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| Uma homenagem a Paulo Setúbal.
PAULO
SETÚBAL de Oliveira, advogado, jornalista, ensaísta, poeta e romancista, nasceu
em Tatuí, SP, em 1º de janeiro de 1893. Em 1935, Paulo Setúbal chegou ao apogeu,
sendo consagrado pela Academia Brasileira de Letras. Mas, nesse mesmo 1935 ele
ingressa em nova fase da crise espiritual que vinha de longe e que terá
repercussão em sua literatura. O temperamento sociável, expansivo e alegre; o
freqüentador de festas e reuniões dava lugar ao homem introspectivo, vivendo
apenas cercado da família e dos amigos mais próximos. Aos problemas crônicos de
saúde acrescentava-se a minagem psicológica ocasionada pela desilusão com os
rumos da política e consigo mesmo. Entrou a freqüentar fervorosamente a igreja
da Imaculada Conceição, perto de sua residência em São Paulo, e a ler a Bíblia e
livros como a Psicologia da fé e A imitação de Cristo. É quando escreve o
Confíteor, livro de memórias, a narrativa de sua conversão, que ficou inacabado.
Faleceu em São Paulo, SP, em 4 de maio de 1937.
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Só Tu Paulo Setúbal
Dos lábios que me
beijaram, Dos braços que me abraçaram, Já não me lembro, nem
sei... São tantas as que me amaram! São tantas as que eu amei!
Mas
tu - que rude contraste! - Tu, que jamais me beijaste, Tu, que jamais
abracei, Só tu, nestalma, ficaste, De todas as que eu amei...

01- Margaret Pelicano 02- Tere Penhabe 03- Augusta Schimidt 04- Graça
Ribeiro 05- Marisa Francisco 06- Mário Osny Rosa 07- Thereza
Mattos 08- Giuseppe Martinelli 09- Marcial Salaverry 10- nancy pimentel
11- Beatriz por um triz* 12- Nelim Monti 13- Zena Maciel 14- Célia
Lamounier 15- Bernardino Matos 16- Mauricio Santanelli 17- Maria Isabel
Galveias 18- Regina Bertoccelli 19- Eda Carneiro da Rocha 20- Raquel
Caminha_(Lindinha) 21- Armando Sousa 22- MaséFrota 23- Zuleika 24-
RRMM_Roberto Romanelli Maia 25- Cel _Cecília Carvalho 26- Fatyly
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27- Tadeu Terra 28- Tânia Ailene 29- Andréia Cristina Guadagnin 30-
Valeriano Luiz da Silva 31- Vilma Oliveira 32- Jorge Linhaça 33- Faiçal
Tannus 34- Arneyde T. Marcheschi 35- Maria Thereza Neves 36- Renate
Emanuele 37- Priscila de Loureiro Coelho 38- Sueli do Espirito
Santo 39- faffi 40- Vyrena 41- Joyce-Lu@zul 42- Maria da
Fonseca 43- João Carlos (Rother) 44- Célia Jardim 45- Natália
Vale 46- Rosa Magaly Guimarães Lucas-Eire 47- Machado de Carlos 48-
©Jade Dantas 49- Marise Ribeiro 50- Mercêdes Pordeus 51- Luis Carlos
Mordegane 52- Luiza Porto
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01- Devaneios Margaret
Pelicano
À noite, tu vens por entre as nuvens e agasalha meus cabelos
em seu rosto, beija-me as faces, a boca, o pescoço, cheira-me a nuca e
enlaça-me com seus longos dedos...
Lança-me e traz-me de volta. E
enquanto a dança nos envolve, coloca-me uma flor entre os
cabelos. Beija-me, e olhos nos olhos, deslizamos num céu de oiro e
brilhantes estrelas;
Minhas mãos afagam tua pele nua e de repente
estamos sós nos Jardins da Babilônia: Nós e a natureza, essência e
beleza...
Como é bom fechar os olhos, devanear riquezas: Sentimentos!
Felicidades com o pouco que temos e encerrar o soneto da vida com os sonhos
que queremos!
Brasília - 20/09/2005

02- Devaneios Tere
Penhabe
Eu queria passear no mundo num vôo mágico de
esperança encontrar minha auréola perdida que o vento carregou nem sei pra
onde. Eu queria retocar meus próprios passos de pés tortos e caminho
incerto buscar ao longe uma ilusão que exista que vá além do sonho de se
refazer. Ah, como eu queria reviver!... Emprestar de uma estrela
distraída o brilho que lhe sobra e me cobrir e quem sabe finalmente nesse
dia em vez de recordar, viver! Era tudo que eu queria... Ter a mão da
vida em minhas mãos e poder escrever por linhas tortas com letras tortas
também... Trazer o céu mais para perto de mim recostar de leve a cabeça
numa nuvem e sonhar... sonhar... sonhar... Depois levar meu sonho para o
mar jogar nas ondas e vê-lo flutuar até que o horizonte o engolisse ou
antes disso eu pudesse realizá-lo. Santa Cruz do Rio Pardo, fevereiro/1990

03- Devaneios Augusta Schimidt
Sou um sol
quase apagando Hora de descanso, vou repousar Dormi com a lua, quero
sonhar... Sonho com as estrelas a me iluminar.
Sopra a brisa, os meus
cabelos Sussurra em meus ouvidos Vai... acorda... É o dia que acaba de
chegar.
A vida é bela E eu com ela Saúdo a natureza Extasiada
com tanta beleza. E de mãos dadas com o presente Saio em busca do
futuro Que está logo adiante a me
esperar.
15/02/05 http://augustaschimidt.prosaeverso.net

04-
Devaneios Graça Ribeiro
"Is now or never"
Voltar no tempo é
reviver emoções sonhar é prever o indescritível
Nas asas da música
sonho nas estrelas porque viajo nas imagens de um tempo que sei será
futuro até não sei quando
Quero que neste tempo eu ame o amor como
quem canta uma serenata ao luar
Quero que neste tempo que tenho minha
vida seja um lago azul
Quero que neste tempo por viver meus olhos
sejam diamantes
Que neste tempo onde a música é agora eu possa
embarcar em meus devaneios e ser plena de mim
Até o fim...

