|

Esta ciranda é uma homenagem ao Poeta Castro Alves
Aos quatorze dias do mês de março, no ano de 1847, nasceu Antônio de CASTRO
ALVES, na fazenda Cabaceiras, a sete léguas da vila de Curralinho, hoje cidade
de Castro Alves. Era filho do Dr. Antônio José Alves e D. Clélia Brasília da
Silva Castro. Passou a infância no sertão natal, e em 1854 iniciou os estudos na
capital baiana. Castro Alves era um apaixonado pelas grandes causas da liberdade
e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de
Palmares, o papel civilizador da imprensa, e acima de todas, a campanha contra a
escravidão. Faleceu aos 24 anos, na Bahia, a 6 de Julho de 1871.
Aves de Arribação Castro Alves
I
Era o tempo em que ágeis
andorinhas Consultam-se na beira dos telhados, E inquietas conversam,
perscrutando Os pardos horizontes carregados ...
Em que as rolas e os
verdes periquitos Do fundo do sertão descem cantando ... Em que a tribo
das aves peregrinas Os Zíngaros do céu formam-se em bando!
Viajar!
viajar! A brisa morna Traz de outro clima os cheiros provocantes. A
primavera desafia as asas, Voam os passarinhos e os amantes!
...
(...)
V
Hoje a casinha já não abre à tarde Sobre a estrada
as alegres persianas. Os ninhos desabaram... no abandono Murcharam-se as
grinaldas de lianas.
Que é feito do viver daqueles tempos? Onde
estão da casinha os habitantes? ... A Primavera, que arrebata as asas...
Levou-lhe os passarinhos e os amantes!...

01- Augusta Schimidt 02- Tere Penhabe 03- Giuseppe Martinelli 04- Nelim
Monti 05- Valeriano Luiz da Silva 06- Marcial Salaverry 07- Jorge
Linhaça 08- Mário Osny Rosa 09- Joyce - Lu@zul 10- Rosa Magaly
Guimarães Lucas- Eire 11- Natália Vale 12- Fatyly 13- Maurício
Santanelli 14- Bernardino Matos. 15- Regina Bertoccelli 16-
GarimpandoTernura 17-Rosângela do Valle Dias 18- Machado de Carlos 19-
João Carlos (Rother) 20- Maria Mercedes Paiva 21- Maria Isabel
Galveias_Lylybety 22- Graça Ribeiro 23- Armando Sousa 24- Thais S
Francisco_"beijaflor" 25- Laura B. Martins 26- Maria da Fonseca 27-
"Maria Anjinha" 28- Thereza Mattos 29- Marise Ribeiro 30- Sueli do
Espirito Santo 31- Vilma Oliveira
|
32- Pilar Casagrande 33- gina 34- Regina Ribeiro 35- zuleika 36-
Tânia Ailene 37- faffi... 38- Maria Thereza Neves 39- Tarcísio R.
Costa 40- M. Lourdes Brecailo 41- Margaret Pelicano 42- Lara
Cardoso 43- Maria Petronilho 44- Ilona Bastos 45- Edmundo Colen 46-
Célia Jardim 47- @ Noris Roberts 48- Eda Carneiro da Rocha 49-
Naidaterra 50- Raquel Caminha 51- Faiçal 52- Abilio Terra Junior 53-
Luís Carlos Bello Araújo 54- Cel (Cecília Carvalho) 55- Tadeu Terra 56-
Luiza Helena Guglielmelli Viglioni Terra 57- Masé Frota 58- Regina
Sant'Anna 59- *Emiele* 60- Andréia Cristina Guadagnin 61- Jade
Dantas 62- Priscila de Loureiro Coelho
|

01- O Sabiá Augusta Schimidt Diz a lenda que o sabiá Fugiu lá da
gaiola Voou, voou, voou... Pra bem longe Foi embora Pra viver um
grande amor Sabiá foi morar na laranjeira Pra adoçar o seu
cantar Foi viver na natureza Onde é o seu lugar Sabiá canta
bonito Faceiro, canta amor, Há quem diga que seu canto Repleto de
emoção Trás esperança a quem ouve Alivia o coração Dando adeus à
solidão Campinas/14/09/05 –
21.40h www.augustaschimidt.prosaeverso.net

02- Meus amigos,
passarinhos! Tere Penhabe
Quanta saudade eu tenho dos passarinhos no
interior, tão atrevidos vindo acordar-me na janela cantar suas lendas,
suas mazelas.
Era mágico ouvi-los por perto sentí-los ouriçados,
impertinentes os sabiás, coleirinhas, bem-te-vis com eles, era mais
gratificante.
Eram a comissão de frente do meu dia convidando-me a
brincar, à arrelia eu quase sentia que podia cantar também e voar de mãos
dadas com alguém.
Mas Deus me fez humana e sem asas sem a beleza do
canto que rasga todas as mornas manhãs de sol e as lindas tardes do
arrebol.
Às vezes ainda ouço, de resvalo uma coleirinha passar por
minha janela como a chamar-me para ir com ela festejar com a passarada do
interior!
Mas não posso, é aqui o palco da minha lenda ainda
desconhecida se eu for embora para longe do mar não serei encontrada, não
serei vista.
Santos, 15/09/2005

03- Eu-também-te-vi Giuseppe
Martinelli No quintal da minha casa Tinha uma arvore frondosa Nela
morava um vigilante, A cantar a tarde toda. Envergonhado se
escondia Nos galhos dessa arvore Ensaiando a mesma estrofe A tarde
inteira até cansar Um belo dia essa arvore Pena! Infelizmente
secou Tive que sacrifica-la Já que vida mais não tinha Ficou
triste o meu quintal Perdi a arvore, perdi o cantor. Já não tinha mais o
trovador Que cantava n’uma nota só Em frente de casa tem um
parque Tem lagoa e também arvores Numa delas com surpresa Voltei a
ouvir o cantador Bem em cima hoje o vi, Lá no meio da galharada Ao
me ver ele gritou: Bem-te-vi...Bem-te-vi...
Guarapuava,
07/07/05.

