Esta ciranda é uma homenagem ao Poeta Castro Alves
Aos quatorze dias do mês de março, no ano de 1847, nasceu Antônio de CASTRO ALVES, na fazenda Cabaceiras, a sete léguas da vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves. Era filho do Dr. Antônio José Alves e D. Clélia Brasília da Silva Castro. Passou a infância no sertão natal, e em 1854 iniciou os estudos na capital baiana. Castro Alves era um apaixonado pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa, e acima de todas, a campanha contra a escravidão. Faleceu aos 24 anos, na Bahia, a 6 de Julho de 1871.

Aves de Arribação
Castro Alves

I

Era o tempo em que ágeis andorinhas
Consultam-se na beira dos telhados,
E inquietas conversam, perscrutando
Os pardos horizontes carregados ...

Em que as rolas e os verdes periquitos
Do fundo do sertão descem cantando ...
Em que a tribo das aves peregrinas
Os Zíngaros do céu formam-se em bando!

Viajar! viajar!  A brisa morna
Traz de outro clima os cheiros provocantes.
A primavera desafia as asas,
Voam os passarinhos e os amantes!  ...

(...)

V

Hoje a casinha já não abre à tarde
Sobre a estrada as alegres persianas.
Os ninhos desabaram... no abandono
 Murcharam-se as grinaldas de lianas.

Que é feito do viver daqueles tempos? 
Onde estão da casinha os habitantes?
 ... A Primavera, que arrebata as asas...
Levou-lhe os passarinhos e os amantes!...

    Participantes:

01- Augusta Schimidt
02- Tere Penhabe
03- Giuseppe Martinelli
04- Nelim Monti
05- Valeriano Luiz da Silva
06- Marcial Salaverry
07- Jorge Linhaça
08- Mário Osny Rosa
09- Joyce - Lu@zul
10- Rosa Magaly Guimarães Lucas- Eire
11-  Natália Vale
12- Fatyly
13- Maurício Santanelli
14- Bernardino Matos.
15- Regina Bertoccelli
16- GarimpandoTernura
17-Rosângela do Valle Dias
18- Machado de Carlos
19- João Carlos (Rother)
20- Maria Mercedes Paiva
21- Maria Isabel Galveias_Lylybety
22- Graça Ribeiro
23- Armando Sousa
24- Thais S Francisco_"beijaflor"
25- Laura B. Martins
26- Maria da Fonseca
27- "Maria Anjinha"
28- Thereza Mattos
29- Marise Ribeiro
30- Sueli do Espirito Santo
31- Vilma Oliveira
32- Pilar Casagrande
33- gina
34- Regina Ribeiro
35- zuleika
36- Tânia Ailene
37- faffi...
38- Maria Thereza Neves
39- Tarcísio R. Costa
40- M. Lourdes Brecailo
41- Margaret Pelicano
42- Lara Cardoso
43- Maria Petronilho
44- Ilona Bastos
45- Edmundo Colen
46- Célia Jardim
47- @ Noris Roberts
48- Eda Carneiro da Rocha
49- Naidaterra
50- Raquel Caminha
51- Faiçal
52- Abilio Terra Junior
53- Luís Carlos Bello Araújo
54- Cel (Cecília Carvalho)
55- Tadeu Terra
56- Luiza Helena Guglielmelli Viglioni Terra
57- Masé Frota
58- Regina Sant'Anna
59- *Emiele*
60- Andréia Cristina Guadagnin
61- Jade Dantas
62- Priscila de Loureiro Coelho

01- O Sabiá
Augusta Schimidt
 
Diz a lenda que o sabiá
Fugiu lá da gaiola
Voou, voou, voou...
Pra bem longe
Foi embora
Pra viver um grande amor
 
Sabiá foi morar na laranjeira
Pra adoçar o seu cantar
Foi viver na natureza
Onde é o seu lugar
 
Sabiá canta bonito
Faceiro, canta amor,
Há quem diga que seu canto
Repleto de emoção
Trás esperança a quem ouve
Alivia o coração
Dando adeus à solidão
 
Campinas/14/09/05 – 21.40h
www.augustaschimidt.prosaeverso.net

02- Meus amigos, passarinhos!
Tere Penhabe

Quanta saudade eu tenho dos passarinhos
no interior, tão atrevidos
vindo acordar-me na janela
cantar suas lendas, suas mazelas.

Era mágico ouvi-los por perto
sentí-los ouriçados, impertinentes
os sabiás, coleirinhas, bem-te-vis
com eles, era mais gratificante.

Eram a comissão de frente do meu dia
convidando-me a brincar, à arrelia
eu quase sentia que podia cantar também
e voar de mãos dadas com alguém.

Mas Deus me fez humana e sem asas
sem a beleza do canto que rasga
todas as mornas manhãs de sol
e as lindas tardes do arrebol.

Às vezes ainda ouço, de resvalo
uma coleirinha passar por minha janela
como a chamar-me para ir com ela
festejar com a passarada do interior!

Mas não posso, é aqui o palco
da minha lenda ainda desconhecida
se eu for embora para longe do mar
não serei encontrada, não serei vista.

Santos, 15/09/2005

03- Eu-também-te-vi
Giuseppe Martinelli
 
No quintal da minha casa
Tinha uma arvore frondosa
Nela morava um vigilante,
A cantar a tarde toda.
 
Envergonhado se escondia
Nos galhos dessa arvore
Ensaiando a mesma estrofe
A tarde inteira até cansar
 
Um belo dia essa arvore
Pena! Infelizmente secou
Tive que sacrifica-la
Já que vida mais não tinha
 
Ficou triste o meu quintal
Perdi a arvore, perdi o cantor.
Já não tinha mais o trovador
Que cantava n’uma nota só
 
Em frente de casa tem um parque
Tem lagoa e também arvores
Numa delas com surpresa
Voltei a ouvir o cantador
 
Bem em cima hoje o vi,
Lá no meio da galharada
Ao me ver ele gritou:
Bem-te-vi...Bem-te-vi...

Guarapuava, 07/07/05.

04- Amanhecer
Nelim Monti

Mal o sol desponta
com suas belíssimas cores
gorjeia o sabiá.
Num saudar barulhento
estão os pássaros
a cantar.

As flores vestidas
de todas as cores
despontam
com suas cabeleiras
jogadas ao vento

Espalhando no ar
pólen multicolores

O ribeirinho de águas claras
Num suave sussurar
vai rolando
vai cantando
demonstrando
gratidão

As árvores majestosas
exuberantes...
tentam o céu alcançar.

