|
Gosto do branco nos meus lençóis imaculada e ousadamente puros rude
contraste com o qual premeio o corpo em sonhos de paixão
desfeito.
Gosto do azul, anil ou royal, claros caminhando na praia em
devaneios na espessa bruma da madrugada, ouvir as ondas me cantando
enleios.
Gosto do verde, que me lembra as matas onde meu corpo jovem
se embrenhava buscando flores que eu nunca mais vi cujo perfume eu nunca
me esqueci.
O vermelho, de todas, a minha preferida relembra-me
paixões da minha vida se não foram tantas, bem que foram lindas a saudade
delas, não chegará ao fim.
Elas lembram alguém forte e tão amado que
me arrancava desse mundo ingrato impunemente deitados na macia
relva trocávamos sonhos e vida.
Nunca esquecerei, de tão doces
beijos...
|