Desde muito pequena eu percebo que diante de uma grande catástrofe, logo vem à tona, as profecias de Nostradamus. Não foi diferente agora pouco, quando houve a catástrofe da Tsunami.

          Isso, inevitavelmente leva-nos a pensar no fim do mundo...como seria?

          Às vezes me ocorre que seria como uma liquidação de loja de calcinhas da Rua Oriente...mulheres, e homens também, apesar de serem em menor número, como supõe a realidade, abalroando-se completamente envoltos no desespero de conseguir a última peça daquele modelo, que seria por certo,  uma passagem de primeira classe para o trem da morte. Muitas passagens rasgadas pela falta de compostura dos competidores e no final...aquele vazio estranho que toma conta do recinto onde houve uma liquidação.

          Alguém que se sentiu lesado, abandona o campo de batalha, e vai pra Rua Bresser ver se consegue um exemplar, mesmo pagando mais caro.

          Outras vezes, imagino o fim do mundo, como o pregão da Bolsa de Valores. A disputa seria apenas entre dois investidores.

          De um lado, Jesus Cristo, no seu adorável estilo zen. Do outro, o demônio com o jeitão de político que é alvo de CPI, deveras preocupado em escolher bem os seus comparsas. No meio, as ações, que seríamos nós, completamente loucos tentando descobrir o caminho, a verdade e a maneira certa de não sair prejudicado, exatamente como ficamos diante da urna nas eleições, porque mesmo parecendo tão evidente, corre à boca pequena que o demônio pode muito bem se fantasiar de Jesus e... se formos enganados??? É o caos total...

          Dizem que o demônio não admite pessoas que amam. Seria a única saída, porque no seu adorável estilo zen, Jesus não vai ficar gritando e se escabelando para querer este ou aquele, então, o melhor caminho seria ser desprezível para o demônio, e sobrar para as aquisições de Jesus... por isso eu amo vocês, amo muito, não duvidem.

          Numa terceira especulação, o fim do mundo seria um grande Big Brother Mundi.

          E será que eu tomaria o partido do Jean, sem ver daqui de fora o que acontece realmente? Será que eu não ia optar pelo mocinho politicamente correto que parecia ser, aquele ser ignóbil que é o Rogério? Não sei... é aí que mora o perigo. Porque apesar de adorar os meus amigos gays, nunca aceitei bem a idéia de ter um filho gay. Isso equivale dizer que eu tinha preconceito, e graças ao Jean, meu preconceito acabou. Eu preferia de 1000 para 1, ser mãe dele do que do "Dr G."

          Jean me mostrou que o maior defeito de um homem não é ser gay; é ser rei: rei da desonestidade, da hipocrisia, falsidade, e sobretudo, da ignorância.

          Mas existem tantas outras possibilidades... é difícil ser preciso nesse assunto.

          O dilúvio não seria mais plausível. Hoje em dia a humanidade é muito mutreteira. É certo que o mundo só acabaria para os menos favorecidos, e tanto eu quanto você, sabemos que não é bem assim...

          Bom, pra finalizar, se alguém fizer a passagem antes de mim, e quiser vir me contar como vai ser...é uma idéia.

          Mas por favor não me puxem os pés.

          Eu morro de cócegas...

 

Santos, 06.01.2005_11:12 hs     
 

 

 

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