Junto com a natureza
neste saudar

É dia novamente...
numa prece simples
os pássaros,
a natureza
agradeço
pela beleza
do novo amanhecer
Obrigado
"PAI"

julho de 2002

05-  O Sabiá e o roseiral
Valeriano Luiz da Silva
 
Uma das mais faladas aves brasileira
É o sabiá laranjeira...
É lindo ouvir seu canto, que voz sincera!
Ele Gosta de cantar na primavera
 
Este pequeno pássaro, mais lindo que a grande seriema,
Já inspirou música e poema
Quase não anda em bando, mas sempre junto está o casal...
Como é lindo vê-los cantando no roseiral.
 
Anápolis-Go 14/06/2005
valerianols@globo.com
www.albumdepoeta.com

06- Cotovia Rouxinol e Beija-flor
Marcial Salaverry
 
A cotovia, com suaves pios,
chamou o rouxinol
de meu amor...
O rouxinol, desprezou a cotovia,
que triste se despedia...
Mas o beija-flor... parou de sugar
o néctar das flores,
enamorou-se da cotovia...
O rouxinol, orgulhoso,
sozinho ficou...
e a cotovia, saiu feliz
com o beija-flor,
seu novo amor...
O rouxinol, pelo orgulho ficou sozinho,
vendo a felicidade
da cotovia com o beija-flor...

07- Beija-flor
Jorge Linhaça
 
Bato as asas ligeirinho
Voando de flor em flor
Sou mais que um passarinho
Sou um belo beija flor
 
Tenho bico assim cumprido
Para sugar da flor o néctar
Meu alimento preferido
 
Mas se você quiser colocar
Em um canto de seu jardim
Um bebedouro e a água adoçar
Eu vou ali beber, vou sim
 
Só não vale querer me pegar
Senão eu fujo bem rapidinho
Fui feito para livre ser e ficar
Não me queira preso e tristinho

25/07/05

08- Concerto na Floresta
Mário Osny Rosa
 
No palco da floresta
Todo dia é de festa
Passarada a cantar
Com o seu belo trinar.
 
Pula a coleirinha
A saíra colorida
Como a sinhazinha
A mais bela da vida.
 
O sabiá laranjeira
Com o seu belo cantar
Numa tarde fagueira
A fruta a degustar.
 
Quero-quero no prado
Anuncia a chegada
No seu meio reservado
Do filhote a cuidar.
 
O piado do inhambu
O cantar de um uru
Numa bela harmonia
Repete-se todo dia.
 
São José, 15 de setembro de 2005.
morja@intergate.com.br
www.mariopoetasadvogados.com.br

09- Boêmio sabiá
Joyce - Lu@zul

Sabiá boêmio na madrugada vem cantar
Embalando meu poema e a me acompanhar
Começa as três de mansinho o seu belo trinar
No galho da laranjeira canta...canta sem parar
 
Fico lhe ouvindo.Nele busco a inspiração
Das teclas do meu “pc” brota a minha canção.
Canto de amor ele entoa e de tristeza também.
Enquanto eu o escuto silente e sem ninguém.
 
O dia já vem chegando, o sol nascendo,
E o canto do sabia desaparecendo.
Há gente passando apressada na rua.
 
O sol brilhante vem ocupar o lugar da lua
No galho da laranjeira o cantor não mais está
Aguardarei a noite à volta do boêmio sabiá.

Balneário Camboriu, 15 /09/2005 -21:20hs

10- Ai Quem Me Dera!!!
Rosa Magaly Guimarães Lucas - Eire

Ai quem me dera eu pudesse
Resolver todos problemas,
e que a vida não tivesse
tanto pesar... Que algemas

Não nos atassem... Fizesse
o destino estratagemas
pra findá-los, e Deus desse
para enfeitá-las, falenas

brancas, azuis,amarelas,
a esvoaçar no jardim
da existência, e das janelas

nós a víssemos, e assim
Esperança sem querelas
Renascessem dentro em mim...

Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, 14/05/2005

11- Recado de Uma Sábia
Natália Vale

Não sei de que gaiola fugiu,
Mas um lindo trinar se ouviu,
Quando a janela de meu quarto se abriu...

Lá estava um Sábia,
Trazendo um recado de meu amor,
Que bem longe está,
Para consolar minha dor...

A saudade colmatei,
Quando aquele lindo sabiá olhei,
De penas brilhantes como rubi,
Lindo como nunca vi...

Ele é a minha esperança,
De mandar o meu recado,
Para um tão longínquo namorado
Que um dia hei-de rever,
Num Paraíso lindo
E coberto de Sábias
Que tal como aquele
Que na minha janela trinou
Sempre vem trazer lembranças
De alguém que a gente muito amou...


Portugal
16/09/2005

12-  Papagaio Cinza
Fatyly

Eu tinha um papagaio
que voava livremente
cinzento e encarnado
falava docemente!

Repetia tudo o que ouvia
até asneiras da garotada
mas junto de mim sabia
encontrar o que gostava!

Dormia na goiabeira
seu local preferido
arranjou companheira
no quintal fizeram ninho!

Oh Louro meu belo louro
morrestes de velhinho
ainda oiço o teu assobio
quando querias carinho!

Pássaro da minha terra
de plumagens brilhantes
hoje presos em gaiola
oiço assobios gritantes!

A cadonga negócio sujo
tiram o belo da natureza
este papagaio fica louco
preso, perde a sua beleza.

16/09/2005

O Tiê-Fogo

("...Pois meu amor tem um pouquinho
disso tudo...e tem na boca
 a côr das penas do tiê...
Quando ele canta os passarinhos ficam mudos...
Sabe quem é o meu amor?
Elé é você
VOOCÊ.. VOOOOOCÊ... "

Trecho de "Penas do Tiê"
gravação de Nara Leão/Fagner)

13- Pássaro Que Encanta
Maurício Santanelli

Em alguns momentos na vida
A gente se sente assim
como se tivesse sido encantado...

Quando numa árvore eu vi a cantar...
essa pequenina ave rubro-colorida...
Foi um destes raros momentos pra mim...
Em que minh' alma sentiu-se enternecida

Pois pelo encantamento sentido
Pelo inefável prazer desfrutado...
Não há como ele ser esquecido
Aquele momento jamais será olvidado!

14- UM  DIVINO CORAL!
Bernardino Matos.

Sempre me fascinaram os passarinhos,
eles são ao mesmo tempo fortes e frágeis,
apaixonados, sempre ficam juntinhos,
cuidam dos seus filhotese nisso são ágeis.