04- Amanhecer Nelim Monti
Mal o sol desponta com
suas belíssimas cores gorjeia o sabiá. Num saudar barulhento estão os
pássaros a cantar.
As flores vestidas de todas as
cores despontam com suas cabeleiras jogadas ao vento
Espalhando
no ar pólen multicolores
O ribeirinho de águas claras Num suave
sussurar vai rolando vai cantando demonstrando gratidão
As
árvores majestosas exuberantes... tentam o céu alcançar.
Junto com
a natureza neste saudar
É dia novamente... numa prece
simples os pássaros, a natureza agradeço pela beleza do novo
amanhecer Obrigado "PAI"
julho de 2002

05- O Sabiá e o
roseiral Valeriano Luiz da Silva Uma das mais faladas aves
brasileira É o sabiá laranjeira... É lindo ouvir seu canto, que voz
sincera! Ele Gosta de cantar na primavera Este pequeno pássaro, mais
lindo que a grande seriema, Já inspirou música e poema Quase não anda em
bando, mas sempre junto está o casal... Como é lindo vê-los cantando no
roseiral. Anápolis-Go
14/06/2005 valerianols@globo.com www.albumdepoeta.com

06- Cotovia
Rouxinol e Beija-flor Marcial Salaverry A cotovia, com suaves
pios, chamou o rouxinol de meu amor... O rouxinol, desprezou a
cotovia, que triste se despedia... Mas o beija-flor... parou de sugar o
néctar das flores, enamorou-se da cotovia... O rouxinol,
orgulhoso, sozinho ficou... e a cotovia, saiu feliz com o
beija-flor, seu novo amor... O rouxinol, pelo orgulho ficou
sozinho, vendo a felicidade da cotovia com o beija-flor...

07-
Beija-flor Jorge Linhaça Bato as asas ligeirinho Voando de flor em
flor Sou mais que um passarinho Sou um belo beija flor Tenho bico
assim cumprido Para sugar da flor o néctar Meu alimento
preferido Mas se você quiser colocar Em um canto de seu jardim Um
bebedouro e a água adoçar Eu vou ali beber, vou sim Só não vale
querer me pegar Senão eu fujo bem rapidinho Fui feito para livre ser e
ficar Não me queira preso e tristinho
25/07/05

08- Concerto na
Floresta Mário Osny Rosa No palco da floresta Todo dia é de
festa Passarada a cantar Com o seu belo trinar. Pula a
coleirinha A saíra colorida Como a sinhazinha A mais bela da
vida. O sabiá laranjeira Com o seu belo cantar Numa tarde
fagueira A fruta a degustar. Quero-quero no prado Anuncia a
chegada No seu meio reservado Do filhote a cuidar. O piado do
inhambu O cantar de um uru Numa bela harmonia Repete-se todo
dia. São José, 15 de setembro de
2005. morja@intergate.com.br www.mariopoetasadvogados.com.br

09-
Boêmio sabiá Joyce - Lu@zul
Sabiá boêmio na madrugada vem
cantar Embalando meu poema e a me acompanhar Começa as três de mansinho o
seu belo trinar No galho da laranjeira canta...canta sem parar Fico
lhe ouvindo.Nele busco a inspiração Das teclas do meu “pc” brota a minha
canção. Canto de amor ele entoa e de tristeza também. Enquanto eu o escuto
silente e sem ninguém. O dia já vem chegando, o sol nascendo, E o
canto do sabia desaparecendo. Há gente passando apressada na rua. O
sol brilhante vem ocupar o lugar da lua No galho da laranjeira o cantor não
mais está Aguardarei a noite à volta do boêmio sabiá.
Balneário
Camboriu, 15 /09/2005 -21:20hs

10- Ai Quem Me Dera!!! Rosa Magaly
Guimarães Lucas - Eire
Ai quem me dera eu pudesse Resolver todos
problemas, e que a vida não tivesse tanto pesar... Que algemas
Não
nos atassem... Fizesse o destino estratagemas pra findá-los, e Deus
desse para enfeitá-las, falenas
brancas, azuis,amarelas, a esvoaçar
no jardim da existência, e das janelas
nós a víssemos, e
assim Esperança sem querelas Renascessem dentro em
mim...
Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, 14/05/2005

11- Recado
de Uma Sábia Natália Vale
Não sei de que gaiola fugiu, Mas um lindo
trinar se ouviu, Quando a janela de meu quarto se abriu...
Lá estava
um Sábia, Trazendo um recado de meu amor, Que bem longe está, Para
consolar minha dor...
A saudade colmatei, Quando aquele lindo sabiá
olhei, De penas brilhantes como rubi, Lindo como nunca vi...
Ele é
a minha esperança, De mandar o meu recado, Para um tão longínquo
namorado Que um dia hei-de rever, Num Paraíso lindo E coberto de
Sábias Que tal como aquele Que na minha janela trinou Sempre vem trazer
lembranças De alguém que a gente muito
amou...
Portugal 16/09/2005

12- Papagaio Cinza Fatyly
Eu tinha um papagaio que voava
livremente cinzento e encarnado falava docemente!
Repetia tudo o
que ouvia até asneiras da garotada mas junto de mim sabia encontrar o
que gostava!
Dormia na goiabeira seu local preferido arranjou
companheira no quintal fizeram ninho!
Oh Louro meu belo
louro morrestes de velhinho ainda oiço o teu assobio quando querias
carinho!
Pássaro da minha terra de plumagens brilhantes hoje presos
em gaiola oiço assobios gritantes!
A cadonga negócio sujo tiram o
belo da natureza este papagaio fica louco preso, perde a sua
beleza.
16/09/2005
O Tiê-Fogo
("...Pois meu amor tem um
pouquinho disso tudo...e tem na boca a côr das penas do tiê... Quando
ele canta os passarinhos ficam mudos... Sabe quem é o meu amor? Elé é
você VOOCÊ.. VOOOOOCÊ... "
Trecho de "Penas do Tiê" gravação de
Nara Leão/Fagner)

13- Pássaro Que Encanta Maurício
Santanelli
Em alguns momentos na vida A gente se sente assim como
se tivesse sido encantado...
Quando numa árvore eu vi a cantar... essa
pequenina ave rubro-colorida... Foi um destes raros momentos pra mim... Em
que minh' alma sentiu-se enternecida
Pois pelo encantamento
sentido Pelo inefável prazer desfrutado... Não há como ele ser esquecido
Aquele momento jamais será olvidado!

