Miguel Torga, nasceu em 1907 em São Martinho de Anta, Vila Real, Portugal. Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, sem bucolismos, feita de árduo trabalho contínuo. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes, é outra constante dos textos do autor. Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade. A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.
Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade. Notável pela sua técnica narrativa no conto, pela expressividade da sua linguagem, frequentemente de cunho popular, mas de uma força clássica, fruto de um trabalho intenso da palavra, conseguiu conferir aos seus textos um ritmo vigoroso e original, a que associa uma imagística extremamente sugestiva e viva. Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993). Faleceu em 1995.

 

Súplica
Miguel Torga

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

 

     Participantes:
    (em ordem alfabética)
     

13- Adailton Guimarães
61- Alda Corrêa Mendes Moreira
17- @liosh@**/CIG@N@**
84- Ana Clara Ribeiro
60- Andréia Cristina Guadagnin
76- Angela Maura
43- Antonio Cícero da Silva
36- Arethuza Viana
35- Atahualpa Vianna
03- Augusta Schimidt
52- Bernardino Matos.
21- Cássia Vicente
63- Chicailheu
28- Ciducha & EduQue
79- clecitcc 
45- dario giuseppe di girolamo
39- Denise Figueiredo
77- Dulce Peixoto
02- Eugénio de Sá
59- Fernanda Pietra
20- Fernando Reis Costa (Nando)
54- Gena Maria
83- gina
40- Giovânia Correia
34- Giuseppe Martinelli
24- Gleici Keli Soares
06- Gui Oliva
07- Gui Oliva & Eugénio de Sá
38- Helô Abreu
64- Heloisa de Freitas Abrahão(SC)
65- Humberto Soares Santa
15- Isabel Fontes
53- Isadora
27- João Carlos (Rother)
71- José Maciel
49- Josemir tadeu
67- Joyce-Lu@zul
37- Landa
51- Lídia Eugénia
56- Lígia Antunes Leivas
09- Luiza de Marillac Bessa Luna Michel
58- Luiza Helena Guglielmelli Viglioni Terra
14- Machado de Carlos
11- Maísa Cristina Vibancos *Pupila
05- Marcial Salaverry
29- Margaret Pelicano
30- Maria da Fonseca
31- Maria Hilda de J. Alão
62- Maria Loussa
42- Marineusa Santana
16- Mário Osny Rosa
41- Marise Ribeiro
46- MaséFrota
18- Mavi Lamas
04- Milamarian
08- Milamarian & Alejandro V. Lima
80- Milla Pereira
57- Muriel Elisa Távora Niess Pokk
22- Naidaterra
19- Olga Maria Dias Ferreira
72- Penhah Castro
68- Raquel Caminha Matos (Lindinha)
47- Regina Coeli Rebelo Rocha (RJ)
73- Ricardo De Benedictis
32- Rosa Maria dias
55- Rosa Silva (“Azoriana”)
10- Rosângela do Valle Dias
50- Rute  Gomes
48- Sá de Freitas
81- Sandra Ravanini
44- Schyrlei Pinheiro
66- Sergio Cassal
26- Shirley Carreira
23- Soaroir Maria de Campos
33- Socorrinha Castro / florzinha
75- Sueli do Espírito Santo
25- Tarcísio R. Costa
01- Tere Penhabe
12- Trovador _ Miro Leão
74- Véra Lúcia de Campos Maggioni®
69- Volnei Rijo Braga
78- Vuch@
82- Yeda Araujo Pereira
70- Zena Maciel

 

01- A dor de um poeta
Tere Penhabe

O poeta entristece, como toda gente
e às vezes sente, a dor insana de não ser amado.
Mas não cala a sua poesia, que é a sua magia
bálsamo para o seu coração amargurado.

Deita sobre os seus versos toda a sua dor
que vã seria a sua inspiração, tivesse ele a ilusão
de ser maior e imune às setas da paixão...
O poeta apenas sabe conviver com a dor...

Em pétalas rubras, desfolha seus desencantos
de todos os enganos faz sua guirlanda
e segue em frente, rumo ao horizonte
com sonhos naufragados, sem esperança...

O poeta chora, como toda gente
mas suas lágrimas se transformam em versos
que vai espalhando pelo mundo afora
esperando paciente que chegue a sua hora...

E agora, por mais que eu negue
por mais que eu me recuse a acreditar
a dor se multiplica ao me ouvir falar, porque
o poeta sou eu...

Santos, 19/12/2006_18:00 hs

02- Mas o Poeta sonha
Eugénio de Sá

Quanto eu entendo, quanto eu acarinho
a doçura do pranto de um Poeta
ela tem todo um halo divino
banhando, sublimada, a fronte desse asceta

Porque a sua magia vive na tristeza
que o embalo da dor lhe traz à pena
como a luz de uma vela treme de incerteza
a mão que lhe descreve a mágoa extrema

desencantos, traições, tudo ali é contado
e o sentido dolente da saudade
sobrepõe-se ao estertor do injustiçado

É o sonho a ditar-lhe a poesia
que de razões menores é esvaziada
porque o Poeta vive essa estesia

Portugal
2006

03- Poeta
Augusta Schimidt
 
Poeta...mágico que transforma
Que faz germinar a semente do amor
Florescer os jardins do coração
Faz correr com o vento o pensamento
Dos humanos que procuram um alento
 
E a alma do verdadeiro poeta
Cuja realidade por vezes é bem outra
Transforma-se em sonho
Ultrapassa os anseios da inspiração
E vive a felicidade
Que no intimo de seu coração carrega
 
...E o verdadeiro poeta
Flutua no horizonte azul
E através de sua poesia
Desperta para a vida real
Transformando suas dores
Numa grande lição de amor

04- Mas os poetas amam
Milamarian

E me faço poeta que sofre sonhando
nas entrelinhas de um poema, amando
o cálamo que não cala e deita encanto
em lágrimas na cor do teu que é meu manto.

No verdor dos campos respondo em versos
o sabor do olhar que deixaste a descoberto
suspirando em folhas soltas nesto cerro
onde auroras fazem sol a teu contento.

Deito nas colinas em véu de saudade
se de ti duas palavras não tenho
mas sou sorriso quando és outra metade

e dois meios em papiros soltos ao vento
são poetas na poesia em mesmo cenho
valsando amor... sem distância e tempo.

Japão
2006

05- Algo que não gostei de ter escrito
Marcial Salaverry

Poemas escrevi, falando da guerra,
pois o mundo cada vez mais se enterra
nessa prova da imbecilidade humana...
Poemas escrevi falando de crimes contra a Natureza,
que a cada instante tira do mundo sua beleza...
Poemas escrevi, vícios combatendo,
vícios que a todos vem abatendo...
Poemas escrevi falando de como o ser humano
cada vez mais deixa de ser humano,
quando põe a nu sua necessidade
de praticar a maldade...
Poemas escrevi, criticando a poluição dos mares...
Poemas escrevi, contra politicos desonestos,
que precisavam ser honestos...
Poemas escrevi, procurando chamar à razão
aqueles cuja principal ação
é provocar desentendimentos nesta Internet
já cheia de problemas...
Nada disso gostei de ter escrito,
pois se o fiz, se tudo isso foi dito,
é porque existe muita maldade e incoerencia no mundo,
levando tudo para o fundo...
Não gostaria de ter escrito tais poemas
mostrando todos esses problemas...
Mas algo precisava ser feito,
para tentar corrigir esse defeito...
Mas... não gostaria de ter escrito...

06- Sou Aprendiz
Gui Oliva

eu não sou a poesia mas vivo a sua magia,
recebo com alegria os versos do poeta
que, ao  falarem de paixão, prazer, amor
acendem a chama da rima em mim desperta

eu não sou a poesia mas minh´alma vive a folia
de cantar, de declamar, de compassar
os poemas  que, encantada eu percebo,
pois me fazem  sentir como   musa  do versejo

eu não sou a poesia mas celebro a leveza
quando os poetas vibram e esparramam
todas suas atenções  com a natureza

e, assim, através da poesia experimento,
reparto inspirações e tento ser feliz
assumo o versejar... da poesia sou aprendiz!

Santos/31/12/06

07- Entrelace: Sou aprendiz & Não senhora; és Poeta!
Gui Oliva & Eugénio de Sá

eu não sou a poesia mas vivo a sua magia,
recebo com alegria os versos do poeta
que, ao  falarem de paixão, prazer, amor
acendem a chama da rima em mim desperta

Num poema há magia, tens razão
mas o importante é mesmo ali verter
um mar de amor, de carinho, de emoção
que façam a quem lê gostar de ler

eu não sou a poesia mas minh´alma vive a folia
de cantar, de declamar, de compassar
os poemas  que, encantada eu percebo,
pois me fazem  sentir como   musa  do versejo

quem disse que não és uma Poeta?
se à poesia dedicas os sentidos
só podes considerar-te um bom asceta
ou não ouças da pena os seus gemidos...

eu não sou a poesia mas celebro a leveza
quando os poetas vibram e esparramam
todas suas atenções  com a natureza

se celebras, poética, a leveza
e o cerne te vibra em emoção
quando ao leres os poetas tens essa certeza...

e, assim, através da poesia experimento,
reparto inspirações e tento ser feliz
assumo o versejar... da poesia sou aprendiz!

Só pode considerar-se ligeireza
ao negares ser poeta ao coração
porque ele já acarinha essa grandeza

Santos/31/12/06
Portugal/4/1/07

08- E os poetas amam
É o amor de dois poetas
Milamarian
Alejandro V. Lima

E me faço poeta que sofre sonhando
nas entrelinhas de um poema, amando
o cálamo que não cala e deita encanto
em lágrimas na cor do teu que é meu manto.
 
E me converti em poeta e meu amor em verso chegou a teu lado
na rosa lilás de um poema te confessei quanto te estava amando
e entre ir e vir de versos se uniu a meu amor em celestial canto
enxuguei tuas lágrimas, e disse te amo como nunca tinha amado.
 
No verdor dos campos respondo em versos
o sabor do olhar que deixaste a descoberto
suspirando em folhas soltas neste cerro
onde auroras fazem sol a teu contento.