Sempre me ocorreu pele beleza das cores,
que fossem pinceladas de Deus, retoques,
em sua belíssima obra como as flores,
uma decoração com lindos enfoques.

De todos os pássaros o Sabiá se destaca,
por sua elegância e por seu belo canto,
uma melodia,que nossa emoção acata,
seu olhar romântico, quase um pranto.

Certa vez, num apartamento, criava,
trinta e seis pássaros, era uma sinfônica,
cada manhã eu agradecia a Deus, sonhava,
fazia uma brinde à vida, o amor era a tônica.

O Sabiá era o maestro, a Canário o violino,
o Corrupião cuidava da harmonia, o Cardeal
controlava os semitons, o Gola entoava o hino,
o Assum Preto, quando alegre, entrava no ritual.

Deus, quanta sabedoria, numa obra fenomenal,
as cores, os cantos, os trinados, a própria fragilidade,
quando na palma da mão , afastavam todo mal,
vinha aquela calmaria, soprada pela amabilidade.

Sempre enfrentei o dilema entre mantê-los engaiolados,
e deles cuidar, dando-lhes um lar, proteção, amor,carinho,
ou deixá-los , soltos, livres, para enfrentarem desarmados,
temporais, frios, secas, intempéries, às vezes sem ninho.

Em momentos de tristeza , de apreensão, de amargura,
crio um cenário apropriado, decorado, só meu,
me sinto no meio das árvores, respiro só ternura,
encho de pássaros, ouço o Sabiá, a Patativa e o Sofreu.

Me transporto para um mundo de bondade e de paz,
"deixo a vida me levar", junto com a humanidade,
se chove, se venta, se faz frio, ou calor, tanto faz,
gostaria de eternizar esse cenário, com a face da bondade.

Meu pensamento acompanha do pássaro o vôo,
fica livre, transparente, criativo, emocional,
e um hino de felicidade ao universo eu entôo,
sejamos como os pássaros, façamos da vida um coral.

Fortaleza, 16 de setembro de 2005.

15- Vem, te Quero Sabiá
Regina Bertoccelli

Quero teu vôo na minha janela
O teu canto ao amanhecer,
no  meu jardim  a enfeitar
Tua presença alegra os meus dias
quando junto com o sol você chega
Teu canto irradia uma paz que aquieta meu coração
Vem, doce pássaro, aqui te espero
todos os dias, sempre em um novo porvir
Maravilhosa natureza que me presenteia
com o seu canto, com a sua dança
quando batendo suas asas se despede
de mim...
Vem, meu doce sabiá,
alimentar a minh'alma com seus sons
maviosos e encantar meu coração

SP/Capital_16/09/05

16- A que vens?
GarimpandoTernura

A que vens tu alegre cantante?
Ornamentar os tons deste dia?
Sinto a vida parar um instante,
Adormecer ao som da melodia.

Bela patativa em visita gentil,
Saltitante ao roçar coqueirais,
Minúsculo ponto no céu de anil,
Entoa gorjeios como madrigais.

Calou-se, emudeceu bem-te-vi,
Extasiou-se e calou seu cantar.
A Natureza desabrocha e sorri,
Brisa beijando patativa a trinar.

Desse teu canto delicado e mavioso,
Quisera ser eu passarinho aprendiz,
Em rica plumagem sentir-me formoso,
Espalhando nos ares meu gorjeio feliz.

17- Beija-Flor
Rosângela do Valle Dias

Beija-Flor! Pássaro livre e veloz!
Quem dera eu pudesse colocar
na Bandeira do Brasil,
perto do azul anil,
junto ao verde das grandes matas,
sua imagem maravilhosa
beijando uma branca rosa....

Ao tremular das Bandeiras,
em todas as fronteiras,
seu beijo se arremessaria
e a todos alcançaria,
para entregar de coração,
com toda a emoção ,
o nosso amor pela paz!

Se você,
beija-flor ,
na bandeira estivesse,
percorreria léguas em vôos certos,
nos continentes, mares e desertos,
murmuraria até em regato,
longe ou perto e,
decerto,
alcançaria com seu beijo,
longe do pantanal da hipocrisia,
sem ganância, sem poder, sem heresia,
a todos os povos com alegria.

Voa Beija-Flor!
Voa longe,
voa além,
leve mesmo sem bandeira,
atravessando toda fronteira
com seu vôo, com seu beijo,
todo o amor verdadeiro
do povo Brasileiro.

BH/MG

18- Pássaro Encantado
Machado de Carlos

Amanhã verei a menina bonita?!
- Vem minha sabiá, dê-me tua coragem
Liberta-me. Seguiremos viagem...
Até quando pagarei esta vindita?

Preciso tanto de tuas asas benditas
Vencerei esta neve. Chegarei à margem
Meu pranto agora se fez mensagem
Até quando esta provação prescrita?

Como criança choro pelo teu amor
Como a planta clama ao sol pela cor.
- Não sei voar por esta noite calma.

Fito a tua foto, aumenta a solidão
Lembro os tempos azuis - Dói coração!
- Volte, pássaro. Meu encanto. Minha Alma!...

http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=204

19- O Gorjeio do Rouxinol
João Carlos (Rother)
 
Sussurram as águas do rio melancólico
As estrelas protegem-se do sol
Escuta-se apenas o vento eólico
E do gorjeio do rouxinol
 
Sentado no meio de tanta beleza
Escutando linda sinfonia em si bemol
Do mundo harmonioso da natureza
E do gorjeio do rouxinol
 
O vento entre as arvores solfeja
Até o rastejar harmônico do caracol
Com a lírica musica que a arvore boceja
E do gorjeio do rouxinol
 
Mas uma nota grave do vento
Desprende uma pétala do girassol
Que pousa no chão, mas esse evento,
Faz parar o gorjeio do rouxinol
 
Eu abro os olhos e desperto
Do sonho, com pesar afasto o lençol,
Volto à vida citadina rodeado de concreto
Substituindo o gorjeio do rouxinol.

www.poetarebelde.com

20- Passarinhos
Maria Mercedes Paiva

Nascem em plumas os mensageiros de encantos!
...Tão meiguinhos... pousam nos frágeis raminhos
e alegrinhos entoam seus cantos, muito maiores que eles!
Os olhinhos são só dois pontinhos...
Luzindo!!...  luzindo!!...
Sorrindo para a vida!!... Sorrindo!!...
Só rindo!...
Só rindo!...