05-
Desvario Marisa Francisco
Mais que um devaneio comum, meu desvario
beira a loucura... Sonha, inventa, transcende à fantasia num fantástico
vôo de energia! Toca tua face, tua barba, tua boca, teu céu...E na
pele rubra de desejos imagino quantos beijos não daria, quantas células
mortas descamaria, pra mostrar as vivas, pra arrepiar as vivas!...E
se eu prosseguisse neste falso soneto desagregado de regras daria
adeus às regras da minha vida! Por isso retorno, num abrir de olhos,
antes que me perca num capricho da
imaginação...
marisafrancisco@terra.com.br

06- Devaneios Mário
Osny Rosa Acordo e fico a olhar, O sonho passo a recordar Será que
vou ela encontrar? Logo no infinito morar. Fico a imaginar
acordado Como querendo duvidar? Quero mesmo ser ousado, Quando com ela
encontrar. Quero prender-la em meus braços, Em meu peito vou
apertar-la. Num grande eternos abraços, Para logo
eternizá-la. Nesse momento devaneando, Vou sumindo no
infinito. Acordo, num passo mágico, Foi um sonho fico flácido. São
José, 21 de setembro de
2.005. morja@intergate.com.br www.mario.poetasadvogados.com.br

07-
Devaneios Thereza Mattos Meus pensamentos se perdem no
espaço navegam por estrelas e astros sem nenhum porto para
ancorar consigo em meus devaneios alcançar com meus longos
braços usando todos os meios estrelinhas azuis para amarrar cingindo
com lindos laços para poder com amor te entregar.... E assim voando
sem limites e fronteiras levemente piso na lua ainda escura pois o sol
ainda está por acordar penso em ti de todas as maneiras com amor, paixão e
com ternura nos teus lábios quentes a me beijar desperto de toda esta
loucura e volto a Terra para te encontrar! São Paulo, 21/09/05 therezamattos@terra.com.br http://planeta.terra.com.br/arte/magiaepoesia

08-
Se a Vida é Bela... Giuseppe Martinelli Se a vida é bela, então vamos
nela, que a beleza dela, depende só de nós. Vê-la colorida como as cores
do arco-íres, tenho certeza, que era assim que Deus queria. Se a vida
é sonho, vamos sonhar, mesmo que os sonhos sejam fantasias. Sonhar
felicidade faz bem ao nosso “Ego” e deixa-nos mais alegre ao
amanhecer. Se a vida é uma viagem, porque não viajar? Pra ir conhecer
lugares nunca antes vistos. Podemos viajar também em imaginação e ir
visitar as estrelas no Infinito . Se a vida é um jogo, vamos
arriscar, no grande jogo deste “quebra cabeça”, que a vida teima sempre
em fazer-lance, desafiando-nos a ganhar ou a perder. . Se a vida é
desafio, então vamos peitar, que oportunidades ela nos dá a cada
instantes, só temos que descobrir-los e estar atentos e embarcar nela no
tempo certo. Se a vida é uma promessa, como não acreditar? Sejamos
otimistas ao traçar nossas metas. Se duvidarmos que a felicidade
existe, como podemos esperar ser feliz... Guarapuava,
12/09/2005

09- Pensamentos Marcial Salaverry Existem
pensamentos, que são como lamentos... trazem saudade... lembranças de
momentos, vividos ou não... Onde vão os pensamentos? Como
devaneios, naquela pessoa querida, agora ausente? ou naquela
outra... que nunca esteve presente... São como anseios, meros
devaneios... Os pensamentos divagam, judiam dos sentimentos... Eles não
falam... Ficam em nossos lamentos... Pensamentos de
tristeza... buscando da vida, a beleza... Pensamentos não se
comandam... eles chegam e se acomodam... nossa vida dominam... Malvados
pensamentos... Doces sentimentos... Simples devaneios, perdidos
anseios...
marcial@detrivela.com.br

10- Em Devaneios
busco.... RENASCER nancy pimentel
Busco em vão, um
dia, Renascer Das cinzas de um amor Intenso Sofrido Vivido em
solidão que, No meu pensar constante Me inunda o coração de
dor. Busco, em vão, Renascer E revolver a dor Para que venha A
acontecer, No momento exato, O desabrochar primaveril De um imenso
roseiral De amor, No outono Da minha vida. Busco...
- 1997
-

11- Se eu pudesse... (Devanear) Beatriz por um
triz* Se eu pudesse ser grande estar acima de
todas as coisas, estar acima dos meus sentimentos conduzir os teus
sentimentos à mim
Se eu pudesse ser mágica e nessa magia decidir
minhas alegrias e amores teus desejos e temores
Mas no
entanto, perdida em minha pequines desculpei-me por ter amado como se
amar fosse pecado e eu estivesse acima do pecar.
Ah! se eu
pudesse... se tivesse sido capaz de lutar, não apenas pra ganhar, mas
pra não ter que me desculpar por algo que não viví.
Se eu pudesse,
enfim, sentir o gosto amargo desse amor em pecado, e o mel da
absolvição contido nessa
recordação
beatrizporumtriz@ajato.com.br

