de Tere Penhabe

             

Seja bem vindo outra vez
no nosso mundo, o Natal.
Que traga muita alegria
essa festa universal
calorosa e abrangente
que envolve a toda gente.
 
A maior da cristandade
de brilhos, de som e cores
inspira a fraternidade
paz, amizade e amores.
É pena que não resista
e para sempre persista.
 
O bom velhinho que mostra
vestido com primazia
chamam-no Papai Noel,
das crianças é a alegria
nunca vi ou passei perto
mas acreditei, é certo.
 
Porém tive a conclusão
que se não o encontrava
se em casa ele não vinha
é que na neve ele estava,
bem longe do meu rincão
mesmo assim, no coração.
 
Passei a vida querendo
encontrar o tal lugar
tão mágico e tão branquinho
que o velhinho deve estar.
Mas velha acabei ficando
e continuo esperando.
 
É preciso dar presentes
enquanto tem a quem dar
porque um dia eles se vão
não adianta lamentar
mesmo havendo controvérsia
sobre toda essa conversa.
 
Uma versão que li hoje
deixou-me estupefata...
Seria o Natal somente
troca de nomes mais nada
da grande festa de Mitra
 deus sol da Roma antiga?
 
O papa Julio primeiro
mudou toda a convenção
transformando o Natal
(a festa do deus pagão)
na data que era preciso
pro nascimento de Cristo.
 
Porém de qualquer maneira
nessa parte pitoresca
a história toma seu rumo
já aqui ninguém contesta
que nasceu entre os judeus
Jesus, o filho de Deus!
 
Não se pode renegar
tudo o que nos ensinou
tal o penhor da sua vida
o exemplo que nos deixou.
Então agora é com a gente
ser borboleta ou serpente.
 
Na sua remota origem
claro que o Santo Natal
foi sempre pura magia...
Se mudou seu ritual
não mudou a emoção
que nos toca o coração.
 
A competência é dele
de nos fazer renascer
a obrigação é nossa
de tentar compreender
toda essa lição de vida
sem a qual ela é perdida.
 
A árvore representa
nossa vida renovada
a chegada de Jesus
foi para isso e mais nada.
mesmo que de antemão
pareça só tradição.
 
Presentes, há três versões
para se justificar
mas é o ato dos Reis Magos
que me faz presentear
a alguém muito querido
esperado e acolhido.
 
Seguindo a simbologia
velas indicam a luz
colocadas na janela
para se esperar Jesus,
Hoje nos deixam contentes
entre amigos e parentes.
 
Teve início na Inglaterra
costume de dar cartão
para levar o recado
que pousa no coração,
Desde que seja sincero
tem validade e eu espero.
 
Desde os primórdios tempos
a comilança já era
forma de reverenciar
à fome que sempre impera
na parte da sociedade
sem vida de qualidade.
 
São Francisco de Assis
fez o primeiro presépio
imitado com mil pompas
pelos ricos, não o clero,
que a função foi divulgar
e o povo o reverenciar.
 
Termina aqui meu cordel
mas não a boa vontade
que possamos algum dia
ter um mundo sem maldade
para tecer meu final:
- A todos: FELIZ NATAL!

 

Tere Penhabe
Santos, 07/12/2006

Nota da Autora: informações históricas colhidas na página do link abaixo:
http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm

 

  

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