21- O Melro
Maria Isabel Galveias_Lylybety

O melro é do bom horticultor
Amigo serviçal, desinteressado
pois leva todo o dia atarefado
Comendo o verme mau devorador!
Mas ha quem veja nele um malfeitor
E queira vê-lo  preso, engaiolado,
Talvez por ignorar que esta errado "
Cortar" as asas a um bom servidor!
Prender ou matar a passarada
E crime que se paga no momento
De  ver a horta em fúria devorada!
As pragas não descansam um momento
Se não houver quem mate a bicharada
A esperança dará lugar ao sofrimento!

22- Quem me dera...
Graça Ribeiro

Quem me dera ser um passarinho
desses que vivem soltos na vida
sem gaiolas,sem desilusões

Passarinho que beija as flores
que pousa aqui e acolá
sem medo de se machucar

Passarinho que acorda com o sol
pra festejar o novo dia como girassol

Passarinho que só cantasse a paz
como fazem as crianças
que brincam na areia da praia

Passarinho que distribuisse amor
carregando na ponta do bico
uma oração do Nosso Senhor

"A minha  paz voz dou
 vos deixo a minha paz" 

Quem me dera ser passarinho
mas sou poeta, vôo na poesia.

23- Poeta é quase passarinho
Armando Sousa

Passarinhos é um enlevo velos criar sua casinha
Como pensam como os seus filhinhos criar
Fazem o ninho fio a fio, fragua a fraguinha
Ali um casal de amor fazem as ovinhas chocar
 
Como o poeta amam a flor, do néctar fazem a mesa
Alegres cabriolando, cantando no giro de seu voar
Voam longe, voam alto com tanta graça e destreza
Depois quando nos ramo a dar bicada, amar, galar
 
Beleza é na primavera quando chegam as andorinhas
A mim me comove, sou um imigrante como elas são
voltas e reviravoltas que elas dão, lembram as minhas
Assim todos os passarinhos entram fundo no coração
 
O poeta também canta voa, sobe com seu pensamento
Sobe nuvens e luar, e vai com os planetas jogar xadrez
Ademir-a o altíssimo olho, muito alem no firmamento
Poeta morre a admirar quem tanta magia de beleza fez
 
Aqui neste país frio, tantos pássaros lindos vem visitar
De todos as cores, mas cantar romântico é o do canário
Residentes, pica pau, cardeal e o gaio não beleza sem par
Rouxinol, alegria da parreira, é poeta popular, o fadário
 
Se nasce-se passarinho cultivaria cultivava muitas flores
Insectos dava-os a meus filhinhos e também seu néctar
com alegria pousava nas janelas cantando para os amores
escreveria versos ao vento,  e como passarinhos ia beijar
 
armando.sousa@sympatico.ca

24- Ahhh!!! Sabiá!!!!
Thais S Francisco_"beijaflor"

Sabiá, Sabiá,
você sabia  tudo o que eu sentia,
da dor que me consumia,
o amor descompassado,
sem ser correspondido..
Você sabia, Sabiá...

Você sabia, Sabiá,
e cantava em minha janela,
para acalmar meu coração,
que dorido, quase desistindo
de pulsar, para não mais chorar,
a dor da desilusão..

Agora sei, que você sabia, sabiá,
pois  insistia em cantar,
para alegrar minh'alma triste,
que de dor, se recolhia,
e no silêncio se escondia...

Ahhh, Sabiá.... você sabia,
que de amor eu carecia,
você cantava e insistia,
me fazendo alçar vôo,
cruzando céus e mares,
distâncias que se faziam infindas,
quase me deixando esmorecer,
mas você, Sabiá, sabia e insitia,
e a mim acompanhava,
com seu canto a me inspirar..

Me fez encontrar um Mágico Jardim,
onde as flores  lindas, puras e plenas em mel,
me dariam o néctar da vida, me fazendo acreditar
que,  viver, ainda valia tentar..

Entre as flores deste Mágico Jardim,
borboletas e bem-te-vis, farfalharam suas asas
junto as minhas de beija-flor, que, pouco a pouco,
sorvendo o néctar da vida, fui beijando cada flor, com
gratidão, deixando meu carinho, em cada coração,
entendendo agora, o que você, Sabiá,
queria me dizer com seu cantar,

- "Quando um Amor se vai, um outro poderá chegar!.."

18/09/05
ts.francisco@uol.com.br
www.simplesmentebeijaflor.com

25- Aves do meu sítio
Laura B. Martins

Eu não tenho sabiá nesta bela terra minha.
O que tenho é um pintassilgo de manhã, melro à tardinha.
Amarelo-afogueado, a cantar, oiço um canário.
À tarde, encanta-me o melro negro aos saltos, p'lo contrário.

Respingam os verdilhões; fazem tamanho banzé
que eu fico meia tontinha. Daqui nem arredo o pé!
No chorão, a pardalada faz um barulho maluco.
E, talvez pra destoar posso, ao longe, ouvir um cuco.

A monocórdica poupa, incomoda toda a gente;
mas, o arrulhar dos pombos, já me deixa mais contente.
Lá pelas seis da manhã, inda tentando dormir,

oiço um piado mais longo. A quem o atribuir?
No emaranhado dos ramos, tem ave que ninguém viu;
mas, todo o mundo acordou, por causa daquele piiiiiuuuuu...!

18/09/2005
Soc. Port. Autores n.º 20958
http://laurabmartins03.blogs.sapo.pt

26-O Piar do Pardalinho
Maria da Fonseca
 
A esta hora da tarde,
Como pias pardalinho!
Bem te vi hoje brincar
Na água do regatinho.
 
Já voas todo ligeiro,
E somes entre a folhagem
Da árvore mais copada,
Desta tão linda paisagem.
 
E voltas com alegria,
No meio dos teus iguais,
A pousar neste telhado,
Junto com outros pardais.
 
Do belo Sol derradeiro,
Sentes ainda o calor.
Em conjunto com teu bando,
Chilreias cheio de ardor.
 
Na árvore que é teu abrigo,
Com centenas te recolhes.
Pardal da minha afeição,
Singelo viver tu escolhes!
 
Amanhã não te verei,
Entre muitos te perdi,
Mas ouvirei outro pio,
Pensando que vem de ti.
 
http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004

27- Minha Sabiá
"Maria Anjinha"

Ah! minha Sabiá
voei para bem longe,
fui cantar lá pros lado de lá
para encantar meu amor
com o meu cantar.

Fui cantar perto de você,
para te fazer feliz, e tirar toda
a dor da saudade.
Deste lugar tão distante e que
tanta dor nos traz.