14- UM DIVINO
CORAL! Bernardino Matos.
Sempre me fascinaram os passarinhos, eles
são ao mesmo tempo fortes e frágeis, apaixonados, sempre ficam
juntinhos, cuidam dos seus filhotese nisso são ágeis.
Sempre me
ocorreu pele beleza das cores, que fossem pinceladas de Deus, retoques, em
sua belíssima obra como as flores, uma decoração com lindos
enfoques.
De todos os pássaros o Sabiá se destaca, por sua elegância e
por seu belo canto, uma melodia,que nossa emoção acata, seu olhar
romântico, quase um pranto.
Certa vez, num apartamento, criava, trinta
e seis pássaros, era uma sinfônica, cada manhã eu agradecia a Deus,
sonhava, fazia uma brinde à vida, o amor era a tônica.
O Sabiá era o
maestro, a Canário o violino, o Corrupião cuidava da harmonia, o
Cardeal controlava os semitons, o Gola entoava o hino, o Assum Preto,
quando alegre, entrava no ritual.
Deus, quanta sabedoria, numa obra
fenomenal, as cores, os cantos, os trinados, a própria fragilidade, quando
na palma da mão , afastavam todo mal, vinha aquela calmaria, soprada pela
amabilidade.
Sempre enfrentei o dilema entre mantê-los engaiolados, e
deles cuidar, dando-lhes um lar, proteção, amor,carinho, ou deixá-los ,
soltos, livres, para enfrentarem desarmados, temporais, frios, secas,
intempéries, às vezes sem ninho.
Em momentos de tristeza , de apreensão,
de amargura, crio um cenário apropriado, decorado, só meu, me sinto no
meio das árvores, respiro só ternura, encho de pássaros, ouço o Sabiá, a
Patativa e o Sofreu.
Me transporto para um mundo de bondade e de
paz, "deixo a vida me levar", junto com a humanidade, se chove, se venta,
se faz frio, ou calor, tanto faz, gostaria de eternizar esse cenário, com a
face da bondade.
Meu pensamento acompanha do pássaro o vôo, fica
livre, transparente, criativo, emocional, e um hino de felicidade ao universo
eu entôo, sejamos como os pássaros, façamos da vida um
coral.
Fortaleza, 16 de setembro de 2005.

15- Vem, te Quero
Sabiá Regina Bertoccelli
Quero teu vôo na minha janela O teu canto
ao amanhecer, no meu jardim a enfeitar Tua presença alegra os meus
dias quando junto com o sol você chega Teu canto irradia uma paz que
aquieta meu coração Vem, doce pássaro, aqui te espero todos os dias,
sempre em um novo porvir Maravilhosa natureza que me presenteia com o seu
canto, com a sua dança quando batendo suas asas se despede de
mim... Vem, meu doce sabiá, alimentar a minh'alma com seus
sons maviosos e encantar meu coração
SP/Capital_16/09/05

16- A
que vens? GarimpandoTernura
A que vens tu alegre
cantante? Ornamentar os tons deste dia? Sinto a vida parar um
instante, Adormecer ao som da melodia.
Bela patativa em visita
gentil, Saltitante ao roçar coqueirais, Minúsculo ponto no céu de
anil, Entoa gorjeios como madrigais.
Calou-se, emudeceu
bem-te-vi, Extasiou-se e calou seu cantar. A Natureza desabrocha e
sorri, Brisa beijando patativa a trinar.
Desse teu canto delicado e
mavioso, Quisera ser eu passarinho aprendiz, Em rica plumagem sentir-me
formoso, Espalhando nos ares meu gorjeio feliz.

17- Beija-Flor Rosângela do Valle Dias
Beija-Flor! Pássaro
livre e veloz! Quem dera eu pudesse colocar na Bandeira do
Brasil, perto do azul anil, junto ao verde das grandes matas, sua
imagem maravilhosa beijando uma branca rosa....
Ao tremular das
Bandeiras, em todas as fronteiras, seu beijo se arremessaria e a todos
alcançaria, para entregar de coração, com toda a emoção , o nosso amor
pela paz!
Se você, beija-flor , na bandeira
estivesse, percorreria léguas em vôos certos, nos continentes, mares e
desertos, murmuraria até em regato, longe ou perto
e, decerto, alcançaria com seu beijo, longe do pantanal da
hipocrisia, sem ganância, sem poder, sem heresia, a todos os povos com
alegria.
Voa Beija-Flor! Voa longe, voa além, leve mesmo sem
bandeira, atravessando toda fronteira com seu vôo, com seu beijo, todo
o amor verdadeiro do povo Brasileiro.
BH/MG

18- Pássaro Encantado Machado de Carlos
Amanhã verei a menina
bonita?! - Vem minha sabiá, dê-me tua coragem Liberta-me. Seguiremos
viagem... Até quando pagarei esta vindita?
Preciso tanto de tuas
asas benditas Vencerei esta neve. Chegarei à margem Meu pranto agora se
fez mensagem Até quando esta provação prescrita?
Como criança choro
pelo teu amor Como a planta clama ao sol pela cor. - Não sei voar por
esta noite calma.
Fito a tua foto, aumenta a solidão Lembro os
tempos azuis - Dói coração! - Volte, pássaro. Meu encanto. Minha Alma!...
http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=204

19- O
Gorjeio do Rouxinol João Carlos (Rother) Sussurram as águas do rio
melancólico As estrelas protegem-se do sol Escuta-se apenas o vento
eólico E do gorjeio do rouxinol Sentado no meio de tanta
beleza Escutando linda sinfonia em si bemol Do mundo harmonioso da
natureza E do gorjeio do rouxinol O vento entre as arvores
solfeja Até o rastejar harmônico do caracol Com a lírica musica que a
arvore boceja E do gorjeio do rouxinol Mas uma nota grave do
vento Desprende uma pétala do girassol Que pousa no chão, mas esse
evento, Faz parar o gorjeio do rouxinol Eu abro os olhos e
desperto Do sonho, com pesar afasto o lençol, Volto à vida citadina
rodeado de concreto Substituindo o gorjeio do rouxinol.
www.poetarebelde.com

20- Passarinhos Maria Mercedes Paiva
Nascem em plumas os
mensageiros de encantos! ...Tão meiguinhos... pousam nos frágeis
raminhos e alegrinhos entoam seus cantos, muito maiores que eles! Os
olhinhos são só dois pontinhos... Luzindo!!... luzindo!!... Sorrindo para
a vida!!... Sorrindo!!... Só rindo!... Só rindo!...