12- Saudade Nelim
Monti
O tempo passou... Nem me lembrava mais. Em uma linda tarde de
sol Ouvindo aquela nossa música
Eu a vi... Cada retalho ali
colocado contava sua história Fiquei parada olhando um retalho xadrez
de azul
Me perdi em devaneios A lembrar daquele dia. Olhando aquele
retalho... senti as lágrimas rolarem enquanto segurava a
colcha.
Entendi naquele instante que mesmo pôr um momento Você
esteve presente.
Guardarei cada retalho com muito amor e
carinho Pois eles enfim me fizeram entender o que é a
saudade
Cajuru, 2002

13- Devaneios de um Poeta Zena Maciel Bebo ma boca da
poesia Goles doces de euforia com palavras bordadas de magia engravido
o verbo amar Com o sorriso a gargalhar Ponho a felicidade à
bailar Com erotismo dos beijos ao prazer me entregar Deito-me nos
braços das vãs utopias Cubro-me com pétalas de fantasias Durmo no colo
da ilusão Navego no barco de um poema torto Sinto o dengo gostoso
das trovas a cantar Rasgo o mapa do tempo Nua de
resentimentos Deixo o coração voar Nas asas de um pássaro encantado os
sonhos pousar ! Recife-2004

14- Devaneios Célia Lamounier Se a vida fosse um romance
musicado com pausas, surpresas, encanto onde a música erudita se
mesclasse a outras de serestas de boleros, de canções italianas,
irlandesas, brasileiras. Se a vida fosse tal qual um mercado, um
carnaval um balé russo sem sangue de touradas com amor francês Ma
vie regado a violinos de Viena em palácios gregos de marfim. Se a vida
fosse essa alegria essa tristeza, não-terra-dia, em opereta
cantarolada com tons maviosos, rouxinóis, juritis My fair lady, Cinderela,
La vie en rose nem sei mais quê: vida-som-bicho-amor Se a vida fosse mas
não é. Devaneios, se a vida fosse... ter-se-ia descoberto a chave e o
homem, no ano dois mil, como está previsto, não seria só, somente,
sozinho homem-máquina-fim. celialamounier@yahoo.com.br
http://celialamounier.portalcen.org

15- Fuga à
Realidade! Bernardino Matos
Às vezes é gratificante fugir do
real, buscar novo espaço, voar bem alto, deixar que a mente vasculhe o
ideal, e que o amor nos invada sem sobressalto.
Como é salutar viajar
nas asas da imaginação, afagar alguém que se distanciou, partiu, deixando
as marcas da saudade, da solidão, e que por um instante, voltou, nos assumiu.
Envolver esse alguém carinhosamente, apertá-la contra o peito, sem
resistência, beijá-lã com ternura, intensivamente, dizer-lhe do nosso amor
e ter anuência.
Atingir horizontes distantes, isolados, onde possamos
depositar nossas apreensões, enterrar nossas tristezas, ver sonhos
realizados, nesses momentos, estamos felizes, sem tensões.
Invade-nos
aquela calmaria, aquele desassocio, estamos revigorados pelo amor,
aliviados, deixamos tudo fluir, sem nenhum apego. buscamos os melhores
cenários, os mais ousados.
Voltamos ao passado, onde a mente
alcança, nada nos preocupa, tudo é pura harmonia, fechamos os olhos, tudo
é somente lembrança, o braço no ar é um acorde dessa sinfonia.
Ao
acordarmos desse sonho magnífico, agradecemos com carinho a nossa
mente, que nos permite esses instantes específicos, onde livres, somos
verdadeiros, gente.
rebeca@secrel.com.br Fortaleza, 22 de setembro de
2005

16- Desejos em Devaneios Mauricio Santanelli
Como
controlar estes atormentantes desejos contidos.. Essa vontade louca, quase
explosiva, de sentir o teu calor, Esse querer reviver a sensação de perder
os cinco sentidos Que acontecia quando nossos corpos se fundiam em
amor?
Como saciar essa febre que vem e que meu corpo invade E que me
queima, e que me arde e que até me alucina Como aplacar essa ânsia, essa
incontrolável vontade... Se a tua lembrança tão presente tanto ainda me
domina?
E nesse estado de sonhos, de desejos e de fantasia Minha
mente te busca constante, em delirantes devaneios E assim buscando reviver
aquelas sensações de euforia Tento aplacar essas vontades, tento satisfazer
esses anseios...
Eu sou só desejos, que me levam a essa quase
insanidade... E solitário eu busco reviver aquele prazer que me
reanima Tentativa vã, apenas o que consigo é aumentar esta saudade Do teu
delirante cheiro de mulher e teu doce sorriso de menina!

17- Aquela
Triste Tarde Maria Isabel Galveias Aquela triste e escura
tarde, Em que te disse, não te quero mais, Ainda hoje em meu peito
arde, Em fogo, feito de suspiros e ais Toda a arrogância de palavras
ditas, Em desespero de causa, odiosas, Não passam hoje de pequenas
coisas Que atormentam minha alma maldita... Todo o orgulho ferido que
então gritava Se desvaneceu, em pranto convulsivo Quando nas longas noites
sonho contigo Olhando o teu retrato, acordada, Imploro por esquecer-te,
não consigo Tua recordação sempre comigo, É a minha única
almofada. Ramada, 26/07/2002

18- Devaneios Regina Bertoccelli Ondas de um mar sereno
envolvem meu corpo Nessa doce cadência me entrego Pensamentos e lembranças
afloram em minha mente Fechando os olhos te sinto perto de mim Sinto o
teu perfume no ar que respiro Teu calor parece fogo que queima Doce
momento em que me encontro Pura letargia na calmaria de ondas
tranquilas Essa busca sem tréguas de você me aniquila Onde
estás? Pensas em mim ainda? E no silêncio da praia deserta a saudade
acontece Tempo de abrir os olhos e voltar Voltar prá onde? E assim,
perdida em devaneios insanos permaneço As horas passam A noite chega E
essa agonia em meu peito não morre...

