António Gedeão, pseudônimo de Rómulo de Carvalho, poeta, professor e historiador da ciência portuguesa, nasceu em Lisboa, em 1906. Concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a atividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Atividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).
Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. A esta viriam juntar-se outras obras, como Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Poema para Galileu (1964), Linhas de Força (1967) e ainda Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). Na sua poesia, reunida também em Poesias Completas (1964), as fontes de inspiração são heterogêneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção.
Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973). Na data do seu nonagésimo aniversário, Antônio Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada. Faleceu em Portugal, em 1997.

 

Pedra filosofal
António Gedeão

 

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

 

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

     Participantes:
    (em ordem alfabética)
     

33- Ana Clara Ribeiro
58-  Andréia Cristina Guadagnin
28- Angela Maura - 11 anos
22- Antonio Cícero da Silva
02- Augusta Schimidt
51- Beatriz Kappke
47- Bernardino Matos.
37- Carvalho Branco
61- Cel  (Cecília Carvalho)
08- Célia Lamounier de Araújo
63- Deth Haak
09- Denise Figueiredo
56- Eda Carneiro da Rocha
29- Fernando Reis Costa
36- Gena Maria
06- gina
60- Giovânia Correia
59- Gislaine Canales
12- Giuseppe Martinelli
45- Gui Oliva
25- Guida Linhares
49- Heloisa Freitas Abrahão
16- Humberto Soares Santa
48- Ibnéias Costa da Silva
65- Isa Seixas
27- João Carlos (Rother)
24- joaquim evónio
44- Joaquim Sustelo
23- Lúcio Reis
13- Luiza de Marillac Bessa Luna Michel
17- Machado de Carlos
40- Malu Otero
39- Marcial Salaverry
30- Margaret Pelicano
19- Maria Aparecida Macedo (Maria Anjinha)
15- Marilena Basso
41- Marineusa Santana
11- Mário Osny Rosa
05- Mercêdes  Pordeus
64- Mifori
10- Milamarian
42- Nadir A D'Onofrio
46- Naidaterra
35- Nilton Nallim Ferreira
32- ©Noris Roberts
50- Pedrinho Goltara
14- Ramoore
20- Raquel Caminha Matos (Lindinha)
55- Regina Coeli Rebelo Rocha  (RJ)
03- Regina Sant'Anna
52- Ricardo De Benedictis
62- Rosa Regis
66- Rúbia Gregori
54- Sá de Freitas
26- Sandra Ravanini
67- Sandra Ravanini
31- S.Bernardelli
38- Soaroir Maria de Campos
53- Sueli do Espírito Santo
43- Tarcísio R. Costa
01- Tere Penhabe
57- Thais S Francisco _ "Beijaflor"
18- Thereza Mattos
04- Victor Jeronimo
21- Vilmar Pirituma
34-  Volnei Rijo Braga
07- ZecAdi = josé de avelar

 

01- Planeta Terra
Tere Penhabe

Planeta Terra... é cedo para o adeus
tarde demais talvez, para tentar salvar
mas se você não sabe e eu não sei
enquanto os poderosos só discutem
vamos tentar...

Pequena parte e nossa, podemos fazer
vamos tratar com mais respeito a natureza
que é realeza, mas não indestrutível
já deu para sentir, já deu pra ver o grande risco
vai perecer...

Sem ar, sem água... como vai ser?
Simplesmente não será, nós morreremos
de forma hedionda e triste, ninguém resiste
um dia que seja, sem respirar, beber
como matar a sede?

Se rios e fontes estão agonizantes
contaminados pela rebeldia
do egoísmo que no humano impera
que vem de longe, já de tantas eras
como mudar...?

Sendo mais gente, sendo diferente
podendo a vida aprender a respeitar
que a natureza morta, não abre porta
nem da janela vai nos adiantar
a triste visão do mar...

Jogando sobre a praia, iconformado
tanto lixo, tanta imundície, seu legado
da turba nada heróica, mas retumbante
que a ele usou e abusou no feriado
parecendo tão contentes...

Surdos e mudos, cegos também
estão todos nesse mundo de ninguém
ainda se julgam no direito e desrespeito
de se auto declararem racionais!
Putrefatos animais...

Pobre de nós... Planeta Terra
que muito breve, sem reservas vai estar
nem sei se o amanhã pode chegar
porque qualquer alerta que se leia
de exagero vejo todos o chamar...

Santos, 22.02.2007

02- O ultimo suspiro da Terra
Augusta Schimidt
 
Terra
Patrimônio Universal
De beleza sem igual
Agoniza num ultimo suspiro
A espera de sua hora... E chora...
 
O homem,
Sua herança natural
Com toda sua evolução
Foi incapaz de ver o chão
 
Destruiu...
Poluiu...
Desrespeitou...
Não ouviu o seu clamor de amor
Apenas na sua ganância desenfreada
No seu ímpeto de poder
Arrasou aquilo que lhe foi dado
Através do amor do Criador
 
Mas há tempo de rever
Há futuro e solução
Com educação,
Conscientização
Compromisso e determinação
Pode-se novamente tocar o coração do homem
Por isso lhe faço esta oração
 
Terra nossa que está no céu
Santificada sejas tu, mãe realeza
Esplendorosa seja tua beleza
Salve Terra cheia de graça.
O chão nosso de cada dia
Nos dai hoje e sempre
Tua riqueza e tua beleza
Teus frutos e tuas flores.
Perdoa teus filhos
Que dizimam tuas matas
Abençoa o povo que te ama
Que te zela e te protege
Agora e sempre
Assim Seja

03- E a Terra perece...
Regina Sant'Anna
 
O ego do homem se apraz
Por seu intelecto audaz,
O ego do homem o cega,
não o deixa ver que a Terra morre,
A vida morre, a largos passos se esvai;
não o deixa ver o pedido desta que agoniza,
Porque é  preciso conquistar o espaço
Estender o humano abraço
Em forma de poderosos tentáculos.
 
Do planeta azul chamado Terra,
Qual nome certo seria planeta das águas,
Urge um protesto enquanto há tempo
Sobre o pouco que lhe resta
Das terras não queimadas,
Das águas não poluídas.
 
A terra violentada, infértil não floresce,
A água, pela modernidade tornada impura,
Em seu leito seca ou apodrece,
A vida com ela também se finda
Na agonia de ser aos poucos extinta,
Adoece, enfraquece, perece, perece...

04- Doi-me a alma
Victor Jeronimo

Homens em busca do lucro facil
Homens lutando pelo seu quinhão
Dirigentes sem vontade ambiental
Assim vai morrendo uma nação
Assim se vai desertificando um país
Assim vai morrendo o mundo.

Nosso querido lar, que foi feito de ti?
Ozono, oxigenio, hidrogenio, água
Petroleo, carbono, quimicos, atomos
Lixeiras industriais, lixeiras domesticas

E agora?
Que vai ser de ti meu lar?
Que vai ser de ti minha descendência?
Que vai ser de ti meu mundo?

Pobre homem que em tudo o que tocas
Se desfaz, se termina,
Morre...

Não soubeste cuidar da herança
que legaram os teus ancestrais.
Que por divina mão te foi entregue
e que por sabedoria deverias conservar.

05- Cuidemos da Natureza, ela é luz
Mercêdes  Pordeus

Era manhã, a  luz do sol que já despontara
Os pássaros voavam  e como numa festa
Aos bebedouros cheios de sede chegavam,
Quanto mais a luz do sol, mais pássaros
Arrodeavam aqueles bebedouros
No fundo repletos de  pequenos cristais.

A natureza plena e bela recebera o sol
Com um doce "bem vindo", bela anfitriã
O sol em reciprocidade desejou-lhe  lindo dia
E que não lhe tocassem  de modo devastador
Que a respeitassem com muito fulgor.

Assim foi começando um lindo dia
Com a linda luz do Astro Rei
Pássaros e borboletas bailavam
E coloriam ainda mais aquele belo quadro
Parecia uma obra de arte em acabamento.

Acabamento dado pelo Arquiteto do UNIVERSO
Que com a luz natural que embalava a terra
Confiou ao homem  um bem imprescindível
Para a vida, para o homem respirar...viver
Mas o homem, esse arquiteto terreno

Não deu ouvidos a voz  do Arquiteto Mor
E passou a transgredir, devastar a natureza
Que implorava por clemência pois ela queria
Sua luz resplandecer, e ir aos quatro cantos da terra
Mas o homem  fingiu-se surdo e devastou as matas.

Aterrou os rios e ali fez sua moradia, mas o rio só queria
Correr e correr livremente  margens a fora.
Por quê  o homem não ouviu a voz do Senhor?
E não  se fez seu verdadeiro mordomo da natureza?
Como mestre o seu verdadeiro guardião.

É tão difícil assim, cuidar bem de riqueza
Cujo valor  inestimável Ele nos confiou?
Daquilo que Deus nos presenteou graciosamente?
Como consequência da maldade a terra tremeu.
Mas que seja o último fenômeno dessa natureza.

Ajude-nos Bom Senhor nessa jornada
Não nos deixe  ferir ainda mais a Natureza,
Para que possamos ter a luz do sol a brilhar
E que possamos ser a Luz do Mundo
Como assim  é o vosso determinar.