No verdor dos campos e vales respondeste entre sublimes versos
como se pudesses olhar a minha verdade e esse meu amor tão certo
mas te amo ainda sendo humano e como todo homem sujeito ao erro
com a luz do sol e a aurora, e ante Deus com a simplicidade do vento
 
Deito nas colinas em véu de saudade
se de ti duas palavras não tenho
mas sou sorriso quando és outra metade
 
Deito na tua ausência sob o subtil véu que sustenta esta saudade
seguro de duas palavras, sei que és minha ainda que não te tenho
e tua existência é minha força e meu alento para juntar cada metade

e dois meios em papiros soltos ao vento
são poetas na poesia em mesmo cenho
valsando amor... sem distância e tempo.
 
de dois médios ligados a um sentimento em um poema singelo
é o amor de dois poetas numa poesia, duas lutas e um empenho
do mútuo amor que rompe as barreiras da distância e do tempo.
 
Japão  - 27-12-2006 
Portugal -08.01.2007

09- Soneto da Ausência
Luiza de Marillac Bessa Luna Michel

Lateja o encanto da beleza
Julgada num salão de amor
Expiando um saber maior
Floresce mel lábio loquaz

Calabouço de sentimentos
Brasas ramificadas em fogo
Silêncio solitário e grave
Apropria-se das almas serenas

Corpos abertos ao universo
Recatados e presos
Na extensão da intimidade

Na contabilidade dos beijos
Que não foram dados
Feudalismo dos corações...

10- O Amor, o Ser e a Poesia
Rosângela do Valle Dias

Estou sozinha nessa mata escura
onde  os vaga-lumes me conduzem,
aqui e acolá, como numa dança,
ao caminho da esperança!
Alcanço,
com o brilho do olhar,
num lago,  da lua  a brancura.
Ah! Visão de candura!
Sons divinais nas águas
caídas de uma nascente
naquele lago luzente.
Maestria regente das estrelas
unidas pelas notas suaves,
nas ondas minúsculas do lago,
revelam , de Deus,  o afago!
Agora,
sou  a esperança da noite,
o caminho das almas sem luz,
a verdade que transparece,
o amor que a tudo seduz!
Sou a solidão ausente,
a vida em alegria crescente,
sou você no esplendor...
A paz de uma flor!
Sou a dança da esperança,
o olhar de uma criança,
sou a presença da oração,
nos sons da sua canção.
Tenho na voz a doçura,
nos sonhos toda a ternura,
no canto a suavidade,
na alma a eternidade!
Não estou mais sozinha ...
Tenho comigo a  alegria,
a natureza,  a fantasia...
a fé... o dom da poesia!

BH/MG_18.09.2006

11- O tudo do poeta
Maísa Cristina Vibancos *Pupila
 
Perco meus dedos entre as palavras
soluçam os momentos em tempo,
olhos inundados de percepções
caem na alva folha do momento,
versos giram giram giram  e giram
sentindo a vertigem que não cessa,
resta o findar dos sentidos e desmaio.
 
Sensação de cumprir o poema
canto de beleza: estranha e calma,
sumo da brisa alada que sopra o dia,
encantamento e perfume nas mãos
cumprimentam-se em dores e amores;
sem restrições de prantos e cores.
Escreveu  o poeta e seu tudo noturno:
 
Sorriu loucuras.

12- Dores de poeta
Trovador _ Miro Leão
 
Poetas encantam-se com a beleza
suspiram pelo perfume das flores.
se inspiram no brilho das estrelas,
para cantarem versos aos amores.
 
O poeta sofre as dores das perdas
quando falta motivos para rimar,
a rosa que ele escolheu no jardim
entristeceu e acabou de murchar.
 
E por isto ele chora desconsolado
por perder a rosa que era só sua,
então se deita sob o céu estrelado
E fica fazendo versos para a lua.
 
A vida do poeta é lírica diáfana
não esconde uma lágrima de dor,
não nega nos seus versos rimados
que chora uma lágrima de amor.

13- O Poeta Abandonado
Adailton Guimarães

Por que foges de mim
Como o diabo foge da cruz ?
Se tanto tu como eu
Somos filhos de Jesus.

Prometi ser teu amigo
Te contei minhas vivências
Se não tems tempo pra mim
Saio fora, paciência.

Não quero te magoar
Nem sufocar a tua mente
Se não sirvo pra teu amigo
Saio de ti muito descrente.

Guardarei a tua imagem
Com adorável lembrança
Ficarás na minha vida
Como a última esperança.

Contarei para os amigos
Para meus filhos e netos
Porque te dediquei
Tanto amor e tanto afeto.

E pedirei que escrevam
Na campa em que eu repousar
Aqui jaz um sofredor
Que em vida muito amou
E morreu sem alcançar...

24/01/2007 Porto Velho RO

14- Senti-me tão pequeno...
Machado de Carlos
 
Um som ecoou pelas vias virtuais,
na tela de luz brilhou um nome:
- Impressionantes letras garrafais!...
... busquei um sonho. Sonho dum clone...
 
Então, eu era o rei dos imortais;
... soltei a voz translúcida que consome!
Comi o feijão dos tempos reais
E fiquei sem luz no ciclone!...
 
Criei cada movimento discreto;
tive o sexo forte e concreto!...
... e tomei todo fluxo que ele inflama!
 
Senti-me tão pequeno... tão ínfimo...
Mesmo assim lambi o seu íntimo,
e suguei a vaidade da cigana!...
 
Ribeirão Preto, 24 de janeiro de 2007_4h35
http://machadodekarlos.blog.uol.com.br/

15- e s q u e c i m e n t o
Isabel Fontes

deitou-se de barriga
braços esticados

forçou o respirar
sem humor
sem vontade

fecha os olhos
tenta sonhar

a posição dos braços
não ajuda
não transmuta

do gozo indiferente
tapa os ouvidos

ruídos de noites passadas
apagam o sorriso
apagam a memória

Para ti Jaime, que estás deitado ao lado da avó...

Isabel Fontes

16- Poeta Dores e Encantos
Mário Osny Rosa
 
Na poesia o poeta pinta suas cores
Como o mágico tira o coelho da cartola.
Mesmo sentindo todas as dores
Mas nada nesse mundo lhe amola.
 
Com encanto pinta as dores
De uma sociedade sofrida.
Com encantos dos sofredores
Numa vida muito dolorida.
 
Defensor da liberdade
De uma crítica urdida.
Com toda a maldade
Sempre tem uma saída.
 
Sua palavra já é forte
Contra qualquer investida.
Sempre lhe dá sorte
Da sociedade pervertida.
 
Detesta a tal de censura
Sempre refuta com amor.
Com toda sua candura
Como poeta sofredor.
 
São José, 24 de janeiro de 2007.
morja@intergate.com.br
www.mariopoetasadvogados.com.br

17- Quem me dera ser poeta
@liosh@**/CIG@N@**

Poetas não nascem, germinam , florescem
Poetas não choram, deságuam , hidratam
Poetas não sofrem, introspectam , concentram
Poetas não atrasam, ao tempo licença pedem

Poetas não perdem, a posse transferem
Poetas não ficam tristes,apenas meditam
Poetas não brigam, posicionam-se
Poetas não gritam, mudam o tom, exclamam

Poetas não se zangam, desagrado demonstram
Poetas não amam, entregam-se , apaixonam-se
Poetas não esquecem, perdem a lembrança, olvidam
Poetas não morrem, mudam de dimensão, transmutam

Poetas não  são senhores  e não possuem  senhores,
São desprendidos,sem endereços  ou  códigos
Não falam, conjugam direto aos corações
Poetas tem o universo por lar, e como única lei
O verbo amar, pairando no ar, levitando emoções

Poetas são princípios de vida, na pele sentida
Poetas são guerreiros , reais altaneiros
Poetas são orações , criações divinas
Poetas são estrelas, são astros , são luzes.

Poetas são músicas, fazem das dores amores
Poetas  detém poderes  e   encantos
Transformam em orvalho os prantos
Desdobram  pudores e despudores

Enfim, poetas são poetas, raridades
Verdadeiros mensageiros angelicais
Despidos de apegos e  vaidades
Poetas são poetas e nada mais

Bragança Paulista, 23 /01/07_02:00h

18- A Emoção do Poeta
Mavi Lamas

Queria escrever 
Sobre minhas emoções
Mas um poema é um mistério...
E dele também me espanto...
Procuro explicações...

Construção de palavras
É pedaço de vida...
E que vai fazer seu caminho
Em  mim e fora de mim...
Tão meu e tão d'outro...
Exercício de mergulho
Em mim mesma...
Parte da gente que se vai
Buscar por estradas insabidas
E é espanto como o é um filho

A mente, lugar mágico
Onde as emoções se encontram
Vividas em intensas ilusões
No peito sons de carrilhões
Ignorando o silêncio
Do triste coração
Que num mar de indagações
Procura a alegria
A felicidade perdida.

O poeta sente a solidão
Na fragilidade de sua realidade
Sente a saudade como ninguém...
E torna o espaço físico do mundo
Menor que o amor que sente...

Sem a presença do amor...
De sua magia perdida...
As palavras ressoam
Como tábuas de salvação
Na falta do amor...
Daquela beleza fugaz desaparecida
Para ele o mundo assim diminuía,
Se restringía...Se empobrecia...

De onde me veio a força
de inserir no mundo
Algo tão meu e tão alheio a mim?
Como escrever poemas
Que não sejam de amor?

19- Poetando...
Olga Maria Dias Ferreira

Na alma de um poeta,
com seu vigor esteta,
vigem ramos e flores,
contos de mil amores,
na batuta de um maestro...
em suas múltiplas cores,
surgem prantos, muitas dores,
a colorir o seu estro...
e, num misto só de encanto,
desabrocha todo seu canto,
na tecitura do amor...
e entre dores e sonhos,
em seus dias mais risonhos
tecem auras de louvor...

Pelotas - RS

20- Emoções de Um Poeta
Fernando Reis Costa (Nando)

Escrevo versos sem rimas procuradas;
Palavras que são a voz do coração;
E quantas vezes com lágrimas choradas
Em momentos de extrema solidão!
 