19- Devaneios Eda Carneiro da
Rocha Vem, vem vem! Como essa canção! Dá-me um abraço, não
fujas mais não! Não quero devaneios. Já os tive muito! Sonhos
sonhados, devaneios perdidos, amores irrealizados! Antes prefiro a
romã de tua boca, teu corpo no meu, como realidade que somos, nos
encontramos vejo a cor dos olhos teus! Olhos que me dizem: " Não
fujas mais não"! Dá-me um abraço, um beijo, amor! Com Estrelas , por
companhia, deixa o sonho
acontecer. www.albumpoeticoeda.com.br Araruama/RJ

20- Meus
Sonhos Raquel Caminha_(Lindinha)
Em certos momentos, sinto a
necessidade de sair do meu casulo e voar pelo espaço, sem pressa,
devagar, ouvindo notas longínquas de uma seresta. Todo ser humano tem seus
devaneios, lembro-me agora de uma frase de Aquilino Ribeiro: “Ela
puxava-me para si e cobria-me de beijos, que me mergulhavam num longo
devaneio.” Sou realista, mas meu lado romântico fala mais alto, e me
transporta para esse espaço, onde sonho em ver as estrelas, piscando
no céu aberto, ao lado da pessoa que amo, sem medo, sem preconceito de
ser amada. Nos meus devaneios, vejo-me dançando num salão decorado com
flores onde meu amado desvenda seus segredos, seus desejos e selamos num
longo e apaixonado beijo, os nossos
devaneios. ternura@secrel.com.br

21- Devaneios Armando
Sousa
A dormir sonhava Sentado num galho duma nuvem branquinha triste
passeava Acabava de sair da escuridão e entrava no azul Olhei para baixo
vi grandes gaivotas no mar água salgada Entre as nuvens e a água apenas tule
Uma escuridão subia por um enorme cano Vi o vento do lado no cano
soprar O vapor que subia principiou a rodar com grandes penas Rita nascia,
nessa imensidão de água, o mar Alguém gemia com o capricho das tempestades
terrenas Deliroso e desvairado, vi, não era sonho ou imaginação Eram
caprichos dum enorme tufão Ho ... tempestade que tantos vais fazer sofrer
Mas os deuses a ninguém podem valer Estão todos entregues ao destino que
o trouxeram ao nascer Mas isto é realidade não e Sonhar Estas coisas
caprichosa da natureza destrói de muitos o prazer O ser humano volta a
principiar Teresa do alto do meu galho estava a ver se te via Espero que
ponhas termo aos louvores Que alguém quer dar à poesia E essas admirações,
é pagar a amigos favores Teresa segue teu rumo de honestidade De tua visão
eu sinto vaidade Tudo isto é o resultado de meus devaneios Não são
anseios armando.sousa@sympatico.ca

22- Como Nunca! MaséFrota
- Maria José Caminha da Frota
Noites perfumadas em devaneios ,
vagueando desejos, vivencío ilusões que passadas se foram, entre prazeres
divinos na cumplicidade como eternos amantes.
Pensamentos voam em
velocidade ultrapassando os ventos, lembrando com saudades amores
vividos ardentemente ... só p´ra nós revelados.
Nossos segrêdos
foram perpetuados sem juras, no calor das chamas insanas, na sofreguidão
em deslizes, querendo encontrar caminhos para invadir o meu...o teu
corpo, à naufragar no "vinho do viver," buscando paragens sem encontrar
onde chegar.
Nossa história é uma... Verdadeira história de um
Amor, Vivida intensamente,extraída com carinho, na essência especial da
vida, para que eu seja eternamente... Mulher do teu Amor! Tua Adorável
Mulher!
www.masepoesias.hpgvip.com.br 23/09/2005_Rio de
Janeiro_RJ

23- Devaneios... Zuleika
Pensamentos são como
pássaros... De longe me chegam seu riso... Chegam as gargalhada
alvoroçada, Grandes giros,saltando por onde piso...
Deixando de lado a
saudade... Trazendo a graça da flor... Lembro o beijo envegonhado Ao
luar...o primeiro beijo de amor...
Devaneios evocam ternura... O
perfume, sabor de festa... Rostos colados num baile... "Tenderly", é o som
da orquestra ...
Vem de longe a alegria... De perto vem o
despertar.. Coração liberta o sonho... É mágico o devanear
!!!
Setembro/2005 zukka@acessa.com