Que nos amemos uns aos outros
Podendo assim refletir um pouco
A luz que emana de Ti e do nosso interior
E  que nos abençoe Senhor e Mestre.

06- Meu nome é Gea
gina
 
Meu nome é Gea
ou Terra se preferir.
De onde vim não sei bem...
Sou filha e mãe
e também possuo um pai
do qual dependemos
eu e meus irmãos
 
Ao seu redor giramos
cada qual em seu ritmo
e tempo indeterminados
em harmonia estamos
na morada
a que chamaram
Sistema...
 
Daqui, avisto outros Sistemas,
vizinhos de condomínio,
ao qual deram o nome de Galáxia...
 
Interessante esse nome...
Parece-me há vários deles
o nosso é Via Láctea...
que também gira
e gira...
sem nunca poder parar!
 
Há pouco tempo falaram-me
que todos nós habitamos
imenso espaço
chamado, se não me engano,
Universo!
 
Não sei se sou velha ou não
mas cansada sei que estou
sinto dores musculares,
ósseas e nevralgias,
sofro de falta de ar...
 
Será que estou a morrer?
A sede derrota-me
água limpa procuro
e já não encontro mais...
 
Um momento!
Estou perdendo equilíbrio,
coração descompassado
não tenho noção do tempo!
 
Com meus amigos
trocava...brincava mesmo...
Pensei que eram amigos,
não passam de parasitas
de mim só querem proveito
não me cuidam
pisoteiam-me
sufocam-me
assustam-me
maltratam meu coração!
 
Parar de girar não posso!
Assim como a bailarina
rodopio sem parar
acompanho a melodia do Universo
que já me custa escutar...
 
Sinto meu fim chegando
de onde vim ignoro
para onde irei
 eu não sei
 
Está frio... muito frio...
Estou indo...
Vou me perder por aí...
não sei qual será meu fim...

31 de janeiro de 2005

07- SOS na Terra
ZecAdi = josé de avelar

Sob as nuvens de pó e luição
na cor cinza sem cor nem sabor
qual formigas em sua imensidão
se aglomeram os humanos inda gente
que um dia nesta Terra herdada
construiram seu lar - sua morada

Os Pacíficos e Atlanticos oceanos
que de peixes e outros seres mais
ora abrigam em sua liquidez
o resultado da morte em vida
no deserto de suas profundezas
onde outrora era tudo  beleza

No passado quantos arcos-iris
coloriam os espaços celestiais
Hoje os raios de luzes - sem luz
riscam os céus de cinza monocor
sob os ruidos estridentes gritantes
todos eles desprovidos de amor...

Onde estão os pássaros que nos ares
acordavam os mortais nas manhãs
com seus cantos, assovios e encantos
e os animais que dividiam os espaços
com os homens em total harmonia
Que saudades da noite... do dia...

O que foi feito das Florestas Amazônicas
que dos Mundos da Terra - pulmão
e as flores que coloriam as vidas
pra onde foram? E agora - onde estão?
E quem sabe da vida marinha
que nas terras dos mares - mais tinha!

Onde estão as nossas crianças
que sempre foram nossas esperanças
nos porvires depois do porvir...
Pois parece que nos dias - sem dia
tudo é noite - no mais temível escuro -
Era esse o nosso futuro?

Ah! Me acorde Natureza-Mãe-Terra
desse pesadelo que me atormenta
vê se manda para bem longe de mim
esse sonho que parece sem fim...
E que esse meu pesadelo "medonho"
tenha sido somente um sonho!!!
...
SOS
na
Terra...
...

08- GENTE planta TERRA
Célia Lamounier de Araújo

Não somos belas plantas... Somos gente
E é muito especial ser bela gente!

Plantas crescem plantadas... gente não.
Gente cresce livre e tem coração.

O vento brinca com plantas... o vento
amigo de todos... não tem assento.

MAS...

Juntando vento, animal, gente e plantas
estamos cuidando de vidas... tantas

Que precisam de água e ar na TERRA.
Gente que pensa e anda... não faz guerra

Gente CUIDA do mundo e de animais.
Tudo junto... para viver bem mais.

http://celialamounier.portalcen.org

09- Plenitude
Denise Figueiredo

Minha  terra molhada,
Gosto de capim cheiroso.
O rio eu toco com as mãos,
As águas descendo pro riachão.
Lá bem longe ele vai...
Depois de nas montanhas enroscar,
Deságua no rio-mar,
Onde eu quero me banhar.
Voltamos a nossa terra,
O que vemos é sonho e desejo.
O rio que de gotas brotava,
É puro pó de serra.

Nem mata tem pra cobrir,
A pureza dessas águas.
Como a dama  que sem roupa,
De vergonha quer fugir.

É gafanhoto nas roças,
É roceiro sem roça,
É árvore que morre,
Antes de pro céu subir.

Homens que cortam meninas,
Gravetos de pau ainda.
Outras já mães de mudas,
A serra lhes torna surdas.

Desova peixes em redes,
O mar é negro de óleo,
O sol faz mal em tocar,
O vento não sopra, mata.

O povo chora sem chuva,
Molha de lágrima o chão.
Perde-se o planeta terra,
Com tamanha destruição.

http://www.recantodasletras.com.br/autores/denisefigueiredo

10- Esfera...
Milamarian

Esfera...o predador que rouba tua pele
desenraiza do nobre  âmago o ponteiro
e o escuro véu encobrindo o mosteiro
ao suspiro final, a si mesmo já compele.

Agoniza a ribeira, pois a fonte já não canta
o tratado!? engabelado senta hoje à janela
mirando o remanso que padece na mazela
sucumbida a espécie por aquele sacripanta.

Silenciosamente te encaminham ao caos
num desventurado rompante de inglória
o joio lançado! em meio ao último sarau!

E inconsistente...afundará assim tua existência
enclausurada no remendo frio da própria história
no árido pó... lúgubre fel do mal e da demência.

Japão - 23.02.2007

11- SOS PLANETA TERRA
Mário Osny Rosa
 
De tudo, que já se falou
Dessa horrível história.
Esse planeta mudou
Para a maior inglória.
 
Tudo virou destruição
De maneira desordenada.
Com toda a emoção
Por autoridade autorizada.
 
São guerras destruindo nações
São etnias desaparecendo.
Por conta de tantas esganações
Ninguém as vai socorrendo.
 
Esse pedido importante
Desse SOS planeta.
Emitido nesse instante
Que ninguém se meta.
 
Que ele soe bem alto
Chegue logo no planalto.
De o seu ultimato
Tremendo aquele teatro.
 
Pense que o mundo é de todos
Salvem a água e o ar bem natural.
E nos tirem logo desse lodo
E nos livrai já desse  grande mal.
 
São José/SC, 23de fevereiro de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

12- O grito da natureza
Giuseppe Martinelli
 
O grito da Natureza ecoa pelo ar,
pede socorro para quem puder ouvir,
está pedindo que parem de destruir
e preservem os mananciais, por favor,
 
Com a ambição do homem moderno,
o que será das futuras gerações?
Não existe mais respeito pela vida,
tampouco consciência do seu resultado...
 
Ele esquece que assim está condenando
não só a si como os seus descendentes...
Para salvar a humanidade do extermínio,
urge a necessidade de algum projeto...
 
Os gritos ecoam pelos rios abaixo,
ecoam nas matas, ecoam nos mares;
são gritos tristes e de lamentações,
avisando: os homens estão ficando loucos...
 
Loucura maior é dos governos poderosos,
que exploram a Terra e agora os céus;
mandam foguetes em nome da tecnologia,
enquanto na Terra, há gente morrendo de fome...
 
Constroem arsenais para fabricarem armas,
explodem bombas atômicas em alto-mar;
não se dão conta que o clima está mudando.
Cuidado: a Natureza não se vinga, se protege!
 
Guarapuava, 18/12/2006

13- Sombra do sol
Luiza de Marillac Bessa Luna Michel

Se de tudo houvesse
A mais louca expressão
Presente nas essências
No meio do verão a primavera

Se de todo poço intenso
Pudores e crenças
Águas correntes
Da mais pura fonte

Se de toda paixão
O menor intocável gesto
Identificado sem dores
Oxalá serenidade sem prantos

Se de cada verso
Emanasse da submersa alma
Rei Sol não machucaria
Rainha Lua se fartaria...

para a ciranda
em 23/02/2007

14- Amor de Mãe...
Ramoore
 
Tenho andando em meios insólitos do descaso
Encontrado sem o verde de minhas esperanças
No amarelo doentio de almas presas ao acaso
Do desatino colocado como destino em crenças
 
Nos dogmas humanísticos apregoados sem ter fé
Da renovação que se faz presente a cada reflexão
Procuro da verdade compreender do andar a pé
Sinto das pedras no caminho o tempo na solidão
 
Criando em marcas indeléveis do ato em pecado
Nas juras causando perjúrio deixo para o amanhã
Procurar na areia os passos pisados de um passado
Já nem sei se ando ou tropeço em mãos sem afã
 
Da sobrevivência busco esquecer a dor da partilha
Criada sem tributos gerando atributos sem liberdade
No livre arbítrio egoísta separado em distinta malha
Descubro da incapacidade na ação da tal sociedade
 
Entre a Cruz e a Espada eternizando dos descaminhos
Isolando dos males e bens em conquistas interiores
O pulsar de minha vida tão contaminada de espinhos
Ainda deixo da flor enfeitar a mesa posta de horrores
 
Da degradação feita por suas mãos aceito da agressão
No equilíbrio de minha gestação estou sempre a parir
De minhas contrações a vida renasce do sim e do não
Sempre permito ao renascimento o poder de decidir
 
Da transformação em nome do progresso sinto seu choro
Do estar lado a lado com olhos fechados não vejo da luz
Faço do meu lamento o alerta de não agir sem decoro
Não julgo apenas preservo a vida que minha ética conduz
 
E lembre-se que continuarei viva em cada partícula
Que você lançar ao espaço
E solta no espaço
Continuarei gerando e parindo você...
Mãe-Terra.