21- O Melro Maria Isabel Galveias_Lylybety
O melro é do bom
horticultor Amigo serviçal, desinteressado pois leva todo o dia
atarefado Comendo o verme mau devorador! Mas ha quem veja nele um
malfeitor E queira vê-lo preso, engaiolado, Talvez por ignorar que esta
errado " Cortar" as asas a um bom servidor! Prender ou matar a
passarada E crime que se paga no momento De ver a horta em fúria
devorada! As pragas não descansam um momento Se não houver quem mate a
bicharada A esperança dará lugar ao sofrimento!

22- Quem me dera... Graça Ribeiro
Quem me dera ser um
passarinho desses que vivem soltos na vida sem gaiolas,sem
desilusões
Passarinho que beija as flores que pousa aqui e
acolá sem medo de se machucar
Passarinho que acorda com o sol pra
festejar o novo dia como girassol
Passarinho que só cantasse a
paz como fazem as crianças que brincam na areia da praia
Passarinho
que distribuisse amor carregando na ponta do bico uma oração do Nosso
Senhor
"A minha paz voz dou vos deixo a minha paz"
Quem me
dera ser passarinho mas sou poeta, vôo na poesia.

23- Poeta é quase passarinho Armando Sousa
Passarinhos é um
enlevo velos criar sua casinha Como pensam como os seus filhinhos
criar Fazem o ninho fio a fio, fragua a fraguinha Ali um casal de amor
fazem as ovinhas chocar Como o poeta amam a flor, do néctar fazem a
mesa Alegres cabriolando, cantando no giro de seu voar Voam longe, voam
alto com tanta graça e destreza Depois quando nos ramo a dar bicada, amar,
galar Beleza é na primavera quando chegam as andorinhas A mim me
comove, sou um imigrante como elas são voltas e reviravoltas que elas dão,
lembram as minhas Assim todos os passarinhos entram fundo no
coração O poeta também canta voa, sobe com seu pensamento Sobe nuvens
e luar, e vai com os planetas jogar xadrez Ademir-a o altíssimo olho, muito
alem no firmamento Poeta morre a admirar quem tanta magia de beleza
fez Aqui neste país frio, tantos pássaros lindos vem visitar De todos
as cores, mas cantar romântico é o do canário Residentes, pica pau, cardeal e
o gaio não beleza sem par Rouxinol, alegria da parreira, é poeta popular, o
fadário Se nasce-se passarinho cultivaria cultivava muitas flores
Insectos dava-os a meus filhinhos e também seu néctar com alegria pousava
nas janelas cantando para os amores escreveria versos ao vento, e como
passarinhos ia beijar armando.sousa@sympatico.ca

24- Ahhh!!!
Sabiá!!!! Thais S Francisco_"beijaflor"
Sabiá, Sabiá, você sabia
tudo o que eu sentia, da dor que me consumia, o amor descompassado, sem
ser correspondido.. Você sabia, Sabiá...
Você sabia, Sabiá, e
cantava em minha janela, para acalmar meu coração, que dorido, quase
desistindo de pulsar, para não mais chorar, a dor da
desilusão..
Agora sei, que você sabia, sabiá, pois insistia em
cantar, para alegrar minh'alma triste, que de dor, se recolhia, e no
silêncio se escondia...
Ahhh, Sabiá.... você sabia, que de amor eu
carecia, você cantava e insistia, me fazendo alçar vôo, cruzando céus
e mares, distâncias que se faziam infindas, quase me deixando
esmorecer, mas você, Sabiá, sabia e insitia, e a mim acompanhava, com
seu canto a me inspirar..
Me fez encontrar um Mágico Jardim, onde as
flores lindas, puras e plenas em mel, me dariam o néctar da vida, me fazendo
acreditar que, viver, ainda valia tentar..
Entre as flores deste
Mágico Jardim, borboletas e bem-te-vis, farfalharam suas asas junto as
minhas de beija-flor, que, pouco a pouco, sorvendo o néctar da vida, fui
beijando cada flor, com gratidão, deixando meu carinho, em cada
coração, entendendo agora, o que você, Sabiá, queria me dizer com seu
cantar,
- "Quando um Amor se vai, um outro poderá
chegar!.."
18/09/05 ts.francisco@uol.com.br www.simplesmentebeijaflor.com

25- Aves do meu sítio Laura B. Martins
Eu não tenho sabiá
nesta bela terra minha. O que tenho é um pintassilgo de manhã, melro à
tardinha. Amarelo-afogueado, a cantar, oiço um canário. À tarde,
encanta-me o melro negro aos saltos, p'lo contrário.
Respingam os
verdilhões; fazem tamanho banzé que eu fico meia tontinha. Daqui nem arredo o
pé! No chorão, a pardalada faz um barulho maluco. E, talvez pra destoar
posso, ao longe, ouvir um cuco.
A monocórdica poupa, incomoda toda a
gente; mas, o arrulhar dos pombos, já me deixa mais contente. Lá pelas
seis da manhã, inda tentando dormir,
oiço um piado mais longo. A quem o
atribuir? No emaranhado dos ramos, tem ave que ninguém viu; mas, todo o
mundo acordou, por causa daquele piiiiiuuuuu...!
18/09/2005 Soc. Port.
Autores n.º 20958 http://laurabmartins03.blogs.sapo.pt

26-O Piar do Pardalinho Maria da Fonseca A esta hora da
tarde, Como pias pardalinho! Bem te vi hoje brincar Na água do
regatinho. Já voas todo ligeiro, E somes entre a folhagem Da
árvore mais copada, Desta tão linda paisagem. E voltas com
alegria, No meio dos teus iguais, A pousar neste telhado, Junto com
outros pardais. Do belo Sol derradeiro, Sentes ainda o calor. Em
conjunto com teu bando, Chilreias cheio de ardor. Na árvore que é teu
abrigo, Com centenas te recolhes. Pardal da minha afeição, Singelo
viver tu escolhes! Amanhã não te verei, Entre muitos te perdi, Mas
ouvirei outro pio, Pensando que vem de
ti. http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004