Como poeta, tenho a sensação,
Que a vida é como um jogo: ou tudo ou nada:
Às vezes... É de alegria a emoção;
Outras... de nostalgia indesejada!...
 
Na poesia mora a dor e o encanto:
- Dois extremos da emoção vivenciada,
Num misto d’alegria, amor e pranto...
 
E os meus versos, assim, de parca rima,
Dessa emoção, eles são a minha sina...
São como eu sou: – só isso e mais nada!

Coimbra_Portugal

21- Poeta que chora e ri
Cássia Vicente

O poeta encanta...
ora com suas dores
escritas num sentimento mortal...
ora com suas alegrias
desfazendo-se em cheiros e aromas
palavras que fazem sonhar...

Poeta...
chora suas tristezas
nas entre linhas das estrofes
tentando mandar embora suas dores...
rima sua felicidade ensaiando letras em passos que 
dançam entre palavras que alegram todo canto...

Poeta...
que escancara seu coração
não tem medo de se expor
multiplica suas palavras em versos
dividindo com quem ler sua "vida"
seus "sonhos", seus "anseios"
suas "fantasias"...enfim...
dá a cara a tapas sem receio...

Ah Poeta!...
sendo um sonhador incorrigível
não espera retorno
nem tem pretensão de ser entendido...
não tem medo de ser julgado
só quer sentir que compartilha
e com isso sua alma "flutua"...

O mais lindo de um poeta:
"escancara sua dor e seus encantos
 ...sonha e não tem vergonha de admitir"...

Jataí-GO_24.01.07

22- Tudo e Nada
Naidaterra

O poeta nasceu de braços abertos,
ele é tudo dentro do seu casulo...
Não é um nome, apenas é a
essência que vive dentro das palavras...
Ele é o nada sem sentido,
o não compreendido,
é a própria dor do mundo...
O poeta é a emenda que colhe nos
horizontes as emoções que lampejam
em seu caminho, histórias, sinais e as
tão almejadas cartas dobradas amareladas
pelo tempo, e essas, o faz perder o tino
que o faz entrar em devaneios...
 Seria aquela, a carta da sua amada?
Quinquilharia diriam alguns, folhas a deriva
diriam outros, mas para o poeta é a soma
com resultado correto dando sentido a sua vida...
E o poeta segue, alquimista nato que transforma
sua dor em doce mel...

23- Dores e Encantos do Poeta
Soaroir Maria de Campos 

  - Dialogismo -

Dói-lhe a falta de beribás , vertentes, abio, cajá
mãos e  tintas libertas de qualquer luz
formatamento da incoerência em ciência
fotossínteses sob  pés de manacá.

Dói-lhe ver a verve capada
se a puros e cubistas difere
o cerne de sua bafagem
de vulgos, tosco é julgado
arriada é toda a sua bagagem.
 
Espoliado o poeta re-volta, seu fado
feitiço no berço inoculado, volta
aos pés do  manacá encantado, Parnaso
e recomeça a prosear:

- Como vou reconhece-la, Poesia?
Com dois olhos, testa uma boca e um nariz?
Não vejo qualquer distinção!
- Se consigo te agradar, então sou poesia.
- E as lições e tratados; e, de Dionísio, a filosofia?
- Não duvides do que eu digo:
nada aqui é fantasia!
- Se  odeio, sem rima afadigo;
se amo, com métrica me execro.
É isso que é poetar?
- Só cai o que nasce  para baixo.
Poesias germinam no ar.

-Mas e a musa de outrora, de antiga rama,
é este um outro valor que se alevanta?
Nesta verve meu sangue ainda é lusitano,
brada a fama das vitórias que rimaram,
aroma que esta alma, ainda minha,
verte no sabor daquelas vinhas...

- Cessem, do sábio Grego e dos Troianos,
ádvenas ou vultos grandes que fizeram;
foram-se Alexandres e Trajanos,
romançarias com vitórias que tiveram.
Outro mais alto valor me alimenta
nas fadigas que neste tempo vos verberam.
Hoje sou uma outra poesia que as sustenta

soaroir@terra.com.br
São Paulo - Brasil

24- Encanto
Gleici Keli Soares
 
Oh! Doce poesia.
Tu floresce   a alma e ilumina os pensamentos.
Quantos segredos e histórias escondidas.
Parece o oceano dias de calmaria e dias de vendaval.
Linha por linha surgem estrofes,
Gotas de tristezas,  incompreensão e dores infinitas.
As vezes parece que o papel vai grudar de tanto mel e romantismo.
Oh! Querida poesia.
Tu és a marca e o cronômetro de toda a vida.
Momentos amuados, engraçados e de amor.
É um refugio de poeta sensível e lição de paz.
Encanto no meio de tantas coisas ruins.
Sinal de desespero diante injustiças.
Oh! Poesia que encanta.
Captura e rouba corações.
De grande valor, cheia amor, tapas, beijos e desejos.
Uma briga constante de sentimentos, sonhos e realidade.
Apenas a biografia de uma aprendiz de poetisa.

25- O poeta
Tarcísio R. Costa
 
A mente do poeta parece conturbada
Por dúvidas trazidas do seu passado,
Sempre fala de um coração sofredor,
Ninguém pôde avaliar a sua realidade.
 
Dia fala das estrelas, dia fala de amor,
Reclama constantemente da saudade.
É um ser que desnuda o seu interior,
A sua sensibilidade.
 O amor é a sua verdade, ele fita o horizonte
Como se lá estivesse o motivo da sua saudade.
 
Na poesia, os seus verso
Procuram mostrar a sua felicidade.
Parece conversar com as estrelas,
As flores são suas companheiras,
Visita-as, quando sente saudade...
 
Ser poeta é complicado,
Ele mistura tudo, ora fala de amor,
Ora se perde no mundo da desilusão.
Quando a saudade lhe aperta o coração
Lágrimas cristalinas rolam frias
Pela sua face de dor.

(Brasília - Distrito Federal)

26- Meus versos
Shirley Carreira

Eu faço versos
Como quem grita
Pois meu pensamento não é manso
Com seus desvarios
me espanto.

Eu faço versos
Como quem luta
Pois minha alma nunca se entrega
E aos seus sonhos
Se apega.

Eu faço versos
Como quem morre
Pois a cada palavra que traço
Arranco de mim
Um pedaço.

Em meu versejar,
De sentimentos repleto,
A vida brota, se inflama
Pois faço versos
Como quem ama.

Prof. Dr. Shirley de Souza Gomes Carreira
http://www.shirleycarreira.homestead.com/index.html

27- O Que é Um Poeta?
João Carlos (Rother)
 
O poeta usa a suas lágrimas de dor
Fazendo sua vida... A arte de escrever
Ele se ilude com maestria do amargor
Dignificando sua criação até morrer.
 
Para se iludir da realidade do amor,
Vivendo a tola ilusão da alegria,
metamorfoseia-se de sutil trovador.
Gargalhando ao vento a sua poesia
 
Poeta de poetar elegante de paixão,
Cuja máscara torna-o irreconhecível
Na realidade da distância à razão,
Sendo aplaudido, tudo será possível.

Poeta que escreve poesias atraentes,
Galgando a intelectualidade sensual
De sonhos, luas e amores indiferentes,
Quando garatuja a inspiração banal.

Poeta de luas e sonhos coloridos
Por amores de todas suas amantes,
Ideais de alma e corpos corrompidos
De dolorosas lembranças farsantes.

www.poetarebelde.com

28- Dueto_Ciducha/EduQue
Os Poetas não Morrem...!
Ciducha

Como matar o poeta
que vive em mim?
Poeto ,sim....!
Toda a minha alegria e até alguma dor!
Num poetar sem fim,
Para mostrar a todos,
em letras,
minha poesia.

Como matar o poeta que vive em mim?
Não me importa o mundo,
nada importa toda a gente,
não é para elas que escrevo,
que nada sabem sobre as minhas dores,
num jeito próprio de chorar.....
Rir às vezes,
por que não?
Jeito de não ser tão só,
fantasia de poder,
ao menos,
voltar a amar!

27/04/2006
&
Os Poetas não Morrem
EduQue.
25/05/2006

Como dizer a alguém
que pensa que não ama, que ama,
Que não é por amor,
mas por companhia que reclama?
Pois como alguém, sem amar,
poderia tornar-se poesia?
Como sem a paixão, a dor e o amor
um poeta se faria?
Este amor sem destino que trazemos no peito,
na ânsia de se dar,
fantasia-se em entregas ao leito,
que não demanda amor,
mas tão somente o bom jeito...
Não, minha senhora, o que sentimos
é o amor que chora,
que sem ter a quem entregar-se
e por não poder ir embora,
exige, implora, exalta-se
e jorra na poesia que o leva à forra.

Desculpe-me pela intromissão,
mas se vejo tanto amor em seus olhos...
Quanto dele haverá em seu coração?

29- Soneto: Dores e Encantos do Poeta
Margaret Pelicano

Se de dores e encanto é a vida do poeta
ele se desfaz em sangue e rosas em combustão!
Para que ver o mundo em prisma multifacetado,
se do poeta é este desejo e alucinação?

Se de dores e encanto são as linhas da vida,
e nos céus brilham sóis e estrelas na amplidão,
também é do poeta tal conhecimento
descortinando na pele, nos lamentos, os versos do coração!

Só assim, vestido dos meandros da Lua,
buscando no lado obscuro a solução para os tormentos
é que o poeta, de des/encanto, urde sua canção!

E nos dias que se transfiguram, no passar das horas,
ele observa, recorre e transcorre os sentimentos,
como relógio, que ao vento, busca a hora da construção!

Brasília - 24/01/2006

30- Tsunami
Maria da Fonseca
 
Ó imenso mar, ó traidor,
Que poder o Pai te deu?!
Cantei-te com tanto amor,
Mas tudo em redor cedeu!
 
A terra toda alagaste,
Causando a desolação.
Demónio, tudo arrastaste,
Sem dó e sem compaixão.
 
Contra a própria Natureza
Tu investiste, maldito!
Já esqueci a beleza
Com que te tenho descrito.
 