15- Planeta Terra
Marilena Basso

Terra,Planeta terra,
Feito redondo pra girar,
Girar dia e noite
Noite e dia sem parar,
Talvez para evitar
Que as pessoas se encontrem,
Pois não falam a mesma língua,
Não conjugam os mesmos verbos,
Enquanto uns oferecem amor
Outros estão propensos a matar.

Neste pequeno pedaço de chão,
Onde me foi destinada a morada,
Vejo tudo se transformando:
Dos cafezais já não temos as flores,
Nem abelhas recolhendo polen,
Encontro imensos canaviais,
Portentosas queimadas noturnas,
Muita fuligem no ar,
O céu azul se tornou cinzento,
As nuvens se distanciaram
Apagando o romantismo pessoal.
 
Descrença e pessimismo
Ante a premeditada devastação,
Tudo se derruba, muito se consome,
Nada é reposto em seu lugar,
Ah! Mas se a Terra
Desse uma guinada de 360 graus,
Quem sabe derrubaria se sua órbita
Esses charlatões aproveitadores,
E aqui só ficariam aqueles
Que a amam e estão interessados
Em sua recuperação e conservação!

http://www.ocantinhodalena.com.br

16- Desespero
Humberto Soares Santa
 
Que montanha pariu aquela fonte ?
Que rio desce ali tão sinuoso ?
Que água com um aspecto tão leitoso,
Rasga e fere a ravina ali defronte ?
 
Que lixeira virá nascer no monte ?
Que demónio acabou o seu repouso
Para matar o Sol e pra seu gozo,
Está a abrir prò inferno, nova ponte ?
 
Que olhos vivem lavando com seu pranto
Os rostos dos meninos que não comem ?
Que guerra se inventou que por enquanto
 
Nela, milhares de vidas se consomem ?
O Homem foi criado para ser santo
Mas é o demónio - mor do próprio HOMEM ?!
 
Cotovia, 2003-03-29

17- Água! Socorro!
Machado de Carlos

Navego pelas águas deste meu mundo...
Setenta e cinco por cento da natureza:
- Há gases, sólidos, íons...Uma grandeza!
Cento e treze trilhões cúbicos profundos!

Nossos rios e mares seguem moribundos,
perderam seus estilos de pura nobreza,
antes, eram poesia nos cantos de Veneza,
Hoje se afogam com resíduos imundos.

Sessenta e cinco por cento do corpo humano
É constituído de água. Não me engano!
Porém, estamos firmes na menor faceta.

Brasil: tens dezoito trilhões desta vida,
Mas, a baleia azul morre nesta bebida,
Precisamos salvar o nosso Planeta!...

http://ilove.terra.com.br/autores/TEXTO.ASP?idpi=1010

18- Planeta Terra
Thereza Mattos

Dádiva bendita construída por Deus
num momento de inspiração sublime
agora estamos dizendo triste adeus
como num apocalíptico e trágico filme...

Tendo como teto um céu azul
em todos seus pontos cardeais
norte, leste, oeste ou sul
nosso planeta é belo demais!

Mares verdes como esmeraldas
onde navegam nossos sonhos coloridos
matas e florestas fechadas
filtrando os ares que chegam poluídos...

Terra fértil que nos alimenta
água cristalina que nossa sede sacia
o Sol amigo que nos esquenta
lindos animais e suas crias....

Mas o homem insano, e sua ambição
quer tudo isso destruir e acabar
Meus Deus, lhes dê de volta a razão
e inspiração para no Bem pensar!

Ainda é tempo, vamos nos unir
vibrando muito Amor , Paz e Luz
voltaremos certamente a cantar e a sorrir
sempre de mãos dadas com Jesus! 

http://www.planeta.terra.com.br.arte/magiaepoesia/

19- Alerta Geral!
S.O.S. PLANETA TERRA!...
Maria Aparecida Macedo (Maria Anjinha)

Vou dizer o que?
Já sei :"Vou falar do Planeta Terra"!
Deus não tem culpa pelo  que houve...
Se foi Ele que nos deu essa maravilha!

Natureza tão bela, castigada pelas
mãos dos homens.
Homens que destroem tudo:
Vejam !O nosso Planeta está triste!

Todo mundo tirando um pedacinho dele ...
Ele fica triste a chorar, pois não
dá mais de tanta maldade...
Tudo de tão belo e singelo,
sendo destruído.

Como nossos pássaros, nossas
Araras, Bem-te-vis, Flores, enfim
todos sendo maltratados pelas
mãos humanas...

Vamos nos unir!
Dar um grito de alerta, pedir
que parem com essa destruição.
Implorar ao nosso Pai,
para que tome conta do
nosso Planeta Terra...

Uma coisa é certa.
Deus não tem culpa.
Está mostrando o
que pode acontecer, se continuarem
destruindo tudo o que está a frente.
Alerta Geral !
Parem!
Parem!
Com essa destruição!!!!
HELP PARA O NOSSO
PLANETA TERRA...

Araruama/RJ_Brasil
mar.araruama@uol.com.br
www.recantodossonhos.com

20- A Terra está morrendo!
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)
 
Escuto as batidas do coração da terra.
Escuto gritos pedindo para não desmantelar.
Escuto vozes aflitas dizendo não erra.
Sinto que a terra está com falta de ar.
É um alerta avisando, estão matando os filhos seus.
A chuva são lágrimas dos anjos assistindo
essa destruição, sentindo pena de todos nós,
que recebemos esse magnífico presente de Deus.
O aumento da temperatura, as chuvas caindo
mais forte em certas regiões, o mar revoltado.
Tudo isso são conseqüências da ganância do homem.
Sinto uma dor no coração quando
vejo na TV, notícia de desmatamento.
Caminhões cheios de madeiras retiradas
do pulmão do nosso Brasil.
Quantas queimadas por maldade, e onde estão
as autoridades nesse momento!
Gente alerta!
A nossa terra está morrendo!
Daqui mais uns anos não vamos ver mais jardins floridos,
gramas verdinhas, água cristalina, brisa suavemente
batendo em nossos rostos.
Se continuar assim, vamos pedir para morrer, pois não
vai valer a pena viver.
Alerta Mundo!

21- Gestação
Vilmar Pirituma
 
Para te gerar em meu ventre
Iluminei os céus, estruturei os montes
O meu canto ecoou em amor inconteste
Tornei-me parte do sol para te aquecer
Pedi a lua para te inspirar:
E tu vieste...
 
Tornei-me então com os anos
A manifestação de um amor maior
Um amor rico e  inconteste na verdade
Espelhei em mim o intenso riso infantil
A esperança tranqüila da avançada idade
 
A juventude que luta consciente
Rompe barreiras e abre caminhos
Cortando atalhos , forte, feito o eterno
Se transformando para explodir e florir
Mesmo o mais frio e intenso inverno
 
Esperei de ti a capacidade de valorizar
O dom da vida que eu te oferecia...
O tudo mais lindo, o todo de mim
Recebi de ti a inversão dos fatos
A real inconsistência da ganância sem fim.
 
Espanto-me com tamanho desespero
Em que persisto em sobreviver
Para que tu intensamente vivas
Mas tua mediocridade te faz esquecer
Que condenas e enganas a ti mesmo.
 
Sinto contrações...
Te clamo
Por que insistes em abortar-te de mim?...
Eis me aqui.
Porque te amo!

22- Terra, Patrimônio de Todos
Antonio Cícero da Silva

Terra patrimônio do povo
E de todo o mundo
Mas existem muitos estorvos
Prejudicam-na ao fundo.

Ao prejudicar a Terra
O homem se prejudica também
Somos elementos da mesma esfera
E sofreremos pelo mesmo item.

Ao usarmos a consciência
Não desmatamos nem poluímos
A Terra já está em decadência
Mas ainda está resistindo.

Mas até quando isso?
A situação é caótica
E com terríveis gemidos
A natureza muito chora.