27- Minha
Sabiá "Maria Anjinha"
Ah! minha Sabiá voei para bem longe, fui
cantar lá pros lado de lá para encantar meu amor com o meu
cantar.
Fui cantar perto de você, para te fazer feliz, e tirar toda
a dor da saudade. Deste lugar tão distante e que tanta dor nos
traz.
Ah!!! Sabiá!!! Vou sair voando, por esse mundo afora chegarei
até ao Mágico Jardim, ficarei encondido nas flores do Jardim para
encontrar a minha Sabiá, e lá poderei entoar o meu cantar para minha
Sabiá!!!
"Pra quando meu amor chegar, elevar nosso vôo, e ir para bem
longe daqui..."
http://www.recantodossonhos.com/ Araruama_RJ

28- O canto dos
pássaros Thereza Mattos
Cantam pássaros nas selvas despertando a
madrugada felinos deitados nas relvas amamentam sua crias outros
procuram alimentos nas matas pelo orvalho molhadas...
Lindas aves
emplumadas araras de todas as cores voam enfeitando o céu lindos
jardins em flores trepadeiras enfeitam as árvores é o som puro da
natureza que sempre está em festa premiando com toda beleza a paz e a
luz da
floresta!...
http://planeta.terra.com.br/arte/magiaepoesia

29- Um
Olhar de Gratidão Marise Ribeiro O que será que ela pensa quando
me olha assim? Será que vai me ferir ou apenas cuidar de mim? O
que será esse olhar? Frio como as montanhas nevadas? Ou esse olhar é
ternura como o calor do abraçar? - Sou uma ave cansada pois trago
a asa quebrada, mas ainda posso cantar durante o seu
despertar. Então o olhar lacrimejou, ela agarrou-me com
jeito, colocou-me junto ao peito e com a voz terna falou: - Venha
minha ave alquebrada voar em busca do amor pois seu cantar
mavioso aplacará nossa dor.
20/04/05

30- Primavera, estação
beija-flor Sueli do Espirito Santo
Primavera, estação beija-flor no
jardim, natureza já florida a bela flor mostrando sua cor ao beija-flor
toda oferecida
Livre e solto, no jardim a voar se exibindo como num
bailado feliz, finalmente a flor vai beijar e por ela sentir-se
encantado
Em sonhos, poeta flor queria ser por esse lindo pássaro ser
beijada seduzi-lo até o amor crescer
Na estação beija-flor, sempre
florescer na primavera sua especial amada versos de amor a ele
oferecer...
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

31- Canto
do Sabiá Vilma Oliveira
Chove... Faz muito frio lá fora... Na
gota d'água que cai Molha todas as calçadas Molha meus sonhos
também Nas ruas desertas e alagadas No transeunte que passa Numa só
pressa vão e vêm... Com o coração congelado Como pedra de um
passado Nas cordas de um violão Ouve-se mais uma canção No canto alegre
que ressoa Do meu sabiá.Canta uma pessoa!
Chove... Nos rios,
florestas e mares, Chove dentro das pessoas Que sorri apenas por
fora... Por dentro, faz força, mas chora! Chora com medo da chuva Dos
relâmpagos e dos trovões Chora com medo da noite Da escuridão e das
visões Chora por não ter um amigo Muito mais do que um hino Que toque
todas as canções Cante como o sabiá as emoções Deite-se no véu da
noite... No orvalho da manhã se levante Sem medos e apenas cante!

32- Sabiá Pilar Casagrande
Sabiá Que voou tão alto, Que
fugiu do asfalto E se feriu no salto;
Sabiá Que ficou ferido Na
emoção da vida Que o deixou descrido;
Sabiá Que cantou um
dia Sobre a fantasia Da esperança fria;
Sabiá Que rompeu a
grade Da infelicidade Pela mocidade;
Sabiá Que já foi
domado E perdeu na estrada O canto sonhado;
Sabiá Que plantou no
peito Tanto amor perfeito Tanto amor sem jeito;
Sabiá Como eu
gostaria De ouvir um dia Tua melodia

33- Poeta
Passarinho gina
Sou poeta passarinho não corte as minhas
asas nem me impeças de voar abra a porta da gaiola liberta-me do
cativeiro pois é triste o meu cantar...
Minha gaiola é de ouro e
nela morro aos pouquinhos meu viver é de agonia uma eterna
nostalgia doloroso suspirar anseios de liberdade!
Sou poeta
passarinho meus versos são meu cantar não me faças prisioneiro deixa eu
seguir meu caminho... Como pássaro cativo eu já não posso
sonhar!
Um poeta passarinho é eterno viajeiro que carece de
voar ainda que eu vá pra longe busque novos horizontes um dia eu vou
voltar!
19 de setembro de 2005 Rio de Janeiro

34- A coruja e
os passarinhos... Regina Ribeiro
Ah... se as minhas corujinhas fossem
passarinhos.... Aí não haveria beleza maior neste mundo de Deus... Ainda
bem que elas não são, assim tenho mais aves para amar. Meu coração é
grande, amo a todas, não importa sua classificação. Quero ver as aves
alegres e livres, livres, sempre livres. Meu coração fica aflito quando vejo
aves aprisionadas. Minha alma sangra porque sei que elas não mais
voarão... E, quando eu me fôr para não mais voltar, vou precisar de todas
elas para eternamente voar...
www.corujando.com.br

35-
Passarinhos... zuleika
Passarinho é alegria Que o Céu mandou prá
terra Prá enfeitar a luz do dia Na revoada mais sincera...
No
canto da passarada Sempre tem felicidade Grita alto a maritaca Rolinha
pia saudade...
Bem-te-ví, muito educado Cumprimenta o sol e o
vento Pardal mais aprecia Do sabiá o canto - lamento...
Papagaio é
falador... O homem quer imitar Já o cisne, quanta dor! Só na morte
solta o cantar...
Passarinhos , Passarinhos ! Canta prá gente
sonhar... Para um coração sem amor Outro coração sem demora,
encontrar...
JF/MG/2005

36- Asas da Liberdade Tânia Ailene
As vezes me pego a olhar
os pássaros, brincando na ingenuidade de aves soltas, que voam para onde
bem querem. Indo em uma flor, ou jogando sementes pelo jardim. Tomando
banho na piscina, sem nem ao menos pedir licença. Uma irreverência que
encanta, todos os cantos, cores mil, beleza simples e singela. Eles
tem o curso da vida em suas asas. Ficam em bando às vezes por
proteção, outras por simples brincadeira. Voam de flor em flor, como se
o néctar delas tirado, fosse o alimento do amor. Asas coloridas, canto
de bem querer. Liberdade conquistada, sempre ao amanhecer...
Rio de
Janeiro_19/09/2005

37- Meu beija-flor faffi...
Voa meu passarinho Procure
outro ninho Procure outro amor Aproveite que Deus te deu asas para
poder se apoiar e não precisar só no chão ficar Voe ,experimente o
néctar de cada flor... Se não tiver com quem repartir, espalhe pelo
mundo, para que todos possam se servir do mel do amor. Voa , meu
beija-flor, procure um outro cantinho, leve pra longe essa mágoa não
existe pássaro no mundo que possa valorizar esse amor . Voa, siga o seu
destino, prometo não chorar... Deixe em mim somente o perfume da flor
que você sugar.

