Um Certo Reveillon
de Tere Penhabe

 

Foi-se embora o Ano Velho...
Sujeitinho mal falado
Que chegou tão animado
Parecendo ser tão bom.
Mas acabou aprontando
Todos, decepcionando
Até virar desagravo:
- Chega depressa Ano Novo!

Todo o céu se enfeitou
Na contagem regressiva
E todos gritavam: - Viva!
Até mesmo o andarilho,
Coração apertadinho,
Pede a Deus um novo ninho,
Que não quer mais ficar só.

Aceitaram o seu abraço...
Mesmo sendo atrevimento,
Uma invasão no momento,
De emoção, amor e paz...
Mas quem vai determinar,
A quem devemos amar,
Sob os fogos de artifício?

Eu creio que não pedi
Amor, dinheiro e saúde...
Basta-me ter, amiúde
As emoções que eu vivi.
Vendo o ano novo chegar,
Naquela noite exemplar,
Que em minha dor pôs um fim.

Que noite linda, Meu Deus!
Nos amigos eu pensei...
Aos que pediram, lembrei
De pular as sete ondas...
E àqueles que me esqueceram
Que se foram, se perderam
Eu dediquei uma prece...

Senti-me em paz e feliz!
Como eu já nem me lembrava
E tampouco esperava
Que voltasse a me sentir...
Que o mundo possa também
Ter a fé que ninguém tem
E sem ela dói viver...

Que a esperança seja firme...
Ainda que o tempo corra
Ela tropece e não morra
Para alimentar os sonhos...
Deles, o que eu mais preciso
Nas crianças, ver sorriso
Com as mães alimentando-as.

 Tere Penhabe
Santos, 27/12/2007

 

  

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