24- Delírios e Devaneios de
Amor... RRMM - Roberto Romanelli Maia
Em nossa idade, depois dos 50
anos, o amor já percorreu muitas ruas... Estradas e vielas... Dobrou
esquinas... E optou por encruzilhadas... Já errou, já acertou... E já
se arrependeu... Mas, inevitavelmente, o tempo passou... Se foi... E
vivemos amores... Perdemos amores... Alguns pelas mãos do Ser
Supremo... Outros pelo enfraquecimento da relação a dois... E se, hoje,
querida, o nosso olhar em direção ao amor continua ainda mais mágico e lindo,
foi porque, na longa caminhada comum, aprendemos a somar, a dividir e a
multiplicar... Buscando não diminuir a dimensão dos nossos sentimentos e
do nosso amor... Sim, aprendemos, juntos, a compartilhar tudo o que podia
e devia ser compartilhado! E, querida, o amor maduro chega devagar... De
mansinho... Se alojando em nossa vida, sem tempo para acabar... Assim,
o nosso caminhar a dois sempre será mais calmo e sereno... Pois existindo
cumplicidade o carinho é mais livre, solto e espontâneo... Porque não nos
inibimos diante de nenhum limite... Nem do nosso bem querer... A
sintonia e a harmonia são mais completas... E as lembranças são depositadas
em nosso álbum particular de recordações e de saudades... E elas lá estão
para que nós possamos relembrar! Guardadas... Como uma memória viva de um
tempo que não volta mais... Mas que foi vivido plena e
intensamente... Sim, querida, ainda namorar, na nossa idade, é carregar a
ternura e a sensibilidade no olhar... Pois o brilho se torna mais
intenso... A vontade de acertar é mais forte... E a construção do
caminhar, a dois, é a soma do querer... Não de um só... Mas de
ambos... É o encontro de duas almas e de dois corações... Que dividem uma
mesma emoção de se amarem... E as pequeninas atitudes, os gestos e os
detalhes vividos e compartilhados, no dia a dia, são os alimentos que
sustentam este amor... Sim, querida, estar a dois, para nós, é felicidade
e alegria... De dar e receber um chamego gostoso... De beijos ardentes e
quentes... De olhares sutis e insinuantes... Para que o desejo se
manifeste ainda mais... É a promessa, no nosso olhar, de que em
todo amanhecer, será dito o mais belo bom dia... Entre dois seres que
encontraram o amor ! Pois existe, entre nós, a certeza de que amar nunca é
demais... Sim, feliz daquele que, como nós, tem um coração aberto para o
amor... Um coração e uma alma capazes de amar, amar e amar... Um ao
outro... E, acima de tudo, saber que é amado... Sabendo o que é ser
amado...
romarob@mandic.com.br

25- Devaneios Cel _Cecília
Carvalho Meus devaneios são como a brisa passam de leve
roçando com meus cabelos brincando depois ficam a deriva como se
estivessem esperando por alguém que não quer vir ... Meus devaneios, meus
anseios às vezes enganam a mente e deixam no peito somente a falta que
sinto de voce ... Devaneios, pensamentos tristes que se vestem do
silêncio que cerrou meus lábios frios, vazios, de voce ... Meus
devaneios como eu queria que viajassem no tempo e por um breve
momento, me trouxessem voce ! *** Labirintos da Alma
*** celcarvalho@ceplac.gov.br

26- Fim de tarde Fatyly
Fim de
tarde encalorada à beira mar fui passear olhando as ondas
fascinada morrendo a meus pés de mansinho sentei-me na areia
molhada perante aquele fascínio.
Num encantamento nem dei pela
chegada de alguém sentou-se a meu lado também sua mão terna pousou na
minha sem coragem nem me virei p'ra não perder a companhia.
Uma
onda verde nos tocou tua mão apertou a minha teus olhos fixaram os
meus um olhar de quem chorou dum verde que me deixou os meus colados
aos teus!
Levantámo-nos de mansinho dei-te a mão com carinho na
areia molhada andámos nos pés o mar ondulado como um velho
pergaminho suavemente beijavamo-nos!
Já o Sol no horizonte se
deitara e nós dois nessa praia deserta percebi que não querias
falar que eras tão sofrido como eu quem amastes não te soube amar
querias uma porta amiga e aberta não fugi... deixei-me ficar

27-
Devaneios Tadeu Terra
Em quatro paredes, tudo é viável. O amor é
inerente ao absurdo.
Os devaneios são como luzes atravessam os
limites.
Vendaval do ser. Encalço da gente.
No desfecho da
festa o desejo não atinge o cansaço.
O corpo no corpo. Delírio do
gozo. Caos da delícia.

28- Devaneios Tânia Ailene
Tenho
devaneios de outras vidas Onde como criança, sorrir, era vida Esperança no
amanhã, necessidade Respeito e carinho, o ontem Hoje felicidade
crescente Onde o sol se fazia presente Os raio que dele viriam A dor
do porvir A paz que tanto espero Se faz constante Devaneios de uma
vida em espera Que em algum lugar Ou em qualquer Planeta as pessoas
se amem E saibam que o viver Do viver querendo É a melhor opção
Do ser humano Que cresce vive e aprende Se respeitando e acreditando
num Mundo melhor. Tenho fé e acredito que em um futuro não Distante
tudo será possível.
28/09/2005_Rio de Janeiro_Brasil

29- Perdida sem Você Andréia Cristina Guadagnin
Meu corpo se
desprende do seu Provocando magoas sufocante O coração sofre
esvaecido Ficou choroso angustiante Que fizestes com ele Agiu como
se fosse folhas secas Que o vento espalha pelo chão Sinto meus braços
curtos Como se fossem cortados ao meio Impedindo o toque em seu
corpo Perdida em meus devaneios Que crueldade fez em meu ser Já
não consigo ouvir o canto matinal Dos pássaros que nos acordava Em tom de
sinfonia magistral Em minha face escorre lágrima pura Restando a dor,
a faísca da paixão Que se apaga no vale de amargura Restando no peito a
dor da
separação
www.andreiacristinaguadagnin.prosaeverso.net supermil@brfocus.com.br