38- Como Um Pássaro Maria Thereza Neves
nas
asas dos murmúrios e sussurros nas nuvens da leveza e ternura onde ninguém
lembrou de plantar rosas entre estrelas quero a lua toda pura , sem vendas
onde a miragem desvanece alheia aos mares que descobre
no vôo dos
devaneios no silêncio dos cristais ao alcance das mãos , os versos que
vão fugindo no ar na música urdida no útero aceso nos sonhos atentos
aos desalentos
quero o sossego no âmago da alma ir de encontro a
verdade alva caminhar entre brisas da natureza calma que exala a cada
instante no grito que ecoa no centro azul do espaço no canto da noite
densa que dança
onde canta um pássaro nas trevas balança a vela branca
da alma trêmula no silêncio sem fronteiras a espera , quase presença da
mão de puro mistério que me levará sonhando para além deste
horizonte
na poesia , extrato que jorra da alma paisagem
da música que transpõe o corpo mostrando a vida que anda
passando escorrendo em estado de lágrima derretida os poemas esgarçados
que no peito agitam expulsando de mim essa imensidão que sempre
deito.
JF/MG-15/09/05-12h

39- O Canto do Sabiá Tarcísio R.
Costa
No meu sertão, lá para as bandas das serranias, eu ouvia, no
entardecer, o canto sabiá...
Era um canto mavioso, que o meu
coração enternecia. Seu eu pudesse, com certeza, teria Perto de mim, um
sabiá...
Sempre volto ao meu sertão, Lá tomo os meus banhos de
rio, Onde se banha o mulherio, Ouvindo o sabiá...
Este ano, quando
eu estiver lá, Nos momentos de nostalgia Do canto do sabiá, Vou
escrever para o meu amor Uma saudosa poesia...
Tenho saudade do meu
sertão, Todo o meu passado ficou lá, Hoje permanece comigo, A saudosa
lembrança Do canto do sabiá.

40- Poetas e Passarinhos... M.
Lourdes Brecailo
O chulriar dos pássaros ecoam... Chegam doces aos
nossos ouvidos... Como os versos que decantam os poetas... Tocam o âmago
do nosso coração.
A cada nota que se ouve... É um verso que nos
traz... A ebolição da alma... Ou a suavidade da paz.
Pássaros...
poetas... Cantos... versos... Riquezas da natureza... Bençãos a nos
afagar.

41- Ninho de Amor Margaret Pelicano
No ninho sobre o pinheiro, do
lado de minha janela, iam e vinham o casal de passarinhos trazendo aos
filhotes esfomeados o alimento.
O meu olhar, de carinho sedento,
chorava, saudoso também de alimento e ninho, Cada lágrima era uma pétala
desse imenso amor
depositado aos pés dele; Lágrimas que não caiam ao
chão e aguavam minha a solidão que até hoje, aguarda carinhos e beijos desse
passarinho.
Que o seu vôo sem pouso certo encontre o caminho de volta
aos meus braços e bem de mansinho, eu o aguardarei com ternura a todo
momento aqui no meu regaço!
Se toda a natureza tem em seu nascimento a
rotina e é um círculo que nunca se fecha, que Cupido fleche para mim seu
coração virginal.
Que voltemos a ter nosso ninho de amor, bebendo do
pólen açucarado da flor todo o amor que possamos curtir,
afinal.
Brasília - 20/09/2005

42- Pássaro Sem Vida Lara Cardoso De galho
em galho, asas abertas, penas disformes à procura olhos
vigilantes, felicidade incerta... traços em uma caricatura, esgar
deselegante. Um pássaro totalmente livre, preso nas garras do
destino. olhar atento, sem saber se vive ou, se a vida, em total
desatino seja apenas mero alento A alma sobrevoa céus, corpo viaja
em queda, sonho que esmorece... olhos que se adornam de véus; o coração
seda a vida que adormece. Em seu cantar deixa no ar um triste
hino voa sem prumo procurando em seu voar o verdadeiro destino e
segue seu rumo...

43- Colibri Maria
Petronilho
"Colibri
Esmeralda Embriagada No côncavo De
uma rosa"
(ao ver um documentário que muito me emocionou)

44- Pia, pia o passarinho Ilona Bastos Pia, pia o
passarinho O pardal e o rouxinol Piam c’o nascer do sol Piam cedo, de
mansinho E o poeta, que madruga Acordado p’lo piar Cria versos, a
cantar Bela rima que conjuga Pia, pia o passarinho Suas penas tão
sedosas Amarelas, radiosas Deslumbrante, o canarinho Inspirada
poesia Pena o poeta a compor Em lindas faces, rubor Causará sua
ousadia Pia, pia o passarinho Pelo jardim a voar Com as rosas quer
falar E cheirar o rosmaninho O poeta ali passeia Com a sua
namorada Vão juntinhos, de mão dada De amor sua alma cheia Pia,
pia o passarinho Em trinados maviosos Gorjeios maravilhosos Que inundam
o caminho Seguem bem enamorados O poeta e a mocinha O parzinho
assim caminha Tão felizes e abraçados Pia, pia o passarinho Seu
hino à Felicidade Mas se lhe bate a Saudade Piando, voa pr’ó
ninho. Lisboa, 20 de Setembro de
2005 http://geocities.yahoo.com.br/ibbaptista

45-AVE! Edmundo
Colen
Asas partidas não voa mais. Seu cantar tornou-se
silêncio.
Ave!
Penas que lhe impuseram sobre pele firme e
ossos frágeis.
Ave!
Agora pode sonhar.