Ah!!! Sabiá!!!
Vou sair voando, por esse mundo afora
chegarei até ao Mágico Jardim,
ficarei encondido nas flores do Jardim
para encontrar a minha Sabiá,
e lá poderei entoar o meu cantar
para minha Sabiá!!!

"Pra quando meu amor chegar, elevar nosso vôo,
e ir para bem longe daqui..."

http://www.recantodossonhos.com/
Araruama_RJ

28- O canto dos pássaros
Thereza Mattos

Cantam pássaros nas selvas
despertando a madrugada
felinos deitados nas relvas
amamentam sua crias
outros procuram alimentos
nas matas pelo orvalho molhadas...

Lindas aves emplumadas
araras de todas as cores
voam enfeitando o céu
lindos jardins em flores
trepadeiras enfeitam as árvores
é o som puro da natureza
que sempre está em festa
premiando com toda beleza
a paz e a luz da floresta!...

http://planeta.terra.com.br/arte/magiaepoesia

29- Um Olhar de Gratidão
Marise Ribeiro
 
O que será que ela pensa
quando me olha assim?
Será que vai me ferir
ou apenas cuidar de mim?
 
O que será esse olhar?
Frio como as montanhas nevadas?
Ou esse olhar é ternura
como o calor do abraçar?
 
- Sou uma ave cansada
pois trago a asa quebrada,
mas ainda posso cantar
durante o seu despertar.
 
Então o olhar lacrimejou,
ela agarrou-me com jeito,
colocou-me junto ao peito
e com a voz terna falou:
 
- Venha minha ave alquebrada
voar em busca do amor
pois seu cantar mavioso
aplacará nossa dor.  

20/04/05

30- Primavera, estação beija-flor
Sueli do Espirito Santo

Primavera, estação beija-flor
no jardim, natureza já florida
a bela flor mostrando sua cor
ao beija-flor toda oferecida

Livre e solto, no jardim a voar
se exibindo como num bailado
feliz, finalmente a flor vai beijar
e por ela sentir-se encantado

Em sonhos, poeta flor queria ser
por esse lindo pássaro ser beijada
seduzi-lo até o amor crescer

Na estação beija-flor, sempre florescer
na primavera sua especial amada
versos de amor a ele oferecer...

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

31- Canto do Sabiá
Vilma Oliveira

Chove...
Faz muito frio lá fora...
Na gota d'água que cai
Molha todas as calçadas
Molha meus sonhos também
Nas ruas desertas e alagadas
No transeunte que passa
Numa só pressa vão e vêm...
Com o coração congelado
Como pedra de um passado
Nas cordas de um violão
Ouve-se mais uma canção
No canto alegre que ressoa
Do meu sabiá.Canta uma pessoa!

Chove...
Nos rios, florestas e mares,
Chove dentro das pessoas
Que sorri apenas por fora...
Por dentro, faz força, mas chora!
Chora com medo da chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Chora com medo da noite
Da escuridão e das visões
Chora por não ter um amigo
Muito mais do que um hino
Que toque todas as canções
Cante como o sabiá as emoções
Deite-se no véu da noite...
No orvalho da manhã se levante
Sem medos e apenas cante!

32- Sabiá
Pilar Casagrande

Sabiá
Que voou tão alto,
Que fugiu do asfalto
E se feriu no salto;

Sabiá
Que ficou ferido
Na emoção da vida
Que o deixou descrido;

Sabiá
Que cantou um dia
Sobre a fantasia
Da esperança fria;

Sabiá
Que rompeu a grade
Da infelicidade
Pela mocidade;

Sabiá
Que já foi domado
E perdeu na estrada
O canto sonhado;

Sabiá
Que plantou no peito
Tanto amor perfeito
Tanto amor sem jeito;

Sabiá
Como eu gostaria
De ouvir um dia
Tua melodia

33- Poeta Passarinho
gina

Sou poeta passarinho
não corte as minhas asas
nem me impeças de voar
abra a porta da gaiola
liberta-me do cativeiro
pois é triste o meu cantar...

Minha gaiola é de ouro
e nela morro aos pouquinhos
meu viver é de agonia
uma eterna nostalgia
doloroso suspirar
anseios de liberdade!

Sou poeta passarinho
meus versos são meu cantar
não me faças prisioneiro
deixa eu seguir meu caminho...
Como pássaro cativo
eu já não posso sonhar!

Um poeta passarinho
é eterno viajeiro
que carece de voar
ainda que eu vá pra longe
busque novos horizontes
um dia eu vou voltar!

19 de setembro de 2005
Rio de Janeiro

34- A coruja e os passarinhos...
Regina Ribeiro

Ah... se as minhas corujinhas fossem passarinhos....
Aí não haveria beleza maior neste mundo de Deus...
Ainda bem que elas não são,
assim tenho mais aves para amar.
Meu coração é grande, amo a todas,
não importa sua classificação.
Quero ver as aves alegres e livres, livres, sempre livres.
Meu coração fica aflito quando vejo aves aprisionadas.
Minha alma sangra porque sei que elas não mais voarão...
E, quando eu me fôr para não mais voltar,
vou precisar de todas elas para eternamente voar...

www.corujando.com.br

35- Passarinhos...
zuleika

Passarinho é alegria
Que o Céu mandou prá terra
Prá enfeitar a luz do dia
Na revoada mais sincera...

No canto da passarada
Sempre tem felicidade
Grita alto a maritaca
Rolinha pia saudade...

Bem-te-ví, muito educado
Cumprimenta o sol e o vento
Pardal mais aprecia
Do sabiá o canto - lamento...

Papagaio é falador...
O homem quer imitar
Já o cisne, quanta dor!
Só na morte solta o cantar...

Passarinhos , Passarinhos !
Canta prá gente sonhar...
Para um coração sem amor
Outro coração sem demora, encontrar...

JF/MG/2005

36- Asas da Liberdade
Tânia Ailene

As vezes me pego a olhar os pássaros,
brincando na ingenuidade de aves soltas,
que voam para onde bem querem.
Indo em uma flor,
ou jogando sementes pelo jardim.
Tomando banho na piscina,
sem nem ao menos pedir licença.
Uma irreverência que encanta,
todos os cantos,
cores mil,
beleza simples e singela.
Eles tem o curso da vida em suas asas.
Ficam em bando às vezes por proteção,
outras por simples brincadeira.
Voam de flor em flor,
como se o néctar delas tirado,
fosse o alimento do amor.
Asas coloridas,
canto de bem querer.
Liberdade conquistada,
sempre ao amanhecer...