30-
Devaneio Valeriano Luiz da Silva Estive a devanear Como é bom
sonhar No sonho pode-se fantasiar A ponto de se delirar Comecei a
viajar Eu estava a passear Percebi que o homem é capaz De viver num
mundo de paz Os casais viver mais unidos Ter um lar mais unido A
vida tendo mais sentido O amor no mundo espargido Meninos bem
nutridos Fortes e desenvolvidos Enquanto eu me devaneava Um planeta
novo eu enxergava Foi numa noite enluarada Dormindo eu ouvia a
passarada Parece que dizia a natureza foi mudada Não haverá mais
perseguição contra a bicharada Olhando para cima Apreciei o bom
clima Parecia que a noite era passada E bela manha era chegada Não
tinha mais diferença entre os humanos Uns aos outros viviam se
respeitando Ninguém sabia se o homem era doutor Ou um operador de
trator Acabou-se a guerra Havia paz na terra Como poderia em tão
grande desacerto Este mundo ter conserto Dizem que o que é bom dura
pouco Acordei num verdadeiro sufoco De alegria no sonho gritei até ficar
rouco Pensei será que agora estou ficando louco? Amigo agora não
estou mais delirando Com você estou falando... Alguma coisa no mundo
poderá melhorar Se cada um de nós esforço empregar Anápolis Go,
29/09/05 valerianols@globo.com www.albumdepota.com

31-
Deslumbramento Vilma Oliveira
Nas asas de um verso fui buscar no
universo Um punhado de estrelas, Perdidas no espaço atropelando meus
passos Num vôo da filomela, Deslizando nas nuvens e nas almas virgens A
rezar nas capelas, Uma prece ao Senhor na odisséia do amor Onde vivem as
donzelas!
Na visão de um cego fui buscar sentimentos Que amenize essa
dor... Na procela dos anos vejo os meus desenganos Toutinegra do
amor, Onde dormem os sonhos sou pássaro tristonho Numa cela sem
cor, Vou levando a ilusão no trem da solidão Passageiro
viajor!
Onde estão meus sonhos deslumbrados A procura dos
teus? Minh'alma te visita, ao ver-te se agita, Com o olhar de
museu, Num buquê de poema tu és minha algema Acorrentando meu
eu... Sobrepondo-me ao acaso seguindo teus passos Numa trilha de
ateu!

32- Devaneios Jorge Linhaça
Quem me dera não fossem
devaneios as coisas loucas que imagino em mim Quem dera poder realizar os
anseios que aos sonhos esta vida dissesse sim
Quem me dera ver brotar
a flor da paz sem ser esmagada pelo deus da guerra que este mundo não
fosse tão fugaz que o bem não fosse devorado por Quimera
Sonho sim com
campos floridos pássaros em revoada infinita onde o amor é bem
repartido onde a vida é sempre bonita
devaneios
divagar divagar devagar divagações devanear

33-
Perfil... Faiçal Tannus
No perfil da noite, na sombra da
saudade, encontrei você nos acordes de uma serenata. Ao fechar meus
olhos, abriram-se as portas da imaginação: envolvi seu vulto em meus
braços, senti a leveza do seu corpo e a ternura do seu abraço. E
dançamos...dançamos... todos os ritmos da felicidade, todos os encantos do
amor, nos passos sincronizados, de uma nova e permanente jornada. Não
queria abrir meus olhos... Apagar meu novo mundo... Queria que a música
fosse eterna para não ouvir o silêncio da minha solidão... Tão só eu
ficaria vivendo sem a fantasia de prende-la eternamente ao meu
lado.
Araxá-MG

34- Devaneios Arneyde T. Marcheschi
No
silêncio do meu quarto, ouvi seu cantar profundo, embalando meu pequeno
mundo. Adormeço sorrindo, sonho com você que docemente me enlaça num
gostoso abraço... Louca de desejo, elevo-me ao infinito, buscando meu
menino de lindos olhos... Na madrugada, o galo queria cantar, mas,
respeitando nossos momentos, emudeceu... quieta permaneceu... O sol
queria nascer, e com a sua teimosia queria iluminar meu doce sonho
encantado... As estrelas marotas sorriam, brilhando mais
intensamente... Ninguém, nada me desperta, porque eu não quero
despertar! Não! Nunca! Prefiro a morte do sono com você nos meus
lindos sonhos !
Vitoria.E.Santo www.vidatransparente.com.br

35-
Devaneios Maria Thereza Neves
o que me rodeia, abraça-me em eterno
movimento no espaço-tempo pedaços do vento, sopros em cores devaneios sem
sentido curvas após curvas sem tempo medido, perdido espasmos da
memória que colho e guardo.

36- Somente Por Um Dia Renate
Emanuele
Quero um dia lindo, transbordante de alegria Um dia repleto
de grandes emoções Realizando todas as minhas ilusões Sentir em minha pele
o raiar de um novo dia
Eu quero sorrir, como sorri a primavera Com o
seu colorido e todo seu perfume Expandir todo este meu amor, este meu
lume No apogeu da vida, como uma Cinderela
Quero você, como meu
príncipe encantado O meu doce amado, meu eterno namorado Quero envolvê-lo
na doce felicidade
Quero me extravasar dentro deste seu ninho Quero
que me cubra com todo seu carinho Amanhã, a rotina, eterna
realidade
atelierbaron@uol.com.br São Paulo - Brasil

37- Apelo
silencioso Priscila de Loureiro Coelho A madrugada exala o odor do
imponderável Seduzindo nossos corpos já despertos Arrebata-nos o som do
firmamento Sentimos o contato agradável Dos corações nossos, pulsando, tão
de perto Nos levando à dimensão do alheamento E iniciamos uma dança
que é antiga Que nos cativa e nos deixa alucinados Em ritmo que só
pertence à eternidade Nossas almas, que de muito, são amigas Cedem vez aos
sentidos inebriados Que no momento buscam sua saciedade Como resistir
tanto ardor! Nos buscamos vorazes sem pudor A volúpia nos envolve sem
piedade No exato momento de esplendor Explode nosso gozo em partículas de
amor No frenesi irresistível da vontade...

