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Maior amor nem mais estranho existe Que o meu, que não sossega a coisa amada E quando a sente alegre, fica triste E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste O amado coração, e que se agrada Mais da eterna aventura em que persiste Que de uma vida malaventurada.
Louco amor meu, que quando toda, fere E quando fere vibra, mas prefere Ferir e fenecer – e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante Desassombrado, doido, delirante Numa paixão de tudo e de si mesmo. *.*.*.*.*.*
Santos, SP - Brasil
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