A natureza agoniza e sofre
Pelos feitos de muitos homens
Que aos seus intentos promovem
Eles a tudo consomem.

http://antoniocicerodasilva.blog.terra.com.br

23- Planeta Terra
Lúcio Reis

Olhando do alto, dizem é azul e lindo
Observando mais de perto falam ser verde, magnifico
Ainda das nuvens, silencioso e majestoso
Vivendo nele, a sensação da destruição
A fumaça indica, do fogo a ação
O calor, consequência da árvore jogada ao chão
E nossos timpanos pela moto-serra a poluição
Alertas são dados mas, ninguem presta atenção
Agora mesmo nesta ciranda que sai do coração
Mais um apelo: pelo amor de Deus, não façam isso não!
Para enriquecer o homem derruba a vegetação
O calor derreterá as geleiras e vira a inundação
Que estupido! Com os bolsos cheios morrera pela degradação
Incompreensível do homem determinada ação
Classificam-nos como racionais e inteligentes
Será mesmo que o somos?
Nossas ações dizem sermos bobos e inconsequentes
Amealhamos riquezas, as vezes indecentes
E esquecemos que tumbas não aceitam cheques
E que no além não há cartão de crédito
E como o calor é insuportável, precisaremos de leques.

Belém do Pará_24/02/07

24- prenúncio
joaquim evónio

o ser humano esse louco
nem merece a natureza

malbarata a prenda dada
sempre a tratou com desdém

já fez tanto ou tão pouco
que a onda alienada

com  legítima crueza
virá  salvar sua mãe

Seja bem-vindo ao meu site - Varanda das Estrelícias
www.joaquimevonio.com

25- Exílio...para onde?
Guida Linhares

Minha Terra perdeu as palmeiras
e sabiás não tem onde ficar.
As aves que aqui sufocam,
nem tem mais asas p`ra voar.
Nossas estrelas agonizam sem beleza.
As várzeas há muito deixaram de florir.
Os bosques sofrem a erosão dos desmatamentos.
E no ser humano falta amor pela natureza.
S.O.S.!!! PLANETA TERRA!
Solidários na preocupação com o futuro, 
nada mais será como antes.
Mais tristeza encontramos em ver
a miséria das inconsciências,
que não enxergam o mal ao planeta agonizante.
Estivesse aqui Gonçalves Dias,
que chorou na Canção do Exílio,
seu degredo do país amado.
Mais dor ainda sentiria,
pois não haverá lugar para o exilado,
se o Planeta Terra chegar ao extermínio.

Santos/SP
24/02/07

26- Soneto do Fim
Sandra Ravanini
 
Grassa a poeira e tal seca em meio ao cascalho,
monturo é o ocaso num pesadelo ocre,
outrora o brio da lua, ora o céu grisalho,
no afã da doce água acorda a boca acre.
 
A chaga esquiva do sol e a pele exangue
sorvendo a cal da herança e da astenia,
sobrevivem a fome e a morte do mangue,
e a criança chora o valor da covardia.
 
Morreram o verde e todos os mananciais,
foram embora as estações e a natureza
tão majestosa jaz, caiu sem nenhuma defesa.
 
Calou-se o azul e em prece sangra a tristeza
cerrando pores-do-sol sem mares nem cais:
resta da vida a aridez, e já ninguém resta mais.

27- Futuro
João Carlos (Rother)
 
O futuro são sombras do aparente,
É a imagem solitária do banal,
Viver triste da poesia eloqüente,
Enclausurada num mundo irreal.
 
Procuro plantar neste mundo
Uma poesia que seja uma flor,
Retirando do abismo profundo
A arte de semear muito amor.
 
No futuro não há noite, só a utopia.
De figuras que vivem de fato.
Panacéias dos mitos da melancolia
Que outrora viveram no anonimato.
 
Meu mundo é coberto de encantos,
Não querendo ver florescer a maldade
Acabar com guerras, fome e prantos,
Para neste jardim brotar a dignidade.
 
Futuro é uma caminhada errante
Ao mundo que hoje é presente,
Matando um passado alucinante
Para um futuro ortodoxo inexistente.
 
Homem inescrupuloso e imundo,
Tentando matar meu lindo jasmim,
Tua ganância deteriora meu mundo,
Quando pisas na beleza deste jardim.
 
Futuro dos dias hoje poderosos,
Coabitando em delírios de loucura
Da magia e fascínio perniciosos,
Esmagando a essência da ternura.
 
Choro olhando meu jardim infestado
De botas, marcando o meu rosto aflito.
Pranto que rega o passar do soldado,
Fazendo renascer o limbo maldito! 

www.poetarebelde.com

28- Salvemos nosso dote
Angela Maura - 11 anos

Nós recebemos um dote,
mas ainda nos sabemos usufruir.
Vemos a vida de camarote,
mas muitos só pensam em nela subir...

Talvez falte consciência
para o povo aprender
que é com ética e coerência
o melhor jeito de viver...

Vamos nos juntar, então,
nessa ciranda de pedidos,
para que eles não sejam em vão
e apenas um desabafo de amigos...

Salvemos o Planeta Terra
enquanto ainda é tempo,
nossa vida pode tornar-se uma guerra,
mas nós podemos dar um lindo exemplo...

 - São Paulo -

29- Salvemos o que resta!
Fernando Reis Costa

Ó Terra queimada, triste, já sem dono,
Desprezada pelo homem ambicioso,
Que destrói a camada de ozono,
E te maltrata em ciclo vicioso!

Ó Terra maltratada, só carbono!
Como podes no futuro dar repouso
Aos que vierem depois deste abandono
Se o homem continuar com este gozo ?...

Abre os teus olhos, ó destruidor!
Defende os teus netos e os vindouros;
Semeia, em vez de carbono...o amor!...

Ainda que pouco reste além da dor,
Salva, do que temos, os tesouros
Deste Planeta Terra sofredor !...

Coimbra, 24. Fev.2007

30- O Predador
Margaret Pelicano

A Terra em dor atroz regurgita!
Há um cheiro fétido no ar!
Em nojo a vida azucrinada grita:
Onde está a inocência?
Em que outro planeta foi se abrigar?

E do vômito,
os mares se agigantam,
os incêncios nas florestas se espalham,
 amontoam-se garrafas, latas, e lixo a reciclar...
...e os animais fogem deste horror...

é o futuro gritando o absurdo
de seres, que de tão especiais,
perderam o rumo,
mataram as ideias geniais
para destruírem o Planeta e outros mais...

Antevisão! Tivesse a Terra
em sonhos se apavorado,
e antes que o grande predador surgisse,
Ela ardilosa houvesse pensado
e definitivamente este filho abortado!

Brasília - 24/02/2007

31- Sou o Planeta Terra pedindo socorro...
S.Bernardelli

Planeta Terra...
Que abriga, abraça, aconchega todos os homens.
 
A natureza lhe pede socorro...
Como posso abrigá-lo e trazer-lhes o descanso natural entre ás árvores;
como posso trazer o alimento;
como os pássaros farão seus ninhos e sustentar-se
dos mais doces frutos entre os belos arbustos;
como posso trazer-lhes a beleza?
 
A água lhe pede socorro...
Como saciar a sede do animal indefeso,do pássaro que canta a cada amanhã;
como posso saciar sua sede, se me mata cada dia?
 
Eu era forte, hoje estou enfraquecida, doente...
Fui encatamento, hoje sou um problema...
O que fizeram de mim?
 
Hoje somente sou lágrimas...
Derrubam minhas árvores; queimam minhas matas;
contaminam meus seus rios; enfurecem o meu mar;
Escurecem o meu céu.
 
Eu planeta Terra te peço socorro, pois a natureza embravecida chama
o vento que em fúria forma furacões, pede ao mar que se revolte
e contra ataque, pede chuvas torrenciais, chama o sol para queimar as
minhas terras e tudo isso, só para mostrar  a vocês Homens o quanto que sofro...
 
Houve um tempo que eu me sentia mais respeitado...
Sinto-me esmorecendo a cada dia,
como se arrancasse minha alma......
Se ainda sobrevivo é porque  ainda encontro forças
No brilho nas  estrelas.
 
Quero acreditar nos bons habitantes do meu planeta,
Quero acreditar que haja esperança...

Sou o Planeta Terra pedindo socorro...
Não quero ser considerado um verme enfermo sujo,
E nem tão pouco triste poeira
como a imagem  Verônica de Cristo.

24/2/2007
www.sberanrdelli.net

32- S.O.S. Planeta Tierra
©Noris Roberts

No dejes morir la naturaleza…
El hombre con bestial fiereza tala día a día su esencia
pisoteando las flores, la esperanza,
el rumor de sus montañas.
No dejes morir  la naturaleza…
Preservemos el entorno natural
de los sentimientos inhumano que impone la sociedad.
Oscuras sus ramas lloran con ansiedad.
Han quedado huérfanos los trinos de las aves al pasar,
con su himno quieren su sed mitigar.
Es un canto prisioneros pidiendo piedad.
Languidece la flor que mira con ansiedad
la tierra llorar…con temor, con locura,
con los anudados llantos que golpean su ternura.
No dejes morir  la naturaleza…
ella es prosa, poesía.
Rosa llena de algarabía.
Milagrosamente perfecta… creada por Dios
con el gesto del amor.
No dejes morir la naturaleza…
Hagamos un intento por salvar el planeta.