Os poetas se extasiam,
Perante a tua lonjura.
Nossas gentes pressagiam
E choram a sua agrura.
 
Mas desta vez foi pior,
Ajudaste ao fim do mundo.
Diz-me qual a dor maior,
Sofrimento mais profundo,
 
Do que ver os seus morrer,
Sem lhes poder acudir?
Tudo a desaparecer,
E o mar a tudo engolir.
 
Não te quero rever mais.
Eras todo o meu enlevo.
Não me encantarás jamais.
Sobre ti, não mais escrevo.
 
Dezembro de 2004

31- Como Falar de Ti, Poeta?
Maria Hilda de J. Alão
 
Como falar de ti, poeta, sem chorar,
Depois de teres do mundo partido?
Ficou o vazio que faz a voz se calar,
Que tira da vida, todo o sentido.
 Que desespero!  Lágrimas rolam em vão.
Teus poemas, legado de pura emoção,
Versos líricos escritos com tanto amor,
Para ocultar, sob as palavras, o grito da tua dor.
Deles tenho cada verso na memória
Que a amizade me permitiu guardar,
Pois um dia o mundo saberá da tua história.
Como olhar o mar que tanto amavas
E não ver nas águas o verde do teu olhar,
A lágrima caída quando, por amor, soluçavas?

32- Por que Escrevo?
Rosa Maria dias

Escrevo por absoluta necessidade
De fazer do meu intimo, a amostragem:
Um grito, uma angustia, uma saudade
Um libelo, um discurso, uma bobagem.

Escrevo porque eh inexplicável
Essa mania, esse frenesi desesperado:
Viajar no abstrato, no improvável,
No sonho que dormindo não eh sonhado.

Escrevo para abrir minhas feridas
Que em versos vão sendo exibidas:
Sangradas, purgadas de qualquer jeito.

Escrevendo vou também dissimulando:
Por palavras, emoções eu vou trocando;
Escrever enfim, desincha o meu peito.

33- Desabafo de Um Coração Poeta
Socorrinha Castro / florzinha

Na alma , trago a poesia
Que nasce do meu coração,
Com ela, eu expresso a alegria
E toda a minha emoção.

Canto em versos a euforia ,
E também canto a felicidade ,
Choro em versos a tristeza
E até a infelicidade.

Na poesia eu encontro
Acalanto , paz e abrigo ,
E desabafo em versos
As dores que trago comigo.

Sinto e vivo o que escrevo ,
Escrevo tudo que sinto ,
Meus versos são transparentes,
Disfarçar e mentir , eu não consigo !

Por que tentar esconder
O que meu coração quer falar ?
Por isso , quando o sinto sofrer ,
Versejo o meu desabafar !

www.socorrinhacastro.com.br
JP - PB - Brasil

34- O Poeta Morre?
Giuseppe Martinelli
 
Quem disse que poeta morre?
Às vezes o que pode é estar ausente.
Não por culpa dele em não estar presente,
Mas por falha nossa em não ler seus poemas.
 
O poeta, em seus expressos pensamentos,
Nos dá a deixa de como está presente.
Descobrir em seus versos as mensagens...
Ditadas do coração, com sentimentos...
 
O poeta verdadeiro nunca morre,
Pois ele está e da existência independe.
Nos seus poemas são gravados os sonhos
Deixados eternamente gravado em  livros.
 
A força do poeta está nos versos
Que deixa escrito para a posteridade.
São flores que nasceram das sementes
Espalhadas por ele, enquanto aqui estava...
 
Sementes que florescem em todas as partes;
Nos morros, nos vales e no fim da esperança;
Dos sonhos adormecidos da consciência
A despertarem nos momentos de ternura...
 
Para mim o poeta será eternamente vivo,
Pois seus escritos é que me dão sustento.
Vou continuando a sonhar neste Mundo
Enquanto puder ler seu imortal verso...
 
Guarapuava, 18/03/2006
http://www.pbshow.com/poemas/marti

35- A Ilha dos Sonhos
Atahualpa Vianna

Incrustrada em águas DA felicidade,
Cercada pela maresia das ilusões,
No mistério oceânico DA Imensidade,
Protege-se dos temporais e Tufões.

Banhada pelos marasmos DA Saudade,
Visitada pelos alísios dos Corações,
Invadda, às vezes, pela Realidade,
Livra-se das violentas Convulsões.

Nas encostas de seus reais escolhos,
Nas suas revoltas águas de abrolhos,
está sempre ilsolada, firme e fria.

Abriga Nautas que buscam horizontes,
Almas poéticas que se fazem amantes.
Essa Linda Ilha chama-se "POESIA."

http://amorevida1.zip.net

36- Fazer Poesia
Arethuza Viana

Fazer poesia, uma forma resistente
De me colocar em dia comigo,
Maneira de me sentir mais "gente"
Na inspiração, encontrando o abrigo.

E lembro que sementes eu plantei,
Dos amores idos, magoados,
Quantas vezes caí e levantei
E sonhos lindos foram remendados.

Você andava longe dos meus tropeços.
Hoje, te falo de um amor torturado,
Porque nada sabes dos altos preços
Que paguei por um dia ter amado.

Fazer poesia...Forma de sofrer calada,
Escrever sem usar meias verdades,
Minha maneira dolorida e tão sangrada
De padecer e de sentir saudades !

http://doceamor2.bolspot.com

37- Ser Poeta
Landa

Ser poeta é um tormento
É sentir cada momento
Com tamanha intensidade
Que todo esse semtimento
Nos rasga a alma por dentro
Como o vento em tempestade

Ser poeta é transmitir
O odor das flores a abrir
Mesmo que elas lá não estejam
Pintar as núvéns em véu
Cantar a lua no céu
Pra que os outros assim vejam

Ser poeta é, por palavras,
Também descrever as mágoas
Que assolam a humanidade
É sobretudo querer
Que todos possam viver
Com AMOR e LIBERDADE

38- Perguntas de uma pretensa poeta
Helô Abreu

Pergunto-me diariamente
-onde a poesia que antes vivia em mim?
-será que ela morreu  seguindo o ultimo vento que passou?
deixando sem versos uma pretensa poeta
que um dia feliz, versos alegres versejou?
Triste de mim, pretensa poeta,
que não ouço mais os murmúrios que antes ouvia
doces, suaves e faceiros viajando em minh'alma
trazendo p'ra ela felicidade, calma e alegria!
Hoje o que ouço por toda parte
é apenas o silêncio da dor que me acompanha!
Já não ouço meus gritos feridos
a  minha dor se enamorou da própria dor
esquecendo da poeta que um dia em mim morou!
Tenho hoje só olhos vivos que falam, imploram
Mas ninguém os vê
Ninguém olha os olhos dos poetas
Todos os temem
São olhos que vêem tantas injustiças
meninos franzinos, vendidos, vendendo
a alma, o corpo esquálido,
seus olhos sem vida, cansado,
nascendo e morrendo a cada manhã!
Os que crescem não se reconhecem
os braços não estão esquálido
esquálida está a pobre alma, esquecida
trazendo nos olhos a dor, sem vida!
Não ouço mais os sons dos meus versos
Se estou a dize-los, não são versos
São apenas mentiras de poeta
que triste, não sabe mais ser poeta, nem fingidor
A poesia em mim morreu
Calou-se na dor
E meus olhos, pobre olhos de Poeta..de poesia secou!

39- Pura Emoção
Denise Figueiredo

O poeta é emoção,
Na melhor parte da vida,
Vira tudo uma ilusão,
De várias vidas sofridas.

Seus olhos e ouvidos atentos,
Tudo amontoado no coração.
À volta, muitos sentimentos,
Todos fora da razão.

São palavras de sonhos,
Muitos gerados em dores,
De fatos e lugares bisonhos,
Alegrias, mágoas ou dissabores.

Da política, fé ou heresia...
De tantos amores ou farto em cores.
Dá do bolo a fatia,
E ele ilustra com sabores.

Agarra a vida e seus sentidos
Como algo nunca visto,
Ou do bem nunca antes tido...
Mas sou poeta...Eu existo!

Rio de janeiro_ 2006
http://www.recantodasletras.com.br/autores/denisefigueiredo
http://eueapoesia.spaces.live.com  //  http://denisefigueiredo.blogs.sapo.pt/

40- Dores e encantos do poeta
Giovânia Correia

Ah!O poeta tem suas dores.
E como as tem...
Mas não a sabe ninguém.
Ou se as sabe,
não decifra, não compreende.
Pois como dizia o poeta:
"O poeta é um fingidor..."
E quem por fim o entende?
Entre dores e encantos.
Escreve a sua poesia.
Esperando que sua inspiração.
Seja um verso novo, ao raiar de um novo dia.
Encantos?Como os tem o poeta.
Quem os poderá decifrar?
Pois ele é a mais linda faceta.
Que podemos desejar.
Entre sonhos e emoções.
O poeta vai escrevendo.
Com suas dores e encantos.
Na vida vai sobrevivendo...

www.sonhoseemocoes.com

41- Entre Sombras
(Homenagem a Augusto dos Anjos)

Marise Ribeiro
 
Sou oco para os sentimentos,
sentimentos do amor maior.
Minha primavera é sem cor,
minhas deusas são pecadoras.
A alma na minha poesia
é transparente e sem pudor,
pois vaga perdida entre as sombras
dos benefícios da dor.
 
Procuro sempre as desgraças
dos amantes entender,
porque neles acho a graça
que o mundo poderia ser.
 
Tenho o coração revoltado
com as trapaças que a vida cria...
Sempre me encontro rendido
diante da triste alegria.
 
Não consigo me inspirar
no sorriso de uma criança
e a fé na vida além-morte
só me dá desesperança.
 
Também tenho medo do sol,
do mar, da lua, do céu estrelado...
quando me encontro amargurado
no escuro breu da solidão.
 
A chuva que lava a alma,
apesar da fartura que traz,
faz-me colocar no papel
o choro que da alma me cai.
 
Com isso, vejo a vida prosseguir
por um prisma diferente,
diverso de um velho sonhador,
pois a tristeza que me leva em frente
torna-me um poeta da dor.
 
