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A Vida é assim Tere Penhabe
Como nuvem de poeira, Acalma suavemente... Sem algazarra ou
zoeira, Depois de uma noite inteira, A espera pelo presente.
Com o
olhar já saciado, Sem mais expectativa, O rostinho lambuzado, Dorme o
menino cansado Sem fazer estimativa.
Não crê que foi enganado, Pela
troca à revelia Do trenzinho tão amado Pelo quartel desmontado... Não
era o que ele queria.
O tempo vai se arrastar, A princípio,
lentamente Passa a ser só devagar, E sem que possa notar, Tão
desesperadamente...
Por fim, ele há de entender, Algum dia, lá na
frente Que por mais que merecer Dificilmente vai ter Seu esperado
presente...
A vida vive trocando, E o destino colabora... Às vezes
dizem que é cedo, Precisa perder o medo, Mas então passa da
hora...
Ninguém se sente enganado... Tudo que não se consegue, É
seqüela do passado, O tal presente trocado, Não há ninguém que o
renegue.
Assim vamos indo em frente, Sem cultivar desespero. Mesmo
repentinamente, Se a vida, impertinente, Não tiver conosco,
esmero.
Dizem que é merecimento, Sem direito a
rebeldia... Acumulamos tormento Sem ver chegar o advento, Da tão
sonhada alegria.
Nosso trenzinho se apaga, Lá nos trilhos da
memória... Até ser lembrança vaga Que a alma não mais afaga, Cansada de
tanta inglória.
Tere
Penhabe Itanhaém,
25/12/2007
 ©
Copyright 2007 por Terezinha A.
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