Rio de Janeiro_19/09/2005

37- Meu beija-flor
faffi...

Voa meu passarinho
Procure outro ninho
Procure outro amor
Aproveite que Deus te deu asas
para poder se apoiar
e não precisar só no chão ficar
Voe ,experimente o néctar
de cada flor...
Se não tiver com quem repartir,
espalhe pelo mundo,
para que todos possam se servir
do mel do amor.
Voa , meu beija-flor,
procure um outro cantinho,
leve pra longe essa mágoa
não existe pássaro no mundo
que possa valorizar esse amor .
Voa, siga o seu destino,
prometo não chorar...
Deixe em mim somente o perfume
da flor que você sugar.

38- Como Um Pássaro
Maria Thereza Neves

nas asas dos murmúrios e sussurros
nas nuvens da leveza e ternura
onde ninguém lembrou
de plantar rosas entre estrelas
quero a lua toda pura , sem vendas
onde a miragem desvanece
alheia aos mares que descobre

no vôo dos devaneios
no silêncio dos cristais
ao alcance das mãos , os versos
que vão fugindo no ar
na música urdida
no útero aceso
nos sonhos atentos aos desalentos

quero o sossego no âmago da alma
ir de encontro a verdade alva
caminhar entre brisas da natureza calma
que exala a cada instante no grito que ecoa
no centro azul do espaço
no canto da noite densa que dança

onde canta um pássaro nas trevas
balança a vela branca da alma trêmula
no silêncio sem fronteiras
a espera , quase presença
da mão de puro mistério
que me levará sonhando
para além deste horizonte

na poesia , extrato que jorra da alma           
paisagem da música  que transpõe o corpo
mostrando a vida que anda passando
escorrendo em estado de lágrima derretida
os poemas esgarçados que no peito agitam
expulsando de mim essa imensidão que sempre deito.

JF/MG-15/09/05-12h

39- O Canto do Sabiá
Tarcísio R. Costa

No meu sertão,
lá para as bandas das serranias,
eu ouvia, no entardecer,
o canto sabiá...

Era um canto mavioso,
que o meu coração enternecia.
Seu eu pudesse, com certeza, teria
Perto de mim, um sabiá...

Sempre volto ao meu sertão,
Lá tomo os meus banhos de rio,
Onde se banha o mulherio,
Ouvindo o sabiá...

Este ano, quando eu estiver lá,
Nos momentos de nostalgia
Do canto do sabiá,
Vou escrever para o meu amor
Uma saudosa poesia...

Tenho saudade do meu sertão,
Todo o meu passado ficou lá,
Hoje permanece comigo,
A saudosa lembrança
Do canto do sabiá.

40- Poetas e Passarinhos...
M. Lourdes Brecailo

O chulriar dos pássaros ecoam...
Chegam doces aos nossos ouvidos...
Como os versos que decantam os poetas...
Tocam o âmago do nosso coração.

A cada nota que se ouve...
É um verso que nos traz...
A ebolição da alma...
Ou a suavidade da paz.

Pássaros... poetas...
Cantos... versos...
Riquezas da natureza...
Bençãos a nos afagar.

41- Ninho de Amor
Margaret Pelicano

No ninho sobre o pinheiro, do lado de  minha janela,
iam e vinham o casal de passarinhos
trazendo aos filhotes esfomeados o alimento.

O meu olhar, de carinho sedento,
chorava, saudoso também de alimento e ninho,
Cada lágrima era uma pétala desse imenso amor

depositado aos pés dele;
Lágrimas que não caiam ao chão e aguavam minha a solidão
que até hoje, aguarda carinhos e beijos desse passarinho.

Que o seu vôo sem pouso certo encontre
o caminho de volta aos meus braços
e bem de mansinho, eu o aguardarei com ternura a todo momento
aqui no meu regaço!

Se toda a natureza tem em seu nascimento a rotina
e é um círculo que nunca se fecha,
que Cupido fleche para mim seu coração virginal.

Que voltemos a ter nosso ninho de amor,
bebendo do pólen açucarado da flor
todo o amor que possamos curtir, afinal.

Brasília - 20/09/2005

42- Pássaro Sem Vida
Lara Cardoso
 
De galho em galho, asas abertas,
penas disformes à procura
olhos vigilantes,
felicidade incerta...
traços em uma caricatura,
esgar deselegante.
 
Um pássaro totalmente livre,
preso nas garras do destino.
olhar atento,
sem saber se vive
ou, se a vida, em total desatino
seja apenas mero alento
 
A alma sobrevoa céus,
corpo viaja em queda,
sonho que esmorece...
olhos que se adornam de véus;
o coração seda
a vida que adormece.
 
Em seu cantar
deixa no ar um triste hino
voa sem prumo
procurando em seu voar
o verdadeiro destino
e segue seu rumo...

43- Colibri
Maria Petronilho

"Colibri

Esmeralda
Embriagada
No côncavo
De uma rosa"

(ao ver um documentário que muito me emocionou)

44- Pia, pia o passarinho
Ilona Bastos
 
Pia, pia o passarinho
O pardal e o rouxinol
Piam c’o nascer do sol
Piam cedo, de mansinho
 
E o poeta, que madruga
Acordado p’lo piar
Cria versos, a cantar
Bela rima que conjuga
 
Pia, pia o passarinho
Suas  penas tão sedosas
Amarelas, radiosas
Deslumbrante, o canarinho
 
Inspirada poesia
Pena o poeta a compor
Em lindas faces, rubor
Causará sua ousadia
 
Pia, pia o passarinho
Pelo jardim a voar
Com as rosas quer falar
E cheirar o rosmaninho
 
O poeta ali passeia
Com a sua namorada
Vão juntinhos, de mão dada
De amor sua alma cheia
 
Pia, pia o passarinho
Em trinados maviosos
Gorjeios maravilhosos
Que inundam o caminho
 
Seguem bem enamorados
O poeta e a mocinha
O parzinho assim caminha
Tão felizes e abraçados
 
Pia, pia o passarinho
Seu hino à Felicidade
Mas se lhe bate a Saudade
Piando, voa pr’ó ninho.
 
Lisboa, 20 de Setembro de 2005
http://geocities.yahoo.com.br/ibbaptista

45-AVE!
Edmundo Colen

Asas partidas
não voa mais.
Seu cantar
tornou-se silêncio.

Ave!

Penas que lhe impuseram
sobre pele firme
e ossos frágeis.

Ave!

Agora
pode sonhar.