22/04/05

42- Introspecção
Marineusa Santana

Anoitece!
As sombras substituem a luz
E a tristeza se aconchega a mim
Tomando grande espaço
Da minha vida.
O silêncio me faz companhia
Trazendo de volta lembranças
De um tempo muito distante.
Umas amargas e tristes
Outra, porém, tão querida.
Reviver...
É sempre muito bom
Mesmo quando
As lembranças são doídas
E abrem alguma ferida.
Porque viver novamente
Um tempo que já se foi
Nos faz crescer certamente
Tirando dele a experiência
E o saber para a vida.

Brejo Santo - CE, 25/01/2007.
marineusanta@hotmail.com
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/

43- Os Poetas Também Amam
Antonio Cícero da Silva

Nas entrelinhas do meu poema
Mesmo que às vezes em tristezas
Falo do meu real amor
A flor que lindamente desabrochou.

Com a semente a germinar
Do meu amor com grande zelo
E mesmo que em desespero
Procuro banir o pesadelo.

Sou poeta, também amo
Mas a amargura me consome
A amada está longe de mim
É difícil viver assim.

Na realidade muito amo
Também possuo um coração
E por você eu reclamo
É sua a minha atenção.

http://antoniocicerodasilva.blog.terra.com.br  

44- Esta dor ...
Schyrlei Pinheiro

Esta dor não é só tua;
dói em mim,
quando arrancas de minha alma
o riso cuidadoso,
e regas a esperança  com a lágrima triste,
condensada no firmamento,
com as mágoas
que desaguam de nossos erros.
Esta dor, também transborda
de meu coração, rasurado
pelas fendas do passado,
registrado na história 
de um amor que dói, a dois

45- Desejos e Cantar de Poeta
dario giuseppe di girolamo

...ser poeta é desejar
a poesia vagar entre almas conflitantes
com rimas rebeldes iras aquietar

...ser poeta é desejar
dos pássaros apreciar o melódico cantar
e transforma-lo em acordes angelicais

...ser poeta é desejar
o luar transformar em versos rimados
que encantam eternos amantes 

...ser poeta é desejar
em versos e estrofes transformar
a tristeza atada em almas a vagar

...ser poeta é desejar
esparramar palavras ao vento ate
formarem românticos poemas

...ser poeta é desejar
clamar clemência ao deus grego eolo
para o vento não parar de uivar

...ser poeta é desejar
caminhar nas noite escuras
esperando a luz do dia chegar

...ser poeta é desejar
sonhar de dias esperando a fria noite
para consolar almas em vigílias

...se fosse poeta desejaria
clamar a mulher que amo para faze-la
minha única musa inspiradora

...se fosse poeta desejaria
fazer de você com ternura
 minha ultima poesia a versejar

...se fosse poeta desejaria
fazer deste mundo tão caótico
uma única canção a todos a cantaria

...se fosse poeta desejaria
as rosas florescer em primavera
outono verão e inverno

...hoje me faço poeta
com as estrelas cadentes
quero meu dentro desabafar

...hoje me faço poeta
para a lua a relva e o orvalho
minhas dores vou pedir para lenir

...hoje me faço poeta
de jonas e sua baleia em versos
sua aventura quero recordar

...hoje me faço poeta
só para você distante amore mio
seu poeta preferido de amor falará

...já que hoje me fiz poeta
aos deus poderosos de outrora
meu distante amor sem hesitar evoco!

scoglio@terra.com.br

46- !Musa de Um Poeta!
MaséFrota

Em busca de felizes corações
Ilusórios e ternamente "apaixonados"
Aportam pensamentos leigos em aleatórias
Forças, fertilizadas de fustigadas imaginações.
 
Certos que chegarão e troféus ostentarão
N´um dilúvio de lágrimas advindas de emoções
Flutuantes, de um sentimental Poeta em evolução
Tornando-o náufrago, em meio às palavras ao chão.
 
!  Ledo engano! Aos olhos dos Poetas!
Sempre estarão entreabertas
...Frestas... Portas... E janelas...
 
Transformadores de paixões sublimadas
Desenfreados sentimentos de amor e dor,
Descerram cortinas exaltando suas musas
Inspiradas palavras de eterno sonhador
Ou quem sabe de um sofredor!
A sua divina maneira de Amar!
 
Dias estrelados às noites ensolaradas...
Ventos fortes  que...  Batendo lento virão
Certamente em brisa... e soprarão.
Ilusões encantadas...
 
Onde cairão as lágrimas “passarinhos”... ?
Antes sofridas ao relento do amor
Amenizaram e acalentaram a dor
Saboreando o gosto de gotas cristalinas
Não mais somente na imaginação de um
! POETA SONHADOR!
 
 MariaJoséCaminhadaFrota
Fortaleza-CE

47- Dores & Encantos do Poeta
Regina Coeli Rebelo Rocha (RJ)

Troca o Poeta de pele, dor latente...
Chegada a hora, some nele mesmo, hibernado
esquece o corpo cansado, fatigado
e se busca no silêncio doloridamente...

Põe de lado a lida em que vive
Somente os sentimentos se lhe abstrai
Como num transe, a consciência se retrai
Deixando aflorar uma alma livre ...

Chora o Poeta as dores do mundo
Seu desencanto ante o que é, mas não devia...
Purga forte desconforto em sangria
Faz-se inteiro nos versos que vêm do fundo ...

Quem sabe as lágrimas expiem a sua culpa?
Carpe o pranto dos desvalidos e dos infiéis
Padece como que sob as patas dos corcéis
Que lhe pisoteiam laivos de euforia sem desculpa...

Poeta da tristeza e da melancolia
Pinta com gotas roxas o orvalho sobre as folhas
E tinge de vermelho da paixão as bolhas
Que se esfacelam pelo chão sem alegria...

Com requinte, o Poeta rompe suas barreiras
Toma do cinzel e esculpe torneadamente
os sentires de todos, querendo tão-somente
encher de Beleza o triste que emerge sem fronteiras...

Ah, Poeta, tuas mãos são anjos modeladores
Do que tem forma inexata ou tem forma torta
Teus olhos esguicham o que teu peito não suporta
Em pranto dorido de penas e medos sem pudores...

E vais trazendo à luz os filhos da tua agonia
Entre gemidos e soluços parideiros de poemas
Tua inspiração exulta e te afaga das tuas penas
Que o ato de escrever mitiga em doce harmonia...

E o Poeta, em gozo , vê a sua obra acabada
Já chora manso,  transformado em emoção
Escorraça tudo o que ameaça a ilusão 
Porque sem ilusão a Vida não vale nada...

Bebe encanto o Poeta,  pra matar a sua sede
Sabe que a realidade castiga e desacata...
Embebeda-se das palavras achadas em dura cata
Qual retirante que descansa o cansaço em sua rede...

Encantado é o Poeta, pungente em sua fala
Pare os filhos que não deixam a Vida morrer
Sem Poesia, escrita, falada ou sentida, não há prazer
e, sem prazer, de viver não se comete o ato, só se  resvala...

48- Dores e Encantos do Poeta   
Sá de Freitas

O poeta é um ser que ri e chora,
Como todos os seres deste mundo...
Mas quando sente um  padecer profundo,
Escreve versos pela vida afora.

Se sente dor, sofre essa dor sorrindo;
Se sente encantos, logo se embevece;
É capaz de sofrer com quem padece;
É capaz de fazer tudo ser lindo.

Mas sempre tem uma dor, tem um encanto,
Dos quais não pode nunca se livrar,
Porque um traz-lhe a paz e o outro, o pranto.

Esse encanto maior que tem um bardo:
É quando sente-se amado para amar,
E a dor, é ver-se amando e não amado.
    
http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm

49- Poetas...
Josemir tadeu.

Poetas talvez sejam...
Ou talvez,
mais uma vez,
seriam seres que almejam
quereres...
Poetas talvez rociem
a orla dos orbes distantes
quando entre os instantes,
começa em versos
a viajar...
Poetas amam.
Poetas choram mais facilmente,
pois longe de serem inconsequentes,
são em verdade vidas crescentes,
acrescidas de algesia.
Vislumbram as noites nos dias.
E convidam as noites pra com ele poetar.
Como se elas fossem,
um tema/lema solto,
e eles, um corpo
sempre disposto,
na alma,
mergulhar...

Poetas são,
porque plasmam amores.
Passeiam pelas dores.
E mais que a sorte,
procurem alhures
pelos mirantes,
visagens reclusas
que passeiam em derredor,
passando desapercebidas para outrens,
porém neles, sempre inclusas,
pois que eles vivem,
tudo o que em sonhos carregam.
O sopro da brisa os leva,
a adejar por uma rota de entrega,
adentrando-se pela vontade de Ser,
pelo querer Estar.
Buscam sempre no que transcrevem,
um motivo pra  ficar...

josemir (ao longo...)

50- Desilusão em Dor Maior
Rute  Gomes

Ah este vazio...
Este vento gélido
Que fustiga a minha face,
Refrigera a minha alma
E tolhe os meus sentidos...
Ah, este vazio sepulcral
Que acolhe, docemente,
Este resíduo de gente,
Com jeito de funeral...
Ah! Existência mundana!
Como podes ser tão cruel?
Como podes sorver a dor,
Servi-la com rigor,
Com um forte trago a fel?
Ah! Vil mentira!
Como podes sobreviver
Na alma de um puro poeta?
Poetas devem ser livres,
Sinceros e leais,
Criativos e sonhadores
E só morrerem de amores,
E terem deles sua alma repleta.
Ah! Vil palhaços,
Que neste circo geral,
Ousais vestir-vos de sentimento
Quase humano, quase real!
Mas não passais de falsários,
Direi mesmo, presidiários,
Neste degredo de Sal!
E Vede, quantas lágrimas eu choro,
Quantas penas eu digiro...
Quereis ser os laureados
Desta vitória sem podium?
Ficai, então, com os trunfos
Das guerras malfadadas...
E eu? Ficarei com meu "ódio"!