38- Além do
horizonte Sueli do Espirito Santo
Em um vale de beleza exuberante a
relva, um tapete mágico deslumbrante ao longe, uma branca montanha, bem
alta em seu sopé um lindo som de flauta
Abro as portas de minha
fantasia brisa, som e paz, tudo em sincronia vislumbro uma luminosa escada
para o céu encoberta pelas nuvens como se fosse véu
pensamentos
divagam lenta e suavemente sentimentos intensos ficam
transparentes encontrei a montanha branca que é a ponte que pode me
conduzir para além do horizonte
lá é local do magnífico e sonhado
paraíso onde toda natureza vive em um largo sorriso viajando em devaneios
no meu eu profundo descubro e admiro o belo eterno
mundo...
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

39-
Devaneando faffi
A noite chega e com ela o meu devaneio, vou
devaneando com a luz do luar, sigo seus pensamentos, e te vejo na sombra
da parede, na imagem refletida no espelho... Te amo e te amo sem
parar, nem a chegada do sol pela manhãzinha me impede de devanear. Sou
feliz assim, te sentindo como sombra, como imagem dentro dos meus
sonhos. Não importa a distância, devaneando te trago bem pertinho e te
sinto inteirinho. Você me cobre de beijos..e eu te cubro de
carinhos. Como é bom sonhar!
30/09/2005

40-
Devaneios Vyrena
Por que sonho? Por que fico a devanear? Por
que insisto nesse engano Pra minh'alma machucar? Vivo dessa
quimera... Numa inútil espera de algo irreal... que jamais irá
se concretizar! Trago comigo uma grande tristeza... um
enorme vazio... uma dor de saudade do que nunca existiu!
Uma
mágoa sufocada... causada por alguém que... antes mesmo de chegar...
parece que já partiu!

41- Devaneios Joyce-Lu@zul
Viver
num jardim florido e perfumado Ouvir pássaros...Cantar ao meu amado Sentir
o calor do sol na Primavera Ser sempre sua eu quisera Olhar o céu em
noite de luar Ver a lua prateada deslizar Colocar o sol no meu
verso Escrever poesia sempre penso Esperar o momento do sono
chegar Dormir e dormindo com você sonhar Ser sua...sem medo e sem
pudor Receber todo seu carinho... seu amor Rever você noite e dia
anseio Sou poeta vivo de devaneio Devaneios - ilusão e fantasia Você é
apenas uma fotografia
Balneário Camboriu 30/09/2005 - 02:00

42- Meus Devaneios Maria da Fonseca Meus singelos
devaneios Surgem lentos, devagar, Deste coração se evolam, Gotas da
beira do mar. Molham a areia da praia Com que levanto
castelos, Mas vem a onda e não deixa, Que me perca em meus
anelos. Ao desfazer da escumilha Insiste o meu devaneio. Olho ao
longe o grande mar, “Que tu chegues, é o que anseio, Neste coração
habita Desde sempre, o teu ardor. Continuarei a sonhar Só contigo, meu
amor” Transformar meus devaneios Em viva realidade, Meu desejo
confessado Pra alcançar a f’licidade. Lisboa,
28/09/05 http://geocities.yahoo.com.br/mariadafonseca2004

43-
Recomeçar? João Carlos (Rother)
Para que recomeçar a viver Se este
mundo é uma enganação E com a maldade a conviver E o amor é servil e
aberração?
Para que recomeçar a viver, Se promessas são mentiras? A
miséria, o ódio a renascer E a arrogância imbecil respiras?
Para que
recomeçar a viver, Se os covardes a terra estupram Com as lutas
sangrentas de poder , Cuja liberdade eles proclamam?
Para que
recomeçar a viver, Se o amor ao tumulo é conduzido, Sangue do passado a
apodrecer E o futuro ri do mundo corrompido?
www.poetarebelde.com

44- Desencanto Célia Jardim
Eu já nem sei, se lá no céu tem
uma lua, pois quando eu a contemplava, ela fazia-me sentir tão
sua... Mas para o céu deixei de olhar, não mais posso a lua
contemplar, que se a vejo lá no céu, em você estarei de novo a
pensar... E pensar em você agora, é partir a lua em pedaços, pois bem
sei que já não é mais meu, e a ela contempla em outros braços... A lua que
eu olhava, era linda, mesmo quando pequena, hoje ela só me parece uma
vírgula dizendo, não posso mais... É uma pena!

45- Devaneios
Loucos Natália Vale Devaneios que me torturam, Magoam e deixam
marcas, Por utopias que viram, Sempre que tu embarcas… No mundo dos
meus sonhos, E aí nos amamos com fervor, Com paixão, ternura e
ardor… Sofro com estas loucuras, Que me enchem de tremuras, Por
serem meros devaneios E não sonhos reais e verdadeiros. São loucos como
nós somos Não podiam deixar de o ser, Em devaneios nós fomos Tudo
aquilo que podíamos ser… Portugal 30/09/2005

46- Rondel A Meus
Devaneios Rosa Magaly Guimarães Lucas - Eire Sonhar de olhos abertos
e perdidos No tempo, e a reviver todas as vidas... Acordados apenas os
sentidos, Revivendo as chegadas... Despedidas... Procurar por
venturas escondidas Em lugares incertos, não sabidos... Sonhar de olhos
abertos e perdidos No tempo, e a reviver todas as vidas... Relembrar
os meus risos e gemidos; Da existência as subidas e descidas; Ouvir das
feras todos os rugidos, E aprender com experiências vividas... Sonhar
olhos abertos e perdidos Jacaraípe, Serra, Espírito Santo,
21/09/2005.