46- Pássaro Livre
Célia Jardim
 
Viajo por entre as nuvens,
preciso de um lugar pra repousar,
se aqui vivo sem ninho,
na imensidão encontro meu lugar...
Não nasci para viver num cativeiro,
sou livre posso voar,
as asas da minha imaginação,
ninguém pode cortar...
Sou canário cantador,
canto, a decantar o amor,
da vida quero todo encanto,
assim como ama um beija-flor...
Ninguém pode me fazer calar,
nem impedir de voar,
sou assim, livre, sem dono,
em pensamentos me abandono...
Sou aquele passarinho,
que não desiste de encontrar seu ninho,
e se aqui tudo é prisão,
meu vôo é libertação...
Rasgo o céu, cortando espaço,
sinto falta do seu abraço,
se aqui não posso te tocar,
entre estrelas posso te amar...

47- Bajo el abrigo de un sueño
Noris Roberts

Volando en la suave brisa
se les oía cantar
en las espigadas ramas del naranjal.
Abrigaban un sueño
que día a día edificarían bajo

un cielo de alegría.
Sus alas se movían
construyendo sus fantasías.

Todo era fiesta y algarabía y así poco a poco su
nido construían con hilos bañados de sol bajo el
verso inacabado de una flor.
Los pequeños forjadores lo
hacían con dedicación
Unísono coro se les oía entonar con la
melodía de los que saben amar...
más, yo observando con curiosidad
y sorpresa me decía qué sabia es la naturaleza.
El momento se aproximaba

Despertó alegre la mañana.
El fruto de ese amor
cuelga hoy en los acordes de su corazón
luz de farol.

48- Borboleta da Ilusão
Eda Carneiro da Rocha

Como borboleta  esvoaçante,
vieste a mim,
voando,
pedindo,
me afagando,
me enamorando!..
 
Cedi ao teu encanto,
me apaixonei,
me entreguei
te amei!..
 
Espaço volátil
para bater nossas asas,
de encontro ao peito
sereno, repleto de amor!..
 
Tanto amor
que me extasiei,
com teu ruflar,
tão perto,
querido,
vindo,
chegado,
compartilhado!..
 
Não mais solidão,
não mais tristezas.
Adeus à ilusão
de ser triste!..
 
Agora a certeza
da alegria
de teus braços
a minha volta.
No aconchego
abri a porta
da minha vida
pra receber-te,
Borboleta querida!..

Araruama/RJ
www.albumpoeticoeda.com.br

49- Canta passarinho...
Naidaterra

Canta passarinho... que esse
teu cantar me encanta.
Faça-me viajar nesta
melodia e te alcançar...
Canta passarinho...não pare...
não canse... estou quase lá,
sinto o cheiro das folhas verdes,
galho alto quase no topo a
sustentar seu pequeno
corpo, num vai e vem de um
vento suave a ouvir também
esse teu canto virtuoso.
Canta passarinho... tens o
mundo a contemplar e eu
poetisa que sou... liberdade
de envolver-me nesse teu
cantar que me inspira a
transformar cada nota sua,
em alimento para meu poetar.
Canta passarinho!

22/09/05
lindamestra@terra.com.br

50- Meu Beija-Flor
Raquel Caminha
 
Amo beija-flor, seu canto me seduz, seu vôo rasante
a procura de uma flor para seu néctar sorver,
sempre me deixava encantada.
Ele tinha costume de vir cantar em
minha janela, só para eu vê-lo.
São muitas as recordações
do meu querido beija-flor.
Minhas manhãs eram mais coloridas,
a nossa amizade era sólida,
ele chegava à minha janela
batia com o bico fino como quem diz,
acorda menina, abre os olhos
chegou a linda primavera.
Tinha manhã que eu
abria a janela com olhar triste,
ele percebia começar a voar,
cantava alto, fazendo aquele vôo rasante,
para me fazer feliz, e
me chamar atenção.
Não sossegava enquanto eu
não sorrisse com o coração.
Toda minha vida eu sempre
dei-me bem com qualquer espécie
de animais, eu podia ter essa mordomia,
pois sempre morei em casa,
tinha 30 gaiolas e seis cachorros
era uma festa de latidos e cantos variados,
eu era feliz e não sabia.

ternura@secrel.com.br
Fortaleza, 24 de setembro de 2005_00:18hs

51- Poeta/passarinho
Faiçal

Sou poeta- passarinho
Asas longas em cadência
Faço dos versos, meu ninho
das letras , irreverência
 
A  inspiração, liberta
Faz do espaço, papel
Desenho-me um poeta
No azul contraste do Céu
 
Nessa revoada, canto
A liberdade que sinto
Faço sorriso, do pranto
Sou muito feliz, não minto!
 
Quero ter sim, liberdade
Como  “pássaro espaço”
criando rimas de saudade
guardando o céu num abraço.

Araxá-23/09/05
faicaltannus@terra.com.br

52- Poetas e Passarinhos
Abilio Terra Junior
 
a lua
metade preta
dá meio sorriso
 
o traseiro da princesa
encontra-se
a meio caminho
 
o comprador de lâmpadas
de Aladim
(afim)
pisca um olho
pra aia
 
na praia
do mar sem fim
ela cuida do seu pássaro
 
notas
sobrecutâneas
cheiram a roubo
 
escrevo
perto do sol
e sinto inspiração
 
mas à meia luz
solto
lavas labaredas
 
escorracho
os rebentos
que não estejam atentos
 
tropeço
no sobrenome
que saltou sobre o nome
 
na  alcova vazia
dedinhos
dedões serões
 
o disco
se diz amigo
e leva muitos consigo
 
eu rio
de tanta pena
levada pelo redemoinho
 
e penso
que minha pena
acaba por ser amena
 
Belo Horizonte
24/09/2005

53- Harmonia
Luís Carlos Bello Araújo

Porque me falas
De tão abissais mundos?
Talvez seja o cantar da cotovia
Numa melodia
Que trespassa o coração.

Canta, se assim o queres
Canta teus males,
Porque o bem vem a seguir.
Continua emitindo sons.

Sons não de uma campainha,
Mas de algo vibrante:
Pautas soltas de um coração,
Coração pulsante, porque humano.

Se o coração fosse a harmonia
O ritmo estudado,
Não haveria contendas,
Guerras sangrentas e males consentidos.

Infernos consentidos, não obrigado!
Oiçam a cotovia
Ou até o rouxinol
Que encanta, demove nossa má-fé.