Australia

51- Ah! Poeta... então o sou!
Lídia Eugénia

Agora você me pegou Poeta, estou pasma!
Acha por acaso que escrevo Poesia?
Apenas coloco no papel a minh'alma...
Não seria de sua parte heresia,
Dizer que Poeta sou?
Poeta, proseando, poetando?
Se colocar os meus sentimentos
Ardores, amores, dores
Anseios, fugas, ilusões, sofrimentos...
Numa branca folha de papel
É ser poeta...
Ah! Poeta... então o sou!

52- Quase Perdi a Rima!
Bernardino Matos.
 
Quando se está muito feliz tudo se integra,
a sintonia com a vida nos envolve de estima
tudo ao redor nos traz paz, amor e nos alegra,
tal como na poesia, na vida, então,tudo rima.
 
Ao vivemos um grande amor, tudo é harmonia,
o coração torna-se leve, suave,  muda de clima,
a natureza é um jardim, só felicidade irradia,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
Percebemos quão belo é o sol e o seu calor,
o clarão da lua, então, nos envolve e reanima,
o Arco-Íris nos marca com a tonalidade da cor,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
O mar não nos causa medo é todo majestoso,
suas ondas sobem, descem, passam por cima,
de jangadas, de surfistas, de barcos, fabuloso,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
Ao amanhecer o canto dos pássaros acena,
para um dia de felicidade, parece nos intima,
nossos planos e  exigências da vida engrenam,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
Sorrimos gratuitamente e rezamos com fervor,
que Deus tal contexto em nossa mente imprima,
nos aprofunde a fé, nos livre da amargura e dor,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
Se o tratamento com células tronco vier a tempo,
o Lucas sadio, nada mais haverá que nos oprima,
uma alegria infinda eliminará todo contratempo,
tal como na poesia, na vida, então, tudo rima.
 
Logo então nos deparamos com injustiça social,
com a distância de classes e a solidão recrimina,
um amigo nosso enfermo em estado terminal,
tal como na poesia, a vida, então, perde  a rima.
 
Se com o nosso amor brigamos e ficamos sós,
cheios de tristezas, e uma amargura que mina,
procuramos respirar, viver, desatar esses nós,
tal como na poesia, a vida, então, perde a rima.
 
Ao vermos crianças presas, escoltadas, por roubo,
nos enchemos de revolta e a decepção nos dizima,
constatamos a violência e no policial só arroubo,
tal como na poesia, a vida, então, perde a rima.
 
Ao lermos nos jornais todos os graves atentados,
com a morte de inocentes e essa dor não ilumina,
o coração e a mente dos agressores revoltados,
tal como na poesia, a vida, então , perde a rima.
 
Está na hora de uma mudança global, consciente,
que devolva para a humanidade a paz e auto-estima,
que nos demos as mãos numa corrente resistente,
tal como na poesia, a vida retomará sua rima.

Fortaleza, 24 de julho de 2006.

53- Ninguém Dirá
Isadora

Escrever poesias,prosas e sonetos...
Transpor a idéia para dentro das palavras
Como se o verso fosse apenas as escravas
Mãos que remam um navio obsoleto

Elas não sabem a que destino se dirigem
Mas têm desejo imensurável de chegar,
Como os poetas têm desejos de rimar
Porém deslizam em direção à sua origem...

Quem saberá p'ra onde rumam os poetas?
Seus amores,suas paixões_musas secretas?
Ou seu instinto enrustido de andar a esmo?

Nem o sol com seu dourado entardecer;
Nem as estrelas têm coragem de dizer...
Ninguém dirá,eu sei.Nem ele mesmo!

54- Magia Nas Palavras
Gena Maria

"Não me sinto poeta, nem escrevo poesias,
em algumas linhas vez ou outra, escrevo o que sinto"
Agora mesmo, lendo tudo que escreveram acima,
Vejo que todos têm a Magia nas Palavras!
Por isso não me sinto poeta!
Só escrevo o que estou sentindo no momento!
Não sei nada de rimas, nem pobre nem rica...
Sei apenas o que se passa no meu coração.
Muitas vezes, ele me leva a sonhar mesmo acordada!
Outras vezes, ele me diz que estou errada ....
Peço a razão que me acorde e coloque meu pé no chão...
Até fico ali alguns minutos, mas meu coração sempre bate forte
e fala mais alto, me levando novamente até as estrelas!
E, continuo a sonhar cada vez mais!
Seja, com um grande, verdadeiro e incondicional amor!
Seja, com um mundo melhor, onde não existam jovens se drogando,
nem mães chorando a perda de seus filhos nas guerras!
Seja, com o verde das matas não se distanciando...
Seja com rios sem poluição...
Seja, com as flores não murchando em escassos jardins...
Seja com o que for, eu sonho, pois sei que a razão
É esta cruel realidade, que não aceito!
Continuem poetas, o mundo precisa todos...
E de suas imortais palavras em versos ou prosa!

Marília - 26/01/07
http://magiadaspalavras.vilabol.uol.com.br/index.htm
http://genamorena.blogspot.com/

55- Dores & encantos
Rosa Silva (“Azoriana”)

Se a dor nos faz escrever
Muito mais que o encanto
É sinal que podeis ver
Um poeta em cada canto.

Dos poetas não se fala
Quando se vestem de pranto?!
Na escrita este se cala
E desabafa outro tanto.
 
E quantos já pereceram
Disfarçando alguma dor
E ao mundo ofereceram
Uma relíquia de amor.

As dores e mais encantos
Dos poetas imortais
São as musas de uns quantos
Que cirandam nos portais.
 
http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

56- Poeta... dores e emoções
Lígia Antunes Leivas

"O Poeta, para ser Poeta, tem que ser  triste..."

O Poeta...

na busca de sensível tema
na ciranda sangra a alma
(des)acerta o coração
alcança o inatingível
no silêncio de um poema.

Em algum recanto da mente
do passado ouve o canto
a ecoar  tão dizível
e canta mesmo silente
o clamor sempre pungente.

Faz, desfaz, refaz
e logo ali adiante
a saudade que não mente
vem receber latejante
a dor do pranto clemente.

Volta então ao presente
(não há sentimento ausente)
Todo verso lapidado
sente-o demais o poeta
sempre e muito apaixonado.

Pelotas, RS, 26 jan 07

57- Dores & Encantos do Poeta
Muriel Elisa Távora Niess Pokk
 
Ó poetas deste universo,
que poetizam alegrias e tristezas.
Que escrevem o amor em verso,
que falam de dúvidas e incertezas.
 
Que falam de sonhos e ilusões.
Deixando que aflorem poesias brilhantes.
Que falam cheios de decepções,
sobre o abandono de amantes.
 
Com rimas ou sem rimas completas,
Falais de alegrias, vitórias e prantos.
É desta forma que todos os poetas,
demonstram suas dores e  encantos.

58- Poeta, dores e encantos
Luiza Helena Guglielmelli Viglioni Terra

O poeta tem seus encantos
e nos versos esconde suas dores.
Na noite escura ,em seu quarto , sonha com
as palavras que amenizam sua grande dor.
Encantos que transformam em sentimentos,
 dores que são os  amores que o
poeta viveu e em seus versos ,
deixa seu encanto de Poeta.

26/01/2007

59- Dor e Encanto do Tempo
Fernanda Pietra

O que encanta o poeta
E dor lhe causa à alma
É o tempo.
No passado,
Ficam as idéias
Não concretizadas
O sonho, ilusão...
Tudo que poderia ter sido
E não foi.

O futuro,
Guarda em si uma surpresa,
Ou uma esperança
Que dá ao poeta,
O sentido de seus versos
Na ânsia da realização
São Sonhos, mais uma vez
A tornando-se presente.

E o presente?
É o momento
A hora,
Por vezes perdida,
Com o que já foi
E  com o medo
Do próximo segundo
Que pode alterar sua vida
Sem pedir permissão
Passado, presente e futuro
Trazem e traduzem em si,
As dores e encantos
De uma alma poeta.

fernanda.pietra68@gmail.com
www.fernandapietra.com

60- Se...
Andréia Cristina Guadagnin

Se, sou poeta, eu não sei
Mais para que saber hei
Nada quero, somente desejo
Escrever o que sinto, o que vivo

Sobre o amor intenso da vida
Se o amor é assim, tão belo
Tão cheio de mistérios
Quero sentir, quero viver

Pois sem amor, sem alegria
Nada sou, nada serei
Sou então o desejo de amar
A viveza mais bonita

Serei o encanto nos olhos
A terna paz vivida
O retrato da singela flor
Que nada faz no dia a dia
A não ser semear amor

www.andreiacristinaguadagnin.blogspot.com
www.sentimentos-meus.blogspot.com

61- Ciranda de Paixão
Alda Corrêa Mendes Moreira

Sem nenhum sentimento,
seu comportamento transformou
a paz de minha vida
numa verdadeira paranóia
quase suicida.
 
Você fez sempre a festa
que floreava a nossa existência.
E agora, neste meu triste isolamento,
eu quis transformar nosso derradeiro encontro
numa ciranda perfeita.
 
Semelhante aos jovens,
que mesmo sem enredo,
mas sem nenhum medo,
levam adiante qualquer projeto conflitante,
também eu quis recuperar
nossa felicidade.
 
E numa atitude quase infantil
cheia de encantos,
tentei lançar fora toda esta angústia
que me alucina
e quase me arruína.

62- Ser Poeta
Maria Loussa

Ser poeta...
É escrever com sentimento. É loucura,
ser real, sonhador,
sentir e praticar a literatura.
É expressar com liberdade o que tem a dizer
em defesa da vida, do amor, sem a razão perder.
Ser poeta...
É ser guerreiro, e como tal,
não desistir do intento,
mas lutar por seu ideal.
Ele é um tradutor de sentimentos,
um eterno insatisfeito, pois
quanto mais escreve mais encontra conhecimento.
O poeta é um louco,
Vive no seu mundo bem particular
O que pensam dele não importa nem um pouco.
Ser poeta...
É reconhecer os valores humanos,
Do nada tira inspiração
derramando sonhos presos no coração.
O poeta é em qualquer espaço,
um ser livre e vai muito além
sempre em benefício de alguém.
Ser poeta...
É estar embriagado pelo encanto de sua arte,
escreve e afaga a alma em transe
do mundo de que faz parte.
O poeta aonde vai leva a palavra
como chuva, produzindo flores
e criando clima para os desamores.
Ser poeta...
É como mágico, transforma a dor em saúde.
o amor em poesia e
nos faz vibrar de alegria!
O poeta deixa de ser desconhecido
quando despe a palavra em pranto
 tirando da alma a tristeza e o gemido.
Poeta, todos os dias são seus
desabafando a alma perfumada
é uma lei que vem de Deus

Goiânia-Goiás

63- Dores & Encantos do Poeta
Chicailheu

As dores do poeta são tantas
Dão diferentes, tão profundas
Pois são dores que seu coração
Sente, aprofunda e vê
Refletidas e vividas
Por todo o Mundo!

