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Trilogia
de Ano Novo Tere Penhabe
Nessas minguadas horas que me restam, Mudar o mundo não vai ser possível...
Com esses votos tantos que me emprestam, Eu chego a crer que sou mesmo
invencível.
É a legião do bem: esses que infestam, O mundo, de
alegria tão visível! Que até os deuses todos se molestam, Pelo milagre
assaz inconcebível:
Um mundo novo, limpo e reformado, De anjos
barrocos todo povoado, Feito do amém das preces com louvor.
Algumas
fadas, que hão de nos fazer, Magias incontáveis, com prazer, Quem sabe
até trazerem novo amor...
II
Paz na Terra e riqueza em
abundância, Que ninguém mais tenha necessidades, Voltem idosos, todos
para a infância, Passem a versejar amenidades.
O tempo será preso em
circunstância, Não mais se enfrentará mal das idades. Renovação total
sempre em constância, Adeus hipocrisia e até maldades...
Governos...
Estarão entre os mais sábios! As Bíblias não serão só alfarrábios,
Postos na estante para ornamentar...
Ouvir-se-á um cântico na Terra,
Dos internautas contra fome e guerra, Em bela sinfonia a se
espalhar!
III
Por essa altura, Deus inconformado, Cobre o seu
rosto já desanimado, Vendo como é difícil ensinar, O povo pela terra a
caminhar...
Com o Pai Nosso já reformulado, Oferto a Ele o que tenho
pensado, Sobre a Sua vontade eu acatar, Não tendo nada mais a desejar...
Ele me envia a sua aprovação, Na brisa benfazeja que me banha,
Pela janela chega em profusão.
Então minha vontade não se acanha:
Eu peço a Ele, não um mundo novo, Mas poder ver mudança em nosso
povo!
Tere
Penhabe Santos, 30/12/2008
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