Recordo ainda...e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

 

Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

 

Estrada afora após segui...  Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

 

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino...acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

 

 

 

MARIO QUINTANA

Menu Imortais

Principal

 

 

© Copyright 2004
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.