São dores diferentes,
Quando escreve seus ideias...
Consegue ultrapassar
A dor comum
Dos outros mortais!

Também seus encantos
São de maneira diferente
Pois deposita
Nas palavras que escreve
Tudo o que vê e sente!

Se enebria e esquece
O mal que  existe ao seu redor
Sente-se um  um prevegiliado
Pois brinca com as palavras
Em vez de ódio...fala em Amor!

Assim são as dores e encantos
De um poeta trovador...
Deixa-se levar pela emoção
Esquece o que o rodeia
E deixa falar o coração!

Chicailheu - Terceira- Açores- Portugal

64- Dor e encanto
Heloisa de Freitas Abrahão(SC)

O Poeta é humano, também sente dor
Suas crises solitárias, muitas no silêncio da alma
Faz o Poeta chorar silente, derramando lágrimas
no seu teclado...
Embutindo na sua inspiração a dor do seu coração.
Engana muita gente "fingindo" ficção.
Só de dor ninguém sobrevivi.
O encanto aparece então.... e o Poeta????
O Poeta vibra, canta, sorri...
Transborda o seu enorme coração.

65- Alma de Poeta
Humberto Soares Santa
 
A minha alma está frente a mim, perdida,
Feita de sonho, amor e algum lamento,
De amizade, fervor e de tormento,
Fluida, informe, chorosa e retraída.
 
Sente-se triste e só, por mim retida,
Sem qualquer cor, difusa, quase vento,
Pairando à minha volta em gesto lento,
Chorando pelo poeta e pela vida.
 
Com cor, chega o alvor da madrugada
Enquanto que por mim, algo se esfuma.
Bem perto, oiço a minha alma destroçada
 
Que grita ali, perdendo-se na bruma :
- Vês !... Eu sou pouca coisa ou quase nada
Mas tu, poeta !... Tu !... és coisa nenhuma !!!...
 
Cotovia, 2003-03-16

66- Dores & Encantos do Poeta
Sergio Cassal

Rima que nunca condiz,
Ser poeta é ser feliz.
A maior dor que um poeta tem
É saber que sempre tem alguem a lhe querer bem.

Pelos versos que produz,
pelo sentimento que reluz.
Ser poeta com certeza
é ser feliz na natureza.

Aproveito a oportunidade que Tere me oferece
para dar a todos os poetas
mil beijos de felicidade
pois sempre havera alguem que ame o poeta de verdade.

Ofereço a Alice, de coração.

67- Recomeçar
Joyce-Lu@zul
 
Tudo havia terminado o palco fechado.
Sinais da história nos personagens restaram.
Marcas indeléveis de um amor sepultado.
Passou o tempo... E as brasas apagaram.
 
Ficaram as sombras do amor passado.
Como pode Senhor, tão rapidamente
Abrir a chaga dolorosa do amor acabado?
Como pode  voltar a dor tão de repente?
 
Tudo passou num relâmpago sem fim...
A poeta saiu sem rumo... como uma demente.
Voltou a dor! Abriu a tela  viu escrito assim:
 
- Poeta caminhe... liberte a dor vá em frente.
Olhe o horizonte... esqueça a dor do passado.
Veja seu sol voltar a brilhar fique consciente!

Balneário Camboriu

68- Sentindo Inspiração, Eu Poeta
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)
 
Eu Poeta
 
Escolhi esse caminho, aqui tudo brilha,
o sol nasce mais cedo, me encanto.
Admiro o vôo dos pássaros, seguindo a trilha,
e me envolvo ouvindo o seu canto.
 
Eu Poeta
 
Vejo-me levemente  bailando
o pensamento me traz saudade... saudade
do meu amor de mãos dadas andando,
por esses caminhos bem longe da cidade.
 
Eu Poeta
 
Poeta tem todo direito de imaginar.
Ele sente a presença do amor idealizado,
ele é um sonhador um romântico pode criar,
e na imaginação o ver realizado.
 
Eu Poeta
 
Seu barco é o coração,
navegando o conduz ao amor .
Ele receia, tem medo da desilusão,
mas rema forte mostrando seu vigor.
 
Eu Poeta
 
Na rima sou poeta, procuro fugir da dor
uso papel, pena e coração, sentado em algum canto
escrevendo meus  sentimentos de louvor.
Minha poesia nasce sorrindo, por isso me encanto.

69- Uma poesia esquecida
Volnei Rijo Braga

Um dia, um poeta
Apaixonado, escreveu
Uma linda poesia de amor
Para a mulher amada.
Mas ela não a leu
E jogou em um canto qualquer
Ao nome do poeta
Ela não deu importância.
Com o tempo, esquece a poesia.
Daquele poeta, já não lembra
Poeta e poesia
Eram coisa do passado.
Passaram-se os anos, e um dia.
Uma noticia no jornal
chamou-lhe a atenção.
Ao ver na capa do jornal
Uma fotografia...
Embaixo dizia: o poeta voltou.
Nervosa procurou
Pagina por pagina, e encontrou,
Uma poesia de amor, ali postada.
Então lembrou aquele poeta
E a velha poesia guardada.
Com lágrimas nos olhos
Ela leu aquela poesia e entendeu
Que tinha sido escrita para ela
Quando voltou para casa
Ainda estava triste e chorava
Procurou em cada canto
Aquela poesia que um dia.
Daquele velho poeta recebeu.
Com os olhos em lágrimas
Ela lia a poesia,
que ela havia esquecido.
Tinha sido escrita
Pelo único amor de sua vida.

70- Rasgo de Dor de um Poeta
Zena Maciel

Que a lâmina da espada
corte e retalhe a mão deste ser
Mate este ridículo escriba,
que tanto teima em escrever.

Trovas  molhadas e sujas de  dor,
de ódio e às vezes  de amor
Amor estúpido e  insano,
como a trigonometria da vida
 
Não me chamem de poeta
Sou um ignorante das letras
Procuro as palavras nas sarjetas,
da suja matemática da vida.

Mancho  os líricos  poemas,
com obscenos teoremas
Escrevo versos sem nexos,
sem medo e  sem complexo.

Por  uma  simples rebeldia,
derramo o fel da hipocrisia
sobre o branco frio do papel
Faço do céu o meu inferno,
do inferno meu próprio céu

Amasso  os versos soturnos
Com a lógica do absurdo
Piso no lirismo das letras
para escretar a minha dor

Recife-PE 

71- Porquê chora o poeta...
José Maciel

Mas, por quê choras, poeta?
Qual o motivo das lágrimas
que escorrem em suas faces?
 
"Eu choro por que me falta
tudo aquilo que escrevo,
tudo aquilo que exalto,
amor, abraços e beijos,
um olhar apaixonado;
nem mesmo saudade eu tenho,
pois faltou o principal,
ter um amor ao meu lado."
 
Ora, poeta, escreves tão bonito,
falas de tantas lembranças,
de tantos belos momentos...
 
" É que eu sou um ente sonhador,
minha imaginação voa,
na minha mente povoa,
tantas imagens, histórias,
que eu quisera ter vivido".
 
Mas, poeta, tua vida,
embora na solidão,
é mais rica que a de muitos
que não sabem o que é sonhar,
que não sabem que na vida,
não basta apenas paixão.
 
"Pois é isso que transcrevo
e o que me fala o coração.
Que o amor é lindo e sublime,
e tem que ser respeitado.
Não pode ser igualado
a uma qualquer emoção.
E é através dos meus sonhos,
que eu procuro divulgar,
que é gostoso uma vida a dois,
quando se sabe amar!"
 
Fique com Deus, sonhador.
Estarei aqui torcendo,
a partir deste instante,
que um dia, não muito distante,
para tua felicidade,
você encontre alguém !
 
" Obrigado, meu amigo!
Que os Anjos digam amém !"
 
Esta poesia é dedicada a todos os poetas e poetisas,
sonhadores e solitários, que sabem transmitir a milhões de amigos e amigas
 
"A Arte de amar através das palavras"

José Maciel
10-03-2002
http://www.sonhandocommaciel.com.br/porquechora.htm

72- A Alma de Um Poeta
Penhah Castro
 
Ser poeta é deixar a alma falar...
É estar atento a qualquer sentir...
É deixar o coração sonhar...
É sobre os sonhos caminhar....
 
É usar as palavras com romance...
É descrever o mundo mais encantado...
É deixar as lágrimas correrem
sem se afogar neste imenso mar....
 
É usar as palavras com magia
plantando em cada coração
a esperança de um sonho realizar...
A alegria de um amor encontrar ...

É fazer do coração um jardim
onde sementes de amor vai plantar...
Onde vai nascer a inspiração
Para viver e escrever a mais linda emoção...
 
O poeta pode escrever de amor,
de tristezas e de muita dor...
Mas não pode nunca levar
a desesperança para quem quer amar...
Pode de guerras falar,
da violência, do mal que nos cerca...
Mas nunca plante nos corações
a tristeza de viver...
Isto causa muito mal....
Para muitos viver triste é fatal!
Seja um mensageiro de PAZ!

73- Soneto da Perseverança
Ricardo De Benedictis
 
Homenagem aos artistas perseguidos pelos plantonistas no poder

Jamais pensei que a Cultura
Fosse me revelar a dura
Realidade da inveja,
Do ódio e fúria que viceja!
 
Pessoas buscam o poder
Esquecendo o bem-viver
Que a Arte nos proporciona.
E este fato me questiona...
 
