O dia amanhece preguiçoso
      Boceja
      Torce
      Retorce
      E fica...

      O sol faz que vem
      Mas não vem...
      O vento ameaça
      Sair
      Espalhar
      Estragar...

      E o dia espreguiça
      Sem querer levantar...

      Eu abro os olhos
      E vejo:
      É um novo dia!
      Eu sei amar!

      Derrubo da cama
      Esse dia sereno
      E a correr invento
      Um motivo grande
      Para o dia inerte
      Querer acordar!

      É o dia do amor!

 

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Publicado em 1993,
no livro "Fala Poeta - Coletânea V"
Antologia Poética,
Faculdade Estadual de Filosofia,
Ciências e Letras de Guarapuava-PR
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