46- Pássaro Livre Célia Jardim Viajo por entre as
nuvens, preciso de um lugar pra repousar, se aqui vivo sem ninho, na
imensidão encontro meu lugar... Não nasci para viver num cativeiro, sou
livre posso voar, as asas da minha imaginação, ninguém pode
cortar... Sou canário cantador, canto, a decantar o amor, da vida quero
todo encanto, assim como ama um beija-flor... Ninguém pode me fazer
calar, nem impedir de voar, sou assim, livre, sem dono, em pensamentos
me abandono... Sou aquele passarinho, que não desiste de encontrar seu
ninho, e se aqui tudo é prisão, meu vôo é libertação... Rasgo o céu,
cortando espaço, sinto falta do seu abraço, se aqui não posso te
tocar, entre estrelas posso te amar...

47- Bajo el abrigo de un
sueño Noris Roberts
Volando en la suave brisa se les oía
cantar en las espigadas ramas del naranjal. Abrigaban un sueño que día
a día edificarían bajo
un cielo de alegría. Sus alas se movían
construyendo sus fantasías.
Todo era fiesta y algarabía y así poco a
poco su nido construían con hilos bañados de sol bajo el verso inacabado
de una flor. Los pequeños forjadores lo hacían con dedicación Unísono
coro se les oía entonar con la melodía de los que saben amar... más, yo
observando con curiosidad y sorpresa me decía qué sabia es la
naturaleza. El momento se aproximaba
Despertó alegre la mañana. El
fruto de ese amor cuelga hoy en los acordes de su corazón luz de
farol.

48- Borboleta da Ilusão Eda Carneiro da Rocha
Como
borboleta esvoaçante, vieste a mim, voando, pedindo, me
afagando, me enamorando!.. Cedi ao teu encanto, me
apaixonei, me entreguei te amei!.. Espaço volátil para bater
nossas asas, de encontro ao peito sereno, repleto de amor!.. Tanto
amor que me extasiei, com teu ruflar, tão
perto, querido, vindo, chegado, compartilhado!.. Não mais
solidão, não mais tristezas. Adeus à ilusão de ser
triste!.. Agora a certeza da alegria de teus braços a minha
volta. No aconchego abri a porta da minha vida pra
receber-te, Borboleta
querida!..
Araruama/RJ www.albumpoeticoeda.com.br

49- Canta
passarinho... Naidaterra
Canta passarinho... que esse teu cantar
me encanta. Faça-me viajar nesta melodia e te alcançar... Canta
passarinho...não pare... não canse... estou quase lá, sinto o cheiro das
folhas verdes, galho alto quase no topo a sustentar seu pequeno corpo,
num vai e vem de um vento suave a ouvir também esse teu canto
virtuoso. Canta passarinho... tens o mundo a contemplar e eu poetisa
que sou... liberdade de envolver-me nesse teu cantar que me inspira
a transformar cada nota sua, em alimento para meu poetar. Canta
passarinho!
22/09/05 lindamestra@terra.com.br

50- Meu
Beija-Flor Raquel Caminha Amo beija-flor, seu canto me seduz, seu
vôo rasante a procura de uma flor para seu néctar sorver, sempre me
deixava encantada. Ele tinha costume de vir cantar em minha janela, só
para eu vê-lo. São muitas as recordações do meu querido
beija-flor. Minhas manhãs eram mais coloridas, a nossa amizade era sólida,
ele chegava à minha janela batia com o bico fino como quem
diz, acorda menina, abre os olhos chegou a linda primavera. Tinha
manhã que eu abria a janela com olhar triste, ele percebia começar a voar,
cantava alto, fazendo aquele vôo rasante, para me fazer feliz, e me
chamar atenção. Não sossegava enquanto eu não sorrisse com o
coração. Toda minha vida eu sempre dei-me bem com qualquer espécie de
animais, eu podia ter essa mordomia, pois sempre morei em casa, tinha 30
gaiolas e seis cachorros era uma festa de latidos e cantos variados, eu
era feliz e não sabia.
ternura@secrel.com.br Fortaleza, 24 de
setembro de 2005_00:18hs

51- Poeta/passarinho Faiçal
Sou poeta-
passarinho Asas longas em cadência Faço dos versos, meu ninho das
letras , irreverência A inspiração, liberta Faz do espaço,
papel Desenho-me um poeta No azul contraste do Céu Nessa revoada,
canto A liberdade que sinto Faço sorriso, do pranto Sou muito feliz,
não minto! Quero ter sim, liberdade Como “pássaro espaço” criando
rimas de saudade guardando o céu num abraço.
Araxá-23/09/05
faicaltannus@terra.com.br

52- Poetas e Passarinhos Abilio Terra
Junior a lua metade preta dá meio sorriso o traseiro da
princesa encontra-se a meio caminho o comprador de lâmpadas
de Aladim (afim) pisca um olho pra aia na praia do
mar sem fim ela cuida do seu pássaro notas sobrecutâneas
cheiram a roubo escrevo perto do sol e sinto
inspiração mas à meia luz solto lavas
labaredas escorracho os rebentos que não estejam
atentos tropeço no sobrenome que saltou sobre o nome na
alcova vazia dedinhos dedões serões o disco se diz amigo
e leva muitos consigo eu rio de tanta pena levada pelo
redemoinho e penso que minha pena acaba por ser
amena Belo Horizonte 24/09/2005

53- Harmonia Luís Carlos
Bello Araújo
Porque me falas De tão abissais mundos? Talvez seja o
cantar da cotovia Numa melodia Que trespassa o coração.
Canta, se
assim o queres Canta teus males, Porque o bem vem a seguir. Continua
emitindo sons.
Sons não de uma campainha, Mas de algo
vibrante: Pautas soltas de um coração, Coração pulsante, porque
humano.
Se o coração fosse a harmonia O ritmo estudado, Não haveria
contendas, Guerras sangrentas e males consentidos.
Infernos
consentidos, não obrigado! Oiçam a cotovia Ou até o rouxinol Que
encanta, demove nossa má-fé.
Algueirão, 25 de Setembro de 2005

54- Meu sabiá Cel (Cecília Carvalho)
Ah meu sabiá tanta
saudade me faz quando estufava o peito e todo feliz soltava o gorjeio a
querer me ancantar ... Ah meu sabiá saudade invade meu peito do tempo
que ainda criança me enchia de esperança sonhando te ouvindo cantar
... Minha casa pequenina lá no alto da colina cercada por
roseirais hoje já não sei se existe por isto me sinto tão triste seu
canto não ouço mais ... Ah meu sabiá vem matar minha saudade vem até
minha varanda quero te ouvir cantar ...
*** Labirintos da Alma
***

55- Homem/Asas Tadeu Terra
Nas asas do tempo, tombam os
pássaros na fúria do homem.
No ar, Plumas e cores aves em
aviso inundam espaço.
Teu canto, teu vôo. Teus
movimentos, tornam-se plástico.
Flutua o Poeta dormem os
pássaros.
Ave escassa, ave perdida, ninhos no chão.
Canto ao
canto. Homens alados, asas e sonhos, sonata do vento. Voar em
si.