Triste, torpe, lamentável,
Esta guerra detestável,
Agônica e declarada
 
É o que sofro há trinta anos
Com somados desenganos
De uma vida atribulada!

74- Poetas Somos!?
Véra Lúcia de Campos Maggioni®
Vera&Poesia®

Andamos por campos floridos, altas
Marés e pelas densas tempestades.
Alçamos vôos nas asas do tempo, do
Vento, do intento em alento ou lamento.
Pairamos em vôos de dança, nas formas
Distintas das nuvens, nos céus infinitos.

Navegamos na espuma, alva do ondulado
Mar, como um bebê no ventre materno.
Dormimos na relva verde do encanto anil
Em sonhos orvalhados de nobre esperança.
Colhemos os reflexos da Luz, em abraço
Gentil, na noite e no dia apresentado.

Corremos atrás do ornado arco-íris instalado.
Cantamos o amor e o amargor em  andor rodeado.
Pousamos, com sentido de função, comunhão,
Paixão, como borboletas no aroma da flor.
Sentimos as dores do mundo; 'Um em Nós'.
Versamos os inconscientes latentes); 'Eus'.

Nosso destino é o versar em sobrevivência
De sangue circulante e de alma figurante.
Expomos a tez do estro nas partituras da travessia.
Tecemos composições, canções em tear gerado.
Renascemos no poema pintado ao ar, andar, vagar.
Bailamos nas letras do coração palpitante, singular.

Incompletos, perplexos, anelares, "composês",
Ousamos expressar sentimentos confusos,
Difusos, diversos, anversos, coerentes ou
Não, em versos apenas, sem medo, nem pudor.
Nossa alma desnuda, pura, veemente e andarilha,
Trilha os caminhos das estrelas e dorme na lua.

A chama ardente grita na mente constantemente;
Do poeta, guia em labaredas consoantes, é enredo,
Que sem hora se traduz e canta, viva em calor na
Folha suave e amiga que, paciente espera pelo
Beijo ardente do toque da mão energética, frenética.

Estetas ou sonhadores, pescadores, bailarinos,
Delatores, pintores, cantores, atores, perseguidores
Em tanto...ou apenas, ou um tanto quanto, de linhas
De Vida; Escrevedores.
- Poetas Somos!?

Santa Rosa - RS
direitos autorais reservados
http://www.recantodasletras.com.br/autores/veraepoesia

75- Encantos e Desencantos do Poeta
Sueli do Espírito Santo

O poeta vive e sonha o encanto
os seus versos entoam um canto
e a poesia  sai dançando radiante
com as nuvens brancas lá do céu
alegre, leve, solta, rumando ao léu

O poeta a tristeza também sente
um desencanto chega derrepente
e no coração uma dor fulminante
manifesta-se com tanta intensidade
pois nem sempre ele tem felicidade

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

76- O poeta também sente...
Angela Maura

O poeta cria histórias bonitas,
faz poesias sobre os sentimentos,
dá vida à sua imaginação.
Mas não é só isso,
o poeta precisa da inspiração.
O poeta também sente,
às vezes acha que podia fazer melhor,
ou que não precisava ter usado tantas palavras para se expressar.
O poeta se acostuma com a vida que leva,
com as dores que sente...
O poeta tem seus encantos,
e transforma-os em poesia.
O poeta sente as dores do mundo,
pois só ele consegue se expressar...
E, de um jeito simples,
aprende a dizer toda a verdade.
Talvez as pessoas julguem o poeta
pelas suas poesias... que erro!
Deveriam ouvi-lo e ajudá-lo a colocar suas idéias no papel...
Só assim ele não sentiria todas as dores do mundo,
mas conseguisse dizer a verdade
que fica escondida na sua imaginação...
Cada um é cada um,
e o poeta é como quer ser...
Com dores e encantos,
leva pela vida
a magia que é escrever...

São Paulo -SP

77- ...Alma poeta
Dulce Peixoto

Nas dores e encantos de um poeta
Sou apenas aprendiz... mas...
Carrego nas minhas entranhas
Uma alma poeta
Perambulo por caminhos intrínsecos
Nessa insana busca... procuro algo...
Algo que alimente a chama da minha alma
Que inspire o meu coração
Algo que venha lenir os meus sonhos poéticos
Que me traga vida
Que me faça voar
E me leve ao fogo da inspiração
E incendeie os meus pensamentos...
E na dança das chamas encontro à magia
Trazendo para mim o sonho... a quimera...
Comungo com as palavras...
As inspirações tocam os meus sentidos
Onde percebo o perfume das flores...
As cores do arco-íris...
A brisa do amor... bater em meu corpo
E como os anjos...
No céu encontro
Os versos de uma poesia...

78- Encantos e dores.
Vuch@

Poetas colocam no papel sua alegria..
Poeta e caneta, inseparaveis
corpo e alma, tela e pincel
Encantos e dores,
tristeza e alegria
Poetas choram versos
transformando dor em poesia!

Cotia-28/01/07_10:35
http://br.geocities.com/intensa2006_br/index.htm

79- Indignação de Poeta
clecitcc

Eu vi uma sombra lenta, vagarosa, obscura. Insegura.
Eu vi um vulto absoluto, bruto, matuto. Inculto.
Eu vi uma figura estranha, esfrangalhada, esmaecida. Malograda.
Eu vi! Eu vi!
A sombra, o vulto, a figura...
Meu Deus! O que era?
Era um homem na sua essência,
esquartejado no fundo de sua alma.
Esbaforido, escabreado, sub humanizado, arruinado...
procurando imundícies, indícios que amenizem a sua indigência,
sob o olhar soberbo e sobranceiro
de transeuntes indiferentes.

80- Dores e Encantos do Poeta
Milla Pereira

O Poeta traduz em um só momento
com palavras que extravasam os sentimentos,
a leveza de uma impassível existência.
Interpondo-se entre a realidade e o sonho,
chora, sorri, quando se alegra, ou tristonho,
despindo-se da solidão e do amor a ausência!

É o Maestro de uma mágica orquestra
na magia das palavras que empresta,
à verdadeira expressão do Amor...
Faz das dores eternas da Paixão,
das chagas de um sofrido coração,
o renascer da vida... o esplendor!

Ah! Esses Poetas, maravilhosos, loucos,
atingindo o mais íntimo de nosso ser...
Fazem de momentos sublimes, e não poucos,
afastando todas as mágoas  e ressentimentos,
um mundo bem melhor de se viver!...

Com sua sensibilidade e maestria,
regem, incansáveis, a inesgotável melodia
do âmago mais profundo que se possa alcançar!
Em suas divinas mãos, na escrita da Poesia,
enveredam por direções tão estranhas neste mundo,
onde ninguém jamais ousou um dia penetrar!

81- Tributo ao poeta
Sandra Ravanini
 
Na caatinga singela ou caindo em nascentes multicores,
nos festivais das flores e mais o cântico das cachoeiras,
em castiçais de luzes e poesias cantando novos ardores,
no celestial toque de violino e no bálsamo das videiras.
 
No sol que agiganta o vôo dum beija-flor enamorado,
na lua resplendendo em caudais, qual noiva constelação,
e nas entranhas do peito o bendito artesão embriagado,
é um poeta que se embrenha no ar tal trote dum alazão.
 
Vai declamando a sua sina, amores místicos ou siderais,
reacendendo em tais paixões quando escorre o nanquim,
magia ou venoso ardil, vidas ou mortes, ou relvas florais,
cria trovador sua ode poética dum relicário in se marfim.

82- Síndrome de Poeta
Yeda Araujo Pereira

Na ciranda sutil das emoções,
entre dores e encantos,
sou poeta!
 
Faço versos,
quando estou feliz...
 
Faço versos  também,
quando estou triste...
 
Faço versos quando estou sozinha,
em horas silenciosas de retiro...
 
Mas também faço versos
entre muita gente,
sem que ninguém perceba meus caminhos...
 
Faço versos ao passar das noites,
em vigília...
 
Faço versos também à luz do dia,
por entre fatos, sonhos, fantasias...
 
Faço versos quando a saudade chega
e se acomoda,
querendo dizer que vai ficar...
 
Faço versos quando vai embora,
sem saber ao certo
se me agrada que fique
ou que se vá...
 
Faço versos quando canto...
quando choro...
quando sinto medo...
quando imploro
a Deus ou aos homens seu perdão.
 
Faço versos do prazer...das alegrias...
Faço versos também da solidão!
 
Sou poeta, sim!

83- Recado aos Poetas
gina

Deixa, poeta, que tua alma transborde
e reflita em palavras os teus sentimentos.
Permite  que os deslumbramentos
e alegrias de um amor escorram de tua pena
e desabrochem como flores no papel...

Que os sentimentos de pesar e tristeza
não te sufoquem, mas se derramem,
tal como as alegrias,
as lágrimas sentidas
ou pranto reconhecido...

Poeta, chora tua saudade,
pranteia a solidão em que vives,
não reprimas quaisquer sentimentos
pois eles não pertencem só a ti,
são parte dos sentires humanos...

Poeta, não estás sozinho...
Seja no regozijo de um amor compartilhado,
na desventura de uma rejeição
ou na afeição que nasceu
e enclausurada quedou-se...

Poeta, abre teu coração
pois representas o que é mais universal
aquilo que não somente a ti pertence
mas a toda a humanidade:
as emoções!

- 28 de janeiro de 2007-

84- O poeta canta o amor e a dor
Ana Clara Ribeiro
 
Como não hei de cantar meus sonhos
bradar aos céus minha emoção
e depois,
bem baixinho ,
sussurrar
és tu a minha inspiração!
 
Irás, oh! homem amado,
perceber
são os versos meus
que clamam
que choram
que sorriem...
todos , todos teus...
e nos meus sonhos  encantados
que a inspiração , verso por verso,
seja o sentimento teu
a reviver  momentos
antigamente  nossos...
e sejam os beijos quentes
a derramarem-se como  lavas...
 
Lavas  que se encontram em volúpias de ardor
como um  desejo aflora.
Mas , em fantasia,
a favor do amor
não naufrague  a vida
nas águas do desamor.
 
Pelotas-RS

 

 

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