|
|
|
|
Estou vazio com um salva-vidas, sem vida, flutuando sobre o mar
Há um rádio não sei onde, acenando uma alegria distante e inútil à minha angústia sem remédio.
A noite perdulária esbanja estrelas e não percebe que me oprime, eu, que não posso sorve-la , eu, que estou em solidão.
A lua é um exagero, e faz mal aos meus nervos, golpeia a minha face para um duelo de amor que ficará sem resposta.
( do livro "A Sós..." 1a ed. 1958 )
©
Copyright 2005 |