32- S.O.S. Planeta Terra
©Noris Roberts

Não deixes morrer a natureza…
O homem com bestial fiereza devasta dia a dia sua essência
pisoteando as flores, a esperança,o rumor de suas montanhas.
Não deixes morrer a natureza…
Preservemos o meio natural dos sentimentos desumano que impõe a sociedade.
Escuras seus ramos choram com ansiedade.
Ficaram órfãos os trinos das aves ao passar,com seu hino querem seu sede mitigar.
É um canto prisioneiros pedindo piedade.
Languidece a flor que olha com ansiedadea terra chorar…
com temor, com loucura,com os anudados prantos que golpeiam sua ternura.
Não deixes morrer a natureza…
ela é prosa, poesia.
Rosa cheia de algaravia.
Milagrosamente perfeita… criada por Deus
com o gesto do amor.
Não deixes morrer a natureza…
Façamos uma tentativa por salvar o planeta.

33- S.O.S!    S.O.S!
Ana Clara Ribeiro
 
Clamor da terra mãe
apelo de mil vozes
no espaço a ressoar.
 
Irmão, onde estás,
não ouves este clamor?
São gritos retumbantes
no silêncio ecoantes
o planeta está doente
terra-mãe, agonizante
chora dores
chora amores
chora, também, por ti.
 
Que fazes, oh! meu irmão
no redemoinho da vida?
Queimas campos
derrubas matas
gastas águas
poluis o rio
e, sem querer, já sabendo,
tua pousada desgraças
a natureza devastas.
 
s.o.s! s.o.s!
Atende, meu irmão
terra-mãe a implorar
abre os olhos, ainda há tempo
terra-mãe, enfraquecida,
 se esvai,
clamando por ti!

34- Terra:
Volnei Rijo Braga

Senhor
como eu gostaria
que o homem fosse diferente
que o homem visse na terra
a fonte que alimenta nossas vidas
Senhor,
como eu gostaria
que o homem cuidasse da terra
com o mesmo esmero com que ele cuida
cada arma que fabrica
Senhor,
como eu gostaria
que o homem cuidasse da terra
com a mesma eficácia que ele planeja
suas guerras
Senhor,
eu queria ver na mão do homem uma flor
em vez de uma bomba,
que o lápis que desenha uma arma
desenhasse um coração, escrevesse uma poesia.
para que eu não tenha que implorar
e rezar pelo nosso planeta
para que ele continue brilhando
em nosso universo...

Balneário dos Prazeres: 24//02/2007
www.recantodasletras.com.br/autores/barba

35- Alma Viva, Planeta Morto
Nilton Nallim Ferreira

Como podemos conceber
Que se mate um planeta
Onde Almas Imortais ali estão.
Dá-se valor aos objetos perecíveis,
Enquanto não se valoriza o que é perene.

Come-se e bebe-se venenos
Por que dá mais lucro aos produtores.
Doenças novas aparecem...
A medicina enriquece...
O povo empobrece.

Ah que bom seria
Se utilizássemos sabiamente nosso livre arbítrio
Preservando a natureza criada por Deus...
Dando mais valor a vida
E vivendo realmente feliz.

www.nallim.com

36- Grito de alerta
Gena Maria

Deixem os verdes das matas
viverem e crescerem sempre!
Não destruam o ar que respiramos...
Deus fez o homem ,entre árvores e flores...
e aí assim, o sexo nasceu entre os pecadores!
Agora ,querem transformar o paraíso em chama viva
homens ,não queiram viver no inferno aqui mesmo
nesta terra, onde se vive no paraíso, entre aspas...
temos o livre-arbítrio, saibamos usá-lo
em favor de nossos filhos e netos!
Deixem a natureza viver e florir sempre
ouçam o meu grito de alerta!

Marília - SP 

37- SOS, É DA TERRA!
Carvalho Branco
 
Já nem sei quem sou, não mais me reconheço...
Antes, era jovem, tão bela, radiante...
Bem me recordo de tudo no começo!
Coberta por um verde exuberante,
 
Um ar bem mais puro na minha atmosfera...
As águas me banhavam, tanta fartura!
Viviam fortes animais e homens-fera,
Entre os instintos havia mais ternura!
 
Hoje, tudo mudou, veio o tal progresso,
Mas minha vida reverteu, é o inverso...
Preservem matas, águas, ar; sinto: morro!
 
Por que serão os homens assim tão loucos?
 Pois os de visão são, em geral, uns poucos...
Salvem-me a vida, nossa vida, SOCORRO!

38- Eu Gaia
Soaroir Maria de Campos

Na ciência despertei da evolução
que hoje busca no espaço filial.     
De Deus sou celestial criação
para os seres vivos um quintal.
 
Sou azul, já fui fértil e lata,
abandonada, jogada num tipiti,
extraíram minhas riquezas
dos solos onde eu vos acolhi.
 
Embalada nos lixos da evolução
me sufoco, asfixiada morro.
Ameaça toda essa devastação,
carecer mais de socorro
 
Com a incúria então me debato;
não abdico, excedo pra me acudir.
Desenraizada pereço, me desato...
em lágrimas onde vou submergir.
 
Censuram enquanto desenlaço,
retumbam gritos que morro;
eu guincho enquanto desfaleço,
esperando de todos o socorro.
 
Não basta somente a caneta
ou uma pena coativa.
Protejam a Gaia,o Planeta
impetrante nesta ação coletiva.
 
Fev. 25/2/07
http://bruxa-onilda-da-galia.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/index.php

39- Revolta da Natureza
Marcial Salaverry

Vemos a revolta da Natureza,
quando os homens seguem sua natureza,
e estão acabando com sua vida e sua beleza...
Tsunamis, enchentes, furacões,
tornados, maremotos, vulcões...
As coisas acontecem,
milhares perecem...
Não há que se buscar causas,
o porque aconteceu...
Se foi ira divina,
ou revolta da Natureza...
Talvez o grande culpado,
sejamos nós, pela falta de cuidado,
deixando a mata queimada,
a Natureza devastada...
É natural essa reação,
que não admite contestação...
O certo é que o bicho homem
só aprenderá,
quando tudo terminará...
E aí... será tarde demais...
A vida no Planeta Terra,
assim se encerra...
E o Amigão terá que tudo recomeçar...
Mas... barro de melhor qualidade deverá usar...

40- Árvore Sagrada
Malu Otero
 
Uma existência centenária levou-me a presenciar
Mudanças no curso dos rios e qualidade do solo
Também houve uma elevação no nível do mar
E o derretimento da neves que cobrem o pólo
 
Na Terra nada escapa, nem a qualidade do ar
Que converte o verde em cinza, de forma veloz
Eu, antes sagrada, protetora do homem e seu lar
Sou transformada em carvão, que destino atroz
 
Um dia perceberás que assim tu ceifas a vida
Mas se isso demorar, pode já não haver volta
Acorda logo e preserva, essa é a tua garantia
 
O homem primitivo me considerava sagrada
Deixa de derrubar a mata, esse machado solta
Ou voltarás ao pó e serás outra vez NADA
                             
Assis – São Paulo - BRASIL
07/02/2007

41- Ainda há esperança
Marineusa Santana

A terra foi criada por Deus
E nos foi doada por amor
Devemos por ela zelar
Como deseja o Senhor

O homem na sua ganância
Vive sempre a poluir
Sem mesmo se dar conta
Que está a se destruir

Os rios são poluídos
As matas derrubadas
Os animais desaparecem
Digamos "não" às queimadas

Com o nosso testemunho
Eduquemos as crianças
A Terra pede socorro
Ainda há esperanças.

Brejo Santo-CE.
www.marineusantana.recantodasletras.com.br

42- Aridez
Nadir A D'Onofrio

O homem já consegue prever
O que vai acontecer no planeta
Mas insensato, continua depredar
Esquece que o berço da civilização
É o mesmo, das futuras gerações...
Que herança desastrosa deixaremos
À esses infelizes irmãos....
Nós tivemos mares, montanhas
Chuva, neve, vegetação
Canyons, rios, cachoeiras
Flores, frutas, cereais
Oxigênio para respirar!
À eles o que restará?
A não ser aridez....

29/01/2007 23h30
Santos SP

43- Planeta Terra
Tarcísio R. Costa

A terra tão bela,
Um obra d'arte do Criador,
Foi talvez o Seu projeto feito com mais amor.
Ao fazê-la Ele se situou como um esteta,
Ao fazer os oceanos, os rios, as matas
As aves, essa combinação de cores,
Ele se dignou ser um poeta...

Para complementar essa jóia
Deus criou o homem à sua imagem,
Fez a mulher e deu-lhes amor no coração,
Deu aos dois plena e absoluta liberdade,
E sugeriu a sua multiplicação...

Hoje a terra geme,
As matas estão destruídas,
A atmosfera está cheia de gases,
Veio a fase da avançada tecnologia,
O homem explora e altera átono
Numa tenebrosa preparação
Para o apocalipse final,
Da sua auto-destrição.

O homem perdeu o sentido da vida,
Invadiu-lhe um estado de inclemência,
Digladiam-se como irracionais,
Numa inominável violência...

Tsunamis, guerras, enchentes,destruição...
O que nos entristece e causa dor,
É que é o homem, feito à imagem do Criador,
Usando da liberdade que lhe foi outorgada
Ele é o único responsável, ele é o destruidor,
Ele falta respeito à obra de Deus
Que lhe foi dada com tanto amor.

