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Começa assim... A morbidez acalentando a noite pisando leve os passos da esperança. E é quando sonâmbulos seres se procuram e não se encontram, que o silêncio se transforma em grito surdo e cortante no íntimo destes seres... E o sofrimento a nascer... O nada é mais visível... Penetrante inquietação arvora, da pele... Busca inconstante que se parte Num momento qualquer da vida quando o eco da procura encontra resistência no futuro. E o tempo engole impiedoso noites e noites sempre iguais de incontestável solidão! Já não se pode voltar não há marcas no caminho. E a morbidez aumenta... Perde-se então no esquecimento ... e na caracterização... Termina assim.
SCRPardo, 13/12/1984 -------------------------------------------------------
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