Ando a procura de espaço
Para o desenho da vida.
Em números me
embaraço
E perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
Em vez de
abrir um compasso,
Protejo-me num abraço
E gero uma despedida.
Se
volto sobre o meu passo,
É já distância perdida.
Meu coração, coisa
de aço,
Começa a achar um cansaço
Esta procura de espaço
Para o desenho
da vida.
Já por exausta e descrida
Não me animo a um breve traço:
-
Saudosa do que não faço,
- Do que faço, arrependida.