Brasílai, 25/02/07

44- Havia...
Joaquim Sustelo

Havia uma floresta densa e verde
Que o vento balouçava de caminho
Num gesto de quem ama e nunca perde
De dar, sempre que passa, o seu carinho.
 
Havia um bando de aves, o chilreio
Que mergulhava o espaço em melodia;
Um rio de águas claras pelo meio
Entoando outra canção em sintonia.
 
Havia um campo vasto onde a semente
Crescia pela força do seu chão;
Apenas chuva e sol como presente
E dando com amor um fruto são.
 
Havia um céu azul onde as estrelas
À noite cintilavam com esplendor;
E as nuvens recortavam entre elas
Os quadros deslumbrantes de um pintor.
  
Havia um Mundo-Terra que girava
A namorar o sol, em estado puro;
E todo o ser vivente então achava
A Terra um paraíso, com futuro.
 
Porém chegou o homem. Inconstância
Em gestos que eram ódios… ambições...
A fúria desmedida e a ganância
Que tem o alvo posto nos cifrões!
 
Atira-se à floresta, faz o corte
Destrói a bel-prazer e negoceia...
E sem notar que traça a própria morte
O que inda dela resta, incendeia!
 
Nessa ambição-loucura que o anima
Conspurca o céu azul, o ambiente...
As cores viram cinza, muda o clima
O rio vai poluído na corrente...
 
Por via de um pensar que é tão pequeno
Agora em toda a parte o perigo espreita;
Os frutos são colhidos com veneno
E o homem sofre efeitos da maleita.
 
Das fábricas se eleva o negro fumo
Sem respeitar limites, convenções...
Depois o nuclear…  piora o rumo
Desastres que mutilam multidões!
 
Ó gente que em postura tão nefasta
Destrói sem ter noção desse valor!
É tempo de parar, de dizer basta!
Ficando a Terra um ermo, pobre e gasta
Teremos nossa noite sem alvor…

45- Para pensar
Gui Oliva

És um Planeta na forma de uma esfera
e mansamente giras no teu próprio eixo,
o Sol  com calor  te beija oh! MãeTerra,
a Lua à noite cuida  dos teus sonhos com desvelo

vestes, através da Natureza, o amor que esparramas
tuas naturais belezas, o trinar dos passarinhos,
o perfume das flores, teus rios, cascatas e montanhas
teus mares e teu ar puro... são o melhor do teu carinho

mas teus filhos que recebem a atenção de tanto amor,
estão distraídos e podem até ser definidos como ingratos,
porque estão usufruindo o amor materno aos trancos e barrancos

e não se dão conta de que agridem, sem qualquer pudor,
o próprio ventre da Terra Mãe  que os gerou, e a ela dão maltratos,
e será muito tarde, ao acordarem com o castigo, aos solavancos!

Santos/SP  25/02/07

46- Chora o sol
Naidaterra

Ainda que brilhe a chama do Sol
sobre a terra, a água, os mares
e as campinas, te sinto triste
amigo meu...
No teu apogeu, te louvo e te peço
calor necessário para ajudar as
sementes a serem fertilizadas...
Mas não vigam como outrora
é por isso que chora?
Teus raios estão machucando a terra,
os seres viventes e a mãe natureza
está se perdendo, morrendo...
Não é culpa sua amigo Sol!
A culpa é de uma tal madame que
se chama poluição que o homem
produz com a mãos e sopra no ar
envenenando a proteção divina da
nossa mãe terra...
Por conta desta praga, teus raios não
chegam com equilíbrio necessário e
acabam provocando desequlíbrio na fauna,
na vida que é o nosso bem maior...
Talvez, eu tenha que ver você meu
bom amigo, chorar mais e mais...
Talvez, eu mesma seja morta pelos
teus raios um dia, mas não vou te culpar
e não quero que se sinta culpado por
ter tirado a minha vida...
Antes disso, sem desitência ou fadiga,
lutarei pela dignidade e vida do meu planeta...
Mas se eu não conseguir, não se sinta
culpado nunca, por uma inevitável
extinção...

25/02/2007

47- S.O.S Planeta!
Bernardino Matos.
 
S.O.S. planeta,
é um apelo sofrido,
num mundo desiludido,
num triste som de retreta.
 
Deus criou o universo,
e o fez com perfeição,
e sua destruição,
resulta de um ato perverso.
 
Deus dotou a natureza,
de riquezas fascinantes,
de renovações constantes,
deu ao homem realeza.
 
E esse lindo presente,
está sendo destruído,
dinamitado, explodido,
por um ser inconsciente.
 
Damos um passo à frente,
com o progresso da ciência,
e através da violência,
recuamos,de repente.
 
Os Rios são poluídos,
a camada de ozônio,
tratada de modo errôneo,
nos deixa desprotegidos;
 
As florestas devastadas,
as guerras destroem tudo,
o sofrimento é agudo,
populações dizimadas.
 
Como mudar tudo isso,
há sempre uma saída,
pra dá espaço pra vida,
é nosso o compromisso.
 
O processo de mudança,
é lento, mas progressivo,
e é sempre remissivo,
ao amor, única esperança.
 
Essa mudança é na alma,
floresce com o perdão,
consolida a emoção,
traz união e acalma.
 
Se tivermos a coragem,
de em nosso interior,
abrigarmos o amor,
há de soprar outra aragem.
 
Fortaleza, 25/02/07

48- O que se ganha?
Ibnéias Costa da Silva.

Por que mandar?
Por que destruir?
O que se ganha
Declarando guerra
Ao mundo todo?

Por que ser estúpido?
Por que ser egoísta?
O que se ganha
Crescendo a economia
Acabando com o verde?

O homem precisa
Aprender a exercitar
Um sentimento simples:
Viver
Como se fossem irmãos.

Se asim não fizer,
Muito em breve
Irá perceber,
Com altos custos que,
Pode ser tarde demais.

49- Terra
Heloisa Freitas Abrahão

meu amado planeta foste criado com tanta perfeição
Hoje chora  tanta poluição. Por que dessa crueldade?
Acaso não percebe a humanidade a própria destruíção?
O sangue verde escorre nas matas...a agua soluça nos rios...
O homem brinca de DEUS, mata, desmata, extingue...polui.
Sem razão, sem pudor, sem ética, sem amor. Poder?
Tudo será cobrado e o homem hipócrita e desleal
Ainda perguntará:
-Meu DEUS o que fiz?

50- O Maior Inimigo da Terra
Pedrinho Goltara

Não sei como consegue
Destruir tão rapidamente,
O Homem com a ganância
É o animal mais prepotente,
O maior inimigo da Terra
O ser que se diz inteligente!

Destrói florestas inteiras
Acaba com os animais,
Reclama do clima maluco
Não é mais como tempos atrás,
Até aquelas quatro estações
Hoje estão todas anormais!

Esse tal de bicho Homem
Diz que tá se conscientizando,
Mas, continua nas cidades,
Muito lixo nos valões jogando
E todo dia se vê até na TV,
O danado só desmatando!

Eu sou mesmo revoltado
Pois não gosto de sujeira,
As pessoas, até lá na praia,
Bem próximas de uma lixeira,
Jogam suas sobras na areia
Educação deve ser coisa feia
Pra quem gosta de nojeira!!!

Goltara-   25/02/2007-   23:23 k

51- Estamos fritos.
Beatriz Kappke

Estamos fritos!
O Planeta foi ferido.
E agora José?
O que fazer diante deste dilema?
Terremotos,
degelo,
camada de ozônio,
calor nos oceanos,
tempestades,
furacões,
tornados,
secas
inundações!
Nada disso é natural.
O desequilíbrio é total.
Alguém tem que ceder,
O lucro esquecer.
Responsabilidades assumir
Ações ambientais para intervir.
É hora de agir!!!
Temos que acordar!
É preciso se mexer
As fontes de vida resgatar
O plano da criação salvar!
Eu posso.
Tu podes!
Ele(a) pode!
NÓS PODEMOS !
Todos juntos.
Ainda há tempo
De alterar o trágico drama
Para mudar este panorama !
(Escrito para Ciranda S.O.S Planeta, em 23/02/07.)

http://www.beatrizkappke.com

52- Males do Século XXI - Protesto contra a Morte do Planeta Terra!
Ricardo De Benedictis

Lamentos do poeta a todas as agressões contra a Natureza,
contra os bens naturais, os direitos humanos, os direitos à saúde
e à vida e a obrigação de deixarmos espaços saudáveis para que
nossos sucessores possam viver num mundo melhor.
Uma utopia em pleno século XXI.
Está na hora de se fazer um novo RENASCIMENTO
nas Artes em geral, na Cultura e nos Costumes!

A enguia-tubarão
Aparece no Japão
Em tempo de dinossauros.
No Brasil, volta o sarampo
Há muito fora de campo
Apagando Alfa Centauros!

Varíola e Catapora
Há muito que foram embora
Deixando-nos livre a área.
E nos chegam outras doenças
Entre malfadadas crenças
Lepra, Dengue e Malária!

A AIDS que foi criada
Por uma besta quadrada
Visando ganhar dinheiro,
Produto da Sodomia
É pior que a Leucemia
E consome o Mundo inteiro!