56- O canto mágico Luiza Helena Guglielmelli Viglioni
Terra
Passarinho multicor que canta no jardim em flor com sua
doce melodia suaviza minha dor.
Todas manhãs o vejo beijar a flor
vermelha e em seguida batento o bico na minha janela me saúda com
alegria.
Voa passarinho...voa... vai alegre despertar a rosa
bela que adormecida está.

57- Sua Majestade... o sabiá! Maria José
Caminha da Frota Masé Frota
Tudo despertara azul naquele dia, numa
manhã de aragem fresca, digo quase fria, em despedida do outono,anunciando
a primavera. Faz tempo mas, lembro-me bem em meio à natureza exalava
o perfume orvalhado das àrvores floradas, misturadas ao cheiro que
rescendia da terra úmida ao amanhecer o dia. Pensando bem... quem
diria que aquela beleza despertasse em mim este desejo de expressar em
palavras se não fosse,a lembrança que tenho do canto do
sabiá. Canto mavioso, ouvia-se deveras longe
...disputando...com parceiros, a glória em trepidar a demora do tempo, à
ser guerreiro no seu modo de cantar. Sei que minhas
lembranças igualam à sua ,em tempo estudantil,com certeza lembrará ...já
dizia versejando o Célebre Poeta GONÇALVES DIAS... “minha terra tem
palmeiras onde canta o sabiá, as aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como
lá”. Não se pode deixar por menos, inspirações mil,de poetas e
escritores famosos à respeito do sabiá, onde O NOSSO GRANDE JORGE AMADO
, manisfestou integral apoio para que o Sabiá fosse solenemente
consagrado definitivamente como Ave Oficial do BRASIL.! Rio de
Janeiro/RJ 28 de setembro de 2005

58- No canto do passarinho Regina Sant'Anna
Na minha casa
tem um jardim de verdes folhas e rosas carmim
Nele, a vida brota em
muitas flores multiplicadas por ágeis beija-flores
Suaves, entre as
formas perfumosas, esvoaçam borboletas formosas
Tem água fresca de
fonte cristalina refletindo o sol que a ilumina
Nele, o ar é leve
brisa constante com o cheiro da natureza vibrante
Tem árvore abrigando
um ninho onde vive um pequeno passarinho,
Bem pertinho do canteiro da
varanda, onde minha rede, ritmada, balança
Onde pouso em sonhos
secretos transformados em versos concretos
Ele canta com tanta
maestria que inunda minha casa de alegria
Com seu canto voa meu
pensamento, Voa livre, voa feito folha ao vento
No canto do
passarinho a vida desperta é recriada na minha alma de poeta.

59-
Passarinhando as horas *Emiele*
Canta. Canta lindo passarinho do
fundo do meu pomar, vem no meu coração fazer ninho, pois me alegra o seu
cantar. Vem chegando de mansinho, e traga em cada raminho perfumes de
além do mar... Lá está o meu benzinho, com quem passo horas a
sonhar. Depois de pronto seu ninho enquanto está quieto a chocar, canta
suave melodia, pra que eu possa junto entoar. Ao nascerem os
filhotinhos cuide deles com carinho no seu breve alimentar. E depois de
prontos pra vida, ensine-os direito a voar, e leve ao meu
benzinho, este meu passarinhar... Pois quero que ele saiba como passo
as horas, feliz, por ele a esperar.
Belo Horizonte - 28/09/2005 -
17:00 hs emielehorta@terra.com.br

60- Amanheceu o
dia... Andréia Cristina Guadagnin
Chegaram pardais, chegaram
rolinhas. Em minha janela vieram cantar Envergonhado chegou o
sábia Para ainda mais embelezar Contemplar o novo dia Que desponta
no horizonte Alados voam ligeirinhos Dando piruetas pelo ar Voam
livres passarinhos Felizes a nos encantar São pássaros melodiosos Que
enfeitam o céu, a terra o
ar.
supermil@!brfocus.com.br www.andreiacristinaguadagnin.prosaeverso.net

61-
Meu Poeta Pardal Jade Dantas
Suave e leve, como a brisa, a poesia,
a melodia, o meu pardal me atraiu da apatia de sombras impostas pela
vida, um belo dia.
Rendida, aos passes da magia enluarada do meu
encantador pardal, voei em seu canto. Galguei caminhos de
nuvens, bailei entre estrelas. Delírios de ousadia.
Hoje,
solitária ave de canto triste, distante do pardal mágico, meu poeta de
doces melodias, distraio meu destino e iludo minha razão, a esperar,
cantando em versos, este desejo sem explicação, da volta do meu
pardal.
Recife, 29 de setembro de
2005. http://arabesquedesonhos.blogspot.com

62- Azulão Priscila de
Loureiro Coelho
Ouço teu canto sereno Pequeno concerto frugal Teu
cantar dócil e ameno Alegra, de manhã, o meu quintal O dia é bem
recebido Na melodia que me chega aqui Parece um salmo conhecido Que
desde a minha infância eu ouvi Na sonoridade que de ti provém Existe
o leve tom de uma saudade Quem sabe deixaste o teu grande bem Quando
perdeste tua liberdade! Chego a sentir-me culpada Em reter-te no
viveiro Mas como tu, estou aprisionada Pois o teu canto é meu
cativeiro...




 ©
Copyright 2005
Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados
aos autores ®. Não
pode ser utilizado sem permissão.

|