Olho para o mar, que ampara o sol
                como se o tivesse nos braços...
                uma gaivota ilustra esse quadro
                com seu belo vôo de liberdade.

                A tristeza ronda meu pensamento
                porque a vida não me deixa voar
                como a gaivota planando sobre o mar
                 como o mar que segura o sol nos braços.

                Ontem a paz morava aqui, perto de mim
                eu sonhava todas as manhãs, sorrindo
                caminhava pela praia, sem nenhum pedido
                era feliz, tão feliz, que um dia senti medo.

                E não se deve ter medo, em nenhum momento
                ele se apossou da minha vida, alegria e sofrimento
                hoje tudo que eu sou, tudo que eu tenho
                uma prisão sem fim, que me impede os movimentos.

                Busco incessantemente fugir de mim mesma
                voltar, sem saber exatamente para onde
                porque o meu porto, era uma miragem e se foi
                sei que existe outro, mesmo que seja longe.

                Um dia estarei lá, eu nunca duvidei
                pode até demorar, o tempo não existe
                ele é só uma ilusão que nos comanda sempre
                mas sempre se liberta, quem sonha e quer amar!

                 

                          Itanhaém, 25/06/2003

                 

                 

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