O Câncer, grande flagelo
É um terror paralelo.
A família e o doente
Não querem dele falar
Pois temem pronunciar
E ficarem dependentes!

Afinal, os grandes males
São produzidos nos vales
Da mente do predador.
Sem falar na Radiação
Que é fruto dessa ambição
E nos causa tanto horror!

O Planeta está morrendo,
Mas o homem não está vendo
No futuro essa desgraça!
Cegos, surdos, mudos, loucos,
Todos os apelos são poucos
Ninguém está aí pra a ameaça!

Quando a tecnologia
Pela vida deveria
Fazer toda a diferença,
Vem o interesse infernal,
Tudo pelo vil metal,
Em cada mente u´a sentença!!!

53- O que será do Planeta?
Sueli do Espírito Santo

Com um triste e sombrio futuro
os seres vivos rumam para o nada
por causa da natureza devastada
o planeta está ficando todo escuro

No escuro muitos seres já doentes
alguns mortos,  outros  moribundos
a terra, o ar, o mar, todos imundos
imundície ataca os sobreviventes

O meio ambiente está intranqüilo
pois o planeta está perdendo vigor
são poucos os que lhe dão valor
da catástrofe quem vai redimi-lo?

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br

54- Nosso Planeta
Sá de Freitas

Está, nosso Planeta, agonizante!
Seu fim, a todos nós, causa ansiedade...
Pois pode estar bem perto ou bem distante:
Dependendo do agir da humanidade.

E o homem, inconseqüente, continua,
Sua devasta por ganância cega:
E quando advertido ainda nega,
Que deixa a Terra de recursos, nua.

Ah! Vasta ignorância que perdura!
Que falta de consciência e de cultura!
Que ausência de amor ao próprio lar.

E logo a sede se fará presente;
Virão doenças, fome e, de repente,
Nem ar teremos para respirar.
                     
http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm

55- Mãe-terra!
Regina Coeli Rebelo Rocha  (RJ)

Ah, eu te vejo tão espoliada, insultada,
 magoada, mal-cuidada, sofrida...
Tu, que és o lar de nossa Vida,
expões-nos as tuas feridas necrosadas...

Pergunto, o que será de nós, o que?
Se a mãe adoece e padece,
 se o filho em cegueira embrutece,
não é preciso saber muito pra dizer...

Teus rios e mares são o teu sangue... 
... em veias agonizantes num corpo solapado...
Se secam esses vasos adoentados,
é como se os homens ficassem exangues...

Ah, Mãe-Terra, tão cantada em versos
pelo Poeta que assiste à tua morte lenta...
Poeta que antevê uma humanidade de tudo sedenta,
ao te impingirem maus tratos os mais diversos...

Tuas florestas vão morrendo aos pouquinhos,
derrubadas pela cegueira da irracionalidade;
teu árido chão racha de dor e de saudade
das árvores onde os pássaros fizeram ninhos... 

Sem árvores, o ar tosse sua doença...
Desassombreado e não-filtrado,
o verde da esperança dá lugar ao acizentado...
É a morte que chega, agourenta...

Ah, Mãe-terra,  planeta azul no firmamento...
Por conta de suas águas, pareces fulgurante...
Lá do espaço, quem te vê fica exultante,
mas de perto é que se ouvem os teus lamentos...

O que reserva o futuro aos filhos da Terra?
Ou já terá chegado esse futuro sombrio?
Vai tombando a vida no adeus de cada rio,
de cada árvore, na agonia que a morte encerra...

O que fará o homem pra matar a sua sede?
Como ficarão os pulmões do homem de adiante?
Parentes nossos, ainda que distantes,
não saberão o que é um peixe caindo na rede...

Ah, Mãe-Terra, que tristeza eu sinto...
Sei da Vida que tu tens, pois é muito o que nos dás...
Somos todos teus filhos, surdos aos teus ais
e pintamos o teu fim com tons vivos de  sangue tinto...

De que servirão ao homem todos os prazeres,
todos os banquetes, as farras e as orgias,
por conta de tanta atrocidade perpetrada à luz do dia
ou à noite, em total desatenção aos seus deveres...

Se desaparecem os riachos murmurantes,
o frescor da sombra e o desabrochar das flores
nos campos que encarnam lindos amores,
perecerâo formas de poesia no coração dos amantes...

Ah, Mãe-Terra... E o doce assovio do vento,
o aroma perfumado do pinheiro...
Que brisa tocará os rostos num prazer por inteiro,
se o ar é podre e se esvai como líquido purulento...

Todos armados, com más atitudes ou com...  nada...
Um nada que ajuda a capar, sujar, subtrair,
 devastar, depredar e extinguir,
sugando da Mãe-Terra a seiva que a mantém animada...

O apetite voraz do Homem a Terra arrasará...
Os verdes prados e as belas campinas
virarão deserto, terra que não germina...
Um índio americano previu... e tal se cumprirá!...

Ah, Mãe-Terra cuja idade não sei...
Teu é o sopro maior da Vida que se irradia
no chão, no ar, no mar, na noite ou no dia...
Tu és a Mãe-Bendita, tu és a suprema Lei!...

Quando o Homem chegou, a Terra já existia;
então, ele é filho dela e a ela deve respeito...
O pulsar da Terra está vivo em cada peito,
pois é ela a tecedeira que cada fio fia...

E então, tudo o que acontecer à Terra, nossa Mãe bendita,
acontecerá, também, àqueles que são seus filhos...
... nós... E nós pereceremos, a perecerem os rios,
mares, florestas, animais, chão e ar... nossa desdita!

Ah, e o Homem provará do seu veneno...
... de ter olhos, mas não querer ver...
De ter a percepção, mas não querer perceber...
A Terra é um Grande Bem, mas ele a torna um bem pequeno...

E o Homem torrará sob o sol inclemente,
por conta de suas agressões ao ecossistema...
E torrará tudo à sua volta, trazendo para si atroz dilema:
que vida será essa que em vez de dar, depena?

Mas é a vida que o Homem escolheu levar,
desrespeitando a Criação em sua primazia...
Se retiramos, temos que repor, tão simples filosofia...
Inteligência não é sabedoria, há que se acrescentar...

Homem, a vida é uma grande rede, pensa nisso,
em que tudo se interliga e é interdependente...
Desabe a estrutura que te sustenta, ser inteligente,
e tua inteligência junto contigo terá sumiço...   

Acerta, Homem, os teus atos irresponsáveis!
Cuida aquela que te alimenta e te sustenta!
Respeita a Terra-Planeta, a Mãe que morre... lenta,
mas que, antes,  há de enterrar seus assassinos miseráveis!...

56- Não me matem!
Eda Carneiro da Rocha

Não! Não me matem!
Preciso viver!
Tenho vida, sentimentos,
braços que abraçam,
água pura a ser refeita,
florestas a serem reconstruídas!

Plantem-me!
Tornem-me árvores,
vida, solução, amor!

Peço-lhes, em SOS!
Acudam-me,
não quero morrer,
pois preciso viver,
para lhes dar  vida,
 Paz,
no Planeta.

Homens, mulheres,crianças,
seres da floresta,
venham, todos, acorrei
não quero morrer,
preciso apenas
VIVER!

57- Ser, Nascer, Viver, Estar, Ficar...Partir!!
Thais S Francisco _ "Beijaflor"

Ser, neste mistério da vida,
buscando explicações, para o estar..
procurando chegar ao Eu absoluto, para
tentar entender da vida o porquê!

Nascer, chegar para a luz do mundo
como um pequenino e frágil pedacinho do Cosmo
sem nada saber, sem nada entender, mas desde
então, em busca do aconchêgo, do carinho, do calor humano e do Amor..!

Viver, engatinhando pela vida, aprendendo até mesmo a ser,
ser o que? quem? como? para quê?
E vamos aprendendo que fazemos parte de um contexto da vida
que gira no Cosmo, entre todos os átomos, no equilibrio, "yang - yin"
o sim e o não, o mal e o bem, o ser e não ser, VIVER...

Estar, entre todos os demais seres do Planeta, envolvidos entre
reinos: humano, animal, mineral, vegetal; no equilíbrio de cada ciclo,
de cada momento em que respiramos o Ar que nos permite ser,
mas que devemos respeitar cada estágio.
O nosso humano, entre sentimentos que muitas vezes não sabemos lidar,
e então começam nossas buscas, nossas carências, nosso buscar
quem poderá caminhar lado a lado, para o equilibrio do Estar...

Ficar, neste Planeta que nos é oferecido, com todos os recursos para a sobrevivência,
teremos que saber cuidar para continuar a ter, para poder ser, estar e ficar...
Fazemos parte de todo este contexto da EXISTÊNCIA, buscas eternas continuarão dentro de cada um,
até mesmo do ser que nos dará aquele AMOR que precisamos tanto,
e que não podemos esquecer que deve também ser retribuído na medida do equilíbrio
para se poder viver, estar, ficar e dar continuidade à VIDA,
mostrando aos que ainda virão, os caminhos a seguir.

Partir... sim, um dia, mas tendo deixado suas marcas, suas pegadas,
indicando os caminhos do equilibrio do Cosmo, do qual fazemos
parte, como simples e pequeninos átomos, mas cada um na sua devida importância.