47- Meditação Machado de Carlos Na mesa...Um
corte...Suave operação... No alto os anjos entoaram a canção Que me
levaram rumo ao porvir; Esqueço o tempo... A saudade... A rota certa é a
eternidade... O presente é a razão para existir!... Faço das lições
gotas de perfume, Mais além outro anjo abriu o lume: — Oxalá! A
tempestade, enfim passou; Dantes as horas eram de agonia... Tenho os raios
do Sol, um novo dia; O beija-flor deixou o néctar e voou!... Ligo o
rádio e vibro no meu “blues” O alto soltou a voz, o mundo é
azul! Deito...Choro...No espelho sou o plebeu! No livro a verdade é a
diretriz: Volto ao trabalho, sou o cireneu!... Ribeirão Preto, 30 de
setembro de
2005_17h02 http://ilove.terra.com.br/autores/texto.asp?idpi=1695

48-
Devaneios ©Jade Dantas Tu nunca és sombra em mim, és sempre
brilho, que revejo ao longo da vida, entre as promessas do que não foi
mais e continua a ser. Continuas, sim, iluminada presença em
todos os meus devaneios, me semeando belezas sem te dares conta disso,
sem dares por isso, sem de nada
saber.
http://arabesquedesonhos.blogspot.com

49-
Devaneios Marise Ribeiro
Amor, pegarei em sua mão e o conduzirei ao
imaginário. Escolheremos juntos os sonhos que ficaram inacabados e
dar-lhes-emos um final feliz e inesperado. Acordaremos com o semblante
adocicado da paz, após uma noite de paixão no solo da lua. Abriremos a
cortina do mundo e a luz da esperança refletirá como o sol
dourado. Colheremos sorrisos de vários matizes pelo jardim e com eles
enfeitaremos o nosso vaso do amor. Se preciso for, perfumaremos com aroma de
jasmim a brisa que você trouxer pra mim. Durante o dia, nadaremos no rio
da alegria, e nos amaremos, com fartura, à sombra da ternura. E se
porventura a noite chegar de estanco, montaremos em um alado corcel
branco e voaremos rumo ao infinito. Mas amor, a nossa realidade é bem crua
e dura e isso não passa de um aflito devaneio de
loucura. 01/10/05

50- Divagações Mercêdes
Pordeus
Contemplei o céu... Divaguei nas nuvens Acompanhei a lua e
as estrelas E me encontrei pisando em terra firme
Contemplei o
oceano... Mais uma vez divaguei, no horizonte E me vi flutuando sobre
intrépidas ondas Outra vez me encontro na realidade...terra
firme
Contemplei o sol... Seus belos raios brilhantes e
dourados Invadiram minha privacidade, astro real Que me ofereceu sua força
e luz como legado.
Contemplei natureza... Percorri com o olhar o belo
arvoredo Os beija-flores visitando a minha varanda Num leve bailar, pensei
serem brinquedos.
Contemplei o céu... Outra vez divaguei e me senti um
anjo Deslizando através das nuvens, qual tapete de algodão Encontrei Deus,
e me disse: sossegai,és a minha criação.
Recife_PE, 05/02/2005

51-
Devaneios Luis Carlos Mordegane umvelhomenino
Se fosse chorar
pelas desditas do amor, Seria um ser em constante desespero, Fadado a
sofrer. Mas a lua! Ah! A lua... A lua com toda sua beleza, envolta em
mistério, Vê em meu olhar o sofrimento da espera, A dor que sua ausência
me traz. Em devaneios, gravados em minha retina, Você, eu e a praia
deserta... Descortina-se a nossa frente o mar, E a lua fulgurante,
com todo seu esplendor, Testemunha o nosso amor, Com seus raios de sublime
fulgência; Que quando refletidos na água, Mostram-nos as ondas como alvas
franjas, A se quebrarem na praia, Salpicando de pequenas gotas, Nossos
corpos suados... Olhando para o firmamento, Como que emoldurado pela
natureza, Um barco, com suas luzes vasquejantes; Como velas a bailar na
festa do nosso amor! Ou como os olhos da noite, Pairando por sobre os
corpos destes amantes, Que neste momento Perdidos no tempo e no
espaço, Esqueceram do mundo, Perdidos estavam, na ânsia de se dar... De
se amar! E o mar com seu murmúrio, entoava Sobre as ondas, melodias
suaves, Como se premiando nosso amor; E a brisa a tocar nossos corpos,
esquecidos no nada, Perdidos que estavam na volúpia, de amar, Anunciava a
madrugada. Emergimos então para o mundo nos últimos raios de luar, As
emoções se espargem... E delas, só a sensação de ter vivido Toda uma vida,
naqueles poucos instantes De prazer, que talvez, jamais se
renovem! Mudos, nos queda a tristeza do adeus...

52-
Devaneios Luiza Porto
Em meus sonhos, quero uma lua dourada, um
sol prateado, um mar vermelho de paixão. Uma montanha de algodão doce,
suave. Um jardim de amigos flores, espalhados no gramado que é a minha
vida. Uma casa, com varanda, onde na rede tenha meu amor do lado,
sempre abraçado. Nos olhos, brilho das estrelas e nos lábios a doçura do
mel. Sonhos, devaneios.




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