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Parei as águas do meu sonho Para teu rosto se mirar. Mas só a sombra dos
meus olhos Ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da
madrugada Não têm coragem de cantar, Vendo o meu sonho interminável E a
esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra, Perto do céu,
por sobre o mar. Se não chegas nem pelo sonho, Por que insisto em te
imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos, Talvez não se deixem
fechar. Talvez pensem que o tempo volta, E que vens, se o tempo voltar.
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