Nascer...Viver... Ser... Estar...Ficar e Partir, este é o ciclo da VIDA!!!

"Se cuidarmos com zêlo, desta Mãe Terra que nos abriga!!!"

58- Terra,
Andréia Cristina Guadagnin
 
Sobre nossos olhos, acaba-se a vida.
Não há mais respeito, não há cuidado
Não há consciência, não respeitam a natureza.
Os homens acham que estão progredindo
Pensam que seus sonhos, se fazem sucesso.
O homem não pensa, nem imagina....
Que a nossa terra irá morrer...
Vivem no presente, destruindo a vida.
Amanhã não existirá, não haverá futuro.
Mas, o que é a vida, se não houver esperança!
Que o homem se canse de destruir nosso chão
Que ainda há tempo para recomeçar
Chega de desrespeito, de destruição.
Viva a Natureza, essa sim é nossa grande construção.

www.andreiacristinaguadagnin.blogspot.com
www.sentimentos-meus.blogspot.com

59- Pacote de presente...
Glosando A A de Assis
Gislaine Canales
 
Mote:

Deus fez a terra...e, ao fazê-la,
deu-lhe o toque comovente:
Fez o céu para envolvê-la
num pacote de presente!
 
Deus fez a terra...e, ao fazê-la,
usou todo o seu amor,
e essa alegria de tê-la,
eu agradeço ao Senhor!
 
E na sua criação,
deu-lhe o toque comovente:
criou em nós, a emoção,
que nos faz muito mais gente!
 
Deus criou também, a estrela
dando-lhe luz especial,
fez o céu para envolvê-la
numa obra divinal.
 
Tanta beleza se encerra
num universo esplendente,
e, pôs nele, então, a terra,
num pacote de presente!

www.gislainecanales.com

60- S.O.S Planeta
Giovânia Correia

Um grito pôde se ouvir.
No meio da escuridão.
Uiva e chora a mãe natureza.
Por tanta ingratidão...
Pede socorro o planeta.
Mas tudo fica em vão.
O homem não quer saber.
Já não pensa com o coração.
E a mãe natureza oprimida.
Chora a cruel realidade.
Pois ama muito cada vida.
E sofre com tanta imparcialidade.
E o planeta levanta a bandeira de S.O.S.
Avisando-nos da insana devastação.
Mas o homem parece também não ter olhos.
E tudo vai ficando em vão...
Aonde chagaremos por fim?
O que o homem quer encontrar?
Talvez a sua própria morte.
Pois já a sente, o sufocar.
O homem acha-se tão grande.
Pois mil descobertas fez.
Porém não conseguiu ainda enxergar.
O tamanho da sua pequenez.
E assim vamos ficando.
Num futuro meio incerto.
Tomara que o homem se conheça.
E chegue de Deus mais perto.

www.sonhoseemocoes.com

61- Eu vi o bicho homem
Cel  (Cecília Carvalho)

... eu vi,
os olhos rasgados da mata,
ardendo, queimando, pegando fogo ...
... eu vi,
havia uma índia chorando,
soluçando, ao lado de sua tenda ......
eu vi,
não havia chuva, nem água de rio,
só lágrimas e choro vazio ...
... eu vi,
parecia alguém cantando,
era um canto suave e doído,
rasgava o silêncio da mata, queimava
imolava vidas
folhas que se contorciam
galhos que viravam cinzas
em algum lugar, um coração demente
sorrindo, de gente ...
Gente ?
Não, era de um bicho, homem !

*** Labirintos da Alma ***
Cel  (Cecília Carvalho)

62- Morre a Mãe Terra...
Rosa Regis

Morrem os peixes em águas poluídas;
Desmatamento e queima matam animais!
É o homem agindo mal, ceifando vidas,
Sem lembrar que a sua vai com as demais.

As espécies animais estão diminuindo;
A "Mãe Terra", dos seus filhos, a perda chora.
E avisa ao homem que está se extingüindo,
De forma galopante, a fauna e a flora.

- O equilíbrio biológico está ameaçado!!
"Grita" a Mãe Terra, com "alarmas vermelhos"
Que mostra o perigo que corre a Natureza.

Porém o homem não ouve seus conselhos
E segue em frente, em busca de riqueza,
Matando a si mesmo, como um tresloucado.

Natal/RN - Brasil_26 de Fevereiro de 2007.
www.recantodasletras.com.br/autores/rosaregis
http://www.poesiapura.com/poesia/profile.php?mode=viewprofile&u=5159

63- Canto ao planeta...
“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
 
Aonde vou, oh! Minha Terra mãe nesse vôo
Se do barro sou resquício, se do ar o canto sou!
Onde mãe natureza, se ao humano não perdôo...
O flagelo ora hiante, que nesse verso pousou.
 
Por onde olho só a guerras, e os seres gritam gol
Findou-se o amor a terra, ou o homem endoidou?
No cupidez lhe fere o útero e matam o rouxinol
A pobre ave já não gorjeia seu irmão a exterminou...
 
Aonde vou, oh! Minha Terra mãe neste vôo
Se do barro sou resquício, se do ar o canto sou!
Onde mãe natureza, a pena chora quem a ti lesou
Devorando o próximo tão mais próximo que plantou.
 
Entre os versos que despertam, quem a ti mortificou
Destruindo o Planeta, vou contriste com que restou,
As retinas turvam as flores, a floresta que queimou...
Ouço mar carpindo as lousas, peixe que não vingou.
 
Aonde vou, oh! Minha Terra Mãe neste vôo
Se do barro sou resquício se do ar o canto sou!
Digo não ao motoserra, e a quem a ti martirizou,
Contrito eu verso, não destrua o que Deus amou...
 
24/02/2007
SPVA-RN : Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Cônsul poetadelmundo- RN

64- S.O.S. Enquanto é tempo
Mifori
 
Busco um balanço com renovações
Das diferentes origens de todos os fatos,
Conciso, relato do homem suas relações,
Cujos efeitos na natureza são funestos.
 
Preservar o meio ambiente, eis o desafio.
O homem extrai, na interação com a natureza,
O seu sustento, transformando-a pelo poder.
Na extração desordenada, aviltado pelo ter.
 
Há que se conter a ganância desenfreada
Sem dispersões - mude sua ação, ó infrator,
Eliminando a poluição dos rios e do ar.
A extinção da flora e da fauna queira evitar.
 
A Ciência, a Tecnologia, atingiram o patamar
Altíssimo de desenvolvimento na comunicação.
Porém, não conseguiram evitar a tal poluição
Que faz mal à saúde, à segurança, à moradia.
 
Agredindo mais e mais a formosa natureza,
O próprio homem não percebe sua destruição,
Causada em nome do progresso consumista,
Prejudicando, por egoísmo, sua evolução.
 
Pensamento: "O homem está sempre disposto a negar
tudo aquilo que não compreende ou não o quer compreender
por puro comodismo" [Mifori].

65- O natal dos anjos
Isa Seixas

Todo anjo inspira amor,
mas existem também anjos sofridos...
sofrendo de amor!
Anjos calados,
Anjos alados,
Anjos em desespero,
Anjos  ilhados,
Anjos concentrados,
Anjos transformação,
Anjos equilibrio,
Anjos rebeldes,
Anjos oprimidos,
Anjos confraternização,
Anjos luz,
Anjos combalidos,
Anjos paz,
Anjos fantasia,
Anjos de amor,
Anjos das setas, a nos guiar,
Anjos graça,
Anjos esperança,
Anjos reflexões,
Anjos emoções,
Anjos magicos,
Anjos simplicidade,
Anjos harpando,
Anjos, nos guardando,
Anjos canções entoando,
Anjos louvando,
Anjos que vagueiam,
Anjos,brincando com o menino Deus,
Fazendo uma ciranda de mãos dadas,
Em forma de um grande coração......
de rosas vermelhas,
para brindar unicamente o grandiosíssimo
Amor...........multicolorindo,
Do mundo.......a dor!

66- S.O.S.Planeta Terra
Rúbia Gregori

Mãe Terra, que na ida e volta
nos acolhe em seu ventre purificador
resista ao tempo
resista ao homem
resista ao açoite do egoísmo
resista à ganância
que sejas para sempre e sempre
MÃE!
Assim seja!

67- Extinção
Sandra Ravanini
 
Ó belíssima dama, ajoelha-te ante a serra,
entoando qual um doce gemido agônico
e no teu último orgasmo lírico e atônito,
queimando diante de mim, direi: oh, como és bela!
 
Senhor de minhas entranhas e azuis mistérios,
vesti-me de borboleta e rendas em relvas
verdejantes, fluí a verdete dos seios às selvas
bronzeando os elmos e os escudos do teu império.
 
Dá-me do ventre formoso a seiva do urânio,
dispa a luz do teu ouro bailando tão cômica
e ardendo teu sexo nessa dança atômica,
dessedenta o gozo e a fome e a pressa do ozônio.
 
Fendida de amor deitarei em meu negro carvão,
consumindo a minha reserva, então, chorarei
e em lágrimas contaminadas por tuas leis,
jazendo na fumaça eu direi: oh, tu e eu em extinção!
 
25/02/2007

 

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