Algueirão, 25 de Setembro de 2005

54- Meu sabiá
Cel (Cecília Carvalho)

Ah meu sabiá
tanta saudade me faz
quando estufava o peito e todo feliz
soltava o gorjeio
a querer me ancantar ...
Ah meu sabiá
saudade invade meu peito
do tempo que ainda criança
me enchia de esperança
sonhando te ouvindo cantar ...
Minha casa pequenina
lá no alto da colina
cercada por roseirais
hoje já não sei se existe
por isto me sinto tão triste
seu canto não ouço mais ...
Ah meu sabiá
vem matar minha saudade
vem até minha varanda
quero te ouvir cantar ...

*** Labirintos da Alma ***

55- Homem/Asas
Tadeu Terra

Nas asas do tempo,
tombam os pássaros
na fúria do homem.

No ar,
Plumas e cores
aves em aviso
inundam espaço.

Teu canto, teu vôo.
Teus movimentos,
tornam-se plástico.

Flutua o Poeta
dormem os pássaros.

Ave escassa, ave perdida,
ninhos no chão.

Canto ao canto.
Homens alados,
asas e sonhos,
sonata do vento.
Voar em si.

56- O canto mágico
Luiza Helena Guglielmelli Viglioni Terra

Passarinho  multicor
que canta
no jardim em flor
com sua  doce melodia
suaviza minha dor.

Todas manhãs o vejo
beijar a flor vermelha e em
seguida batento o
bico na minha janela
me saúda com alegria.

Voa passarinho...voa...
vai alegre despertar
a rosa bela
que adormecida está.

57- Sua Majestade... o sabiá!
Maria José Caminha da Frota
Masé Frota

Tudo despertara azul naquele dia,
numa manhã de aragem fresca,
digo quase fria, em despedida do
outono,anunciando a primavera.
 
Faz tempo mas, lembro-me bem em
meio à natureza exalava o perfume
orvalhado das àrvores  floradas,
misturadas ao cheiro que rescendia da
terra úmida ao amanhecer o dia.
 
Pensando bem... quem diria que
aquela beleza despertasse em mim este
desejo de expressar em palavras se não
fosse,a lembrança que tenho do
canto do sabiá.
 
Canto mavioso, ouvia-se deveras
longe ...disputando...com
parceiros, a glória em trepidar a
demora do  tempo, à ser guerreiro no
seu modo de cantar.
 
Sei que minhas lembranças
igualam à sua ,em tempo estudantil,com
certeza lembrará ...já dizia versejando o
Célebre Poeta GONÇALVES DIAS...
“minha terra tem palmeiras onde canta o
sabiá, as aves que aqui gorgeiam
não gorgeiam como lá”.
 
Não se pode deixar por menos,
inspirações mil,de poetas e escritores
famosos à respeito do sabiá, onde
O NOSSO GRANDE JORGE AMADO ,
manisfestou  integral apoio para que o
Sabiá fosse solenemente consagrado
definitivamente como Ave Oficial do BRASIL.!
 
Rio de Janeiro/RJ
28 de setembro de 2005

58- No canto do passarinho
Regina Sant'Anna

Na minha casa tem um jardim
de verdes folhas e rosas carmim

Nele, a vida brota em muitas flores
multiplicadas por ágeis beija-flores

Suaves, entre as formas perfumosas, 
esvoaçam borboletas formosas

Tem água fresca de fonte cristalina
refletindo o sol que a ilumina

Nele, o ar é leve brisa constante
com o cheiro da natureza vibrante

Tem árvore abrigando um ninho
onde vive um pequeno passarinho,

Bem pertinho do canteiro da varanda,
onde minha rede, ritmada, balança

Onde pouso em sonhos secretos
transformados em versos concretos

Ele canta com tanta maestria
que inunda minha casa de alegria

Com seu canto voa meu pensamento,
Voa livre, voa feito folha ao vento

No canto do passarinho a vida desperta
é recriada na minha alma de poeta.

59- Passarinhando as horas
*Emiele*

Canta. Canta lindo passarinho
do fundo do meu pomar,
vem no meu coração fazer ninho,
pois me alegra o seu cantar.
Vem chegando de mansinho,
e traga em cada raminho
perfumes de além do mar...
Lá está o meu benzinho,
com quem passo horas a sonhar.
Depois de pronto seu ninho
enquanto está quieto a chocar,
canta suave melodia,
pra que eu possa junto entoar.
Ao nascerem os filhotinhos
cuide deles com carinho
no seu breve alimentar.
E depois de prontos pra vida,
ensine-os direito a voar,
e leve ao meu benzinho,
este meu passarinhar...
Pois quero que ele saiba
como passo as horas,
feliz, por ele a esperar.

Belo Horizonte - 28/09/2005 - 17:00 hs
emielehorta@terra.com.br

60- Amanheceu o dia...
Andréia Cristina Guadagnin

Chegaram pardais, chegaram rolinhas.
Em minha janela vieram cantar
Envergonhado chegou o sábia
Para ainda mais embelezar
 
Contemplar o novo dia
Que desponta no horizonte
Alados voam ligeirinhos
Dando piruetas pelo ar
 
Voam livres passarinhos
Felizes a nos encantar
São pássaros melodiosos
Que enfeitam o céu, a terra o ar.

supermil@!brfocus.com.br
www.andreiacristinaguadagnin.prosaeverso.net

61- Meu Poeta Pardal
Jade Dantas

Suave e leve, como a brisa,
a poesia, a melodia,
o meu pardal me atraiu
da apatia de sombras
impostas pela vida, um belo dia.

Rendida,
aos passes da magia
enluarada  do meu encantador
pardal, voei em seu canto.
Galguei caminhos de nuvens,
bailei entre estrelas.
Delírios de ousadia.

Hoje, solitária
ave de canto triste, distante
do pardal mágico, meu poeta
de doces melodias,
distraio meu destino
e iludo minha razão,
a esperar, cantando em versos,
este desejo sem explicação,
da volta do meu pardal.

Recife, 29 de setembro de 2005.
http://arabesquedesonhos.blogspot.com

62- Azulão
Priscila de Loureiro Coelho

Ouço teu canto sereno
Pequeno concerto frugal
Teu cantar dócil e ameno
Alegra, de manhã, o meu quintal
 
O dia é bem recebido
Na melodia que me chega aqui
Parece um salmo conhecido
Que desde a minha infância eu ouvi
 
Na sonoridade que de ti provém
Existe o leve tom de uma saudade
Quem sabe deixaste o teu grande bem
Quando perdeste tua liberdade!
 
Chego a sentir-me culpada
Em reter-te no viveiro
Mas como tu, estou aprisionada
Pois o teu canto é meu cativeiro...

 

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