade de amar...
e no mar dessa emoção,
minha alma a mergulhar,
cata conchinha e mexilhão,
como criança, na praia, a brincar...

Mar... verde mar da esperança,
onde pouco a pouco avança
a vida para aportar...
e no bramido da onda,
no rochedo a se jogar,
eu permito que se esconda
minha tristeza, branca espuma desse mar...

Já se vai deitando o dia...
No arrebol, a poesia
do Sol na estrada a caminhar...
E sob o manto da Lua,
que o mar fica a espelhar,
minha âncora jogo ao mar...
Dispo-me de vaidades, fico nua
para que me cubra o luar...

Por fim, saltando de minha barcaça,
vou-me à praia me deitar...
O manto da noite me enlaça...
Já nada vejo, a vista me falha...
Não sei se é a lua ou a noite
que se transforma em mortalha...

Ajoelho na areia
e canto o último canto da sereia...
 um braço de mar me abraça...
e uma concha me serve de taça...
e brindo ao amor... ao amar...
a este infindo mar...

77- Se eu pudesse ir com o mar
Maria Isabel Galveias_Lylybety

Se tu pudesses, mar, se tu pudesses
Levar-me contigo para onde vais,
Sem em tuas ondas me quisesses,
Eu iria pra não voltar jamais!
Penso que além de ti, na solidão,
Haverá refrigério para a alma,
E este meu triste e pobre coração
Terá um pouco de alegria e calma.
Porque talvez, além de ti, ó mar,
Não exista ninguém aqui da terra
Nem possibilidade de amar.
Leva-me, é o que te peço em minhas preces
Pois uma triste história a minha vida encerra.
Levar-me contigo ó mar amigo, se pudesses

Arroja-11/08/05

78- Vai e Vem
Irani Genaro (Iranimel)

Olhando o mar -absorta-
No vai e vem das ondas revoltas
Meu ser reclama você...
E chego a invejar o que vejo, pois
As ondas inconstantes,
Quando vêm, no mesmo instante
Todas voltam para o mar.

Mas você, ah! você, como demora!
Ao sair por aí  afora
Custa tanto e tanto a voltar...
Igual às cordas de uma lira,
Sinto o coração a vibrar
E penso chorando:
É mentira! seus beijos que dizem me amar.

Sopra o vento em minha boca,
E também nos meus sentidos,
Que insistem em dizer:
É real!

Pequenas gotas da chuva que agora cai,
Misturam-se a outras pequenas gotas,
em minha face a rolar.

Você talvez, não sei, quem sabe?
No mar de minha vida revolta,
Seja também uma onda
Que vai, mas... torna a voltar.

Sorocaba_SP

79- Oração do Mar
Augusta Schimidt & Tere Penhabe
 
Das profundezas elevo minhas ondas e saúdo as estrelas
que no céu brilham a iluminar minhas noites.
Nas brancas areias da praia me espalho em preces,
agradecendo a vida farta e harmoniosa
que em meu coração habita.
Nos rochedos espalho minha espuma borbulhante
em sinal de paz.
Com minhas águas multicoloridas,
refresco o vôo das gaivotas,
minhas doces companheiras,
que de meu seio se alimentam.
E a ti, minha rainha Iemanjá,
ofereço um tapete flutuante de rosas
em agradecimento ao amor que me dedicas
e pelas bênçãos que derramas
quando abres o teu leque de rendas
com perfume de mel.
Que os navegantes que acolho em minha raia,
tenham sempre a chance de voltar...
Que os corpos descuidados que em mim ficaram,
tenham suas almas instaladas e confortadas no meu paraíso.
Que além do horizonte que se sobrepõe a mim,
todos encontrem a chave dos seus sonhos.
Que eu seja sempre a fonte inesgotável para matar a fome.
Que eu seja forte o bastante, para que os homens
não consigam me destruir, pois destruiriam a si próprios.
Que o alento que vislumbram em meu azul, continue sendo
a paz que os seres precisam para suas caminhadas.
Que todos possam sobrevoar a minha imensidão algum dia,
livres, e chegar onde sempre quiseram estar.
Eu estarei esperando...de braços abertos!
Assim seja!

 

 

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